Como praticar pilates sem se machucar

Como praticar pilates sem se machucar
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Se você pratica Pilates regularmente, sem dúvida irá beneficiar o corpo, o cérebro, e acima de tudo, a relação entre esses dois. Pode ser, no entanto, que seus hábitos ​​de exercício estejam prejudicando-o. Ninguém está livre disso. Exercícios repetitivos mal feitos aumentam o risco de sintomas físicos e mentais que são desagradáveis ​​na melhor das hipóteses e perigosos na pior. Proteja-se. Veja como assistir 8 videos sobre exercícios de Pilates que todo mundo faz… e nem sempre bem.

“Cuide do seu corpo. É o único lugar que você tem para morar.”

Jim Rohn

Meses atrás o canal do blog no Youtube hospedou 7 vídeos com exercícios de Pilates prevenindo a dor lombar.

Esta semana agregam-se outros 8 vídeos com exercícios de Pilates (The Hundred, Crisscross, Double Leg Stretch e The Plank), porém com uma mensagem diferente: mostrar detalhadamente a Execução Certa e a Execução Errada em cada caso, no intuito de prevenir o risco de lesão.

Esses 4 exercícios, eu sei, são sobejamente conhecidos de centenas de milhares de praticantes de Pilates no Brasil.

E claro, cabe a pergunta: por que se dar ao trabalho de informar sobre algo que todos já conhecem? Pior ainda, não apenas conhecem, como praticam?

Simples, porque alguns podem estar se exercitando errado, e pagando esses erros com dor.

E de onde eu tirei a noção de que os praticantes de Pilates estariam correndo esse perigo? O de se lesionar por praticar equivocadamente os exercícios?

No Brasil não há informações sobre a hipótese. E pelo mundo afora também não, eu pesquisei a respeito e nada.

Contudo, há pistas deixadas pelos exercícios convencionais, como flexões, agachamentos e outros que você detestava fazer na escola. Ocorre que cientistas britânicos especializados em fitness analisaram 100.000 downloads desses exercícios armazenados em um aplicativo que usa tecnologia de rastreamento de movimento de alta tecnologia… e ficaram pasmos. Muitos dos movimentos de treino mais populares eram muito mal executados e colocavam as pessoas em risco de voltar a ter dor, tensionar regiões do corpo (ex.: o pescoço) e sofrer lesões mais graves.

Diante disso, a primeira reação é arremeter contra os instrutores, personal trainers ou o que for. Que eles são pouco qualificados, ou distraídos, ou displicentes, etc. Além de casuístico, porém, isso é o mesmo que culpar a moça do tempo pela chuva. Os exercícios estão aí, expostos em praça pública para o praticante estudá-los e depois se esmerar na sua execução, corrigindo erros etc. Se quase ninguém faz isso, é uma outra estória.

“Faça todos os exercícios valerem”.
Anônimo

Decidi, por fim, testar o drama em mim mesmo. Adepto do Pilates há décadas, eu assisto religiosamente a uma única aula por semana, e nos outros dias pratico em casa, sozinho. Até que ponto estaria eu me exercitando errado? Até um ponto constrangedor, descobri depois de pedir ao meu professor que avaliasse o meu risco corporal enquanto eu executava alguns dos exercícios menos exigentes do cardápio do Pilates Clássico. Foi mal. Ou melhor, eu fui mal.

O resultado da averiguação – e do meu ego para lá de combalido – foi a série de 8 vídeos mencionada no começo do post. Cada um deles apresenta um exercício (ex.: Criss-Cross) em duas instâncias: executado corretamente, ou incorretamente. Em qualquer das duas, o vídeo encerra com os pontos-chave do exercício que o praticante deve lembrar para se prevenir de lesões ao executá-lo.

Veja um exemplo a seguir:

“Qualquer exercício é melhor que nenhum exercício.”, certo? Certo, mas desde que bem executado. Lembre disso.

Nota do blog:

Aproveite de se informar do que há hospedado no canal do blog no Youtube: mais de 50 vídeos curtos sobre a dor crônica e seu gerenciamento, todos made-by-mim-mesmo. Destaque para três séries, uma sobre sensibilização central (única no Brasil), outra focada em fibromialgia e ainda uma terceira sobre dor crônica e o tratamento mente-corpo. Se você for profissional da saúde pode recorrer a eles para educar em dor seus pacientes. A custo zero. E se você for paciente… bem… pode fazer o mesmo e depois você educar o profissional que o atende.

Vídeos Publicados:

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1 comentário
  1. Sou estudante de fisioterapia e leitora assídua do blog, com assuntos sempre muito interessantes. Gosto muito de estudar a dor, apesar de achar que o faço pouco.

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