Gerenciando a dor crônica na era do “quinto sinal vital”: perspectivas históricas e de tratamento sobre um dilema médico dos dias atuais

Parte 1

Gerenciando a dor crônica na era do “quinto sinal vital”: perspectivas históricas e de tratamento sobre um dilema médico dos dias atuais

Uma abordagem de reabilitação multidisciplinar para o tratamento da dor crônica parece ser mais eficaz em comparação com as opções de tratamento de modalidade única / profissional único tradicionais. Como se chegou a essa conclusão? Essa opção é viável? Que terapias estão envolvidas e qual o papel do profissional da saúde na sua aplicação? Este artigo, dividido em 5 partes, examina esses aspectos e outros mais. Imperdível para quem quiser realmente entender de dor crônica.

A Primeira Parte deste artigo traça uma panorâmica da atual epidemia de dor crônica, seguida de uma história fascinante do controle da dor crônica nos Estados Unidos. De como lá pelos anos 50 esse “controle” começou bem – por meio de equipes multidisciplinares em clínicas de dor cuja filosofia era a de tratar o paciente como um todo – e três ou quatro décadas depois, descambou para a calamitosa situação atual. Uma situação em que a dor crônica é o foco de fármacos e de clínicas convencionais que se dizem “de dor”, apenas para competir melhor no mercado da saúde.

Autores: D. Andrew Tompkins, J. Greg Hobelmann e Peggy Compton

Resumo

Mais de 100 milhões de americanos estão vivendo com dor crônica, e a dor é a razão mais comum pela qual os pacientes procuram atendimento médico. Apesar da prevalência da dor, a prática do manejo da dor e a disciplina científica da pesquisa da dor são campos relativamente novos em comparação com o restante da medicina – contribuindo para um dilema do século XXI para os profissionais de saúde solicitados a aliviar o sofrimento na era do “Quinto Sinal Vital”.

1. Introdução

Embora a dor seja uma das experiências humanas mais comuns, a disciplina científica da pesquisa sobre a dor e a subespecialidade médica do tratamento da dor são campos relativamente novos. Antes do século XIX, a dor era amplamente vista como uma experiência existencial e aceita como consequência do envelhecimento (Meldrum, 2003), mas o século XX viu a medicalização do gerenciamento da dor ser impulsionado por um crescimento no conhecimento da fisiopatologia da dor e por uma variedade de estratégias de tratamento da dor. Este artigo se concentrará na dor crônica, pois este é um campo emergente com alta importância para a saúde pública e fornecerá  1) uma revisão da etiologia da dor crônica, 2) uma visão geral da história do manejo da dor crônica – incluindo razões por trás do aumento dramático de opioides para o tratamento da maioria dos distúrbios da dor crônica, 3) uma visão geral das estratégias de tratamento analgésico não opioide e 4) orientação para futuras necessidades de pesquisa em dor.

Para garantir consistência ao longo deste artigo, é importante primeiro definir a dor crônica. A dor é “uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a um dano tecidual real ou potencial, ou descrita em termos de tal dano” (Associação Internacional para o Estudo da Dor, 1986 ). Nesta definição, a dor é entendida não apenas como uma função da atividade neuronal, mas destaca a importância de processos cognitivos de nível superior que ajudam a interpretar e definir a experiência da dor para os indivíduos. A dor é entendida como uma experiência inerentemente subjetiva que não requer que danos teciduais identificáveis ​​sejam clinicamente significativos. A dor crônica é definida como dor que dura além do tempo normal de cicatrização de uma determinada lesão, operacionalizada como dor com duração maior que 3 meses (Associação Internacional para o Estudo da Dor, 1986). Para fins de tratamento, a dor crônica é dividida ainda mais como associada ou não a uma doença terminal (geralmente câncer).

2. A epidemia de dor crônica

2.1 Diferenças entre dor aguda e crônica

Uma revisão abrangente do caminho da sinalização da dor está além do escopo desta revisão, mas os leitores podem consultar as revisões de Clark e Treisman (2004) e Leknes e Tracey (2008) para obter mais informações. A dor aguda tem um claro objetivo evolutivo e de sustentação da vida – chamar a atenção para a ocorrência de dano real ou potencial ao tecido e motivar o organismo a se retirar da causa da dor. Os nociceptores são neurônios periféricos cujo objetivo principal é detectar estímulos dolorosos e podem ser estimulados por extremos de temperatura (calor ou frio), pressão e/ou substâncias químicas mais frequentemente liberadas na resposta inflamatória (Clark e Treisman, 2004) Por exemplo, somente quando um estímulo de temperatura atinge um ponto fisiologicamente determinado (geralmente 43 ° C em indivíduos saudáveis) é que um nociceptor de calor cutâneo dispara um potencial de ação para indicar dor (Walk e Poliak-Tunis, 2016). Os nociceptores transmitem potenciais de ação para a medula espinhal ou tronco cerebral, e depois para o córtex cerebral e o tálamo. Lesões diretas nos nervos por trauma, cirurgia ou doenças crônicas como diabetes mellitus ou distúrbio do uso de álcool também podem resultar em dor através da transmissão espontânea de nociceptores sem estímulos dolorosos, facilitação da dor aprimorada ou neuroplasticidade patológica (Costigan et al., 2009).

