Artigos

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Placebo como analgesia: entendendo os mecanismos
Até pouco tempo atrás o placebo era considerado algo assim como o filho bastardo da farmacologia experimental, aquela focada em testes de possíveis novas drogas. Voluntários recebiam estímulos (ex.: comprimidos, injeções etc.) de verdade e de mentira. Obviamente, se uma proporção considerável dos primeiros reagisse parecido com os segundos, a droga testada era jogada no lixo – junto com dezenas de milhões investidos no invento. Obviamente, porque como é possível alguém se curar ou se sentir mais aliviado de um distúrbio físico ou mental por obra e graça de um comprimido de açúcar? Pois ocorre que isso é possível. A neurociência tem comprovado que o poder de sugestão – e de autossugestão – embora etéreo, transita pelas vias neurais como se algo real estivesse acontecendo. O placebo exerce assim formidável influência sobre o pensamento e o comportamento, e por isso hoje é considerado pela ciência da saúde como um filho pródigo e não mais um bastardo.
Dor crônica: onde o corpo encontra o cérebro
A dor crônica afeta e é afetada pelo “psicológico” do portador. Fornecer orientação no território emocional, comportamental, atitudinal etc., é definitivamente mais demorado do que pedir um teste ou escrever uma receita. Por isso, e por mais dezenas de outros motivos, os médicos no Brasil evitam fazê-lo. (Delegar para o psicólogo, é a praxe.) No entanto, não há tratamento para pacientes com dor crônica que faça uma diferença maior. Nesse artigo uma médica explica o porquê.
Dispensada
Um diagnóstico claro e preciso sobre o que causa dor persistente a uma mulher é raramente acessível a ela. Os motivos podem ser vários, alguns razoáveis e outros nem tanto. Mas o impacto na psique feminina é sempre o mesmo: desânimo, desamparo, raiva, culpa etc. Estranhamente, a questão é pouco ou nada debatida no Brasil. Esse post dá uma ideia de como ela vem sendo tratada noutras latitudes.
Desafios no diagnóstico da fibromialgia: do significado dos sintomas à rotulagem da fibromialgia
O diagnóstico preciso da fibromialgia (FM) pode ser indescritível. Parece que o significado dos sintomas de FM e a conceituação das queixas dos pacientes de uma maneira lógica precisam desafiar toda a experiência e discrição dos médicos praticantes. Isso significa que esses desafios diagnósticos lógicos e complexos não podem ser colocados na capacidade limitada dos critérios de FM.
A neurociência do mindfulness
A prática do mindfulness faz perceber mais informações em tempo real, o que, por sua vez, gera mais tolerância e flexibilidade ao responder ao ambiente. Você também se torna menos aprisionado pelo passado, seus hábitos, expectativas ou suposições, e mais capaz de responder aos eventos à medida que eles se desdobram. E do que você precisa para essa prática conseguir resultados à altura do que promete?
Integrando o manejo da dor na prática clínica – Parte 3
Esta é a Parte 3, e última, de um artigo que detalha pari passu as numerosas contribuições do gerenciamento da dor para o bem-estar dos pacientes, na linha de frente clínica. Nela, estão comentadas as Estratégias de Gestão Médica e Comportamental, as Intervenções Psicológicas para Dor, as Questões Psiquiátricas e de Abuso de Substâncias, além de Direções Futuras.
Integrando o manejo da dor na prática clínica – Parte 2
Esta é a segunda parte de um artigo detalhando pari passu as numerosas contribuições que o gerenciamento da dor poderia dar ao bem-estar dos pacientes, na linha de frente clínica. Nele estão comentados aspectos tais como a avaliação da intensidade da dor – medidas e congruência entre as avaliações de dor dos pacientes e dos profissionais de saúde –, avaliações de estado de humor e personalidade vis-à-vis a dor; a percepção da dor, as crenças sobre a dor e os mecanismos de enfrentamento da dor, e por fim o monitoramento de medicação para a dor e seus efeitos adversos.
Integrando o manejo da dor na prática clínica – Parte 1
Boa parte, se não a maioria, dos que marcam consulta médica o fazem porque sentem dor. No entanto, nem o que é dor, nem como aliviá-la, é ensinado nas faculdades de medicina, no Brasil. Um paradoxo e tanto, não é mesmo? Este artigo (dividido em 3 partes) detalha pari passu as numerosas contribuições que o gerenciamento da dor poderia dar ao bem-estar dos pacientes, na linha de frente clínica. A profissão dos autores, porém, é um outro paradoxo: eles são psicólogos e não médicos.
Especialistas debatem se a acupuntura pode aliviar a dor crônica
Recentemente, o sistema de saúde britânico que é público e financia o desenvolvimento de determinadas terapias alternativas, resolveu cortar o apoio financeiro dado à homeopatia. Uma situação parecida ocorreu o ano passado com a acupuntura. Veja o debate que houve em torno disso nesse artigo.