Eu sou uma mulher de 59 anos que tem dor crônica por cerca de 18 anos. No começo eu tinha ciática do lado esquerdo, e agora minha dor se expandiu para minha lombar, pescoço, braços e várias outras partes do meu corpo. Nesse post estarei cobrindo o meu “Plano de Enfrentamento” – ou como administro minha dor além do uso de medicação.

Embora a medicação seja uma ferramenta essencial para o gerenciamento da dor crônica, é realmente importante usar várias outras ferramentas – ex.: medicina complementar, como a acupuntura, a massagem terapêutica, o Reiki (ou uma outra terapia do tipo hands-on) e outras abordagens semelhantes. Mas gostaria de me concentrar em cinco formas principais de estilo de vida de tratamento da dor que funcionam bem para mim.

1. Movimento e Exercício

O exercício ajuda de várias maneiras, tanto física quanto mentalmente.  Nos meus primeiros anos como adulta, eu era muito ativa, participando de vários esportes. Por causa da dor, meu exercício agora envolve principalmente apenas caminhadas e aeróbica de baixo impacto.

Mesmo que eu esteja com dor, o movimento pode ajudar a me sentir melhor. Fisicamente, ele solta minhas articulações, me mantém flexível e me ajuda a ficar em forma. Mentalmente, tira minha mente da dor e me proporciona interação social se eu me exercitar com amigos ou em uma aula. Se estou com muita dor para me exercitar, apenas mudar de posição – de sentada para de pé ou de pé para deitada – pode ajudar a reduzir minha dor.

2. Mudança de Cenário

Mesmo que eu não esteja me sentindo bem, saindo de casa, tomando ar fresco, andando pelo quarteirão, fazendo alguma compra – qualquer coisa que me leve a um ambiente diferente pode ajudar a reduzir minha dor.

3. Distração

Essa é uma ferramenta que adotei quase por engano – ou tentativa e erro, na verdade. Pode envolver qualquer atividade que mantenha minha mente longe da dor, como ler, assistir TV, tricotar, tarefas simples como livros para colorir, etc. Eu costumava me sentir culpada com a quantidade  de  TV  que  assistia  até  perceber  como  reduz  efetivamente  meu  foco  na  dor.  A distração pode não reduzir minha dor; só me leva a um mundo diferente, longe da minha dor. Isso pode, de fato, ser uma das melhores ferramentas que tenho.

4. Grupos de Apoio

Cerca de dois anos atrás, entrei para um grupo de apoio dirigido por um psiquiatra especializado no tratamento de pacientes com dor crônica. Até me juntar a este grupo, não tinha percebido como seria útil passar tempo com outras pessoas como eu. É extremamente útil saber que não sou a única com dor crônica. É um alívio poder conversar com outras pessoas que “entendem” pelo que estou passando. Compartilhar histórias, idéias, preocupações, frustrações e ouvir o mesmo de outras pessoas é maravilhoso!

5. Nada de Exagerar

Eu aprendi que preciso ser realista sobre minhas capacidades. É fundamental que eu não exagere. É importante limitar minha atividade todos os dias, mesmo em dias “bons”, ou vou pagar mais tarde com níveis de dor mais altos. Eu costumo tentar não programar mais de uma ou duas atividades por dia. Por exemplo, participar de uma aula de exercícios pela manhã e depois almoçar com um amigo. Mesmo que eu não esteja tendo um dia ruim, eu tenho que descansar à tarde – ler na cama, meditar ou tirar um cochilo. Se eu não tiver tempo para descansar meu corpo e minha mente todos os dias, minha dor aumentará.

A dor crônica é variável, por isso, ter uma variedade de ferramentas para administrar é vital para conviver com ela com sucesso. Enquanto estou com dor todos os dias, não é todo minuto ou até mesmo a cada hora. Então eu preciso usar as ferramentas mais apropriadas para o dia, a hora ou o minuto de maneira a fazer a vida o mais confortável possível.

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1 comentário
  1. Eu gostei post
    Tenho tendinite de quadril que não passa
    Queria encontrar pessoas que tenham tido esse problema para trocar experiências

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