A taxa de disparo do nociceptor (interpretada como intensidade da dor) pode ser influenciada pelo nível de estímulo doloroso, mas também pela sensibilização periférica e central. Os nociceptoes periféricos podem ser alterados por mediadores inflamatórios ou estímulos repetidos para disparar diante de estímulos que normalmente não seriam dolorosos (por exemplo, temperaturas abaixo de 43 ° C) (Petho e Reeh, 2012). Centralmente, neurônios de segunda ordem que transmitem entrada de nociceptores para o córtex e o tálamo também podem ser sensibilizados para aumentar a taxa de disparo por lesão direta ou inflamação contínua (Cheng, 2010; Stemkowski e Smith, 2012). Por fim, os neurônios originários da medula cinza periaquedutal e rostroventral podem amplificar ou diminuir a sinalização da dor (Ossipov et al., 2014).

A dor aguda desaparece após a cicatrização do tecido na maioria dos indivíduos. No entanto, certas pessoas evoluem da dor aguda para a crônica, conhecida como cronificação da dor. Embora os processos subjacentes à cronificação ainda não sejam bem compreendidos, acredita-se que as alterações do sistema nervoso central para facilitar e inibir a dor (como as mencionadas acima) tenham um papel (Ossipov et al., 2014).

As taxas de cronificação da dor variam com base no tipo de dor aguda (por exemplo, lombar, pós-cirúrgico, neuropatia diabética) (Ossipov et al., 2014). No entanto, os preditores mais consistentes de cronificação na maioria dos tipos de dor aguda são fatores sociais e psicológicos. Por exemplo, Chou e Shekelle (Chou e Shekelle, 2010) descobriram que comportamentos inadequados para lidar com a dor e doenças psiquiátricas concomitantes eram dois dos preditores mais fortes da dor crônica nas costas. A catastrofização da dor, um conjunto validado de processos emocionais/cognitivos negativos envolvendo pessimismo, percepções de desamparo e ampliação dos sintomas relacionados à dor, está associado à cronificação da dor após a cirurgia (Edwards et al., 2009; Theunissen et al., 2012). Uma vez desenvolvida, a dor crônica pode ser considerada um processo separado da doença que precisará de intervenções personalizadas, além do reparo da lesão original para melhorar a função. Como raramente é possível curar, uma abordagem de doença crônica é útil para conceituar o cuidado de pacientes com dor crônica.

2.2 A prevalência de dor crônica

Aproximadamente 100 milhões de adultos nos Estados Unidos são afetados por dor crônica a qualquer momento, sendo a dor lombar crônica e as dores de cabeça as condições mais comumente diagnosticadas (Gaskin e Richard, 2012). Existem fatores demográficos conhecidos que predispõem uma pessoa a desenvolver dor crônica. Por exemplo, as mulheres são mais propensas a relatar dor crônica do que os homens (34,3% vs. 26,7% em uma amostra nacionalmente representativa nos EUA) (Johannes et al., 2010). Além disso, a prevalência de dor crônica aumenta com a idade (Rustoen et al., 2005; Tsang et al., 2008; Shmagel et al., 2016). Pessoas com menor renda familiar anual têm maiores chances de relatar dor crônica em comparação com pessoas com maior renda anual (Shmagel et al., 2016). Por fim, as pessoas com doença mental (McWilliams et al., 2003) têm maiores chances de dor crônica em comparação com a população sem esses distúrbios. Independentemente dessas diferenças na prevalência de dor crônica, estima-se que os custos totais de assistência médica para tratamento de dor crônica variem entre US $ 560 a 635 bilhões por ano nos Estados Unidos, eclipsando os custos anuais de doenças cardíacas, diabetes e câncer (Gaskin e Richard, 2012).

3. Uma história de controle da dor crônica: siga o dinheiro

3.1 O começo: natureza multidisciplinar

John J. Bonica, um anestesista, é amplamente considerado o pai do tratamento moderno da dor. Ele foi treinado em uma era da “teoria da especificidade da dor”, que afirmava que a dor resulta de uma lesão identificável. De acordo com essa perspectiva, a correção dessa lesão (por cirurgia ou reabilitação) ou o bloqueio dos nociceptores nessa área (“anestesia regional”) deve proporcionar alívio completo da dor. Insatisfeito com os resultados de seu próprio manejo da dor crônica em soldados usando anestesia regional durante a Segunda Guerra Mundial, John Bonica começou a consultar médicos de diferentes disciplinas (por exemplo, neurologia, psiquiatria e ortopedia) sobre pacientes difíceis para melhorar a resposta analgésica e os resultados funcionais. Como ele notou uma melhora no alívio da dor e na função nessa prática de consulta, ele desenvolveu a primeira clínica multidisciplinar de dor com base nessas experiências no Hospital Geral de Tacoma na década de 1950. Essa clínica tentou aumentar a eficiência da prática consultiva e diminuir a carga do paciente, colocando todos os funcionários no mesmo espaço. Ele transferiu a clínica para a Universidade de Washington em Seattle na década de 1960 (Benedetti e Chapman de 2005), quando ele se tornou presidente do Departamento de Anestesia. A clínica original do Dr. Bonica tinha componentes hospitalares e ambulatoriais.

