10 lições extraídas de “Libere-se da dor nas costas”, do Dr. John Sarno – Parte 2

10 lições extraídas de “Libere-se da dor nas costas”, do Dr. John Sarno – Parte 2

Na primeira parte desse artigo, foram vistas cinco lições que a autora Brenda Willer diz ter extraído de sua leitura. Agora, conheça as outras cinco.

Autora: Brenda Wille

Essas foram as cinco lições apresentadas na primeira parte deste artigo:

  1. (A dor da SMT) É mais do que ‘apenas’ (algo) físico
  2. Emoções esmagadas, recheadas, enterradas, ignoradas e reprimidas
  3. O papel da privação de oxigênio
  4. A mente inconsciente: um fator complicador
  5. O poder da distração


Nessa Parte 2, são apresentadas as cinco lições restantes:

6. O condicionamento por trás da dor

Healing Back Pain explica como podemos nos condicionar a acreditar que uma determinada atividade – ou mesmo pessoa ou época do ano ou local – pode causar dor.

Se, por exemplo, você se levantou de uma cadeira um dia e sentiu uma pontada na região lombar, é possível que seu cérebro associe a postura à causa da sua dor. Seu cérebro espera que você sinta dor toda vez que se senta – e você passa a sentir. Mesmo sem perceber, criamos hábitos que não nos servem bem e que podem ser realmente complicados de quebrar, especialmente se não estamos cientes do que está acontecendo em primeiro lugar. O poder do condicionamento pode ser tão forte que podemos até mesmo ser condicionados por coisas que as pessoas nos dizem ou que lemos – o que torna ainda mais complicado quebrar os maus hábitos!

O Dr. Sarno – e outros autores que já li subsequentemente – citam muitos exemplos fascinantes de como o condicionamento contribui para a dor. Parece que podemos ser mais parecidos com os cães de Pavlov do que muitos de nós podem querer acreditar!

Eu estava um pouco cética sobre o papel do condicionamento no começo, mas com o tempo, me tornei mais hábil em perceber quando isso está acontecendo comigo.

7. A influência da personalidade

Healing Back Pain  inclui várias anedotas sobre o tipo de pessoas que geralmente experimentam a Síndrome da Miosite Tensional (SMT).

Segundo o Dr. Sarno, indivíduos que têm SMT:

  • são perfeccionistas conscienciosos
  • precisam se destacar, não apenas alcançar
  • são competitivos, determinados a progredir e mais críticos de si mesmos do que os outros
  • trabalham duro, às vezes excessivamente
  • se preocupam muito
  • muitas vezes são compulsivos e irritáveis
  • têm baixa autoestima e sentimentos profundos de inferioridade
  • carregam um forte (alguns dizem excessivamente desenvolvido) sentido de responsabilidade
  • costumam ser muito realizados.


Não foi um grande salto para mim admitir que muitas dessas características se aplicavam a mim.

8. A cura começa com a consciência

Para alguns, simplesmente saber que a fonte de seus sintomas é a tensão interior é suficiente para que a dor desapareça. Dr. Sarno relata que cerca de 95% de seus pacientes passaram por seu programa (e curaram sua dor) sem necessidade de psicoterapia. Eles melhoraram apenas porque se tornaram conscientes do que estava acontecendo entre suas mentes e seus corpos.

Por mais encorajador que pareça, pelo que eu aprendi e vivenciei pessoalmente com a SMT, não tenho certeza de que isso seja um reflexo preciso do que realmente acontece. Acho que esperar o sucesso da noite para o dia pode levar as pessoas à decepção e à frustração.

Eu concordo, porém, que a consciência é uma base essencial para nossa jornada de dor. Mesmo uma simples compreensão de como nossos corpos reagem ao estresse e ao trauma pode ser suficiente para colocar em ação os milagres da cura. Eu já vi isso acontecer tantas vezes na minha vida e na de meus clientes. Estou firmemente convencida de que crescer e expandir continuamente nossa consciência é um componente fundamental de qualquer jornada de cura (em qualquer área da vida, na verdade, não apenas quando se trata de dor).

Como em qualquer nova jornada, nem sempre é fácil navegar e descobri que não é um processo linear. Existem, no entanto, algumas ferramentas incríveis e recursos disponíveis que podem ajudar na cura.

O primeiro passo geralmente envolve ser capaz e estar disposto a olhar para as coisas de uma maneira diferente e começar a pensar de maneira diferente sobre como e por que você está sentindo dor.

“Quando você muda a maneira como olha para as coisas, as coisas que você vê mudam.”

Dr. Wayne Dyer, Psicólogo, renomado autor de livros sobre autodesenvolvimento

9. Educação: um fator chave

Uma vez que ele mudou a maneira de tratar seus pacientes, o Dr. Sarno obteve resultados surpreendentes. Em vez de depender de tratamentos físicos, ele começou a ensinar as pessoas sobre o que estava acontecendo com elas. Para sua própria surpresa, essa abordagem baseada na educação gerou bons resultados. Ficou claro para ele que ” educar o paciente sobre a SMT” era o fator terapêutico crucial. Seu plano de tratamento mudou de intervenções médicas para workshops, discussões em pequenos grupos, livros e vídeos.

Somos todos diferentes e é natural que nossas capacidades, níveis de interesse e disposição para absorver informações sejam diferentes. Quando se trata de curar da dor, eu acho que o truque é encontrar o nosso próprio ponto estratégico – aquele lugar onde sabemos o suficiente sobre a SMT para começar a cura, mas não o suficiente, ao ponto do próprio processo de educação parecer esmagador e se transformar numa outra fonte de estresse. É fácil ver como isso pode se tornar contraproducente.

Eu sou uma descobridora de fatos e, para mim, o conhecimento é fortalecedor. Eu sou viciada em fatos (alguém disse excessiva ou compulsiva?!). Eu me tornei infinitamente fascinada por cérebros, dor e neuroplasticidade e até mesmo epigenética. Muitos, claro, não compartilham o meu desejo de absorver os detalhes. Eles estão muito felizes em aprender o básico e continuar com o negócio da cura. Isso funciona também.

De qualquer forma, seja qual for o seu estilo natural de aprendizagem ou abordagem, parece que a repetição e o reforço são importantes. Isso faz sentido para mim – eu não acho que muitos de nós aprendemos nossos ABCs simplesmente lendo-os uma vez. Assim também ocorre com a SMT – para muitos de nós, esta é uma abordagem completamente diferente para a dor e saúde e cura. É compreensível que os conceitos demorem um pouco para serem resolvidos confortavelmente.

Quer você aprenda muito ou pouco, o importante é que você aprenda o suficiente para quebrar seu ciclo de condicionamento, para que possa começar – e manter – sua jornada de cura.

10. De volta ao físico

Uma das coisas que acontecem quando temos dor crônica é que começamos a viver nossas vidas de maneira diferente. Pouco a pouco, paramos de fazer as coisas porque elas doem. Achamos que devemos descansar as partes doloridas do corpo e tratar as áreas lesionadas com muito cuidado.

O Dr. Sarno acredita que é importante retomar toda a atividade física o mais rápido possível. Uma vez que você tenha aceito o diagnóstico de SMT e descoberto o que realmente está acontecendo com sua dor, segue-se que não há nada fisicamente errado com você. Não há mais razão para não fazer as coisas que você quer fazer e pensou que não podia fazer mais.

Ele reconhece o papel que o medo desempenha em nos manter presos e encoraja todos os seus pacientes a retomar a atividade normal, mesmo se eles estiverem com medo. Usando a mesma lógica, ele também recomenda que os pacientes interrompam toda a fisioterapia que estão fazendo para melhorar, já que não é mais necessária.

Lembro-me de ler isso com tanto receio pela primeira vez. Como eu poderia abandonar todas as minhas linhas de segurança?

Aos poucos, porém, comecei a perceber que realmente não tinha nada a perder. Quanto mais eu lia, mais eu entendia e aceitava o diagnóstico e mais corajosa me tornava. Em pouco tempo, surpreendi-me com todas as coisas que reintroduzi – e bani da minha vida. Foram feitas algumas tentativas e erros, ajustes e adaptações, mas agora sou muito mais ativa fisicamente do que em meio aos dias cheios de dor. Ainda faço massagens, por exemplo, mas mais por prazer do que por uma busca desesperada por cura. Eu não preciso de nenhuma terapia física há mais de dois anos e as pequenas dores que eu tive ao longo do caminho se resolveram quando me lembrei dos princípios básicos que aprendi lendo Healing Back Pain.

*Este post contém trechos de um artigo publicado originalmente no site da autora

** O Dr. Sarno deixa claro ao longo de Healing Back Pain que ele acredita que um diagnóstico de SMT só deve ser feito por um médico capaz de reconhecer tanto os “componentes físicos como psicológicos da condição”. Ele recomenda que qualquer pessoa que sofra de dor física persistente seja examinada cuidadosamente para descartar distúrbios sérios. Uma vez que os exames apropriados sejam feitos e o tratamento não tenha resultado na resolução dos sintomas, pode ser apropriado considerar a SMT como um diagnóstico alternativo, exigindo tratamento muito diferente.

ATENÇÃO! Healing Back Pain, foi traduzido livremente por mim e você pode lê-lo, sem custo, clicando aqui. E não se preocupe, não vou lhe vender nada, nem quero que se inscreva num curso, nem que seja o meu amigo, nem que goste de mim. Apenas leia algo que, se você sofrer de dor crônica inexplicável, poderá aliviá-lo.

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