FAQ

Agradecemos a colaboração inestimável do Dr. Jaime Olavo Marquez, neurologista, e da Dra. Patrícia Bonazzi, infectologista, na revisão das informações.

Disclaimer

Vacinas

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A aplicação de uma vacina anti-Covid-19 terá efeitos colaterais?

Com certeza, embora eles não serão sentidos por todos na mesma medida. Uma das vacinas líderes, ainda na Fase 3 provocou dor no local (84% dos casos), fadiga (63%), dor de cabeça (55%), dor muscular (38%), calafrios (32%), dor nas juntas (23%) e febre (14%). Efeitos colaterais, se houver, haverá nos primeiros 3 dias após a vacinação.

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6
A autorização de uso emergencial permite a aplicação da vacina em toda população?

Não. A autorização de uso emergencial permite a aplicação da vacina apenas em grupos específicos, não para a população em geral. Já o registro definitivo, feito depois de a segurança e eficácia serem estabelecidas com a publicação dos resultados finais da Fase 3 de testes clínicos, permite a aplicação na população em geral.

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5
A CoronaVac se compara em eficácia às outras vacinas concorrentes?

Não. O Wall Street Journal disse que a CoronaVac tem eficácia acima do mínimo de 50%, o que foi confirmado pelo Butantan (SP). Ou seja, ela protege ao menos cinco de cada 10 pessoas que a tomarem, a mesma taxa mínima que o CDC americano e a ANVISA estabeleceram para autorizar vacinas nos EUA e no Brasil, respectivamente. A explicação de que essa taxa de eficácia seja bem inferior à de vacinas concorrentes é a de que vacinas de vírus inativados, como é o caso da CoronaVac, não geram uma resposta do sistema imune tão forte e duradoura quanto vacinas de vírus atenuados (que conseguem se reproduzir, embora lentamente). A vacina da Oxford/AstraZeneca é eficaz numa média de 70% dos que participaram da Fase 3. Menos eficaz que as rivais americanas, chinesas e a russa, que vão acima de 90%. Porém, é uma vacina barata e de tecnologia simples. No momento (07/01/21) a informação do Butantan é que a CoronaVac mostrou eficácia de 78%.

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3
A diferença de eficácia entre uma vacina e outra indica que elas produzem diferentes quantidades de anticorpos?

Não necessariamente. Na Fase 3, a eficácia não é medida em termos de segurança (como na Fase 2), mas de quanto a vacina se propõe a proteger o grupo vacinado nessa fase do teste clínico. Comparando quantos que tomaram a vacina e apresentaram sintomas versus os que também apresentaram sintomas sem tê-la tomado. A produção de anticorpos interessa, sim, mas não tem a ver com a eficácia.

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6
A efetividade da vacina pode variar dependendo da etnia?

É possível, uma vez que o novo coronavírus afetou diferenciadamente alguns grupos étnicos (ex. negros, pardos e latinos), fora e dentro do Brasil.

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6
A eficácia da vacina da Oxford/AstraZeneca convenceu todo mundo?

Não. Eficácia, no caso, significa que numa população de, digamos, 100 mil pessoas que tomarem a vacina, algo menos que 95 mil não ficarão doentes, ou severamente doentes. E que os 5 mil restantes, se ficarem doentes, ou muito doentes, tem boas chances de sobrevivência. Ou seja, a vacina protege todos em alguma medida. Dito isso, os desenvolvedores da vacina da Oxford/AstraZeneca divulgaram três níveis de eficácia para a vacina – uma eficácia geral de 70%, uma menor de 62% e uma alta de 90%. Isso porque a vacinação abrangeu dois grupos. O grupo maior recebeu duas doses completas da vacina, separadas por 14 dias. O grupo menor recebeu uma dose completa e outra dose pela metade. Foi um erro. E ocorre que foi justamente essa dose “errada” que acabou dando 90% de proteção, enquanto as duas doses padrão deram 62%.

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2
A eficácia de uma vacina anti-Covid-19 se mede pela quantidade de anticorpos que ela gera no vacinado?

Não. A eficácia de uma vacina Covid-19 é um conceito epidemiológico: até que ponto ela protege uma população de sofrer com a propagação do novo coronavírus, ou de ficar doente com a Covid-19. A geração de anticorpos é um conceito clínico. Ela interessa, sim, a pessoa vacinada. Mas o volume de anticorpos gerado não depende apenas da vacina, e sim, do organismo dessa pessoa. A vacina estimula a geração de anticorpos, mas é o organismo da pessoa que os reproduz.

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2
A eficácia de uma vacina influencia o número de pessoas a serem vacinadas numa população, na vida real?

Sim. Quanto maior a taxa de eficácia, menor a cobertura vacinal necessária – ou seja, o número de vacinados necessário para se alcançar a imunidade de rebanho.

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6
A época da vacinação para a gripe vai coincidir com a da vacinação para a Covid-19. Há perigo para quem se vacinar em ambas?

Não. Você também pode tomar a vacina contra a gripe. Embora a vacina contra a gripe não proteja contra Covid-19, ela pode salvar vidas e prevenir mais doenças durante a pandemia de Covid-19. As pessoas precisam fazer tudo o que podem para se manter saudáveis e não sobrecarregar nosso sistema de saúde neste outono e inverno.

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4
A imunidade fornecida por uma vacina acaba aos poucos?

Sim. A imunidade não é um interruptor que desliga durante a noite; ela vai se enfraquecendo até uma data-limite. Mas ainda não sabemos quanto tempo a proteção imunológica dura, nem sua cadência ao longo do período.

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4
A imunidade natural demora menos tempo que a imunidade fornecida por uma vacina anti-Covid-19?

Não. A imunidade natural – também chamada de “imunidade humoral” – é a imunidade obtida por quem sobrevive à Covid-19. Hoje não se sabe ao certo por quanto tempo ela se estende. Evidências iniciais sugerem que este período não será longo – mais de um ano, por exemplo – mas são necessários mais estudos para melhor compreender isso.

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6
A imunização em massa irá controlar a pandemia, através do controle imediato da Covid-19?

Improvável. Vacinas contra a Covid-19 não visam evitar o contágio e, sim, a forma mais grave da doença. O objetivo das vacinas antivírus é prevenir doenças clínicas, sintomáticas, e não necessariamente prevenir infecções. Evitando que as pessoas infectadas adoeçam, evita-se que elas fiquem gravemente doentes. Eis o objetivo final.

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5
A imunização natural alcançada após se curar da infecção é mais poderosa que a imunidade fornecida por uma vacina?

Obviamente, depende da efetividade da vacina, mas mesmo assim o assunto é controverso.

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5
A lentidão na vacinação cria um problema?

Sim. Se a campanha de vacinação se alongar demais, 18 meses, por exemplo, há o risco de nunca se atingir a imunidade de rebanho porque os primeiros vacinados perderão imunidade e irão engrossar o grupo dos que precisam se vacinar. E assim, indefinidamente.

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2
A primeira dose da vacina, sozinha, não fornece qualquer imunidade.

Não. A primeira dose da vacina da Pfizer, por exemplo, fornece alguma imunidade, notoriamente entre o 10 e 14 dia depois da aplicação. Porém, esse nível de imunidade pode ser insuficiente para se proteger da Covid 19.

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4
A segunda dose de uma vacina que é aplicada em duas doses, fortalece a memória da imunidade?

Sim. Em parte, porque essa segunda dose funciona como um treino extra das células que foram ensinadas a produzir os anticorpos pela primeira dose. Um processo chamado de “maduração da afinidade”. Um bom nível de “maduração da afinidade” fornece a proteção considerada suficiente para aprovar uma vacina.

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5
A Segunda Onda viral hoje em curso em todo o mundo, o Brasil inclusive, foi engordada por reinfectados com a Covid-19?

Impossível. O número de reinfectados, dos quais hoje se conhecem oficialmente apenas 30, deve ser muito pequeno.

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6
A tecnologia da vacina de RNA mensageiro (mRNA) nunca foi testada e aprovada antes?

Nunca. Porém, vários estudos de vacinas de mRNA em humanos foram realizados nos últimos 10 anos. E, desde o início da pandemia, as vacinas da Pfizer e da Moderna foram testadas em dezenas de milhares de pessoas em todo o mundo e passaram por um rigoroso processo de aprovação de segurança.

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5
A vacina contém material genético?

Sim. Qualquer material de uma planta, animal, micróbio etc., contém informação genética que passa de uma geração a outra. Essa informação fica nas células, em moléculas das quais você já ouviu falar – DNA and RNA – que controlam a reprodução, o desenvolvimento, o comportamento… A vacina da Pfizer-BioNTech, contém 10 ingredientes, dos quais apenas um é material genético: uma molécula chamada RNA mensageiro, ou mRNA – o material genético visado também pela vacina da Moderna. Os outros são substâncias gordurosas e açúcares que estabilizam a vacina.

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7
A vacina CoronaVac é competitiva?

Sim. A CoronaVac é baseada em um vírus cultivado em um laboratório que, em seguida, é morto – ou “inativado”. Duas doses de CoronaVac em diferentes concentrações e usando diferentes esquemas de dosagem foram bem toleradas e moderadamente imunogênicas em adultos saudáveis com idade entre 18-59 anos. A incidência de reações adversas no grupo de 3 microgramas e 6 microgramas foi semelhante, indicando que não há problemas de segurança relacionados com a dose. A maioria dos efeitos colaterais foram leves, sendo dor no local da injeção o mais comum. Em agosto/2020, a CoronaVac foi aprovada para uso emergencial em grupos de alto-risco, na China.

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4
A vacina Coronavac é segura e eficaz?

Isso somente será sabido se e quando a Sinovac, a sua desenvolvedora, abrir os dados da Fase 3. Até hoje (24/12/20) isso não ocorreu. De todo modo, a Coronavac é uma vacina de vírus inativado e esse tipo de vacina costuma ser segura.

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6
A vacina CoronaVac tem boa capacidade imunizante?

Sim. Isso chama imunogenicidade. A capacidade de uma substância estranha, como um antígeno, de provocar uma resposta imune no corpo de um ser humano ou de outro animal. O teste clínico da CoronaVac produziu anticorpos neutralizantes em 92% daqueles injetados com baixas doses de concentração (3 microgramas), e em 98% daqueles que receberam doses em dobro da anterior, com 14 dias de diferença entre uma e outra.

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5
A vacina Coronavac tem efeitos colaterais?

Toda vacina tem. Entre os 9 mil voluntários que já participam dos testes da CoronaVac no Brasil, 35% deles tiveram efeitos adversos. Os mais comuns foram dor, edema e inchaço no local da aplicação, dor de cabeça e fadiga. Não foram detectados efeitos colaterais graves.

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7
A vacina COVID-19 tornará a gente mais suscetível a outras doenças?

Não. A própria infecção, sim, pode suprimir o sistema imunológico do hospedeiro e afetar negativamente a produção de anticorpos. As vacinas, ao contrário, aumentam a imunidade adaptativa, aquela adquirida após a exposição ao novo coronavírus. As vacinas em geral não resultam em supressão imunológica que deixa as pessoas suscetíveis a várias doenças. Elas fazem com que o corpo reconheça a proteína do vírus para que o sistema imunológico do corpo possa desenvolver uma resposta a ela. E elas também não contêm vírus vivos que podem causar doenças.

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5
A vacina da coalizão COVAX chegará nas nações menos desenvolvidas – o Brasil, inclusive – ainda no primeiro trimestre de 2021?

Sim. É o previsto. Essa vacina está sendo produzida na Coréia do Sul e, segundo a Organização Mundial da Saúde, irá para 165 países – o Brasil, inclusive. A contribuição brasileira foi de US$ 40 milhões.

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2
A vacina da Pfizer é administrada em duas doses separadas por um mês?

Não. Nos testes, a primeira dose provocou uma forte resposta imunológica entre o décimo dia e o décimo quarto dia. A segunda dose é depois de 3 semanas (21 dias). No caso da vacina da Moderna o intervalo é de um mês (28 dias).

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5
A vacina da Pfizer e da Moderna são iguais em tudo.

