Então você é contra o distanciamento social?

Então você é contra o distanciamento social?
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Tal como prenunciado aqui na semana passada, a opção pelo distanciamento social não está sendo “comprada” por muitos no país, apesar dos apelos de autoridades e cientistas, de médicos e, last but not least, do empilhamento de cadáveres. Talvez seja porque tais apelos nunca descreveram quão formidável é o inimigo que ora enfrentamos. Um organismo vivo, mais inteligente e cruel que a maioria de nós, humanos. Se você for um dos milhões de insensatos, que saem à rua dispostos a desafiá-lo na base de que “é tudo balela”, “comigo não vai acontecer nada”, “eu sou mais eu”… um vídeo made-by-mim-mesmo que aqui apresento irá deixá-lo pensativo. Seis minutos apenas, que podem salvar a sua vida e da sua família.

“Os dois elementos mais comuns no universo são hidrogênio e estupidez.”

– Harlan Ellison

Nesse post eu quero apresentar um vídeo que espero seja um último recurso para induzir o Brasil a adotar o distanciamento social.  A minha pretensão é algo exagerada, reconheço. Se nem a mídia oficial e privada, mais a Rede Globo (que é mais potente que as duas anteriores juntas) conseguiram isso, por que um reles blog como este conseguiria?

Pois é, boa pergunta… porém eu não vou me ater a minúcias. Vamos ao que interessa.

Há uma semana eu dei uma de urubu: prenunciei o fracasso da estratégia de distanciamento social no país. No post publicado pelo blog dias atrás – Domingo de Páscoa 2020. O dia que a vaca foi pro brejo! – aventei possíveis razões, como o egoísmo característico na espécie humana e a informação equivocada sobre o vírus, fatores que a comunicação oficial pró-distanciamento social teria ignorado.

Explico:

  • Ao invés de focar na sobrevivência do indivíduo, apelou-se para a solidariedade com os avós, o próximo, etcétera.
  • Ao invés de focar na capacidade assassina do vírus, apelou-se para a conveniência de se manter a um metro e meio de distância dele, lavar as mãos, usar máscara, etcétera.

O primeiro apelo é inócuo, o segundo, equivocado. Ambos são necessários, mas não suficientes – se o que interessa é manter 70% da população de uma país de 210 milhões de habitantes, se entediando gloriosamente em casa.

No Domingo de Páscoa, me alegrei de ter errado. Na segunda-feira eu seria chamado de alarmista, negacionista, verticalista… mas tudo bem, a pátria estava salva, o distanciamento social em São Paulo tinha sido um sucesso naquele dia – 60% em casa, conforme a medição cibernética, apenas um sopro distante dos 70% necessários, segundo as autoridades políticas e médicas paulistas. Viva!

Uma semana depois, com São Paulo cravando ignominiosos 49% de observância do distanciamento social, leio na Folha uma penca de cientistas me dando a razão. Convidados a explicar por que o distanciamento social não está pegando, os doutores em psicologia clínica, direito e filosofia se expressam de forma mais erudita do que eu, porém o recado é o mesmo: os apelos da comunicação oficial, além de inofensivos, estão dirigidos a gente de espírito cívico e solidário… que não está aí.

Então eu decidi emular o Robespierre, o da guilhotina na Revolução Francesa, e inaugurar um Período do Terror. Ao invés de guilhotinar os pescoços dos girondinos, eu me proponho a guilhotinar os pensamentos errados dos que não apoiam o distanciamento social.

O primeiro passo? Mostrar a eles o tipo de inimigo que os pode matar: o coronavírus. O vídeo de que lhe falei antes visa isso.

Ou seja, começar pelo começo. Mandar você lavar as mãos para se precaver de “algo” – um vírus, mas o que é um vírus afinal? – que “pode ser” fatal para 3 ou 4% de 100 mil, 1 milhão, 100 milhões… convenhamos, é uma convocação vaga e chata. Ora, os seres humanos acreditamos na sorte (a nossa), ouvimos apenas o que queremos ouvir, e somos motivados em geral pelo que nos dá prazer. E vamos convir que ficar em casa o tempo todo por conta do bem-estar de outros – os idosos – é uma pedida para lá de odiosa.

Mas atenção! também fugimos daquilo que nos mete medo. Eis onde o Terror entra em campo.

“Que sujeito mais maluco!”, a essa altura você deve estar pensando de mim, eu sei. “Onde já se viu ameaçar gente inteligente, sensata, que sabe distinguir entre o bom e o ruim sem ser amedrontada vilmente… e tudo mais”.

Bem, não é muito “dessa gente” que há por aí, pelo visto.

Pense comigo, faz meses que:

  • todos estamos vendo gente morrer as pencas em todo o mundo,
  • é sabido não haver vacina nem remédio para o bicho que faz isso… será um micróbio? Um cupim, talvez?…,
  • e é provado cientificamente que a única forma de neutralizá-lo é se distanciando de quem o transmite…

E AINDA ASSIM MILHÕES NÃO ACREDITAM, NEM PRATICAM O DISTANCIAMENTO SOCIAL!

E o malucou sou eu?

Enfim, o vídeo tem 6 minutos de duração. Ele revela quão formidável é esse inimigo que ora enfrentamos. Se você for mais um dentro desses milhões de valentes insensatos, que apostam nisso de “tudo balela”, “comigo não vai acontecer nada”, “eu sou mais eu”… procure assisti-lo. Seis minutos apenas. Um investimento ínfimo em troca de algo que para você talvez tenha um valor imenso: a sua vida e a da sua família.

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