Covid-19 pelo mundo afora: 17-01-21

Covid-19 pelo mundo afora: 17-01-21
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Semana pródiga em absurdos e tragédias, essa que passou. As tiradas do Inefável Pazuello. As mortes por falta de oxigênio em hospitais de Manaus. Os pedidos de ajuda externa, envolvendo até o Maduro, quem diria? As duas vacinas que são tudo-isso-hoje-porém-não-necessariamente-amanhã. A insistência (cansativa e perversa) no negacionismo. As manobras da Anvisa para acompanhar o vai-não-vai da foto do Zé Gotinha. E a cereja do bolo: a recuada dos indianos, que não entenderam a importância crucial de uma foto – a do dito cujo segurando triunfalmente uma seringa – no meio de uma pandemia desatada.

Pazuello, o Pato Manco

O homem atribuiu o caos em Manaus ao clima chuvoso da região e à falta de “tratamento precoce” à base de hidroxicloroquina e a ivermectina.

Foi encomendada ao Ministro do Meio Ambiente a formação de uma força-tarefa para mudar o clima em 10 dias, no máximo. Quanto a hidrocloroquina e a invermectina, o Governo da Amazônia se comprometeu a acionar o STF para saber se é possível mudar a Constituição para registrá-las como “Remédios Eternos da Pátria”, ou algo assim.

Bem que eu adverti você

Manaus colheu o que plantou. No dia 26 de dezembro, o Governador do estado da Amazônia decretou oficialmente o fechamento das atividades não-essenciais por 15 dias. Os empresários, lojistas e comerciantes protestaram tomando as ruas e o decreto foi anulado: shoppings, bares e o comércio em geral reabriram no dia 28. Naquele mesmo momento, não só os hospitais estavam lotados, como também os cemitérios. Que saber sobre Manaus? O melhor resumo da situação é esse aqui. 

Fique em casa

Viajar – seja de avião, trem ou automóvel – continua sendo mal aconselhado, dizem os especialistas, especialmente à medida que surgem novas e mais contagiosas variantes do vírus. A melhor maneira de um micróbio infeccioso se mover é pegar uma carona em um ser humano em viagem. E estações de trem, aeroportos e outros centros de viagens, onde grandes grupos inevitavelmente se reúnem, apenas criam mais canais para o coronavírus transitar e infectar.

Fora do controle

A gente começa destacando justamente a tendência de casos de Covid porque o Brasil tem nesta 5ª feira (14/jan/2021) a maior média diária de casos desde o começo da pandemia. São, em média, 56.453 novos casos por dia, 57% a mais do que duas semanas atrás. Alguns casos se agravam e a gente vê pressão também sobre a média de mortes, que continua em alta, um aumento de 42% na comparação com a média de duas semanas atrás. Hoje o Brasil tem exatamente média de 1.000 mortes por dia.

Alan Severiano, jornalista, divulgando os dados do consórcio de veículos de imprensa sobre a Covid-19.

A Covid-19 pelo mundo afora

Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Reino Unido: Boris Johnson diz que todos os viajantes ao Reino Unido devem apresentar teste de coronavírus negativo na segunda-feira.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Estados Unidos: a partir de 26 de janeiro, os viajantes internacionais com destino aos Estados Unidos devem apresentar resultados negativos no teste de coronavírus antes de embarcar em seus voos. Casos e mortes por Covid quebraram recorde após recorde em todo o país, com um número máximo de mortes, 4.400, anunciado na terça-feira. Pelo menos 3.973 novas mortes e 238.390 novos casos foram relatados na quinta-feira, e o país está se aproximando da marca de 400.000 mortes. Autoridades federais de saúde soaram o alarme na sexta-feira sobre uma variante muito mais contagiosa do coronavírus que pode se tornar a fonte dominante de infecção no país em março, potencialmente alimentando outro surto de casos e mortes.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas União Europeia: os esforços para inocular 450 milhões de pessoas, iniciados nos últimos dias de 2020, foram prejudicados pela falta de seringas e de pessoal treinado, entre outros problemas. Mas o ritmo está se acelerando em grande parte da região.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Itália: na sexta-feira fez sua milionésima vacinação. “Vamos continuar assim, mantendo a guarda”, tuitou o primeiro-ministro Giuseppe Conte, um negacionista de primeira hora, que em agosto foi denunciado por pessoas comuns. Elas acusam os membros do governo dos crimes de epidemia, homicídio culposo, abuso de poder, atentado contra a Constituição, atentado contra os direitos políticos do cidadão e delitos culposos contra a saúde pública.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas Alemanha: o maior e mais populoso país do bloco, já vacinou cerca de 700.000 pessoas.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas França: a segunda maior economia do bloco, está enfrentando ceticismo significativo em relação à vacina, entre outros obstáculos, e as autoridades francesas disseram na sexta-feira que 380.000 pessoas foram vacinadas. Embora 62% dos italianos tenham dito que receberiam uma vacina disponível, de acordo com dados da Ipsos, uma empresa de pesquisas, na França apenas 40% disseram que o fariam.
Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas China: o governo espera vacinar 50 milhões de chineses, ou 3,5% da população, em poucas semanas, antes do festival do ano novo lunar, e já há três grandes cidades fechadas.