A subsequente adição de métodos operativos de condicionamento pelo psicólogo Wilbert Fordyce permitiu à clínica fornecer melhorias acentuadas no autogerenciamento da dor pelo paciente (Fordyce et al., 1973). Esses métodos incluíam recompensar comportamentos dos pacientes associados à melhoria por meio de feedback positivo (por exemplo, melhor tolerância ao exercício, aumento do trabalho e das atividades sociais) e extinção de “comportamentos da dor” (por exemplo, queixas de dor verbal ou facial, dependência de medicamentos para o controle da dor, e interromper o exercício para sentar-se) administrando a medicação pontualmente (ao contrário de sempre que um paciente relatava aumento da dor) e fornecendo descanso somente após a conclusão dos regimes de exercícios (ao contrário de quando a dor aumentava).

Com o tempo, a comunidade da dor se reuniu para fornecer diretrizes sobre o que constitui um programa multidisciplinar de tratamento da dor. Primeiro, a clínica deve ser composta por médicos de várias disciplinas treinados no tratamento da dor: pelo menos dois médicos, um psicólogo da dor, um fisioterapeuta e outros prestadores de cuidados de saúde, conforme necessário, para atender às populações únicas de pacientes atendidas na clínica (por exemplo, terapeuta com conhecimento sobre avaliações de retorno ao trabalho) (Gatchel et al., 2014). Segundo, deve haver reuniões regulares com todos os membros da equipe presentes para discutir questões contínuas de atendimento ao paciente. Terceiro, as opções de avaliação e tratamento devem ser abrangentes e incluir (no mínimo): exame físico, gerenciamento de medicamentos, avaliação biopsicossocial, tratamento comportamental cognitivo para dor crônica, fisioterapia, terapia ocupacional e capacidade de se referir a especialistas não oferecidos pela equipe. Quarto, a equipe clínica deve ser colocada no mesmo espaço e compartilhar uma filosofia comum de reabilitação da dor.

Devido à melhoria no funcionamento geral do paciente, reduções nas despesas com assistência médica e um aumento na taxa de pacientes retornados ao emprego, a clínica multidisciplinar de dor foi considerada um sucesso (Flor et al., 1992; Kamper et al., 2015). Nessas meta-análises publicadas, as clínicas multidisciplinares da dor foram comparadas com o tratamento disciplinar único (por exemplo, fisioterapia, controle de medicamentos), atendimento médico habitual e/ou nenhum tratamento. De maneira impressionante, os ganhos de tratamento permaneceram evidentes por até 13 anos (Roberts et al., 1993; Patrick et al., 2004). Análises dos resultados dos pacientes revelaram que não foi nenhum componente isolado do tratamento clínico que levou a melhorias nos resultados da dor, mas sim um efeito da abordagem combinada da equipe biopsicossocial (Linssen e Spinhoven, 1992; Schatman, 2010). Posteriormente, floresceu o número de clínicas de dor e programas credenciados de bolsas para a dor, a maioria dos quais utilizou terapia opióide com moderação devido a preocupações de dependência e maus resultados (Meldrum, 2003). Essas clínicas precoces eram multidisciplinares usando métodos semelhantes ao modelo original de Bonica, ou clínicas focadas em uma única síndrome da dor (por exemplo, dores de cabeça de enxaqueca) ou em uma modalidade de tratamento único (por exemplo, fornecendo bloqueio nervoso ou fisioterapia) (Bonica, 1990).

3.2 A peculiar queda das clínicas multidisciplinares da dor: o dinheiro é importante

Vários fatores econômicos têm sido atribuídos à diminuição do número de clínicas multidisciplinares de dor desde a década de 1990 e ao aumento da clínica de modalidade única, intervencionista e focada em opioides. Primeiro, surgiram forças de mercado para reduzir as taxas de reembolso para as clínicas multidisciplinares. O uso dos códigos atuais de terminologia processual (CPT) da Associação Médica Americana tornou-se necessário para o reembolso da maioria dos serviços de saúde no início dos anos 80. Como os códigos CPT foram originalmente projetados para serem usados ​​em gráficos médicos para descrever uma intervenção (por exemplo, uma apendicectomia), esses códigos enfatizavam inerentemente o modelo de prestação de serviços de saúde por taxa de serviço e eram contrários ao modelo multidisciplinar de clínica pacote de serviços – todos necessários para obter os melhores resultados para os pacientes. A menos que clínicas individuais contratem pagadores (por exemplo, operadoras de remuneração de trabalhadores, seguradoras) para fornecer serviços em pacote para inscritos, as clínicas precisam cobrar cada serviço separadamente. Negações de reivindicações tornaram-se comuns e ameaçaram a solvência clínica devido a demorados processos de apelação.

O crescimento do atendimento gerenciado (managed care) no final dos anos 80 e início dos anos 90 levou à “prestação” de serviços específicos na clínica multidisciplinar da dor, por exemplo, a fisioterapia não seria reembolsável se realizada por terapeutas na clínica multidisciplinar da dor, mas precisava ser realizada por uma clínica alternativa em toda a cidade. Estudos subsequentes mostraram pior tratamento da dor e diminuição dos resultados gerais de economia de custos com essa abordagem (Gatchel et al., 2001; Robbins et al., 2003). Por exemplo, pacientes em um centro multidisciplinar de tratamento da dor que foram solicitados pelas companhias de seguros a fazer fisioterapia fora do local não apresentaram melhorias significativas no nível geral de dor, incapacidade relacionada à dor ou funcionamento físico/mental, em comparação com pacientes contemporâneos semelhantes que completaram a totalidade programa de tratamento multidisciplinar no local, os que alcançavam melhorias significativas em todos esses domínios.