Não. Ambas as vacinas ativam o mRNA mensageiro, porém diferem quanto as condições de conservação. A vacina da Pfizer precisa ser armazenada até 30 dias entre menos 80 graus Celcius e menos 70 graus Celcius, e a vacina Moderna precisa de temperaturas em torno de menos 20 graus Celcius, que é próxima à temperatura de freezers de nível comercial. (A AstraZeneca, afirma que precisa de uma temperatura de refrigeração regular de 2 a 8 graus Celcius.) A vacina da Moderna pode permanecer a menos 20 graus Celcius por até seis meses e, em seguida, por um mês na geladeira, de acordo com a empresa. A vacina da Pfizer requer até 30 dias congelada a – 70 graus Celcius. Os centros de vacinação podem transferir os frascos para condições de armazenamento de 2-8 ° C por mais cinco dias, por um total de até 35 dias. Uma vez descongelados e armazenados sob condições de 2-8 ° C, os frascos não podem ser recongelados ou armazenados sob condições de congelamento.

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3
A vacina da Pfizer precisa de uma seringa específica?

Sim. Do tipo low dead-volume.

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2
A vacina da Pfizer/BioNtech gera anticorpos suficientes para conter o vírus?

É mais do que isso. Uma vez que as células fazem a proteína spike do vírus, a resposta imune inclui não apenas anticorpos neutralizantes, mas também as células T assassinas induzidas por vacinas de vírus vivos.

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5
A vacina é um risco maior do que contrair a doença; devemos deixar o vírus seguir seu curso naturalmente?

Não. A Covid-19 está a caminho de se tornar o principal assassino em doenças infecciosas no mundo em 2020, excedendo o número anual de mortes por HIV, tuberculose e malária. Ele mata 3 vezes mais que a gripe. “Permitir que o vírus” siga seu curso “, como dizem os defensores da imunidade coletiva, exigiria milhões de novos casos e centenas de milhares de mortes, apenas nos Estados Unidos.

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4
A vacina evita o contágio com o novo coronavírus?

Não, a vacina evita a Covid-19, que é a doença que o vírus provoca. A vacina não impede que o vírus entre no corpo, principalmente pelo nariz.

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5
A vacina mata o vírus?

Não. A vacina impede que ele mate a célula – e assim faz com que ele morra de inanição, digamos assim.

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4
A vacina Oxford/AstraZeneca Covid dá “boa proteção?

Sim. Até o momento (06/01/21) essa vacina tem mostrado ser segura e eficaz. Segura porque numa população, os efeitos colaterais entre os vacinados serão leves, e os eventos adversos, poucos. E eficaz porque protege ao menos 50% de uma população, de ficar severamente doente com a Covid-19, e em último termo, de ir à óbito. Além de reduzir também a propagação da Covid, em alguma medida, tornando a imunidade de rebanho mais próxima.

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2
A vacina pode afetar a fertilidade da mulher?

Não se sabe. Há evidências, sim, de que a Covid-19 afeta a fertilidade.

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7
A vacina ser 95% eficaz, por exemplo, significa que eu tenho 95% de chance de ficar imunizado se aplicá-la?

Não. A eficácia é a imunização prevista após o teste da Fase 3, a efetividade é a imunização alcançada na vida real. Essa seguramente será algo menor.

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5
A vacinação em massa pode deflagrar mutações nas cepas do coronavírus?

Certamente. A vacinação em massa força o vírus a se esforçar cada vez mais para achar hospedeiros. Ameaçado na sua sobrevivência, ele muda no intuito de evitar o reconhecimento por parte de anticorpos.

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6
A variante do vírus descoberta no Reino Unido é perigosa?

Não se sabe ao certo. Essa nova variante do coronavírus é significativamente mais transmissível e parece estar fora de controle. Ela já é responsável por mais de 60% dos novos casos de Covid-19 em Londres, porém ainda não é claro se esse aumento não se deve também ao comportamento relaxado da população nas primeiras semanas de dezembro.

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4
Acabar com a pandemia no Brasil depende só da vacinação em massa?

Não. Essa pandemia é impulsionada pelo comportamento humano. Se muita gente continuar a ignorar as medidas de distanciamento social, a transmissão do vírus não vai parar nem sequer em dois anos. Assim sendo, é urgente se preparar o quanto antes para a eventualidade da pandemia diminuir aos poucos. Isso requer criar capacidade de testagem contínua e de rastreamento de contato em nível municipal, agora. Isso será fundamental para lidar com a resistência da pandemia nos próximos meses, fora novas medidas de isolamento e quarentenas.

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6
Alguma das vacinas em vias de aprovação especificou a imunidade oferecida?

A desenvolvida pela Moderna. Noventa dias após a primeira dose, e 60 depois da segunda. O intervalo entre as duas doses é de 1 mês. Em 13/12, o CEO da BioNTech, associada à Pfizer, disse que a reimunização poderá ocorrer em dois anos.

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6
Algumas pessoas podem optar por não receber a vacina por causa do medo de agulhas?

Sim. Entre 3,5% e 10% da população tem transtorno de ansiedade por fobia de agulha.

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2
Após ser vacinada, uma pessoa poderá participar de aglomerações em perigo?

Não. A imunidade não é um botão do tipo “liga/desliga”; é um disco daqueles usados (antigamente) para ajustar o volume do rádio ou do aparelho de som. Sem imunidade coletiva, o vírus ainda estará circulando na população e sempre haverá uma chance de que a vacina não esteja funcionando para você.

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4
Após tomar a vacina poderei viajar e ficar sem máscara?

Sim e não. Poder viajar, certamente. Em segurança total, dificilmente. Até porque se muitos dos viajantes estiverem vacinados, tudo o que a pandemia ensinou é que eles, se sentindo mais seguros, vão abandonar as medidas de precaução – o uso da máscara inclusive. A circulação do vírus vai continuar, mais ou menos, durante todo o próximo ano.

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2
Após tomar a vacina, o meu risco de infecção será menor que se eu tiver me infectado naturalmente com o novo coronavírus?

Não. A previsão dos estudiosos é que a imunização natural é menos efetiva que a fornecida por uma vacina.

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4
As mulheres que amamentam seus bebês correm perigo se vacinando contra a Covid-19?

Não se sabe. As pacientes devem ser informadas de que essas vacinas não foram testadas em mulheres que amamentam. Em geral, os benefícios da vacinação de mulheres que amamentam geralmente superam os riscos potenciais. No entanto, um risco para os recém-nascidos não pode ser excluído. Até o momento (06.01.21) o Ministério da Saúde ainda não incluiu as mulheres nessa condição nos primeiros grupos de risco a vacinar.

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2
As mutações do novo coronavírus podem no futuro inutilizar as vacinas anti-Covid-19 que hoje conhecemos?

Certamente. Porém daqui a vários anos e só se os desenvolvedores das vacinas paralisassem suas pesquisas, o que não acontece num mercado competitivo como o das vacinas.

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5
As mutações do vírus afetam a efetividade da vacina?

Normalmente, os vírus sofrem mutação (a mudança no material genético no vírus). Isso acontece em taxas diferentes para vírus diferentes e as mutações não afetam necessariamente o quão bem a vacina funciona contra o vírus.

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4
As novas mutações descobertas nesse fim de ano no Reino Unido vão prejudicar a eficiência das vacinas?

De todos os vírus, incluindo coronavírus, novas cepas ou variantes estão constantemente surgindo, algo para o qual os cientistas que desenvolvem vacinas estão se preparando. Especialistas dizem ser muito improvável que, com base nas informações disponíveis até o momento, essas novas variantes prejudicará a eficácia das vacinas já aprovadas para uso em massa na população.

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5
As vacinas contêm tecido pulmonar de fetos abortados?

Não. Não há células fetais usadas em qualquer processo de produção de vacina. Os desenvolvedores da vacina na Universidade de Oxford dizem que trabalharam com células clonadas, mas essas células não são células de bebês abortados. As células funcionam como uma espécie de fábrica. Ela cria uma forma muito enfraquecida do vírus que foi adaptada para funcionar como uma vacina. Mas, embora o vírus enfraquecido seja criado a partir dessas células clonadas, esse material celular é removido quando o vírus é purificado, e não é usado na vacina.

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4
As vacinas COVID-19 devem conviver com as medidas preventivas (ex.: distanciamento social)?

Sim. Embora uma vacina seja a melhor maneira de prevenir que mais pessoas contraiam COVID-19, sejam internadas e eventualmente morram, as vacinas não dissiparão a pandemia com rapidez. Mesmo que todos no Brasil concordassem com a vacinação, o que não é o caso, ela não seria simultânea. E lembremos que nenhuma vacina será 100% efetiva contra o novo coronavírus. Portanto, todas as outras medidas preventivas, como o uso de máscara, o distanciamento social etc. precisarão valer até um número substancial de pessoas serem vacinadas.

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5
As vacinas mais passíveis de serem usadas no Brasil vão deter de vez a transmissão do vírus?

Não. As vacinas cogitadas – Pfizer, Oxford, CoronaVac… – parecem focadas no controle dos sintomas da doença, em vez de impedir que o vírus infeccioso seja transmitido de pessoa para pessoa. Elas certamente são valiosas, mas não visam a redução rápida da disseminação viral, o que teria maior chance de eliminar um patógeno (doença) de uma população.

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2
As vacinas protegem de variantes de vírus?

As vacinas Pfizer-BioNTech e Moderna induzem uma resposta imune apenas à proteína spike carregada pelo coronavírus em sua superfície. As vacinas em geral, são adaptáveis a variantes. A tecnologia mRNA usada nessas vacinas é muito mais fácil de ajustar e atualizar do que a das convencionais. As novas vacinas também geram uma resposta imune massiva, então o coronavírus pode precisar de muitas mutações ao longo dos anos antes que as vacinas precisem ser ajustadas. A Pfizer-BioNTech anunciou que pode se adaptar (em 6 semanas) para neutralizar a variante surgida no Reino Unido. Lembremos também que cada pessoa infectada produz um repertório grande, único e complexo de anticorpos. O sistema imunológico do corpo é também um adversário formidável do vírus.

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5
As vacinas protegem todas as cepas do novo coronavírus conhecidas?

Sim. Felizmente, como a taxa de mutação do novo coronavírus é muito baixa, comparado com os da influenza ou do HIV, não há variação significativa no código genético do cromossoma.

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5
As vacinas que o Brasil se apresta a comprar são todas eficazes em idosos?

Não. A eficácia da Pfizer/BioNTech, Fase 3, em adultos com mais de 65 anos de idade foi superior a 94% – equivalente às cifras de todos os grupos acima de 12 anos. Após a Fase 3, a Moderna e a Oxford University/AstraZeneca dizem o mesmo sobre adultos acima de 56 anos, embora as amostras no caso tenham sido pequenas. No Brasil, na Turquia e na Indonésia, a CoronaVac está sendo testada na Fase 3 apenas em pessoas com idade entre 18 e 59 anos. A vacina russa recém começou a ser testada em idosos no fim de 2020.

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4
As vacinas que vem por aí deverão ser aperfeiçoadas?

A primeira geração de vacinas tende a ser imperfeita, e algumas talvez não previnam plenamente a infecção, mas reduzam os sintomas. Mesmo assim, podem não funcionar para todos ou por muito tempo.

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3
As vacinas são seguras?

A vacinação é segura e os efeitos colaterais da vacina são geralmente menores e temporários, como dor no braço ou febre baixa. Efeitos colaterais mais graves são possíveis, mas extremamente raros. Qualquer vacina licenciada é rigorosamente testada em várias fases de testes antes de ser aprovada para uso e regularmente reavaliada assim que é introduzida. Os cientistas também monitoram constantemente as informações de várias fontes em busca de qualquer sinal de que uma vacina possa causar riscos à saúde.

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3
As vacinas são, em geral, seguras e bem toleradas durante a gravidez?

Sim. Especificamente, nem a vacina Pfizer nem a Moderna contém o vírus vivo SARS-CoV-2, portanto, não há risco de a mulher grávida ou seu feto desenvolver Covid-19. Fora isso, o mRNA usado em ambas as vacinas para estimular uma resposta imune protetora nunca entra no núcleo de uma célula. Isso significa que não interage com o DNA que codifica o genoma humano da mãe ou do feto.

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2
As vacinas serão aplicadas apenas no Sistema Público de Saúde? Ou poderei tomá-las em hospitais privados?

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou (em 15/12/20) que assim que uma vacina contra a Covid-19 for autorizada oficialmente para o sistema público, obtendo o registro definitivo (não apenas o emergencial), ela poderá também ser aplicada por hospitais e clínicas particulares. Ainda não está claro quanto vai custar a dose de vacina na iniciativa privada.

