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Espiritualidade: A terapia da fé – Parte 1
A possibilidade de podermos influenciar, ou até controlar uma experiência de dor persistente pareceu ser uma utopia até pouco antes da virada do século. Hoje é sabido que redes neurais no cérebro transportam informações emocionais, motivacionais e cognitivas dos centros corticais e subcorticais superiores até o corno dorsal no intuito de inibir a dor. O combustível que produz essa analgesia caseira (endógena, para os entendidos) são crenças e pensamentos positivos, da paz. É aqui que a espiritualidade, ingressa no quadro. Como um novo recurso terapêutico que, além de acessível e barato, se agrega naturalmente ao modelo biopsicossocial da medicina.
Mulheres com Dor Crônica nas costas, uni-vos! Como fazer sexo sem doer.
Que a dor lombar pode prejudicar em muito a qualidade de vida de um adulto não é novidade. As alternativas para isso acontecer são inúmeras. E paradoxalmente, uma das mais importantes é também a menos falada, ou investigada. Refiro-me a atividade sexual, que a dor lombar torna intolerável, seja provocando desconforto físico ou exacerbando a dor durante a relação sexual. O problema atinge os dois sexos e em posts anteriores ele foi comentado, primeiro no geral, e depois, do ponto de vista do homem. No caso deste último, posições a adotar durante o ato sexual recomendadas por cientistas foram descritas e explicadas. Agora é a vez da mulher.
Dor lombar não específica
A dor lombar não específica tem conotações epidêmicas em países desenvolvidos tais como EUA, Reino Unido, Alemanha, Austrália... e provavelmente também no Brasil. Em 1997, na Alemanha, diversas entidades médicas (ex.: Associação Médica Federal - BÄK, Associação Nacional de Médicos Estatutários de Seguro de Saúde - KBV, Associação de Sociedades Médicas Científicas - AWMF), se uniram na publicação de um guia médico prático sobre o tema: o German Disease Management Guideline. Esse documento, muito minucioso, foi atualizado em agosto de 2017. Ele contém muitos novos elementos. Entre outras coisas, os fatores psicossociais e relacionados ao local de trabalho recebem mais ênfase, vários procedimentos de imagem são desencorajados e recomenda-se uma avaliação multidisciplinar precoce.
Homens com Dor Crônica nas costas, uni-vos! Como fazer sexo sem doer.
Um cardápio de posições coitais distinguindo as mais adequadas das menos adequadas para pacientes homens que sejam mais ou menos tolerantes à extensão ou flexão, é um guia valioso para o médico interessado em proteger seus pacientes com dor lombar crônica. Ou para o casal inteligente. Afinal, quando as endorfinas tomam conta não há cabeça para pensar em acomodações terapêuticas, então convém ter uma conversa a dois antes. Este post fornece material para se fazer isso.
O paciente com dor crônica nas costas pode cuidar de si mesmo?
O cuidado do paciente que segue um tratamento de fisioterapia usando estratégias de autogerenciamento assistido, os autores desse artigo denominam “longitudinal”. A sua tese é a de que essa abordagem é mais congruente com a história natural da dor lombar crônica do que a da intervenção de fisioterapia tradicional, baseada em sessões curtas de cuidados voltados para a redução da dor.
Sexo e dor crônica nas costas: as evidências
A sexualidade desempenha um papel significativo na vida humana. A dor lombar pode influenciar negativamente a atividade sexual, uma vez que pode provocar desconforto físico e/ou exacerbação da dor durante a relação sexual e redução acentuada na frequência da atividade sexual. O artigo apresenta evidências de que esse problema existe, coletadas em pesquisas ao redor do mundo, e aponta seus efeitos (físicos e psicológicos), a sua relevância epidemiológica e as barreiras culturais que bloqueiam uma solução, a principal sendo a (falta de boa) comunicação entre o profissional da saúde e o(a) paciente.
Controle das emoções na Dor Crônica – Parte 5
Pacientes com dor crônica podem ter alterações na neuroquímica nos sistemas cerebrais envolvidos na analgesia psicologicamente modulada. Assim sendo, eles deveriam ter reduzido ou alterado a modulação cognitiva da dor em comparação com indivíduos saudáveis. Agora, se sabe que essas deficiências vão além da própria dor. Esses pacientes também mostram mudanças nos domínios cognitivo e emocional, e mudanças semelhantes são encontradas em modelos pré-clínicos de dor crônica. Este artigo sugere que a modulação da dor endógena altera a modulação emocional. E mostra os possíveis mecanismos dessas alterações nas regiões cerebrais relacionadas à dor.
Sono ruim, dor crônica e depressão
O termo comorbidade era desconhecido antes da Covid-19. Hoje, muitos sabem que significa a convivência de várias doenças numa pessoa só. E assim, acham natural que a diabetes, uma doença crônica, seja acompanhada, por exemplo, pela hipertensão, obesidade, ou por problemas hepáticos e/ou cardiovasculares. Mas existe um outro tipo de comorbidade, mais velada e menos pesquisada que as anteriores. Uma que combina três distúrbios que, se em separado afetam bastante a qualidade de vida, juntos podem destrui-la. Este artigo, publicado recentemente na Psychiatric Times, irá dizer que comorbidade é essa.
Controle das emoções na Dor Crônica – Parte 4
Goste-se ou não, é impossível entender a dor crônica sem saber como ela resulta de um processo de modulação que ocorre no Sistema Nervoso Central. Dor modulada, isto é, adequada não só a um estímulo (ex.: uma agressão qualquer, uma ferida) mas também a TUDO do que a pessoa é consciente (memórias da infância, inclusive) nesse momento. Já ouviu falar que a dor é um fenômeno multifatorial? Ou seja, que ela é o resultado de fatores sensoriais, cognitivos, emocionais etc.? Faz sentido, certo? Pois bem, em algo assim como um milissegundo, um processo de modulação neural captura informações de todas essas fontes e diz ao cérebro se o perigo justifica decretar dor. A dor crônica surge quando esse delicado mecanismo de auditoria falha de maneira persistente. Entender esse mecanismo é o primeiro passo para entendê-la.
O que todo estudante de medicina deveria ler no seu primeiro dia de aula
Apresento aqui um artigo de autoria da Dra. Beverly Thorn, ganhadora do Ronald Melzack Lecture Prize em 2020, a mais alta distinção da International Association for the Study of Pain, que procura provar que tanto a Terapia Cognitiva Comportamental como a Educação em Dor podem ter resultados melhores no gerenciamento da dor, na população de baixa renta. Porém, desde que usando uma metodologia mais simples que a tradicional – que ela descreve.