Segundo, os centros médicos acadêmicos que abrigavam e frequentemente subsidiavam muitas clínicas multidisciplinares de dor começaram a se preocupar cada vez mais com os lucros. O espaço clínico finito começou a ser alocado para programas com as maiores margens de lucro (por exemplo, cirurgia plástica, ortopedia ou cardiologia), às custas de programas multidisciplinares de tratamento da dor, que geraram significativamente menos receita após o advento do tratamento gerenciado (Schatman, 2010).

Terceiro, à medida que os programas de bolsas de treinamento para médicos se desenvolviam, eles passaram a ser reconhecidos como uma subespecialidade da anestesiologia, assim, os órgãos de treinamento e credenciamento colocavam mais ênfase na proficiência em cuidados baseados em procedimentos (por exemplo, bloqueios nervosos, ablações e inserções de estimuladores da medula espinhal) do que ser membro de uma equipe de atendimento multidisciplinar. Isso é refletido nos currículos de treinamento e nos exames de certificação (Conselho de Acreditação para Educação Médica de Pós-Graduação, 2016) Como resultado, um número crescente de graduados em bolsas de estudo para a dor foi preparado e procurou emprego para realizar procedimentos em clínicas de dor de modalidade específica frequentemente muito lucrativas. Como resultado de todas essas forças, muitas das clínicas multidisciplinares de tratamento da dor estabelecidas nas décadas de 1970 e 1980 foram fechadas devido a preocupações financeiras – deixando a maioria dos tratamentos de dor crônica nas mãos de prestadores de cuidados primários e clínicas de tratamento de dor crônica específicas para a modalidade.

Nota do blog:
não deixe de ler a Parte 2 deste artigo a ser publicada brevemente.

Tradução livre de Providing chronic pain management in the “Fifth Vital Sign” Era: Historical and treatment perspectives on a modern-day medical dilemma.

Referências:

