Dor crônica 1.0

Dor crônica 1.0

Confesse: você ouviu falar de dor crônica, porém ignora o que, no fundo, sabe que deveria saber sobre ela… e isso lhe incomoda. Afinal, você vive com essa dor… ou melhor, ela não deixa você viver. E ficar nessa inocência é como transitar pelo Iêmen sem falar iemenita, concorda? Mas não se aflija. Se você se enquadrar nessa categoria, leia esse post em que eu lhe ofereço uma saída… boa, bonita e barata.

Eu sou das antigas. Desses carcamanos que digitam com um dedo e só conseguem tirar selfies com o cachorro. Porém, como condutor deste circo pobre que é o blog – circo pobre é aquele em que o cara que vende ingressos também funciona como camelô e camelo – sou obrigado a acompanhar as estatísticas. Ou seja, os números que semanalmente apontam até que ponto o blog está chegando no público desejado, e se alguém com dor lá fora está tirando proveito da visita.

Desse modo, todo Sábado eu me reúno com um artista cibernético, um digital marketer (oh, dear!), que, Graças a Deus! parece saber do que está falando.

E essa semana ele me disse algo espantoso: a imensa maioria das pessoas que visitam o blog o fazem querendo saber o que é… dor crônica.

Eu fiquei escandalizado. Como é possível, numa era em que a próstata da gente é operada por controle remoto, etcétera, que a dor crônica ainda seja um mistério para tantos!

Não demorei em morder a língua, porém: afinal, o mesmo acontecera comigo. Durante duas décadas levei as minhas dores para sabe-se lá quantos profissionais da saúde e foi somente há apenas dois anos atrás que ouvi um deles pronunciar a palavra “crônica” ligada à dor.

Essa dor, difusa, persistente e amiúde incapacitante, deve ser tão velha quanto o homem na Terra. Clinicamente falando, ela apareceu no Ocidente logo depois da Segunda Guerra Mundial, pelas mãos de John J. Bonica, um anestesista americano que nela lutara, hoje considerado o pai do tratamento moderno da dor.

Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

Treinado em uma época em que 99,9999% dos clínicos creditavam qualquer dor a uma lesão identificável, Bonica tinha um problema: no duro, conseguia tirar a dor de quase ninguém seguindo essa linha de pensamento. Desconforme, consultou médicos de diferentes disciplinas (ex.: neurologia, psiquiatria e ortopedia) sobre pacientes difíceis, com dores persistentes inexplicáveis, no intuito de descobrir como melhorar a resposta analgésica e os resultados funcionais. Saiu-se bem nisso e o resto é história: Bonica desenvolveu a primeira clínica multidisciplinar de dor nos EUA e depois fundou a International Association for the Study of Pain, atualmente com mais de 8 mil associados em mais de cem países. E tudo isso porque um dia lhe deu na telha investigar dores sem ferida, sem causa, sem data para acabar, e sem médicos interessados em aliviá-las. Dores crônicas, enfim.

“A diferença entre esforço e progresso no tratamento da dor crônica e no tratamento de doenças crônicas de maneira mais geral, pode ser preenchida apenas por meio de um envolvimento mais efetivo dos pacientes nos processos e objetivos de atendimento.”

Mark D. Sullivan, MD, PhD

Professor de Psiquiatria e Professor Adjunto de Anestesiologia, Medicina da Dor, Universidade de Washington.

Oops, desculpe o desvio de rota. Voltando a isso de muita gente ainda ignorar o que é dor crônica. Ocorreu-me então armar um pequeno combo informativo de quatro peças, algo simples, leve e nada pretencioso, mas capaz de resolver essa (insólita) lacuna de conhecimento. Enfim, tudo o que uma pessoa normal com dor crônica, gostaria de saber sobre “aquilo” e talvez tivesse vergonha de perguntar.

A primeira peça do Programa é um brevíssimo vídeo apresentando 10 informações recentes sobre DOR. Cada uma dessas informações é baseada em neurociência e provavelmente vai derrubar boa parte das crenças que hoje você tem sobre dor em geral, e dor crônica em particular.

A segunda peça é um vídeo sobre Dor Crônica. Coisa rápida, simples, e bem didática. Não é uma superprodução tipo “Guerra nas Estrelas, mas convenhamos, você também não é o Han Solo. Pato novo, voa baixo.

A terceira peça é um ebook que, em menos de um ano de vida, já foi baixado por mais de 40 mil visitantes. Ele foi originalmente construído para prevenir o sujeito que estiver com uma dor aguda dos perigos de não se cuidar e assim acabar migrando para dor crônica, mas acabou servindo para muito mais do que isso. Você clica aqui e pronto, o ebook é seu.

Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

A quarta e última peça está a sua frente: é o blog, todo ele dedicado a… você adivinhou… dores crônicas. E sendo ainda mais específico, clique aqui e veja a relação dos 36 posts sobre o assunto, publicados nos últimos 12 meses. Leitura rápida e saudável.

Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

Enfim, meu amigo, minha amiga, passar por tudo que foi mostrado acima pode lhe tomar meio dia. Deixar passar, vai lhe custar mais meia vida gasta em médicos, remédios e noites mal dormidas pensando em como aliviar a sua dor delegando a outros o que você pode fazer por si mesmo. E de graça.

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2 comentários
  1. Sofri anos com vários sintomas da fibro, até que um médico da UNICAMP me diagnosticou e tratou com 60mg/dia duloxetina, hoje considerada a primeira linha de tratamento para esta condição. Ela dá conta de eliminar as dores mas não corrige a causa, disfunção mitocondrial, que causa diversos outros sintomas. Caso seu médico não queira receitar a duloxetina, procure outro que queira, de preferencia um psiquiatra – essas dores TÊM solução. Parei o tratamento por conta própria, após estudar as causas e hoje tomo apenas suplementos. Vivo maravilhosamente bem, sem dor alguma, cheia de energia, foco e clareza mental – 20mg PQQ e/ou 100 mg CoenzimaQ10, que qualquer farmácia pode manipular. Água mineral PRATA ajuda muuuito na fibro também. A fibro, com todos os seus sintomas, é um reflexo de má função/desgaste mitocondrial – há solução: vá buscá-la. Ouvi de médicos que as pesquisas não são conclusivas sobre a mitocondria, suplementação, blablabla. Foi só tentar e PRONTO, bem-estar e conforto total.

    1. Muito grato pelo seu comentário. É raríssimo receber testemunhas de pessoas dispostas a comentar sua experiência com dores crônicas. Uma pena, porque a mim isso me parece ser um serviço de utilidade pública. Não se trata de copiar terapias. O caminho adotado por você felizmente deu certo sabe-se lá por quais razões, algumas universais e outras peculiares, dependentes de seu organismo, a sua psique, a sua motivação etc. Espero que tenha visitado o ebook TUDO O QUE VOCÊ QUERIA SABER SOBRE FIBROMIALGIA E TINHA MEDO DE PERGUNTAR, que está disponível no blog. Ali eu aponto a causa dessa doença parecer estar hoje relacionada ao processo de sensibilização central, leia-se disfunção mitocondrial & Cia. Antes disso já vinha publicando posts, artigos e vídeos sobre ele. Pouca gente viu. É a vida. Faço votos por você continuar vivendo maravilhosamente. E não desista do blog, nunca se sabe. Por outro lado, nessa época excepcionalmente resolvi focar na divulgação de informações sérias sobre o novo coronavírus. Não perca.

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