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4
As vacinas vão diminuir a epidemia?

Sim. Porém, não sozinhas. E o próprio sucesso delas também não depende unicamente delas. As vacinas não protegem apenas as pessoas que as recebem. Como elas retardam a propagação do vírus, elas podem, com o tempo, também reduzir as novas taxas de infecção e proteger a sociedade como um todo. Mas mesmo uma vacina com eficácia extremamente alta em ensaios clínicos terá um pequeno impacto se apenas algumas pessoas a tomarem. As vacinas não salvam vidas; os programas de vacinação salvam vidas.

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2
Assim que eu for vacinado vou ficar protegido da doença?

Não. Quando você se vacina, temos que esperar por uma coisa chamada “seroconversão”, que é o processo pelo qual seu corpo reconhece o conteúdo da vacina como um invasor e começa a intensificar seu ataque a esse invasor. Isso eventualmente leva ao desenvolvimento de anticorpos que o protegem do vírus. Esse processo pode levar várias semanas. Portanto, se você tomar a vacina COVID-19 e logo depois for exposto ao vírus, ainda poderá desenvolver a doença – levando à percepção de que adquiriu a doença com a vacinação, o que é incorreto.

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4
Como a vacina da Pfizer contém material genético, ela vai mexer com DNA da pessoa?

Não. A vacina ativa uma molécula encontrada naturalmente nas células humanas que chama RNA mensageiro, ou mRNA. Um material genético que pode instruí-las a produzir uma proteína chamada spike. Ela está presente na superfície do coronavírus e, uma vez fabricada, ensina o sistema imunológico a reconhecer o coronavírus e a produzir anticorpos contra a proteína para assim combatê-lo no futuro. Injetar RNA em uma pessoa não faz nada com o DNA de uma célula humana.

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5
Como decidir se convém se vacinar?

Visualize uma balança, dessa antigas… de pesar alimentos ou metais. Num dos dois pratos ponha as chances, hoje cada vez mais reais, de você ficar doente por conta do vírus, ou de vir a sofrer coisa pior. E não só você, mas também gente que você ama ou estima. No outro prato, ponha os efeitos colaterais da vacina – ao menos um por pessoa… dor no local, febre… todos, aliás, geralmente muito leves. E efeitos a longo prazo, hipotéticos porque atualmente não são conhecidos. A vacina ajudará a evitar que você pegue a Covid-19, criando uma resposta de anticorpos (sistema imunológico) sem ter que ficar doente. E então decida.

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4
Como funcionam as vacinas de mRNA?

As vacinas de mRNA contêm material do vírus que causa a Covid-19, que dá às nossas células instruções sobre como fazer uma proteína inofensiva que é exclusiva do vírus. Depois que nossas células fazem cópias da proteína, elas destroem o material genético da vacina. Nossos corpos reconhecem que a proteína não deveria estar lá e constroem linfócitos T e linfócitos B que se lembrarão de como combater o vírus que causa Covid-19 se formos infectados no futuro.

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4
Como funcionam as vacinas de subunidade de proteína?

As vacinas de subunidade de proteína incluem pedaços inofensivos (proteínas) do vírus que causam Covid-19 em vez de todo o germe. Uma vez vacinado, nosso sistema imunológico reconhece que as proteínas não pertencem ao corpo e começa a produzir linfócitos T e anticorpos. Se formos infectados no futuro, as células de memória reconhecerão e combaterão o vírus.

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5
Como funcionam as vacinas de vetor viral?

As vacinas de vetor contêm uma versão enfraquecida de um vírus vivo – um vírus diferente daquele que causa a Covid-19 – que possui material genético do vírus que causa a Covid-19 inserido nele (isso é chamado de vetor viral). Assim que o vetor viral está dentro de nossas células, o material genético dá às células instruções para produzir uma proteína exclusiva do vírus que causa Covid-19. Usando essas instruções, nossas células fazem cópias da proteína. Isso leva nosso corpo a construir linfócitos T e linfócitos B que se lembrarão de como combater esse vírus se formos infectados no futuro.

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5
Como funcionam as vacinas de vírus inativados?

Esta vacina induz à produção de anticorpos a partir do vírus inativado. Para isso, o vírus SARS-CoV-2 é cultivado em células e inativado com substâncias químicas e biológicas. Quando a vacina é administrada no organismo humano, as proteínas virais conservadas induzem uma resposta imune, e são produzidos anticorpos contra o patógeno. Após esta imunização, o indivíduo não manifesta a doença mesmo quando infectado, pois os vírus são controlados pelos anticorpos de memória.

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5
Como saber se uma variante do vírus pode afetar a eficácia da vacina?

Checando se os anticorpos produzidos pela vacina, e mesmo aqueles que as pessoas infectadas já produziam sem vacina – a chamada “imunidade humoral” – são capazes de identificar o vírus mesmo após ele ter sofrido a(s) mutação(ões). A ineficácia de uma vacina ocorre quando o vírus muda tanto que se esquiva dos anticorpos que produzimos e continua, portanto, a infectar as pessoas. Se esse ponto for alcançado, os pesquisadores terão que reformular as vacinas.

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5
Como se garante a segurança de uma vacina?

Através de vigilância rigorosa, permanente e acima de tudo, transparente e isenta. A segurança é uma prioridade absoluta durante o processo de aprovação da vacina, especialmente na Fase 2. Ela continua presente em todas as etapas seguintes. Por isso, não é incomum que um ensaio clínico seja temporariamente interrompido quando um possível efeito colateral inesperado (denominado evento adverso) é detectado.

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5
Como será a logística de distribuição das vacinas?

Os lotes vão ser distribuídos aos Estados e ao Distrito Federal por transporte aéreo ou rodoviário. A partir daí, a responsabilidade de distribuir a vacina aos municípios fica a cargo dos Estados.

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4
Como vai funcionar a vacinação?

A vacinação será nos mesmos moldes do programa de imunização já existente, ou seja, gratuita e com a aplicação de doses nas unidades de saúde municipais e estaduais. Segundo a ANVISA, em determinado momento será autorizada a vacinação também em clínicas e hospitais particulares.

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Convém esperar a campanha de vacinação começar para se vacinar com segurança?

Pesquisas indicam que 8 em 10 americanos querem se vacinar, mas a metade prefere esperar para ver. Mas essa demora anula o próprio conceito da vacina e prejudica o seu objetivo mais importante, que é preservar a saúde da população e não a de Fulano ou Sicrano. O objetivo da vacina Covid-19 é frear a transmissão do vírus, para assim ir reduzindo o número de novos casos, hospitalizações e mortes. Uma demora inútil vai manter em vigência novos casos e mais mortes… assim como a pressão sobre um sistema de saúde já exaurido.

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Crianças com menos de 16 anos vão receber a vacina nessa primeira etapa da vacinação?

Não, até isso ser recomendado por testes clínicos que recém começam a ser feitos (ex.: Pfizer, Moderna). De qualquer maneira, crianças não integram o grupo de risco maior.

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De dois infectados numa mesma moradia, um responde bem à infecção e o outro não. Qual o motivo?

Pode haver uma explicação genética, ainda que muito parcial. Uma pequena proporção dos doentes graves com Covid-19 (3,5%) sofre de baixa produção de interferons, os que fornecem uma barreira antiviral.

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Depois de receber a segunda dose da vacina, passados 10 dias (no caso da vacina da Pfizer) eu estarei imune para sempre?

Não. A imunidade fornecida pelas vacinas de primeira geração deverá ficar em 3 a 12 meses. A Moderna, a única a se pronunciar sobre isso até o momento, aponta 90 dias após a primeira dose.

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É óbvio que quem já foi infectado com a Covid-19 deve receber a vacina?

Não. O assunto ainda é controverso. A recomendação geral é, sim, tomar a vacina. Mas uma agência sanitária importante, como os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) americano, prefere esperar por recomendações de cientistas antes de comentar se as pessoas que convalesceram da Covid-19 devem receber uma vacina para se proteger dela. Como num primeiro momento a vacina está em falta, a espera faz sentido.

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É possível que uma pessoa tenha se infectado com o vírus que causa Covid-19 antes ou logo após a vacinação e adoeça?

Sim, é possível. Isso pode ocorrer, pois a vacina não teve tempo suficiente para fornecer a proteção necessária.

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É verdade que a vacina da Pfizer contém um microchip para fazer o rastreamento e seguir a pista do vacinado?

Não. De fato, as seringas de vacina poderiam conter um microchip para coletar informações sobre quando e onde a vacina foi administrada, segundo a empresa que o ofereceu ao governo americano. Os números de série evitariam a falsificação, confirmariam a data de validade, e ajudariam as autoridades sanitárias a saber quantas pessoas foram vacinadas em um local quando ocorrem os surtos. Mas o microchip não seria injetado em seu corpo, e nenhuma informação pessoal ou do paciente seria registrada no dispositivo. Mas o governo americano parece não ter optado pelo microchip.

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Eficácia suficiente, numa vacina, quer dizer que o imunizante atingiu o nível de eficácia que os seus desenvolvedores almejavam?

Não. O termo não é técnico e foi usado numa coletiva de imprensa pelo Secretário de Saúde do Estado de São Paulo para indicar que o teste clínico da CoronaVac (Sinovac/Butantan) teria atingido a “superioridade da eficácia da vacina com índices exigidos pela Anvisa e Organização Mundial de Saúde (OMS)”. Depois ele disse que esse índice seria de 50%.

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Em que se diferencia uma vacina anti-Covid-19 cuja taxa de eficácia é de 50%, de outra em que essa taxa é de 95%?

Fora a tecnologia e a diminuição de risco oferecida, a diferença está em que uma campanha de vacinação baseada numa vacina de 50% de eficácia irá precisar vacinar muito mais gente e, portanto, demorar mais em atingir a imunidade de rebanho, que uma outra campanha usando uma vacina com eficácia de 95%.

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Em seis meses de vacinação em massa a pandemia acaba?

Não. A vacinação em massa não ocorre de um dia para outro e, mesmo que a vacina seja 90% efetiva, ela leva tempo para ser distribuída e ministrada num país enorme e complexo como o Brasil. Fora isso, a proteção por ela fornecida pode ser temporária, e seus efeitos de longo prazo, assim como os das mutações do novo coronavírus e das sequelas da Covid-19, são desconhecidos.

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Eu posso me reinfectar com o novo coronavírus e pegar a Covid-19 de novo?

É possível, embora nada comum. Mesmo que os 30 reinfectados oficialmente reconhecidos em todo o mundo sejam muitos mais, eles continuarão sendo uma parcela ínfima da população.

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Eu tenho 61 anos e quero tomar a vacina da Oxford. Tudo bem?

Sim, desde que seja realista nas suas expectativas. Essa vacina reportou segurança semelhante para todos acima de 18 anos. Mas não no caso da eficácia. A fase 3 do teste clínico envolveu dois grupos de voluntários. No primeiro grupo, a eficácia dessa vacina foi de 62%, e no segundo de 90%. Mas no primeiro grupo a participação dos com mais de 56 anos foi de 17%, e no segundo grupo, nenhuma, zero. Por isso, não dá para garantir a priori que essa vacina funciona a todo vapor, em idosos. Em geral, talvez interesse saber que historicamente as vacinas também protegem os idosos, mas algo menos que os não idosos. Por isso, nos EUA a vacina da influenza é diferente, no caso deles.

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Existe a possibilidade de uma vacina supertestada ajudar a espalhar o vírus?

Sim. Duas possibilidades. Primeira, as pessoas podem transmitir o vírus durante semanas depois de vacinadas. Segunda, se as pessoas vacinadas se sentirem blindadas e pararem de usar máscaras e tomar outras medidas de segurança, a sua conduta terá o mesmo efeito de um negacionista. Elas poderão incentivar outras pessoas do seu convívio ainda susceptíveis a infecção a fazerem o mesmo, aumentando as chances de espalhar o coronavírus.

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Grávidas de menos de 2 meses podem se vacinar?

Em princípio, grávida nenhuma, até 2 meses de ter tido filho, nem enquanto estiver amamentando. Grávidas foram excluídas na Fase 3 e não há dados para afirmar que podem se vacinar. Contudo, o FDA americano está deixando em aberto a possibilidade de que mulheres grávidas e amamentando possam optar pela imunização contra o coronavírus.