  • Accreditation Council for Graduate Medical Education (ACGME) ACGME Program Requirements for Graduate Medical Education in Pain Medicine (Anesthesiology, Neurology, Or Physical Medicine and Rehabilitation). Disponível aqui.
  • Ahmedani BK, Peterson EL, Wells KE, Lanfear DE, Williams LK. Policies and events affecting prescription opioid use for non-cancer pain among an insured patient population. Pain Physician. 2014;17:205–216.
  • Alford DP, German JS, Samet JH, Cheng DM, Lloyd-Travaglini CA, Saitz R. Primary care patients with drug use report chronic pain and self-medicate with alcohol and other drugs. J. Gen. Intern. Med. 2016;31:486–491.
  • Allan L, Richarz U, Simpson K, Slappendel R. Transdermal fentanyl versus sustained release oral morphine in strong-opioid naive patients with chronic low back pain. Spine. 2005;30:2484–2490. [PubMed] [Google Scholar]
  • Arrich J, Piribauer F, Mad P, Schmid D, Klaushofer K, Mullner M. Intra-articular hyaluronic acid for the treatment of osteoarthritis of the knee: systematic review and meta-analysis. CMAJ. 2005;172:1039–1043. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Attal N, Bouhassira D. Pharmacotherapy of neuropathic pain: which drugs, which treatment algorithms? Pain. 2015;156(Suppl. 1):S104–14. [PubMed] [Google Scholar]
  • Barry DT, Pilver CE, Hoff RA, Potenza MN. Pain interference and incident mood, anxiety, and substance-use disorders: findings from a representative sample of men and women in the general population. J. Psychiatr. Res. 2013;47:1658–1664. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Benedetti C, Chapman CR. John J. Bonica. A biography. Minerva Anestesiol. 2005;71:391–396. [PubMed] [Google Scholar]
  • Blondell RD, Azadfard M, Wisniewski AM. Pharmacologic therapy for acute pain. Am. Fam. Physician. 2013;87:766–772. [PubMed] [Google Scholar]
  • Bonica JJ. Evolution and current status of pain programs. J. Pain Symptom Manage. 1990;5:368–374. [PubMed] [Google Scholar]
  • Boyles R, Fowler R, Ramsey D, Burrows E. Effectiveness of trigger point dry needling for multiple body regions: a systematic review. J. Man. Manip. Ther. 2015;23:276–293. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Chan CW, Peng P. Failed back surgery syndrome. Pain Med. 2011;12:577–606. [PubMed] [Google Scholar]
  • Chao J. Retrospective analysis of Kadian (morphine sulfate sustained-release capsules) in patients with chronic, nonmalignant pain. Pain Med. 2005;6:262–265. [PubMed] [Google Scholar]
  • Cheng HT. Spinal cord mechanisms of chronic pain and clinical implications. Curr. Pain Headache Rep. 2010;14:213–220. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Cherkin DC, Sherman KJ, Balderson BH, Cook AJ, Anderson ML, Hawkes RJ, Hansen KE, Turner JA. Effect of mindfulness-based stress reduction vs. cognitive behavioral therapy or usual care on back pain and functional limitations in adults with chronic low back pain: a randomized clinical trial. JAMA. 2016;315:1240–1249. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Chiappini S, Schifano F. A decade of gabapentinoid misuse: an analysis of the european medicines agency’s ‘Suspected adverse drug reactions’ database. CNS Drugs. 2016;30:647–654. [PubMed] [Google Scholar]
  • Chou R, Shekelle P. Will this patient develop persistent disabling low back pain? JAMA. 2010;303:1295–1302. [PubMed] [Google Scholar]
  • Chou R, Fanciullo GJ, Fine PG, Adler JA, Ballantyne JC, Davies P, Donovan MI, Fishbain DA, Foley KM, Fudin J, Gilson AM, Kelter A, Mauskop A, O’Connor PG, Passik SD, Pasternak GW, Portenoy RK, Rich BA, Roberts RG, Todd KH, Miaskowski C American Pain Society-American Academy of Pain Medicine Opioids Guidelines Panel. Clinical guidelines for the use of chronic opioid therapy in chronic noncancer pain. J. Pain. 2009;10:113–130. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Chou R, Turner JA, Devine EB, Hansen RN, Sullivan SD, Blazina I, Dana T, Bougatsos C, Deyo RA. The effectiveness and risks of long-term opioid therapy for chronic pain: a systematic review for a National Institutes of Health Pathways to Prevention Workshop. Ann. Intern. Med. 2015;162:276–286. [PubMed] [Google Scholar]
  • Clark MR, Treisman GJ. Neurobiology of pain. Adv. Psychosom. Med. 2004;25:78–88. [PubMed] [Google Scholar]
  • Costigan M, Scholz J, Woolf CJ. Neuropathic pain: a maladaptive response of the nervous system to damage. Annu. Rev. Neurosci. 2009;32:1–32. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Cummings TM, White AR. Needling therapies in the management of myofascial trigger point pain: a systematic review. Arch. Phys. Med. Rehabil. 2001;82:986–992. [PubMed] [Google Scholar]
  • Deyo RA, Nachemson A, Mirza SK. Spinal-fusion surgery – the case for restraint. N. Engl. J. Med. 2004;350:722–726. [PubMed] [Google Scholar]
  • Dowell D, Haegerich TM, Chou R. CDC guideline for prescribing opioids for chronic pain – United States, 2016. JAMA. 2016;315:1624–1645. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Eccleston C, Williams AC, Morley S. Psychological therapies for the management of chronic pain (excluding headache) in adults. Cochrane Database Syst. Rev. 2009;2:CD007407. [PubMed] [Google Scholar]
  • Edwards RR, Haythornthwaite JA, Smith MT, Klick B, Katz JN. Catastrophizing and depressive symptoms as prospective predictors of outcomes following total knee replacement. Pain Res. Manage. 2009;14:307–311. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Enthoven WT, Roelofs PD, Deyo RA, van Tulder MW, Koes BW. Non-steroidal anti-inflammatory drugs for chronic low back pain. Cochrane Database Syst. Rev. 2016;2:CD012087. [PubMed] [Google Scholar]