A carteirada vem aí

A campanha de vacinação americana começou lentamente em parte porque os prestadores de serviços médicos foram forçados a descartar preciosas doses de vacina devido à dificuldade de encontrar pacientes que correspondessem exatamente às rígidas diretrizes de vacinação do estado – e às pesadas penalidades que enfrentariam se tivessem feito um erro. As autoridades estaduais de saúde afrouxaram as diretrizes, à medida que os casos de coronavírus continuavam a aumentar. Mas, um punhado dos hospitais de maior prestígio do país, a maioria ligados a universidades, abriu a porteira para todo mundo. “A carteirada dos de cima” entrou em cena e até idosos com mais de 75 anos estão ficando sem vacina.

A linha de frente não quer se vacinar. Dá para acreditar nisso?

Tomara que seja somente nos Estados Unidos, onde muitos funcionários de hospitais e lares de idosos se recusam a ser vacinados. Mal pagos e destratados desde o começo da pandemia, e desconfiados da segurança oferecida pelas novas vacinas, entre 30% e 40% se mostra reticente. Do outro lado da cerca, ansiosos com a saúde de seus pacientes e marcados por milhares de mortes no ano passado, hospitais e lares de idosos estão desesperados para vaciná-los. Além de educá-los sobre os benefícios das vacinas Covid-19, os empregadores oferecem incentivos como dinheiro, folga extra e até cartões-presente do McDonald´s para aqueles que forem vacinados.

A nova variante nos mais jovens

Um relatório de cientistas britânicos estimou que a nova variante do novo coronavírus descoberta na Grã-Bretanha é cerca de 30 a 50% mais contagiosa do que suas predecessoras – menos do que os 70% estimado inicialmente. Ela se dissemina entre as crianças com a metade da velocidade do que entre os adultos. No geral, porém, é mais contagiosa em cada faixa etária do que as versões anteriores do vírus. Isso resultará em mais infecções em crianças, a menos que as escolas reforcem suas precauções.

Desculpa alguma coisa aí

A Pfizer planeja interromper a produção de sua vacina contra o coronavírus por semanas enquanto realiza atualizações em sua fábrica em Puurs, Bélgica, a fim de atingir sua meta de produzir dois bilhões de doses este ano – acima de sua meta anterior de 1,3 bilhão. A medida, que reduzirá as entregas aos Estados membros da União Europeia e também a outros países, gerou indignação entre as autoridades de saúde em todo o bloco e aumentou as já fortes preocupações sobre o ritmo lento das imunizações. Isso ocorre enquanto o vírus continua a se espalhar na região, muitas pessoas deveriam estar recebendo a segunda dose em tempo hábil e mais variantes transmissíveis do vírus estão surgindo.

CoronaVac – como vender insegurança à toa

Num esforço inédito, mais de 700 cientistas se uniram para criar uma vacina eficaz, do ponto de vista que a eficácia das vacinas é definida, ou seja, o de proteger toda uma população de uma doença. No entanto, o que se vê atualmente é, de um lado os cientistas falando entre eles e comemorando que os 50% de eficácia da vacina garantem o controle da pandemia, e de outro lado, o respeitável público coçando a cabeça e pensando que algo nesse discurso cheira mal. Nessa semana o blog publicou um post e um vídeo abordando construtivamente essa situação, por demais delicada.

Veja o vídeo aqui:

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