Dor aguda ou dor crônica. Afinal, qual é a sua?

Dor aguda ou dor crônica. Afinal, qual é a sua?

A dor aguda perturba, chateia… mas é só isso.  A dor crônica, porém, é talvez a forma mais rápida de saber o que, e quem importa na sua vida. Entendeu a diferença? Se não, continue lendo.

“Coisas ruins acontecem; como eu respondo a elas define meu caráter e a qualidade da minha vida. Posso escolher sentar-me em tristeza perpétua, imobilizado pela gravidade da minha perda, ou posso escolher levantar-me da dor e valorizar o presente mais precioso que tenho – a própria vida.”

Walter Anderson
Alguém me disse estranhar a distinção feita entre dor aguda e dor crônica; afinal, a dor não é uma só? Dizer que a dor aguda vai até 6 meses, e a dor crônica até quem sabe quando, não é exatamente um divisor de águas científico.  E isso nem sequer é baseado em evidências robustas, toda vez que uns autores cravam 3 meses, e outros vão até um ano. Mas, e daí? Apenas uma questão de semântica. Nada que possua implicações práticas.

Errado. Tem muito doente crônico sofrendo demais por não saber distinguir entre os dois tipos de dor. A seguir eu explico.

A dor aguda costuma ter lesão conhecida, epidérmica ou visceral, com data marcada para desaparecer.  O processo de cura também é arqui-conhecido: analgésicos  e repouso na etapa inicial, fisioterapia e massoterapia depois, até a retomada da normalidade com ajuda de um programa de exercicios gradativos. E toda e qualquer distorção motora, ou alimentação errada, ou medicação de risco que a pessoa tentar sob pretexto do período ser excepcional, acaba junto com este, em questão de semanas, ou de alguns meses, quando mais. Nâo há tempo para formar vícios.

As implicações psicológicas da dor aguda também são, enfim, agudas. A pessoa fica frustrada pelas limitações de movimento e com raiva por ter que se privar de atividades prazerosas ou correr riscos no emprego. Mas é só isso. Mais dia, menos dia, tudo isso acaba junto com a dor. E ela intui isso. Nada de pânico.

Com a dor crônica, uma dor que é persistente, a história é outra. O objetivo do tratamento é aliviar a dor e preservar o máximo possível de qualidade de vida, em vez de curar e retornar ao que era. Uma mudança e tanto que irá exigir do paciente doses cavalares de paciência e determinação. Eu já passei por isso e não vejo forma de controlar uma dor crônica nas costas, por exemplo, sem assumir participação ativa no tratamento, algo raríssimo. Ou sem aprender sobre a dor e como gerenciá-la, algo mais raro ainda, e que envolve tempo, dinheiro e muito empenho. Relações tóxicas, estressores, maus hábitos de vida, crenças equivocadas sobre dor, ambientes de trabalho insalubres… tudo isso precisa ser mexido se a ideia é evitar o inevitável. O risco de nada fazer é depressão, incapacidade e, fatalmente, mais dor e sofrimento.

Se o caro leitor quiser saber (detalhadamente) mais sobre dor aguda versus dor crônica – como reconhecer as duas, e sobretudo evitar o risco de migrar de uma para outra – eu preparei um e-book sobre isso. Clique aqui, é grátis.

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