  • Fenton JJ, Jerant AF, Bertakis KD, Franks P. The cost of satisfaction A national study of patient satisfaction, health care utilization, expenditures, and mortality. Arch. Int. Med. 2012;172:405–411. [PubMed] [Google Scholar]
  • Finnerup NB, Attal N, Haroutounian S, McNicol E, Baron R, Dworkin RH, Gilron I, Haanpaa M, Hansson P, Jensen TS, Kamerman PR, Lund K, Moore A, Raja SN, Rice AS, Rowbotham M, Sena E, Siddall P, Smith BH, Wallace M. Pharmacotherapy for neuropathic pain in adults: a systematic review and meta-analysis. Lancet Neurol. 2015;14:162–173. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Flor H, Fydrich T, Turk DC. Efficacy of multidisciplinary pain treatment centers: a meta-analytic review. Pain. 1992;49:221–230. [PubMed] [Google Scholar]
  • Foley KM. The treatment of cancer pain. N. Engl. J. Med. 1985;313:84–95. [PubMed] [Google Scholar]
  • Fordyce WE, Fowler RS, Jr, Lehmann JF, Delateur BJ, Sand PL, Trieschmann RB. Operant conditioning in the treatment of chronic pain. Arch. Phys. Med. Rehabil. 1973;54:399–408. [PubMed] [Google Scholar]
  • Fransen M, McConnell S, Harmer AR, Van der Esch M, Simic M, Bennell KL. Exercise for osteoarthritis of the knee: a Cochrane systematic review. Br. J. Sports Med. 2015;49:1554–1557. [PubMed] [Google Scholar]
  • Gaskin DJ, Richard P. The economic costs of pain in the United States. J. Pain. 2012;13:715–724. [PubMed] [Google Scholar]
  • Gatchel RJ, Noe CE, Garaj NM, Vakharia AS, Polatin PB, Dreschner M, Pulliam C. Treatment carve-out practices: their effect on managing pain at an interdisciplinary pain center. J. Work. Comp. 2001;10:50–63. [Google Scholar]
  • Gatchel RJ, McGeary DD, McGeary CA, Lippe B. Interdisciplinary chronic pain management: past, present, and future. Am. Psychol. 2014;69:119–130. [PubMed] [Google Scholar]
  • Gerrits MM, van Oppen P, van Marwijk HW, Penninx BW, van der Horst HE. Pain and the onset of depressive and anxiety disorders. Pain. 2014;155:53–59. [PubMed] [Google Scholar]
  • Gerwin RD, Dommerholt J, Shah JP. An expansion of Simons’ integrated hypothesis of trigger point formation. Curr. Pain Headache Rep. 2004;8:468–475. [PubMed] [Google Scholar]
  • Gorrell LM, Engel RM, Brown B, Lystad RP. The reporting of adverse events following spinal manipulation in randomized clinical trials-a systematic review. Spine J. 2016;16:1143–1151. [PubMed] [Google Scholar]
  • Hassett AL, Aquino JK, Ilgen MA. The risk of suicide mortality in chronic pain patients. Curr. Pain Headache Rep. 2014;18:436. [PubMed] [Google Scholar]
  • Hayek SM, Veizi E, Hanes M. Treatment-limiting complications of percutaneous spinal cord stimulator implants: a review of eight years of experience from an academic center database. Neuromodulation. 2015;18:603–608. [PubMed] [Google Scholar]
  • Hwang CS, Chang HY, Alexander GC. Impact of abuse-deterrent OxyContin on prescription opioid utilization. Pharmacoepidemiol. Drug Saf. 2015;24:197–204. [PubMed] [Google Scholar]
  • International Association for the Study of Pain. Classification of chronic pain. Descriptions of chronic pain syndromes and definitions of pain terms. Prepared by the International Association for the Study of Pain, Subcommittee on Taxonomy. Pain. 1986:S1–226. [PubMed] [Google Scholar]
  • Jimenez DE, Bartels SJ, Cardenas V, Alegria M. Stigmatizing attitudes toward mental illness among racial/ethnic older adults in primary care. Int. J. Geriatr. Psychiatry. 2013;28:1061–1068. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Johannes CB, Le TK, Zhou X, Johnston JA, Dworkin RH. The prevalence of chronic pain in United States adults: results of an Internet-based survey. J. Pain. 2010;11:1230–1239. [PubMed] [Google Scholar]
  • Joranson DE, Gilson AM, Dahl JL, Haddox JD. Pain management, controlled substances, and state medical board policy: a decade of change. J. Pain Symptom Manage. 2002;23:138–147. [PubMed] [Google Scholar]
  • Juni P, Hari R, Rutjes AW, Fischer R, Silletta MG, Reichenbach S, da Costa BR. Intra-articular corticosteroid for knee osteoarthritis. Cochrane Database Syst. Rev. 2015;10:CD005328. [PubMed] [Google Scholar]
  • Kamper SJ, Apeldoorn AT, Chiarotto A, Smeets RJ, Ostelo RW, Guzman J, van Tulder MW. Multidisciplinary biopsychosocial rehabilitation for chronic low back pain: cochrane systematic review and meta-analysis. BMJ. 2015;350:h444. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Koenig KM, Ong KL, Lau EC, Vail TP, Berry DJ, Rubash HE, Kurtz S, Bozic KJ. The use of hyaluronic acid and corticosteroid injections among Medicare patients with knee osteoarthritis. J. Arthroplasty. 2016;31:351–355. [PubMed] [Google Scholar]
  • Krismer M, van Tulder M Low Back Pain Group of the Bone and Joint Health Strategies for Europe Project. Strategies for prevention and management of musculoskeletal conditions. Low back pain (non-specific) Best Pract. Res. Clin. Rheumatol. 2007;21:77–91. [PubMed] [Google Scholar]
  • Leknes S, Tracey I. A common neurobiology for pain and pleasure. Nat. Rev. Neurosci. 2008;9:314–320. [PubMed] [Google Scholar]
  • Leung L. Neurophysiological basis of acupuncture-induced analgesia—An updated review. J. Acupunct. Meridian Stud. 2012;5:261–270. [PubMed] [Google Scholar]
  • Lin X, Huang K, Zhu G, Huang Z, Qin A, Fan S. The effects of acupuncture on chronic knee pain due to osteoarthritis: a meta-analysis. J. Bone Joint Surg. Am. 2016;98:1578–1585. [PubMed] [Google Scholar]