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Jovens precisam se vacinar?

Certamente. Eles não são imunes, podem ficar gravemente doentes e até morrer. E podem infectar outros.

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Mesmo as vacinas anti-Covid-19 já sendo aplicadas em vários países, há coisas que ainda não sabemos sobre o que fazer depois de aplicadas?

Sim. É líquido e certo que na história da humanidade nunca houve nada melhor para conter um vírus que uma vacina que for 1) segura e 2) cuja eficácia for um milímetro superior a 50%. Vale a pena saber, todavia, o que ainda não sabemos sobre as vacinas anti-Covid-19: 1) Não sabemos por quanto tempo as vacinas X ou Y imunizam, ou seja, protegem o vacinado de ficar doente; 2) Não sabemos se separar as duas doses de uma mesma vacina por 3 meses, pode dar o mesmo resultado, em termos de segurança e eficácia, entendida esta como a imunização da pessoa, que separar por 3 semanas; 3) Não sabemos se tomar uma primeira dose da vacina A, e depois tomar a segunda dose da vacina B, pode provocar efeitos colaterais ou eventos adversos, ou reduzir a imunização; 4) Não sabemos se as vacinas que o Brasil mais cogita comprar – Pfizer/BioNTech, Oxford/AstraZeneca, CoronaVac – funcionam igualmente, em termos de eficácia, para todas as faixas etárias acima de 18 anos; 5) Não sabemos quantas pessoas precisam se vacinar no país, nem em quanto tempo, para se alcançar a imunidade de rebanho.

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Mesmo eu estando assintomático, devo tomar a vacina?

A imunidade obtida será maior que a que você já deve ter alcançado naturalmente. A produção de anticorpos na Fase 2 dos testes da maioria das vacinas tem sido 3 ou 4 vezes maior que no caso da imunidade natural.

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Mostrar que a vacina é segura não quer dizer nada?

Quer dizer muita coisa, porém ainda insuficiente para registrar uma vacina. O mais importante é a sua eficácia. Ou melhor, a sua efetividade: a eficácia na vida real, e não num teste controlado como é na Fase 3. Precisa ver se ela protegeu contra a doença, se ela deixou a doença mais branda, e para observar isso precisa de tempo.

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Mulheres grávidas correm perigo se vacinando contra a Covid-19?

Não se sabe. Não há dados ou uma quantidade limitada de dados sobre o uso da vacina Pfizer-BioNTech Covid-19 em mulheres grávidas. Estudos de toxicidade reprodutiva em animais não foram concluídos. Mulheres grávidas que desejam a vacina Pfizer-BioNTech devem considerar discutir os riscos e benefícios de tal vacinação com seu médico para incluir a participação em um registro de gravidez, caso a paciente optar por receber a vacina. Até o momento (06/01/21) o Ministério da Saúde ainda não incluiu as grávidas nos primeiros grupos de risco a vacinar.

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Na fase 2 do seu teste clínico, a CoronaVac obteve “97% de eficiência”, significa isso 97% de eficácia?

Não. Quem disse isso foi o Governador de São Paulo após a Sinovac, a desenvolvedora da CoronaVac, divulgar essa informação. Esses “97% de eficiência” na fase 2, significam que a vacina desenvolveu anticorpos em 97% dos vacinados. Eficácia é outra coisa.

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Na fase 3 do teste clínico de uma vacina, o único que interessa saber é quantos dos vacinados desenvolveram a doença versus os que tomaram placebo?

Não. A segurança (focada na fase anterior) é rechecada e interessa também averiguar o número de dias que os que se vacinaram demoraram em desenvolver a doença.

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Na fase 3, a última fase do ensaio clínico realizado numa vacina candidata, o foco é a segurança que ela oferece?

Não. Para começar, a fase 3 não é a última. Há uma fase 4 em que o desempenho da vacina é vigiado durante e após ela ser aplicada à população em geral. A fase 3 é onde a vacina é testada contra o vírus que se espalha no mundo real, mas ainda em condições controladas. Como os pesquisadores não podem infectar pessoas deliberadamente, eles têm que esperar para ver quem fica doente com Covid-19 em seu grupo de voluntários, comparando o grupo que recebeu a vacina real com o grupo que recebeu o placebo. Para acelerar o processo, os pesquisadores recrutam milhares de voluntários para que a taxa de infecções acumuladas aumente. Mas bastam alguns casos de infecção para demonstrar que a vacina funciona.

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No final da fase 3, todas as perguntas sobre uma vacina foram respondidas?

Não. Mesmo das vacinas atualmente sendo aplicadas na Europa, na Rússia, nas Américas e Oceania, ainda não se sabe se entre os voluntários que foram vacinados (não com placebo) e contraíram a infecção na fase 3, houve casos graves. Ou se essas vacinas reduzem a transmissão se ocorrer infecção. Ou o quanto elas foram toleradas em crianças e idosos. Ou se essas vacinas oferecem imunidade comparável à da vacina da gripe (um ano).

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O Brasil participa da Covax, a coalizão de países montada para garantir vacinas para os países mais pobres?

O Ministério da Saúde aderiu em outubro. Com isso, o país terá mais facilidade de acesso a um portfólio de nove vacinas em desenvolvimento, além de outras em fase de análise. Supõe-se que 40 milhões de doses de alguma das vacinas Covid-19 provenham da Covax, embora sem data prevista.

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O cálculo da eficácia de uma vacina é complicado?

Não. A eficácia da vacina é a redução percentual da doença em um grupo de pessoas vacinadas em comparação com um grupo não vacinado, usando as condições mais favoráveis. Suponha que num teste clínico da fase 3 de uma vacina candidata, você reúne 1 mil voluntários e os divide em dois grupos de 500 cada. Aos 500 do grupo A você aplica a vacina em duas doses separadas por X dias – e até o encerramento do teste clínico os infectados pelo vírus somam 30. Aos outros 500, os do grupo B, você injeta um placebo. E no final do teste clínico contabiliza 101 infectados. Subtraia 30 de 101. Deu 71. Agora divida esses 71 por 101 = 70,3%. Você acaba de calcular a taxa de eficácia geral da vacina Oxford/AstraZeneca. Para a taxa de eficácia da vacina da Pfizer-BioNTech, o cálculo seria 170 – 8 = 162/170 = 95,3%.

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O coronavírus apresenta muita variabilidade?

Não. Cerca de sete mutações por amostra. A influenza comum tem uma taxa de variabilidade que é mais do que o dobro. Ele provavelmente já está otimizado para afetar seres humanos, o que explica sua baixa mudança evolutiva. Isso significa que os tratamentos que estão sendo desenvolvidos, incluindo uma vacina, podem dar conta de todas as cepas do vírus.”

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O fato de as vacinas terem sido desenvolvidas em tempo recorde significa que sejam inseguras?

Não. Em todos esses casos, todas as etapas necessárias a aprovação de uma vacina exigidas pela pesquisa clínica têm sido cumpridas, ao menos até aqui. Apenas alguns desenvolvedores devem abrir seus dados para se ter certeza.

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O limiar de eficácia exigido para autorizar a aplicação de uma vacina pela autoridade sanitária determina a segurança da vacina.

Não. Segurança e eficácia são medidas de desempenho distintas. A segurança se dá em termos dos efeitos colaterais e principalmente, os eventos adversos atribuíveis à vacina (foco da Fase II do teste clínico). Eficácia é a redução percentual da doença em um grupo de pessoas vacinadas em comparação com um grupo não vacinado, usando as condições mais favoráveis (foco da Fase III do teste clínico).

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O mérito das vacinas anti-Covid-19 é o de evitar mortes?

Não. Não se trata apenas de sobrevivência. Para cada pessoa que morre, há outras que sobrevivem, mas passam por cuidados médicos intensivos, e aquelas que sofrem efeitos duradouros sobre a saúde. Isso sobrecarrega o serviço de saúde, competindo com os recursos limitados para tratar pacientes com outras doenças e lesões. Ao focar na taxa de mortalidade como único mérito da vacina, perde-se o sentido da vacinação enquanto esforço da sociedade para proteger a si mesma.

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O pessoal que teve reação alérgica após tomar a vacina da Pfizer… foi um ingrediente dela que os afetou?

Não se sabe. Pode ser que determinado ingrediente tenha sido a causa, ou a estocagem e transporte da vacina. A Pfizer listou os ingredientes de sua vacina. Eles podem ser organizados em quatro categorias básicas: Gorduras, Sais, Açúcar e um Ingrediente ativo (30 mcg de um RNA mensageiro) que codifica o spike viral do vírus e assim ajuda a criar anticorpos para atacá-lo.

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O que é a Fase 3 do processo de desenvolvimento de uma vacina?

É a fase em que os testes são realizados em grandes populações para avaliar a segurança e principalmente a eficácia da vacina. A vacina precisa provar que, de fato, é capaz de nos proteger da doença.

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O que é a taxa de efetividade de uma vacina e para que serve calculá-la?

Em epidemiologia, a “eficácia” e a “efetividade” de uma vacina são conceitos diferentes. A eficácia da vacina é quanto ela se propõe a proteger o grupo de estudo (controlado) na fase 3. O objetivo é checar se um certo limiar de eficácia (ex.: 50%) é igualado ou superado para assim possibilitar o registro oficial da vacina. A efetividade é a eficácia demonstrada pela vacina numa população (não controlada), na vida real – fase 4. O seu objetivo é possibilitar o cálculo de quanta gente haverá de ser vacinada nessa população até se alcançar a imunidade coletiva.

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O que é a vacina BCG? Por que estão falando dela?

A BCG (Bacillus Calmette-Guérin) é uma vacina usada para prevenir tuberculose em crianças e tem alto potencial de resposta imunológica contra outras infecções. A proteção contra a Covid-19 pode ser evidente devido à imunidade inata da ação celular contra vírus e bactérias. Ela está sendo testada em profissionais da saúde no Rio de Janeiro (RJ), que visa reduzir os impactos da doença em infectados.

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O que é autorização de uso emergencial?

É um pedido feito antes do registro final para aplicar a vacina em um grupo específico da população. Pode ser realizado com a fase 3 em andamento. A autorização de uso emergencial é um mecanismo que pode facilitar a disponibilização e o uso das vacinas contra Covid-19, ainda que não tenham sido avaliadas sob o crivo do registro, desde que cumpram com os requisitos mínimos de segurança, qualidade e eficácia.

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O que é Covax, no universo das vacinas Covid-19?

Uma aliança, chamada formalmente de Instrumento de Acesso Global de Vacinas Covid-19, que reúne hoje mais de 165 países com o objetivo de garantir o desenvolvimento de vacinas contra o novo coronavírus e o acesso igualitário a elas dos países mais pobres.

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O que é uma “variante” de um vírus?

Uma cepa viral – um vírus – que sofreu mutações na sua estrutura genética.

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O que é uma cepa viral?

Uma linhagem, uma espécie de família de vírus com características genéticas comuns. Em agosto havia pelo menos 6 cepas (strains) no mundo. Na Europa e na Itália, a mais disseminada era a cepa G, enquanto a cepa L de Wuhan já estava desaparecendo gradualmente.

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O que é uma taxa de eficácia de uma vacina “minimamente razoável”?

A taxa mínima fixada pelo CDC americano e também pela ANVISA para registrar vacinas candidatas é 50%. A vacina que garantir que, após aplicada a uma parcela X da população, a imunidade de rebanho será alcançada num período Y. Por exemplo, suponha que de 1000 pessoas, 500 são vacinadas. Se a taxa de eficácia da vacina usada for superior a 50%, então terá de se vacinar menos de 100% da população para se atingir a imunidade de rebanho, digamos em um ano. Se a taxa for menor que 50%, mesmo vacinando 100% da população a imunidade de rebanho não será atingida. Portanto, essa vacina não interessa.

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O que mais importa numa vacina é que ela protege a pessoa?

Não. O maior valor de uma vacina é que não há melhor meio conhecido para proteger a população como um todo. Uma vacina visa diminuir a incidência de uma doença numa população – eis o seu objetivo. Por isso, a importância da vacinação vai muito além da prevenção individual. Ao se vacinar, cada pessoa está ajudando toda a comunidade a diminuir novos casos de determinada doença. Mais vacinação resulta em mais gente imunizada, e assim vai, até a propagação do vírus não constituir mais uma ameaça para a maioria.

