Dores Musculoesqueléticas: a “bola da vez” na Dor Crônica

Dores Musculoesqueléticas: a “bola da vez” na Dor Crônica
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Dentro de pouco você poderá pesquisar esse seu desconforto persistente, o qual você não sabe o que é, nem de onde vem, entre 75 vídeos curtos postados no blog. Depois disso você decide: compressa quente ou consulta médica?

Nesse post vou justificar por que dois terços desses vídeos se referem a dores musculoesqueléticas. Como? Descrevendo o que são essas dores e o quanto representam atualmente no sofrimento humano no mundo.

“Não são os anos, querida. É a quilometragem”.

Indiana Jones

Há duas semanas estreou no blog uma seção sobre DORES FREQUENTES. Vinte e cinco vídeos curtos sobre diversas dores – as dores propriamente ditas ou como conviver melhor com elas.

Foi uma espécie de teste de mercado. Não é mais. O volume de visitas foi muito além do previsto e decidi triplicar o número de vídeos.

E por que dois terços desses vídeos se referem a dores musculoesqueléticas?

As condições musculoesqueléticas são tipicamente caracterizadas por dor (geralmente persistente) e falta de mobilidade e incapacidade. Elas compreendem mais de 150 diagnósticos que abrangem 75–80% de todos os distúrbios de dor na prática clínica e a maioria das incapacidades relacionadas à dor.1

O que afetam?

  • articulações, tais como osteoartrite, artrite reumatoide, artrite psoriática, gota, espondilite anquilosante;
  • ossos, tais como osteoporose, osteopenia e fraturas por fragilidade associadas, fraturas traumáticas;
  • músculos, como sarcopenia;
  • a coluna, como dor nas costas e pescoço;
  • várias áreas ou sistemas do corpo, como distúrbios de dor regionais e generalizados e doenças inflamatórias, como doenças do tecido conjuntivo e vasculite que apresentam manifestações musculoesqueléticas, como por exemplo, o lúpus eritematoso sistêmico.


Algumas dessas condições variam desde aquelas que surgem repentinamente e têm vida curta, como fraturas, entorses e distensões, até condições para toda a vida. O diabo é que fraturas, entorses e distensões, se mal cuidadas viram condições para toda a vida. E é aqui que entra a seção DORES FREQUENTES.

Em menos de 2 ou 3 minutos assistindo um vídeo a pessoa com dor obtém uma pista do desconforto que sente. E por conta disso, vai logo preparar uma compressa quente ou fria, ou marca hora com um ortopedista. Muito provavelmente, qualquer uma dessas duas opções é melhor que nada.

A opção de fazer nada e “ir levando”, ou no caso, “continuar a se movimentar mesmo com dor”, é que deve ser descartada por temerária. A dor se torna crônica – isto é, persistente – e gera falta de mobilidade e incapacidade depois de um tempo.

E já que estamos aqui, quais são as condições musculoesqueléticas mais comuns e incapacitantes?

Nos EUA, as doenças mais incapacitantes (“anos vividos com deficiência”) são:

  • dor lombar,
  • transtorno depressivo maior,
  • outros transtornos musculoesqueléticos,
  • dores no pescoço e
  • transtornos de ansiedade.


(Já sei, cadê os dados do Brasil? Ora, eu perdi horas tentando achá-los e nada. Paciência. A sua e a minha.)

Dentre todas as doenças incapacitantes, as condições de dor musculoesquelética são responsáveis por três das cinco doenças mais prevalentes.2

Ranking de Doenças e Lesões Incapacitantes com maior Prevalência no Mundo

  1. Dor lombar
  2. Transtorno depressivo maior
  3. Outros distúrbios musculoesqueléticos
  4. Dor de pescoço
  5. Transtornos de ansiedade


Atenção. O ranking não inclui fibromialgia, nem a síndrome de dor regional, embora ambas sejam por muitos consideradas doenças musculoesqueléticas.

O ranking montado pela Organização Mundial da Saúde com dados de uma centena de países é semelhante3:

  • osteoartrite,
  • dores nas costas e pescoço,
  • fraturas associadas à fragilidade óssea,
  • lesões e condições inflamatórias sistêmicas, como artrite reumatoide.


Um estudo recente publicado no boletim da Organização Mundial da Saúde pedindo uma “resposta global” às condições musculoesqueléticas confirmou que seu impacto está crescendo, com o envelhecimento da população exacerbando o impacto sobre a vida das pessoas.

Se você já tiver passado dos 50 e sofrer de alguma dor persistente, ou for próximo(a) de alguém nessa condição, convém saber que não é muito que o sistema de saúde, seja ele brasileiro, iemenita ou sueco, pode fazer para aliviá-lo. No mundo inteiro o nome do combate à dor crônica, considerada uma epidemia, é “autogerenciamento” ou ”automanejo”. O “auto” significa que, no contexto da dor crônica, os profissionais de saúde estão aí para ajudar você a se ajudar, e isso pouco ou nada tem a ver com prescrever analgésicos ou antidepressivos.

Existem muitas medidas simples e de alto valor para lidar com a dor crônica, como educação em dor e autocuidado, além de fisioterapia e exercícios. Por experiência própria, eu sempre achei que a educação em dor via vídeos curtos tem vantagens sobre outros meios didáticos. Isso explica que o canal do blog no YOUTUBE atualmente hospede uma centena de vídeos sobre dor crônica (a maioria made-by-mim-mesmo) e também o licenciamento com a Viewmedica desses 75 vídeos.

Dentro de uma filosofia de combate a dor crônica via autogerenciamento, informar-se rapidamente sobre a própria dor é uma prioridade. Depois de uma certa idade – melhor você dizer qual é essa – qualquer desconforto pode ser nada, ou muito. Porém, nunca algo a ser ignorado.

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