  • Linssen AC, Spinhoven P. Multimodal treatment programmes for chronic pain: a quantitative analysis of existing research data. J. Psychosom. Res. 1992;36:275–286. [PubMed] [Google Scholar]
  • Liu BP, Wang YT, Chen SD. Effect of acupuncture on clinical symptoms and laboratory indicators for chronic prostatitis/chronic pelvic pain syndrome: a systematic review and meta-analysis. Int. Urol. Nephrol. 2016;48:1977–1991. [PubMed] [Google Scholar]
  • Lohman D, Schleifer R, Amon JJ. Access to pain treatment as a human right. BMC Med. 2010;8:8. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Lynch ME, Watson CP. The pharmacotherapy of chronic pain. A review. Pain Res. Manag. 2006;11:11–38. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Maas ET, Ostelo RW, Niemisto L, Jousimaa J, Hurri H, Malmivaara A, van Tulder MW. Radiofrequency denervation for chronic low back pain. Cochrane Database Syst. Rev. 2015;10:CD008572. [PubMed] [Google Scholar]
  • Machado E, Bonotto D, Cunali PA. Intra-articular injections with corticosteroids and sodium hyaluronate for treating temporomandibular joint disorders: a systematic review. Dental Press J. Orthod. 2013;18:128–133. [PubMed] [Google Scholar]
  • Manchikanti L, Datta S, Gupta S, Munglani R, Bryce DA, Ward SP, Benyamin RM, Sharma ML, Helm S, 2nd, Fellows B, Hirsch JA. A critical review of the American Pain Society clinical practice guidelines for interventional techniques: part 2: Therapeutic interventions. Pain Physician. 2010a;13:E215–64. [PubMed] [Google Scholar]
  • Manchikanti L, Fellows B, Ailinani H, Pampati V. Therapeutic use, abuse, and nonmedical use of opioids: a ten-year perspective. Pain Physician. 2010b;13:401–435. [PubMed] [Google Scholar]
  • Manchikanti L, Falco FJ, Singh V, Pampati V, Parr AT, Benyamin RM, Fellows B, Hirsch JA. Utilization of interventional techniques in managing chronic pain in the Medicare population: analysis of growth patterns from 2000 to 2011. Pain Physician. 2012;15:E969–82. [PubMed] [Google Scholar]
  • Manchikanti L, Knezevic NN, Boswell MV, Kaye AD, Hirsch JA. Epidural injections for lumbar radiculopathy and spinal stenosis: a comparative systematic review and meta-analysis. Pain Physician. 2016;19:E365–410. [PubMed] [Google Scholar]
  • McCabe PS, Maricar N, Parkes MJ, Felson DT, O’Neill TW. The efficacy of intra-articular steroids in hip osteoarthritis: a systematic review. Osteoarthritis Cartilage. 2016;24:1509–1517. [PubMed] [Google Scholar]
  • McCleane G. Antidepressants as analgesics. CNS Drugs. 2008;22:139–156. [PubMed] [Google Scholar]
  • McIlwain H, Ahdieh H. Safety, tolerability, and effectiveness of oxymorphone extended release for moderate to severe osteoarthritis pain: a one-year study. Am. J. Ther. 2005;12:106–112. [PubMed] [Google Scholar]
  • McWilliams LA, Cox BJ, Enns MW. Mood and anxiety disorders associated with chronic pain: an examination in a nationally representative sample. Pain. 2003;106:127–133. [PubMed] [Google Scholar]
  • Meldrum ML. A capsule history of pain management. JAMA. 2003;290:2470–2475. [PubMed] [Google Scholar]
  • Melzack R, Wall PD. Pain mechanisms: a new theory. Science. 1965;150:971–979. [PubMed] [Google Scholar]
  • Milligan K, Lanteri-Minet M, Borchert K, Helmers H, Donald R, Kress HG, Adriaensen H, Moulin D, Jarvimaki V, Haazen L. Evaluation of long-term efficacy and safety of transdermal fentanyl in the treatment of chronic noncancer pain. J. Pain. 2001;2:197–204. [PubMed] [Google Scholar]
  • Mularski RA, White-Chu F, Overbay D, Miller L, Asch SM, Ganzini L. Measuring pain as the 5th vital sign does not improve quality of pain management. J. Gen. Intern. Med. 2006;21:607–612. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Murthy V, Sibbritt DW, Adams J. An integrative review of complementary and alternative medicine use for back pain A focus on prevalence, reasons for use, influential factors, self-perceived effectiveness, and communication. Spine J. 2015;15:1870–1883. [PubMed] [Google Scholar]
  • Ossipov MH, Morimura K, Porreca F. Descending pain modulation and chronification of pain. Curr. Opin. Support. Palliat. Care. 2014;8:143–151. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Patrick LE, Altmaier EM, Found EM. Long-term outcomes in multidisciplinary treatment of chronic low back pain: results of a 13-year follow-up. Spine. 2004;29:850–855. [PubMed] [Google Scholar]
  • Petho G, Reeh PW. Sensory and signaling mechanisms of bradykinin eicosanoids, platelet-activating factor, and nitric oxide in peripheral nociceptors. Physiol. Rev. 2012;92:1699–1775. [PubMed] [Google Scholar]
  • Portenoy RK, Foley KM. Chronic use of opioid analgesics in non-malignant pain: report of 38 cases. Pain. 1986;25:171–186. [PubMed] [Google Scholar]
  • Portenoy RK, Farrar JT, Backonja MM, Cleeland CS, Yang K, Friedman M, Colucci SV, Richards P. Long-term use of controlled-release oxycodone for noncancer pain: results of a 3-year registry study. Clin. J. Pain. 2007;23:287–299. [PubMed] [Google Scholar]
  • Porter J, Jick H. Addiction rare in patients treated with narcotics. N. Engl. J. Med. 1980;302:123. [PubMed] [Google Scholar]
  • Reuben DB, Alvanzo AA, Ashikaga T, Bogat GA, Callahan CM, Ruffing V, Steffens DC. National Institutes of Health Pathways to Prevention Workshop: the role of opioids in the treatment of chronic pain. Ann. Intern. Med. 2015;162:295–300. [PubMed] [Google Scholar]
  • Robbins H, Gatchel RJ, Noe C, Gajraj N, Polatin P, Deschner M, Vakharia A, Adams L. A prospective one-year outcome study of interdisciplinary chronic pain management: compromising its efficacy by managed care policies. Anesth. Analg. 2003;97:156–162. [PubMed] [Google Scholar]