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O risco de desenvolver uma reação alérgica após receber a vacina existe?

Sim. Das 112.807 pessoas vacinadas nos EUA na primeira semana de vacinação com a vacina da Pfizer, 3.150 (ou 2,97%) relataram sintomas após a vacinação que os impossibilitaram de realizar atividades diárias ou de trabalho. A maioria não requereu cuidados médicos. Seis pessoas desenvolveram uma reação alérgica grave chamada de anafilaxia, a maioria já tinha precedentes alérgicos severos.

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Os alérgicos ficarão de fora da vacinação nessa primeira etapa da vacinação?

Nem todos. Convém a pessoa consultar um médico e saber se o grau de alergia permite se vacinar tomando as precauções que ele indicar.

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Os ingredientes da vacina da Pfizer geram reações alérgicas em qualquer pessoa?

Não. Em geral, apenas em algumas poucas pessoas já super-alérgicas a algo. Fora o mRNA, que não produz alergia, os outros nove ingredientes da vacina da Pfizer como sais, substâncias gordurosas e açúcares que estabilizam a vacina. O único com histórico de causar reações alérgicas é o polietilenoglicol, ou PEG, que ajuda a empacotar o mRNA em uma bainha oleosa, protegendo-o conforme ele penetra nas células humanas. Mas ele muito raramente causa alergia.

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Pode ser que voluntários infectados com a Covid-19 passem desapercebidos no teste clínico de uma vacina, distorcendo a taxa de eficácia reportada?

Sim. Os testes clínicos realizados pela Pfizer e outras empresas foram projetados especificamente para verificar se as vacinas protegem as pessoas de adoecer por causa da Covid-19. Se os voluntários desenvolveram sintomas como febre ou tosse, eles eram testados para o coronavírus. Ninguém que não apresentasse sintomas era testado. Mas há evidências abundantes de que os assintomáticos podem ser infectados com o coronavírus. E assim é possível que várias pessoas que foram vacinadas nos ensaios clínicos também tenham se infectado, sem nunca perceber. Se esses casos realmente existem, nenhum deles se reflete na taxa de eficácia de 95%.

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Pode-se tomar a primeira dose da Pfizer, por exemplo, e a segunda de outra vacina?

Não se sabe, porque ainda não foi tentado. Em princípio, não haveria incompatibilidade. Contudo, por que fazer isso?

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Por que 50% é considerado um “limiar de eficácia” de uma vacina?

Limiar significa limite. Um limiar de eficácia de uma vacina de 50%, registrado na fase 3 significa que o número dos que tomaram placebo e se contaminaram igualou o número dos que se vacinaram e também se contaminaram. Ou seja, grosso modo, a chance de um indivíduo saudável, em condições normais, ficar protegido com a vacina na fase 4 será de 50% ou coisa parecida. Arbitrariamente, a autoridade sanitária pode considerar que abaixo disso não vale a pena investir na vacina porque a imunidade de rebanho dificilmente será alcançada num período de tempo razoável.

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Por que confirmar uma reinfecção como esse vírus é tão difícil?

Porque os testes de diagnóstico PCR, que acusam ou desmentem a infecção nas duas ocasiões, não reportam a sequência genética do vírus. Por isso, é impossível saber se se trata de uma reinfecção (com um segundo vírus) ou se é o ressurgimento do primeiro vírus, que ficou no corpo sem ser notado.

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Por que duas doses da vacina, na maioria das opções?

A primeira dose da vacina não produz os anticorpos certos e suficientes para expulsar o vírus. A segunda dose dá ao sistema imunológico o impulsionamento que precisa.

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Por que eu deveria preferir a vacina a me infectar naturalmente, se ambas outorgam imunidade?

Por causa do risco desigual quanto a perder Qualidade de Vida. No caminho da imunização natural há o risco de se ficar severamente doente ou até ir à óbito. A opção pela vacina acena com alguns efeitos colaterais leves.

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Por que nenhuma das 14 vacinas atualmente na Fase 3 oferece total imunidade?

Por vários motivos, alguns desconhecidos. Muitas coisas ficarão claras somente depois da vacinação em massa. Não se sabe, por exemplo, se essas vacinas de primeira geração produzem anticorpos suficientes para deter o vírus no seu principal ponto de ingresso no organismo: o nariz (mucosa) e a boca.

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Por que o novo coronavírus muda menos no tempo que outros vírus (ex.: influenza, HIV)?

Porque o novo coronavírus possui uma proteína que os outros não tem, a que corrige (para baixo) a própria mutação.

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Portadores de doenças autoimunes, (ex.: atrite reumatoide, lúpus), problemas genéticos e doenças raras, podem se vacinar?

Em princípio, não há problema em relação a segurança. Em tese, a efetividade da vacina pode ser menor que o normal.

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Posso me infectar entre uma dose da vacina e outra (da mesma vacina)?

Certamente, se a primeira dose não tiver produzido anticorpos suficientes, o que é provável.

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Posso pular fora depois de receber a primeira dose da vacina?

Poder, pode, mas é uma decisão estranha. Testada na Fase 3, uma das vacinas provou ser 52% eficaz após a primeira dose, e 95%, depois da segunda.

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Posso tomar a vacina se eu estiver infectado com a Covid-19?

Sim. A infecção leva o organismo a naturalmente produzir anticorpos que combatem o vírus. Adicionar a vacina a esse esforço imunológico dificilmente irá prejudicar.

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Quais são os tipos de vacinas?

As vacinas que foram desenvolvidas para a proteção contra o novo coronavírus são: 1) Vacinas de mRNA – contêm material do vírus que causa a Covid-19, que dá às nossas células instruções sobre como fazer uma proteína inofensiva que é exclusiva do vírus (Pfizer/BioNTech; Moderna; Fosun Pharma); 2) Vacinas de subunidade de proteína (ou protéicas subunitárias) – incluem pedaços inofensivos (proteínas) do vírus que causam Covid-19 em vez de todo o germe (Novavax); 3) Vacinas de vetor viral (adenovírus) – contém uma versão enfraquecida de um vírus vivo – um vírus diferente daquele que causa a Covid-19 – que possui material genético do vírus que causa a Covid-19 inserido nele (AstraZeneca/Oxford; Johnson-Janssen; Sputnik V); 4) Vacina de vírus inativado – contém amostras do vírus que causa a Covid-19 morto (inativado). Sinovac/Instituto Butantan.

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Qual é a razão das mutações?

A necessidade do vírus se adaptar para sobreviver ao ambiente.

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Qual é a situação da CoronaVac nos outros países em que está sendo testada?

Situação em 26/12/20: na China, no segundo trimestre de 2020, foram realizadas apenas as Fases 1 e 2 do estudo. Desde o primeiro momento, os chineses se esquivaram de informar plenamente a respeito. Os “resultados” da CoronaVac na Turquia, divulgados recentemente, foram os da primeira etapa da Fase 3, a que não incluía idosos. Na Indonésia a Fase 3 sequer terminou. Em 07/01/21, o Butantan informou que a eficácia da CoronaVac é de 78%.

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Qual é o custo da CoronaVac?

Não se sabe. Na China, onde já está sendo aplicada, o custo anunciado oficialmente é de 200 yuan ($29.75) por dose, reportou a Reuters. Em setembro, uma fonte da Sinovac, a empresa desenvolvedora da vacina, disse que o custo de cada dose nunca seria $1,96, como anunciado pelo Governador de São Paulo. Em dezembro, segundo pessoas que já receberam a vacina do Sinovac, a empresa está cobrando cerca de US$ 30 a dose.

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Qual é o grau de proteção imunológica oferecido pela primeira dose de uma vacina que requer duas?

Não se sabe ao certo. De todo modo, é inferior ao necessário.

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Qual é o nível de eficácia considerado minimamente aceitável numa vacina?

O Federal Drug and Administration (FDA), o equivalente americano da ANVISA, aceita acima de 50%.

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Qual é o tempo de imunidade dos já curados da Covid-19?

Não se sabe. Entre 3 ou 4 meses e um ano, provavelmente.

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Quando a pandemia acabará no país?

Quando os imunizados naturalmente e os imunizados pela vacina, somados, atingirem uns 70% da população – a imunidade de rebanho. E o fim da pandemia não significará o sumiço desse vírus, continuará a infectar, ainda que menos do que antes.

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Quando estará normalizada a disponibilidade de vacinas para todos no Brasil?

O governo de São Paulo afirma que a vacinação deve começar em 25 de janeiro. A Fiocruz tem data para começar a entregar as vacinas de Oxford/AstraZeneca ao Ministério da Saúde em 8 de fevereiro. Até o dia 19 serão entregues dois milhões de doses e, a partir daí, 700 mil doses diariamente.

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Quando os idosos serão vacinados?

Pessoas com 60 anos ou mais em lares para idosos, e pessoas de 75 anos ou mais, devem receber a vacina nessa primeira etapa. Os idosos entre 60 e 74 anos devem ser vacinados na segunda etapa.

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Quando os menores de 16 anos receberão a vacina COVID-19?

As crianças não foram incluídas nos testes em andamento para uma vacina COVID-19, em nenhum caso. Portanto, é provável que a vacinação delas seja no próximo ano ou mais. Em setembro, a Pfizer disse que expandiria seus testes de Fase III nos EUA para incluir participantes de até 16 anos. Recentemente, também que matriculou crianças de até 12 anos e apresentou um pedido de autorização de uso de emergência para vacinação até os 16 anos. A Moderna está prestes a iniciar um estudo semelhante ao da Pfizer. No Reino Unido, a AstraZeneca/Oxford tem aprovação para inscrever crianças de 5 a 12 anos em ensaios clínicos, mas a empresa farmacêutica ainda não inscreveu nenhuma criança em testes nos EUA. Em setembro, a Sinovac, fabricante da vacina Coronavac, anunciou que lançará as fases I e II de um teste clínico abrangendo mais de 500 crianças de 3 a 17 anos na China. Ainda não se conhece o resultado. Moscou começou a distribuir o Sputnik V COVID-19 injetado em 70 clínicas em dezembro, para os grupos mais expostos. Crianças não foram contempladas.

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Quando serão vacinadas pessoas com comorbidades?

As pessoas com comorbidades, ou seja, com doenças que podem agravar a situação de saúde da pessoa em caso de uma contaminação com o Sars-Cov-2, devem ser vacinadas da 3a etapa da vacinação. São consideradas morbidades prioritárias: diabetes mellitus, hipertensão arterial grave, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido, anemia falciforme, câncer, obesidade grau III. Nessa fase também serão vacinadas pessoas com deficiência permanente severa.

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Quanto maior o número de infectados, maior o risco de aparecer variantes de um vírus?

Sim. A escala das infecções nesta pandemia pode estar gerando diversidade rapidamente no novo coronavírus, o que explica o surgimento de variantes. Variantes carregam mutações que o vírus experimenta para se adaptar ao ambiente e sobreviver. Ainda assim, a vasta maioria das pessoas em todo o mundo ainda não foi infectada, e por isso o vírus ainda não precisa fazer isso com vigor. Imunizar cerca de 60% da população em cerca de um ano e manter o número de casos baixo enquanto isso acontece, ajudará a minimizar as chances de o vírus sofrer uma mutação significativa. E provavelmente, o controle do novo coronavírus será semelhante ao da gripe, em que todos recebem sua injeção anual.

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Quanto tempo levará para todos serem vacinados?

Depois do início da vacinação, a previsão do governo é que a vacinação seja concluída em 16 meses. Desse tempo, os primeiros quatro meses serão usados para imunizar todos os grupos prioritários e os outros 12 meses seriam para vacinar a população em geral. A campanha de vacinação deve durar pelo menos até o primeiro trimestre de 2022.

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Quem fez cirurgia bariátrica e pode ter a imunidade algo reduzida, fica de fora nessa primeira etapa da vacinação?

Não se sabe. Talvez não haja problema. Convém a pessoa consultar um médico e saber se o seu estado permite se vacinar tomando as precauções que ele indicar.

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Quem fica de fora nessa primeira etapa da campanha de vacinação?

Julgando pela bula da vacina da Pfizer, são empecilhos: febre aguda, terapia anticoagulante, gravidez, portadores de alergia grave após ter tomado alguma vacina, idade (menos de 16 anos).

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Quem já teve reações alérgicas severas pode tomar a vacina anti-Covid-19?

Há opiniões. A resposta curta é: provavelmente, mas com cautela. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) indicam que aqueles com histórico de reações alérgicas graves, como anafilaxia a qualquer outra vacina ou terapia injetável, ainda podem receber a vacinação Pfizer COVID-19, mas devem falar com seu médico primeiro. Essas pessoas devem ser monitoradas por 30 minutos após a vacinação, enquanto todas as outras pessoas devem ser observadas por 15 minutos. Os fabricantes das vacinas Pfizer-BioNTech e Moderna já sugerem não tomar a vacina se tiver tido uma reação alérgica grave a qualquer ingrediente da vacina, ou após uma dose anterior da vacina.

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Quem serão os primeiros a ser vacinados?

Os primeiros a ser vacinados serão os trabalhadores da área de saúde: profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e também profissionais de apoio, como cozinheiros e pessoal da limpeza de hospital, motoristas de ambulância, cuidadores de idosos etc. Indígenas aldeados em terras demarcadas, pessoas com 60 anos ou mais em lares para idosos e pessoas de 75 anos ou mais também devem receber a vacina nessa primeira fase.

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Se eu completar as duas doses de uma vacina como a da Pfizer, e dias ou semanas depois repetir a aplicação, ficarei duplamente protegido?

Não. Seria como verter água num copo que já está cheio. A receita de cada vacina resulta de um rigoroso teste científico. Além disso, não se sabe se essa overdose de vacina poderia fazer mal. Então, para que inventar?

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Se eu tomar uma vacina anti-Covid-19, o vírus pode me infectar e eu pegar a doença?

Não, a vacina não vai causar a doença. É como se a vacina contra a gripe não pudesse causar a gripe. E você não pode pegar o HPV com a vacina contra o HPV e assim por diante. No entanto, devido à forma como as vacinas funcionam, as pessoas podem ter a falsa percepção de que uma vacina pode transmitir o vírus contra o qual deveria proteger.

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Todas as vacinas anti-Covid-19 funcionam (ou vão funcionar) igualmente para todo mundo?

Não. Existem ainda mais de 200 vacinas candidatas anti-Covid-19, muitas das quais usam diferentes processos e tipos de tecnologia. Algumas delas funcionarão melhor para pessoas diferentes, como idosos, mulheres grávidas ou pessoas com doenças crônicas. Por exemplo, as vacinas de “adenovírus”, das quais a vacina da Universidade de Oxford é uma, parecem ser boas na indução de células T. E a vacina da Universidade de Queensland (Austrália) parece bem posicionada para induzir respostas imunológicas especificamente em pessoas mais velhas.

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Todos devem assinar um termo de consentimento ao se vacinarem?

Não. Somente os pacientes vacinados com vacinas aprovadas para uso emergencial. Eles deverão preencher um termo de consentimento livre e esclarecido, o qual deve estar complementado com os dados específicos da vacina objeto de autorização de uso emergencial.

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Tomar uma vacina anti-Covid-19 bloqueia a transmissão do vírus a outros?

Não se sabe. A vacina protege o hospedeiro de ficar gravemente doente e até de morrer, e pode ser que, por tabela, a transmissão viral seja bloqueada. Mas por enquanto é uma dedução.

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Trabalho em transporte coletivo. Quando vou ser vacinado?

A quarta fase será voltada para imunizar os trabalhadores da educação, população em situação de rua, membros das forças de segurança e salvamento, trabalhadores do transporte coletivo e transportadores rodoviários de carga e funcionários do sistema prisional e população carcerária.

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Um efeito colateral de uma vacina é o mesmo que um evento adverso?

Não. Um evento adverso é diferente na maioria dos casos de um efeito colateral típico de uma vacina. As vacinas podem causar efeitos colaterais, como dor no local da injeção ou vermelhidão. Os eventos adversos são mais sérios e às vezes podem ser fatais. A notificação de um evento adverso é uma etapa crucial para garantir a segurança e ajudar a autoridade sanitária e os cientistas a monitorar as reações da população às vacinas. Ao contrário de algumas vacinas, na vacina Pfizer/BioNTech não há conservantes ou produtos que contém ovo, conhecidos por desencadear reações com outros tipos de vacinas.

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Um vacina anti-Covid-19 somente protege quem a toma?

Não. De fato, todas as vacinas Covid-19 diminuem em muito a probabilidade de você pegar a Covid-19. Mas também ajudam a evitar que você adoeça gravemente, mesmo se for pego pela Covid-19. E também podem proteger as pessoas ao seu redor, particularmente aquelas com risco aumentado de sofrer doenças graves causadas pela Covid-19.

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Um vírus muda para fugir da imunidade fornecida por uma vacina. Essa proteção pode ser conquistada de um dia para outro?

Não. A fuga da imunidade requer que um vírus acumule uma série de mutações, cada uma permitindo que o patógeno corroa a eficácia das defesas do corpo. Alguns vírus, como a gripe, acumulam essas mudanças com relativa rapidez. Mas até esse vírus precisa de cinco a sete anos para coletar mutações suficientes para escapar totalmente do reconhecimento imunológico.

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Uma alteração genética pode ser um efeito colateral de uma vacina anti-Covid-19?

Não. Todas as vacinas têm efeitos colaterais, em geral leves, e nenhuma provoca alteração genética no hospedeiro.

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Uma eventual segunda reinfecção com o novo coronavírus será mais severa que a primeira?

Improvável. A primeira deve ter gerado alguma resposta imunológica, ainda que leve. Isso ajudará a enfrentar melhor a segunda reinfecção, com sintomas leves ou inexpressivos.

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Uma pessoa interrompe a transmissão da doença após ter sido vacinada?

Os dados dos ensaios clínicos de fase 3 das vacinas até agora mostram que elas diminuem ou evitam que a pessoa vacinada desenvolva a doença, mas não a impedem de transmitir o vírus a outras pessoas. Irá se saber do efeito na transmissão, se houver algum, somente após a vacina ser aplicada indiscriminadamente à população.

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Uma vacina anti-Covid-19 com certeza impede a contaminação pelo vírus?

Não. A vacina pode impedir que a contaminação pelo vírus deixe a pessoa doente com a Covid-19, isso sim. Deve-se continuar a respeitar as medidas preventivas (ex.: lavar as mãos etc.) para evitar a propagação.

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Uma vacina anti-Covid-19 é o meu passaporte para eu voltar ao meu normal de 2019?

Não. Os cientistas citam várias razões para permanecer cauteloso ao iniciar sua vida pós-vacina. As pessoas vacinadas ainda devem usar máscaras e evitar grandes grupos e reuniões internas, quando possível. As vacinas não oferecem proteção perfeita; ainda não sabemos se as pessoas vacinadas podem espalhar o vírus; e o coronavírus provavelmente continuará sua rápida disseminação até que uma grande maioria da população seja vacinada ou tenha sobrevivido a uma infecção natural.

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Uma vacina revelada 95% eficaz na Fase 3 é melhor que outra 90% eficaz?

Não necessariamente. A diferença é mínima, e não reflete proteção ao vírus. A eficácia não foi medida em termos de proteção à infecção, mas comparando os que no teste tomaram a vacina e apresentaram sintomas versus os que também apresentaram sintomas sem tê-la tomado.

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Uma vacina ter eficácia de 70%, significa que em 7 de cada 10 vacinados o novo coronavírus não irá penetrar no corpo?

Não. Poderá até ingressar por onde sempre o fez (ex.: vias respiratórias), mas será impedido de penetrar nas células, e portanto, inutilizado.

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Uma vacina ter eficácia de 70%, significa que somente 7 em cada 10 vacinados ficarão protegidos de ficar doentes com a Covid-19?

Não. Significa que 7 foram imunizados e os outros 3, se ficarem doentes dificilmente serão hospitalizados ou poderão ir a óbito por causa disso. A vacina protege todos, mas em diferentes medidas.

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Uma vez aplicada a primeira dose da vacina, eu vou ficar protegido do vírus?

Não de imediato. Até agora todas as vacinas menos uma, virão em duas doses separadas por 3 ou 4 semanas. Sabe-se que a vacina da Pfizer começa a funcionar depois de 10 dias de aplicada a segunda dose.

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Uma vez vacinado, posso abandonar as medidas preventivas hoje de praxe?

Nem pensar. Primeiro, nenhuma vacina protege 100%. Depois, a imunidade que elas oferecem começa a funcionar depois de vários dias – entre 7 e 10, no caso da vacina da Pfizer.

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Você pode contagiar alguém, mesmo sendo vacinado?

É possível que alguém vacinado espalhe o vírus. Se você enfrenta 100 partículas virais e barra 80 delas, ainda sobram 20. Se você vai ao cinema e tosse ao lado de alguém sem máscara, pode contaminá-lo.

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Coronavírus

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“Contato próximo”, para fins de rastreamento é qualquer pessoa que tenha tido contato próximo com alguém que tenha Covid-19.

Por exemplo: Você esteve a um metro e meio de alguém que tem Covid-19 por pelo menos 15 minutos. Você recebeu em casa alguém doente com Covid-19. Você teve contato físico direto com essa pessoa (a tocou, abraçou ou beijou). Você compartilhou com ela utensílios para comer ou beber.

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“Use máscara, lave as mãos e tome distância de no mínimo 1,8 m de outras pessoas”. Essas três recomendações são importantes mas não suficientes para se proteger da infecção pelo novo coronavírus.

Suficiente para se proteger desse vírus, nada é. Porém, essas três recomendações são críticas, devendo-se necessariamente agregar uma quarta: “O tempo de exposição ao risco, por menor que este seja, deve ser o mínimo possível”.

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A “testagem” em grupo poderia ser uma solução para aferir o avanço da epidemia viral e tomar as medidas preventivas e corretivas cabíveis em tempo, no Brasil.

A “testagem em grupo” consiste em testar várias amostras de muitas pessoas ao mesmo tempo, visando economizar tempo, reagentes químicos e dinheiro. Considerando que a testagem em massa no Brasil é tão necessária quanto insignificante no momento, a “testagem em grupo” poderia ser uma solução de emergência. A modalidade já está sendo usada na India, Ruanda, Israel, Alemanha, China e outros.

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A “quarentena vertical” é quando grupos que correm mais risco de pegar o vírus (por exemplo, os idosos) ficam isolados em casa, enquanto o resto da população assume uma vida algo próxima do normal, ainda que com precauções.

Certo. O nome “quarentena” é incorreto, em todo caso. Uma região em quarentena significa todo mundo em casa, proibido de sair à rua.

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A água de piscinas não é uma fonte de propagação do coronavírus.

A manutenção adequada da água da piscina não será fonte de propagação do vírus. O cloro contido nele desativará o vírus rapidamente. Porém, você deve se atentar a sua proximidade com as outras pessoas que estejam na mesma área. 

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A anosmia (perda de olfato) não é um sintoma de Covid-19 por si só suficiente para diagnosticar a doença.

Em algumas pessoas, anosmia é o primeiro ou um sintoma precoce e, para alguns, o único sintoma, da Covid-19. Portanto, é tentador olhar a anosmia como diagnóstico. Porém, outros sintomas devem ser checados também ao formular o diagnóstico. Uma súbita perda de olfato, especialmente em uma cidade com grandes taxas de infecção, está provavelmente associada a Covid-19. Os médicos já recebem orientações para testar a função olfativa .

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A anosmia (perda do olfato) é atualmente um sintoma de uma infecção por Covid-19.

E em alguns casos a perda do paladar também.

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A anosmia, a hiposmia e a ageusia devem ser incluídas no rastreamento da infecção pelo novo coronavírus.

Anosmia (perda do olfato), hiposmia (diminuição do olfato) e ageusia (perda do sentido do paladar) são sintomas menos comuns e difíceis de mensurar de forma objetiva. Um estudo com indivíduos hospitalizados e positivos para a Covid-19 na Itália verificou que 33,9% deles apresentaram pelo menos uma alteração de olfato ou paladar, e 18,6%, ambas. Os sintomas foram mais frequentemente relatados por mulheres (52,6% versus 25%) e por aqueles mais jovens (mediana de 56 anos). Na Alemanha,na Suíça, na Itália e na Coréia do Sul, médicos relatam casos semelhantes, com muitos pacientes exibindo também ageusia.  

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A asma grave, quando os pacientes precisam de tratamento diário, é um fator de risco para desenvolver formas mais severas da doença.

A asma é uma das condições pulmonares crônicas que predispõem à doença grave. Com mais casos, a asma (ex.: em idosos) provavelmente é um fator de risco significativo para a gravidade no Covid-19.

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A atividade física não deve ser suspensa durante o surto de Covid 19.

Com as medidas de isolamento e distanciamento social, a prática de exercícios físicos em parques ou academias, clubes, fica restrita. Entretanto, a OMS tem recomendações detalhadas sobre a quantidade de atividade física que pessoas de todas as idades devem fazer para beneficiar sua saúde e bem-estar. Há recomendações de níveis mínimos de atividade física para cada segmento.

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A boca não é o provável ponto de partida para infecções por COVID-19.

Um estudo mostra que o nariz é o provável ponto de partida para infecções por COVID-19. Pesquisadores descobriram um gradiente de infecciosidade que diminui do trato respiratório superior para o inferior: as células mais facilmente infectadas estão na cavidade nasal e as menos facilmente infectadas profundamente nos pulmões.

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3
A capacidade de contágio do novo coronavírus é maior do que a do vírus da gripe.

A capacidade de contágio do novo coronavírus é maior do que a do vírus da gripe, porém demora mais para um novo infectado manifestar sintomas. Segundo a OMS o novo coronavírus tem grau de contágio entre 2 e 3, que é considerado moderado. Em junho, a taxa de mortalidade reportada por uma pesquisa nacional abrangendo 133 cidades e quase 90 mil pessoas testadas para a Covid-19 revelou ela estar próxima de 1%. O valor é 75% menor do obtido com a notificação oficial, que chega a mais de 4%.

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A capacidade de contágio do novo coronavírus é menor do que a do vírus do sarampo.

O novo coronavírus tem grau de contágio entre 2 e 3, que é considerado moderado. A do sarampo é de nível 12 a 18, considerado muito alto.

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A capacidade de contágio e o número de reprodução R0 são basicamente a mesma coisa.

Esse índice é chamado número básico de reprodução, ou R0, e serve para calcular quantas pessoas saudáveis alguém doente é capaz de contaminar.O valor é calculado com base em modelos matemáticos complexos e sofre influência de diversos fatores, tais como biológicos, sócio-comportamentais e ambientais, de acordo com o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

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A chamada “contaminação cruzada” que se dá unicamente de um alimento contaminado para outro, é considerada “direta”.

Há dois tipos de contaminação cruzada. Ela é considerada “direta” quando se dá de um alimento contaminado para outro, ao passo que a “indireta” está associada com a transferência de contaminantes a partir dos utensílios empregados na manipulação do alimento.

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A chamada “intubação” pode requerer a inserção de um tubo traqueia de uma pessoa.

Correto. O tubo vai na traqueia.

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A chamada estratégia de Contenção do coronavírus requer usar intervenções de saúde pública para conter a propagação do vírus.

Isso pode incluir identificar e isolar aqueles que estão doentes, rastrear qualquer pessoa com quem eles tenham tido contato e possivelmente colocá-los em quarentena. Ela difere da etapa seguinte, a de “mitigação” que é dividir os pacientes dependendo do nível dos sintomas.

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A chamada Síndrome inflamatória multissistêmica em crianças e adolescentes recentemente descoberta está provavelmente associada à Covid-19.

Trata-se de uma apresentação aguda, grave e potencialmente fatal, segundo Alerta emitido em maio pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Recentemente, o “Centers for Disease Control and Prevention (CDC)” americano sugeriu o termo “síndrome inflamatória multissistêmica associada a Covid-19” e que para definição de caso necessita a confirmação da infecção pelo SARS-CoV-2, soroconversão ou exposição à Covid-19 nas últimas quatro semanas antes do início dos sintomas.

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A chamada tempestade de citocinas (ou hipercitocinemia) pode estar por trás da inflamação do endotélio, o revestimento dos vasos sanguíneos.

A produção descontrolada de uma molécula chamada citocina é liberada na circulação sanguínea. Ela inflama o endotélio, que é o revestimento dos vasos sanguíneos. O fenômeno tem aparecido em muitos casos de Covid-19 severa e é causado por uma reação potencialmente fatal do sistema imunológico. Acredita-se que tempestades de citocina foram responsáveis por muitas das mortes durante a pandemia de influenza de 1918, que matou um número desproporcional de jovens adultos.

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A chamada tempestade de citocinas tem sido associada ao Covid19.

Se uma tempestade de citocina ocorre nos pulmões, por exemplo, os líquidos e as células imunológicas como macrófagos podem acumular-se e eventualmente obstruir as vias aéreas, isto pode resultar em morte por asfixia, uma vez que se as vias respiratórias estivessem bloqueadas, não haveria absorção de oxigênio. Trata-se, porém, de uma especulação científica, ainda sem evidências robustas a sustentá-la.

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4
A ciência pode explicar o coronavírus.

Certo. Mas, o que é a ciência? A ciência é o que se sabe sobre como a vida e o Universo funcionam. A ciência nos diz então o que é o coronavírus e qual a melhor forma de combatê-lo.

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A comunidade científica ainda não sabe como o sistema imunológico do corpo humano combate o novo coronavírus.

Pesquisadores australianos publicaram um estudo na revista Nature Medicine mostrando que encontraram quatro células do sistema imunológico que são responsáveis por combater a Covid-19. É a primeira descoberta do gênero e o objetivo da pesquisa foi viabilizar a criação de medicamentos, como uma vacina.

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A condição inflamatória multissistêmica recentemente descoberta, que afeta (e eventualmente mata) crianças e adolescentes, semelhante à doença de Kawasaki e síndrome do choque tóxico, não está relacionada à Covid-19.

Ao contrário. Trata-se de uma doença aguda acompanhada de uma síndrome hiperinflamatória, levando a falência e choque de múltiplos órgãos. Essa síndrome pode estar relacionada à Covid-19 com base em testes laboratoriais iniciais que mostram sorologia positiva na maioria dos pacientes.

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A contaminação cruzada acontece com os vírus, incluindo o novo coronavírus.

A contaminação cruzada é a transferência de contaminantes biológicos, como microrganismos patogênicos, entre alimentos, superfícies e materiais de produção. O manipulador pode estar envolvido nisso ou não. Se ele estiver infectado certamente pode infectar alimentos, utensílios etc. e eventualmente disseminar o vírus.

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3
A contaminação hospitalar com o novo coronavírus é um risco palpável.

Esse vírus tem sido descoberto amplamente distribuído no ar e nas superfícies dos objetos na UTI e na enfermaria geral, implicando um risco potencialmente alto de infecção para a equipe médica e outros contatos próximos.

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A contaminação hospitalar para o Covid-19 abrange os itens pessoais dos membros das equipes de atendimento.

Três quartos (76,5%) de todos os itens pessoais amostrados no Centro Médico de uma universidade americana – equipamento de exercício, equipamento médico (espirômetro, oxímetro de pulso, cânula nasal), PC e iPads, óculos de leitura – foram considerados positivos para SARS-CoV-2.

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A Covid 19 pode provocar confusão mental.

Nem sempre. Nos casos mais severos da doença, com a função pulmonar já prejudicada, algumas pessoas apresentam confusão mental, irritabilidade, agitação, tontura e mal-estar por causa da baixa oxigenação no sangue.

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A Covid-19 é a doença mais trombótica (produtora de coágulos) que existe nesse momento.

Coágulos sanguíneos que podem causar derrames, ataques cardíacos e bloqueios perigosos nas pernas e pulmões são cada vez mais encontrados em pacientes com Covid-19, incluindo algumas crianças . Até pequenos coágulos que podem danificar os tecidos do corpo foram vistos em pacientes hospitalizados e em autópsias.

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A Covid-19 não afeta apenas pessoas idosas.

De fato, as pessoas mais velhas são fortemente impactadas pela Covid-19 devido às alterações fisiológicas associadas ao envelhecimento, diminuição da função imune e multimorbidade, etc. Porém, os mais jovens não são invencíveis. Entre 10% e 15% das pessoas com menos de 50 anos têm infecção moderada a grave. Casos graves da doença foram observados em pessoas na adolescência ou na faixa dos 20 anos, com muitos exigindo cuidados intensivos e alguns, infelizmente, falecendo.

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A Covid-19 não é só uma doença respiratória, mas também com implicação cardiológica.

Um novo estudo da Escola de Medicina Icahn no Monte Sinai sugere que coágulos sanguíneos, especialmente nos pulmões, podem desempenhar um papel em casos graves de Covid-19. Até pequenos coágulos que podem danificar os tecidos do corpo foram vistos em pacientes hospitalizados e em autópsias, confundindo a compreensão dos médicos sobre o que antes era considerado principalmente uma infecção respiratória.

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A Covid-19 não é uma doença democrática já que nem todas as pessoas a sofrem por igual.

Há fortes disparidades raciais nas taxas de casos e mortes de Covid-19. Nos Estados Unidos, as porcentagens de pessoas negras afetadas eram mais do que o dobro da proporção de negros na população em geral. No Reino Unido mulheres grávidas de etnia negra, asiática e minorias são mais propensas do que outras mulheres a serem internadas no hospital por coronavírus. No Brasil a população negra também é um dos grupos de risco, variando tanto por comorbidades que atingem negras e negros em maior número, caso da hipertensão, da diabetes e da anemia falciforme, ou pela letalidade social, motivada por disparidades estruturantes da sociedade brasileira.

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A Covid-19 pode causar danos cerebrais.

Complicações neurológicas graves — que incluem inflamação, psicose e delírio — foram descobertas em 43 casos de pacientes com Covid-19 por pesquisadores da University College London (UCL). Distúrbios cerebrais, derrames, danos no Sistema Nervoso Central e outros efeitos graves no cérebro, também.

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A Covid-19 poupa as crianças (menos de 10 anos), em relação ao que faz com os idosos (acima de 60 anos).

Dados da China e dos EUA e uma revisão de estudos publicados até 1º de maio mostram que a doença em crianças é assintomática, leve ou moderada em 88-97% dos casos. Apenas cerca de 0,6-2% das crianças são admitidas em terapia intensiva e 0-0,18% dos casos estão associados a um resultado fatal.

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A Covid-19 vir a causar danos cerebrais não é improvável.

Em um surto de encefalite letárgica ocorrido nos anos 1920 e 1930 na Europa, especula-se que tenha sido consequência da pandemia da gripe espanhola de 1918.

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A decisão quanto a encerrar o período de isolamento de 14 dias cabível a uma pessoa infectada pelo novo coronavírus não será baseada na melhora clara dos seus sintomas.

Será baseada no risco de essa pessoa, mesmo após a melhora dos sintomas, infectar outras pessoas.

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A deficiência de vitamina D pode estar associada a casos mais graves de Covid-19.

Dois estudos ingleses associaram baixos níveis do hormônio vitamina D a casos mais graves de Covid-19 e às suas taxas de mortalidade. Porém, o fato da deficiência de vitamina D ser encontrada em formas mais importantes de infecções respiratórias virais agudas, não significa uma relação causal que indique a reposição da mesma.

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A deterioração clínica do infectado com Covid-19 pode ocorrer geralmente durante a segunda semana da doença.

Durante a segunda semana, principalmente entre 7-10 dias do início dos sintomas.

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A Dexametasona deve ser usada geralmente por um curto período. 

É uma droga extremamente útil para diminuir a inflamação e a resposta imune, mas deve ser usada com cuidado e geralmente por um curto período, porque é muito poderosa – o número de possíveis efeitos colaterais com doses altas ou prolongadas é realmente impressionante.

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A Dexametasona é um um corticosteróide usado para diminuir a inflamação e a resposta imune. 

Sim. E é um medicamento facilmente disponível e barato, mas deve ser usado com cuidado e geralmente por um curto período – o número de possíveis efeitos colaterais com doses altas ou prolongadas é realmente impressionante.

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A Dexametasona não é um medicamento usado para atacar diretamente o vírus.

A Dexametasona é um um corticosteróide usado para diminuir a inflamação e a resposta imune. 

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A Dexametasona possui muitos efeitos colaterais.

A Dexametasona é um potente anti-inflamatório, mas deve ser usado com cuidado e geralmente por um curto período, porque é muito poderosa – o número de possíveis efeitos colaterais com doses altas ou prolongadas é realmente impressionante.

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A disfunção olfativa (anosmia) é um dos principais sintomas da Covid 19.

Em algumas pessoas, anosmia é o primeiro ou um sintoma precoce e, para alguns, o único sintoma, da Covid-19. Portanto, é tentador olhar a anosmia como diagnóstico. Uma súbita perda de olfato, especialmente em uma cidade com grandes taxas de infecção, está provavelmente associada a Covid-19. Os médicos já recebem orientações para testar a função olfativa .

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A distância social recomendável para se proteger de contágio com o novo coronavírus é de um metro.

A distância recomendada é de pelo menos 1,8 m. O novo coronavírus pode ser transmitido por minúsculos aerossóis, que podem permanecer suspensos no ar por alguns minutos e nesse caso as partículas podem viajar mais de um metro e meio antes de secar.

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A distância social recomendável para se proteger de contágio com o novo coronavírus plenamente e em qualquer circunstância, é bem maior que um metro e meio.

A distância de 1,5m é minimamente segura, mas o ideal, seria 1,8m, já que a maioria das gotículas atingem até 1,8m de distância. Entretanto, o papel da formação de aerossol, partículas menores que podem percorrer maiores distâncias pelo ar, na transmissão do novo coronavírus, não está bem definido.Grandes gotas de muco expelidas com extrema força (ex.: tosse ou espirro) ou transportadas pelo vento também podem viajar bem mais de um metro e meio antes de cair.

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A doença causada pelo novo coronavírus é objeto de transmissão aérea.

A OMS define a transmissão aérea como “a disseminação de um agente infeccioso causado pela disseminação de núcleos de gotículas que permanecem infecciosos quando suspensos no ar por longas distâncias e tempo”. Há novas evidências de que se as gotículas não permanecem no ar por um tempo, os aerossóis sim o fazem.

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A dose infecciosa, ou o número mínimo de partículas virais necessárias para semear uma infecção por coronavírus ainda é desconhecido.

Com certeza, esse número mínimo de partículas virais necessárias para semear uma infecção por coronavírus está entre… um e um milhão. Mas é seguro dizer que se expor ao novo coronavírus tem maior probabilidade de causar infecção e levar a sintomas mais graves. É por isso que é importante evitar espaços internos lotados, usar máscaras e lavar as mãos.

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A eficácia e a efetividade de uma vacina não são sinônimos.

A eficácia e efetividade de uma vacina são medidas que comparam as taxas de doença entre pessoas vacinadas e não vacinadas. A eficácia é medida em ensaios clínicos controlados, enquanto a efetividade é medida quando a vacina é aprovada para uso na população em geral.

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A eficácia e efetividade de uma vacina são medidas que comparam as taxas de doença entre pessoas vacinadas e não vacinadas.

A eficácia e efetividade de uma vacina são medidas que comparam as taxas de doença entre pessoas vacinadas e não vacinadas. A eficácia é medida em ensaios clínicos controlados, enquanto a efetividade é medida quando a vacina é aprovada para uso na população em geral.

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A esclerose múltipla (EM) não aumenta as chances de contrair Covid-19.

A própria esclerose múltipla (EM) não aumenta as chances de contrair Covid-19. Mas certas coisas afetam a forma como a pessoa que tem EM responde ao vírus, como outras condições de saúde e o tipo de medicamento para EM que ela toma.

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A explicação para o fato de as mulheres sofrerem a infecção da Covid-19 menos que os homens pode ser genética.

Alguns genes imuno-relevantes, por exemplo, responsáveis ​​pelo reconhecimento de patógenos, são codificados no cromossomo X. Como as mulheres têm dois cromossomos X e os homens apenas um, o sexo feminino tem uma vantagem.

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A fase grave é a última das três fases que caracterizam a infecção em pessoas com sintomas da Covid-19.

Existem três estágios diferentes da infecção para pessoas que desenvolvem sintomas da Covid-19: viral, pulmonar e grave. Nesta última, o paciente desenvolve uma resposta inflamatória descontrolada do sistema imunológico que causa a maioria das condições críticas que podem causar a morte. A fase viral é experimentada por 80% dos pacientes e nela o vírus se replica muito rapidamente no sistema respiratório. Na fase pulmonar, que afeta 20% dos pacientes, estes podem desenvolver um tipo muito específico de pneumonia, atacando ambos os pulmões e causando problemas respiratórios.

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A fase pulmonar é a segunda das três fases que caracterizam a infecção em pessoas com sintomas da Covid-19.

Existem três estágios diferentes: a fase pulmonar afeta 20% dos pacientes que podem desenvolver um tipo muito específico de pneumonia, atacando ambos os pulmões e causando problemas respiratórios. Ela é precedida pela fase viral: quando o vírus se replica muito rapidamente no sistema respiratório; e é seguida pela fase grave, em que um grupo pequeno de pacientes desenvolve uma resposta inflamatória descontrolada do sistema imunológico que causa a maioria das condições críticas que podem causar a morte.

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A forma de se diagnosticar a possível imunidade diante o Covid-19 não é através de um teste molecular (o do cotonete).

Por enquanto, o teste adequado nesse caso é o sorológico, que procura detectar anticorpos gerados em infecções passadas.

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A fração de infectados com doença grave pelo Covid 19 é menor que um terço do total.

É menor. Os dados até o momento sugerem que 80% das infecções são leves ou assintomáticas, 15% são infecções graves, que requerem oxigênio e 5% são infecções críticas, que requerem ventilação. Essas frações de infecção grave e crítica seriam maiores do que as observadas para a infecção por influenza.

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A função imunológica diminui com a idade.

A função imunológica diminui com a idade e por isso os idosos com Covid-19 estão entre os mais vulneráveis ​​a maus resultados, assim como aqueles com condições crônicas de saúde, como pressão alta, diabetes e doenças cardiovasculares.

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A grande maioria das pessoas que tiveram Covid-19 desenvolve uma resposta de anticorpos.

Sim, a grande maioria das pessoas que tiveram Covid-19 desenvolve uma resposta de anticorpos. No entanto, embora a comunidade científica seja geralmente otimista, não se sabe se as pessoas que foram infectadas e recuperadas são geralmente ‘imunes’ à infecção ou se podem ser reinfectadas.

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A gravidez aumenta o risco de a mulher ser afetada pelo coronavirus.

Certo. Gravidez atual ou recente nas últimas duas semanas precisam de precauções extras.

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A gripe pode se espalhar mais rapidamente que o Covid 19.

O intervalo serial para o vírus Covid 19 é estimado em 5-6 dias, enquanto que para o vírus influenza, o intervalo serial é de 3 dias. Contudo, a afirmação de que a gripe se espalhe mais rapidamente é provável, mas não conclusiva. O espalhamento depende de varios fatores. Um deles é o intervalo serial.

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A imunidade de rebanho considerada suficiente para flexibilizar a estratégia de mitigação do isolamento social no Brasil seria bem maior do que 50% da população.

A imunidade de rebanho é a porcentagem de uma população que precisa ter contraído o SARS-COV-2 (e estar presumivelmente imunizado) para que mesmo quem não teve a doença deixe de correr risco de se infectar. Não há dados suficientes, porém alguns pesquisadores a estimam entre 60 e 80% para o vírus não circular mais e a doença desaparecer. Outros afirmam que esses níveis seriam muito inferiores no caso do novo coronavírus.

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A imunidade de rebanho suficiente para flexibilizar o isolamento social no Brasil provavelmente nunca será atingida antes de uma campanha de vacinação em massa.

Esse valor varia entre 50% e 80% da população. Na Espanha apenas 5% da população foi infectada na primeira onda viral. Na Suécia, 7%. No Brasil a taxa está em menos de 3% após 4 meses de pandemia (julho). A esse passo, esperar pela imunidade de rebanho se configurar antes da vacinação em massa, o custo em termos de vidas perdidas seria imenso.

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A imunidade para o novo coronavírus não é de um ano, como no caso de outros vírus.

De fato, a imunidade de 1 ano acontece com outros vírus do mesmo grupo dos coronavírus, porém com poucos meses de vida do novo coronavírus é impossível saber agora se haverá imunidade depois de se curar, e por quanto tempo.

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A infecção com o coronavírus não é insignificante nas pessoas de 20 a 49 anos.

Na primeira semana de junho 2020, quase 50% das hospitalizações (47,7%) atingiam a faixa de 20 a 49 anos. Essa faixa etária responde por 28% dos mortos por Covid 19. Dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) americano mostram que no grupo de infectados com 20 a 44 anos, entre 2% e 4% dos casos levaram a internações na UTI e menos de 1% foram fatais (informações coletadas até a terceira semana de março/2020).

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A infecção com o coronavírus quase não mata pessoas entre 20 a 45 anos.

Dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) americano mostram que nesse grupo de infectados com 20 a 44 anos, entre 2% e 4% dos casos levaram a internações na UTI e menos de 1% foram fatais (informações coletadas até a terceira semana de março/2020).

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A infecção com o novo coronavírus pode ter consequências psiquiátricas de curto prazo.

O impacto psicológico de uma nova doença grave e potencialmente fatal, preocupações em infectar outras pessoas e estigma podem causar angústia extrema e estresse. Fora isso, sinais sugestivos de delirium são comuns no estágio agudo da SARS, MERS e COVID-19.

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A infecção com o novo coronavírus pode ter consequências psiquiátricas de médio e longo prazo.

É provável, uma vez que há evidências de depressão, ansiedade, fadiga e transtorno de estresse pós-traumático no estágio pós-doença de epidemias anteriores de coronavírus, mas ainda existem poucos dados sobre o COVID-19.

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A infecção para pessoas que desenvolvem sintomas da Covid-19 não se encerra quando os pacientes desenvolvem pneumonia.

Existem três estágios diferentes da infecção para pessoas que desenvolvem sintomas da Covid-19: o primeiro é quando o vírus se replica muito rapidamente no sistema respiratório. Os sintomas são semelhantes aos da gripe comum e em cerca de 80% dos pacientes desaparecem após 6 a 10 dias. É a chamada fase viral. Depois dela vem as fases pulmonar e grave.

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A internação de pacientes acometidos da Síndrome inflamatória multisistêmica é de uma semana.

A mediana da duração da internação é de 7 dias (intervalo interquartil, 4 a 10).

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A mãe pode amamantar seu bebê recém-nascido se ela tiver Covid 19.

Sim. Segundo a OMS, os benefícios do contato próximo e amamentação precoce e exclusiva supera os riscos de uma potencial transmssão pelo leite materno. Desta forma, a mãe deve amamentar, se tiver condicão clínica e tomar cuidados para evitar a trasmissão por contato ou gotículas, higienizando as mãos e utilizando máscara facial durante as mamadas.

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A maioria dos casos relatados de Covid-19 em crianças ocorreu devido ao contato próximo com gente da família infectada pelo novo coronavírus.

É provável que as crianças contraiam a Covid-19 através do contato com familiares infectados, particularmente em países onde o fechamento da escola e o distanciamento físico estrito foram implementados. Em uma publicação da Itália, a exposição ao novo coronavírus de uma fonte fora da família da criança representou 55% dos casos de infecção, enquanto em outra coorte italiana, 67,3% das crianças tinham pelo menos um dos pais que testou positivo para a infecção por SARS-CoV-2.

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A maioria dos infectados que são hospitalizados não acaba morrendo.

Dentre os infectados, entre 15% e 18% são hospitalizados. Desses, 1 em cada 4, os gravemente doentes, necessitam de cuidados em terapia intensiva. Nesse caso, sim, a taxa de mortalidade é alta: 61,5%, a julgar pela experiência da China (hospital Wuhan Jin Yin-tan, entre final de Dezembro e 26 de janeiro 2020).

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A maioria dos pacientes que reportam Síndrome inflamatória multisistêmica precisa receber terapia intensiva.

Segundo um estudo americano abrangendo 186 pacientes com média de idade de 8,3 anos apontou que 148 (80%) receberam terapia intensiva, 37 (20%) receberam ventilação mecânica, 90 (48%) receberam suporte vasoativo e 4 (2%) morreram. Os aneurismas das artérias coronárias (escores z ≥2,5) foram documentados em 15 pacientes (8%), e os aspectos semelhantes à doença de Kawasaki foram documentados em 74 (40%).

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A máscara caseira não protege perfeitamente contra o contágio do coronavírus.

Do ponto de vista da proteção individual, não há informações suficientes sobre eficácia de máscara caseira no contexto da pandemia da Covid-19.

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