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Cuidado onde apóia suas mãos: o corona nas superfícies – de novo!
O coronavírus pode viver de horas a dias em superfícies como bancadas e maçanetas. Quanto tempo dura depende do material do qual a superfície é feita e, com base nos resultados de uma pesquisa recém feita em Wuhan (China), em artigo publicado anteriormente, mencionei as principais. Ontem, no entanto, me deparei com um guia sobre o assunto postado num site sério da área da saúde. Nele, os tempos de sobrevivência do vírus nas superfícies do quadro acima aparecem mais ou menos coincidentes. Mas também outras superfícies são mencionadas e é por isso que, sob risco de parecer redundante, resolvi insistir no assunto.
16 perguntas e respostas sobre o coronavírus para pacientes com doenças crônicas
À medida que o surto de COVID-19 continua a se espalhar, os pacientes com doenças crônicas continuam a ter perguntas exclusivas para suas necessidades de saúde – e nem sempre é fácil encontrar respostas. Este post abrange as respostas de 4 médicos especialistas a 16 perguntas sobre o coronavírus vindas de pacientes cujo sistema imunológico está comprometido. Os entrevistados respondem às perguntas da melhor maneira possível num período em que as informações estão mudando rapidamente.
O diz-que-me-diz do ibuprofeno no rastro do coronavírus. E o que você me diz?
O ibuprofeno é um dos fármacos mais consumidos no mundo, se não o mais consumido. O seu princípio ativo está em meia centena de remédios anti-inflamatórios. Recentemente aventou-se que ele não seria recomendável para pacientes infectados com o Covid-19. Até a Organização Mundial da Saúde entrou nessa e depois saiu rapidinho. O ibuprofeno livrou a cara, então. Será? Este artigo sugere que há razões para continuar de olho nele e nos anti-inflamatórios em geral, no contexto do Covid-19.
Incubação do covid 19: por que os cientistas dizem o que dizem?
Este artigo mostra a fundamentação dos dados sobre a incubação do Covid-19, conforme pesquisas recentes realizadas (com dados chineses e de laboratório) na Europa e nos Estados Unidos, agregando explicações sobre termos usados corriqueiramente nas publicações afins, cujo significado muitos desconhecem.
O impacto psicológico da quarentena
A realidade da quarentena está estourando na cara de milhares, senão milhões de pessoas, absolutamente desacostumadas a ficar presas em casa mais de 2 ou 3 dias. É uma violência psicológica coletiva sem precedentes e, portanto, sem prognóstico de sucesso ou fracasso. Este artigo resume a revisão de 24 experiências de quarentenas passadas. Algumas aplicáveis ao caso do Brasil, outras nem tanto, porém todas pedagógicas. A maioria reporta efeitos psicológicos negativos, incluindo sintomas de estresse pós-traumático, confusão e raiva. Não é um bom presságio. Todavia, é o que há e convém saber disso para também oportunamente tomar medidas preventivas e paliativas a respeito.
Cuidado onde apóia suas mãos: o corona nas superfícies
O vírus que causa a doença de coronavírus (COVID-19) é estável por várias horas a dias em aerossóis e superfícies, de acordo com um novo estudo dos cientistas do National Institutes of Health, CDC, UCLA e da Universidade de Princeton no The New England Journal of Medicine. Os cientistas descobriram que o coronavírus 2 da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2) foi detectável em aerossóis por até três horas, até quatro horas em cobre, até 24 horas em papelão e até dois a três dias em plástico e aço inoxidável. Os resultados fornecem informações importantes sobre a estabilidade do SARS-CoV-2, que causa a doença de COVID-19, e sugerem que as pessoas podem adquirir o vírus pelo ar e depois de tocar em objetos contaminados.
Por que os médicos estão ignorando nossa dor?
As mulheres esperam mais tempo pelos medicamentos, lhes são prescritas drogas menos eficazes e são desproporcionalmente informadas de que “a dor está na cabeça”. A diferença de gênero entre as dores é real e está colocando as mulheres em uma desvantagem mortal. Conheça aqui a experiência australiana, um país que tem um dos sistemas de saúde melhor preparados para lidar com a dor crônica no mundo.
A nossa dor é invisível, mas nós não somos
Este artigo contém os depoimentos de seis mulheres portadoras de doenças crônicas que estão dizendo "não mais" ao estigma e aos estereótipos existentes no ambiente médico. Elas estão assumindo o comando de seus cuidados e descobrindo o que funciona para elas, nos termos delas – uma lição para todos nós.
A prática médica hoje no brasil: quo vadis?
O “problema da saúde” no Brasil tem muitas facetas. Faltam recursos, tecnologia, remédios etc. Um neurologista com vasta experiência clínica e acadêmica mira noutra direção: o que falta é uma melhor definição do que é ser médico(a), e das melhores práticas médicas, especialmente das centradas no bem-estar do paciente. E falta, também, educação para este último, o paciente, aprender a autogerenciar, ativamente e com sensatez e paciência, a sua condição dolorosa. A meu ver, este artigo deveria ser leitura de cabeceira de todo estudante de medicina. E de muitos dos seus professores, também.
Placebo como analgesia: entendendo os mecanismos
Até pouco tempo atrás o placebo era considerado algo assim como o filho bastardo da farmacologia experimental, aquela focada em testes de possíveis novas drogas. Voluntários recebiam estímulos (ex.: comprimidos, injeções etc.) de verdade e de mentira. Obviamente, se uma proporção considerável dos primeiros reagisse parecido com os segundos, a droga testada era jogada no lixo – junto com dezenas de milhões investidos no invento. Obviamente, porque como é possível alguém se curar ou se sentir mais aliviado de um distúrbio físico ou mental por obra e graça de um comprimido de açúcar? Pois ocorre que isso é possível. A neurociência tem comprovado que o poder de sugestão – e de autossugestão – embora etéreo, transita pelas vias neurais como se algo real estivesse acontecendo. O placebo exerce assim formidável influência sobre o pensamento e o comportamento, e por isso hoje é considerado pela ciência da saúde como um filho pródigo e não mais um bastardo.
Manejo da dor crônica em idosos
Nesse artigo, os autores, todos eles professores de medicina em universidades de ponta, propõem um Guia para os profissionais de saúde instruírem seus pacientes idosos sobre diversas abordagens de tratamento das dores crônicas de alto impacto, incluindo modalidades medicamentosas e não medicamentosas, como forma de ampliar seu “portfólio de gerenciamento da dor”.