  • Roberts AH, Sternbach RA, Polich J. Behavioral management of chronic pain and excess disability: long-term follow-up of an outpatient program. Clin. J. Pain. 1993;9:41–48. [PubMed] [Google Scholar]
  • Ruddock JK, Sallis H, Ness A, Perry RE. Spinal manipulation vs. sham manipulation for nonspecific low back pain: a systematic review and meta-analysis. J. Chiropr. Med. 2016;15:165–183. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Rustoen T, Wahl AK, Hanestad BR, Lerdal A, Paul S, Miaskowski C. Age and the experience of chronic pain Differences in health and quality of life among younger, middle-aged, and older adults. Clin. J. Pain. 2005;21:513–523. [PubMed] [Google Scholar]
  • Schatman ME. Interdisciplinary chronic pain management: perspectives on history, current status, and future viability. In: Fishman SM, Ballantyne J, Rathmell J, editors. Bonica’s Management of Pain. Lippincott Williams & Wilkins; Baltimore, MD: 2010. pp. 1523–1532. [Google Scholar]
  • Semrau J, Hentschke C, Buchmann J, Meng K, Vogel H, Faller H, Bork H, Pfeifer K. Long-term effects of interprofessional biopsychosocial rehabilitation for adults with chronic non-specific low back pain: a multicentre, quasi-experimental study. PLoS One. 2015;10:e0118609. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Shealy CN. Percutaneous radiofrequency denervation of spinal facets. Treatment for chronic back pain and sciatica. J. Neurosurg. 1975;43:448–451. [PubMed] [Google Scholar]
  • Shmagel A, Foley R, Ibrahim H. Epidemiology of chronic low back pain in US adults: national health and nutrition examination survey 2009–2010. Arthritis Care Res. 2016;68:1688–1694. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Smeets RJEM, Vlaeyen JWS, Kester ADM, Knottnerus JA. Reduction of pain catastrophizing mediates the outcome of both physical and cognitive-behavioral treatment in chronic low back pain. J. Pain. 2006;7:261–271. [PubMed] [Google Scholar]
  • Smith RV, Havens JR, Walsh SL. Gabapentin misuse, abuse and diversion: a systematic review. Addiction. 2016;111:1160–1174. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Song JJ, Popescu A, Bell RL. Present and potential use of spinal cord stimulation to control chronic pain. Pain Physician. 2014;17:235–246. [PubMed] [Google Scholar]
  • Staal JB, de Bie RA, de Vet HC, Hildebrandt J, Nelemans P. Injection therapy for subacute and chronic low back pain: an updated Cochrane review. Spine. 2009;34:49–59. [PubMed] [Google Scholar]
  • Stemkowski PL, Smith PA. Sensory neurons, ion channels, inflammation and the onset of neuropathic pain. Can. J. Neurol. Sci. 2012;39:416–435. [PubMed] [Google Scholar]
  • Tayeb BO, Barreiro AE, Bradshaw YS, Chui KK, Carr DB. Durations of opioid, nonopioid drug, and behavioral clinical trials for chronic pain: adequate or inadequate? Pain Med. 2016;17:2036–2046. [PubMed] [Google Scholar]
  • Theunissen M, Peters ML, Bruce J, Gramke HF, Marcus MA. Preoperative anxiety and catastrophizing: a systematic review and meta-analysis of the association with chronic postsurgical pain. Clin. J. Pain. 2012;28:819–841. [PubMed] [Google Scholar]
  • Trinh K, Graham N, Irnich D, Cameron ID, Forget M. Acupuncture for neck disorders. Cochrane Database Syst. Rev. 2016;5:CD004870. [PubMed] [Google Scholar]
  • Tsang A, Von Korff M, Lee S, Alonso J, Karam E, Angermeyer MC, Borges GL, Bromet EJ, Demytteneare K, de Girolamo G, de Graaf R, Gureje O, Lepine JP, Haro JM, Levinson D, Oakley Browne MA, Posada-Villa J, Seedat S, Watanabe M. Common chronic pain conditions in developed and developing countries: gender and age differences and comorbidity with depression-anxiety disorders. J. Pain. 2008;9:883–891. [PubMed] [Google Scholar]
  • Van Zee A. The promotion and marketing of Oxycontin Commercial triumph, public health tragedy. Am. J. Public Health. 2009;99:221–227. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Walk D, Poliak-Tunis M. Chronic pain management An overview of taxonomy, conditions commonly encountered, and assessment. Med. Clin. North Am. 2016;100:1–16. [PubMed] [Google Scholar]
  • Weiss RD, Potter JS, Griffin ML, McHugh RK, Haller D, Jacobs P, Gardin J, 2nd, Fischer D, Rosen KD. Reasons for opioid use among patients with dependence on prescription opioids: the role of chronic pain. J. Subst. Abuse Treat. 2014;47:140–145. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Williams AC, Eccleston C, Morley S. Psychological therapies for the management of chronic pain (excluding headache) in adults. Cochrane Database Syst. Rev. 2012;11:CD007407. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Witteveen AG, Hofstad CJ, Kerkhoffs GM. Hyaluronic acid and other conservative treatment options for osteoarthritis of the ankle. Cochrane Database Syst. Rev. 2015;10:CD010643. [PubMed] [Google Scholar]
  • World Health Organization (WHO) Cancer Pain Relief. WHO; Geneva: 1986. [Google Scholar]
  • Yuan QL, Guo TM, Liu L, Sun F, Zhang YG. Traditional Chinese medicine for neck pain and low back pain: a systematic review and meta-analysis. PLoS One. 2015;10:e0117146. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]
  • Zenz M, Strumpf M, Tryba M. Long-term oral opioid therapy in patients with chronic nonmalignant pain. J. Pain Symptom Manage. 1992;7:69–77. [PubMed] [Google Scholar]
  • Zgierska A, Miller M, Rabago D. Patient satisfaction, prescription drug abuse, and potential unintended consequences. JAMA. 2012;307:1377–1378. [PMC free article] [PubMed] [Google Scholar]

Veja outros posts relacionados...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *