Lavar as mãos é um hábito, cair na real, uma atitude. Qual vem primeiro?

Lavar as mãos é um hábito, cair na real, uma atitude. Qual vem primeiro?

Mudar hábitos requer tempo e esforço. O hábito é quase um vício. Ele se tornou tão arraigado em sua vida, que parece impensável viver sem ele. É preciso aprender a encontrar a motivação para mudá-lo, ou eliminá-lo, e entender que a dor que se sente ao mudar hábitos é apenas temporária, etcétera. E isso, dizem os psicólogos bem instruídos, deve ser feito com mesura, tato, jeito. Etcétera.

Eles têm razão, claro. O diabo é que não temos tempo para isso. Last but not least, agora não se trata de convencer um ou outro, mas milhares. E rapidamente. De um fim de semana para outro – haja visto o caso do Rio de Janeiro.

“Mantenha sua inocência e ignorância de lado, exponha-se a situações perigosas e entenda os segredos mais profundos da vida.”

Michael Bassey Johnson

Nesses dias estranhos, surreais e certamente difíceis tem quem se pergunte: como eu posso ajudar? Eu sou um desses. Por isso, temporariamente vou focar no novo coronavírus.

Não é fácil, logo reparei, porque o volume de dados é monumental e é preciso ter muito cuidado com a qualidade das fontes.

Em compensação, a mídia, às vezes, despreza aspectos fundamentais como, por exemplo, o efeito do vírus no organismo. Ok, é bom saber como se prevenir – lavar as mãos, ficar em casa, evitar contatos próximos etc. – porém, que tal descer à Terra? Tudo isso é necessário, essencial, etcétera, mas NÃO é o que muita gente costuma fazer. Ninguém gosta, ou consegue, mudar hábitos de vida, alegremente e de um dia para outro. Quarentena pode até ser digerida durante uma, duas semanas… mas e na terceira?

A menos que haja alguma motivação imediata para tanto. E o que motiva os humanos? Dinheiro, prazer ou medo.

Então, sem grana para dar, nem prazer para prometer, e acima de tudo, sem tempo… fico com o medo. Ou você pensa que consegue esvaziar as prais do Rio num domingo ensolarado argumentando que isso é bom para a coletividade?

Saber o estrago que o coronavírus pode fazer no sistema respiratório, detonando vias áreas e pulmões, ao contrário, mete medo a qualquer um.

Então é por aí que eu vou. Destacar equilibradamente, serenamente, mas com realismo, os novos hábitos que a situação exige, mas também os custos de não fazê-lo. Quem tiver medo, verá. E talvez comece a lavar as mãos várias vezes ao dia e pare de levar a mão na boca por um tempo.

(Vamos, não tenha raiva de mim. Você tem coisas mais úteis em que pensar.)

“Uma verdade sincera de um estranho é mais provável de levar sua vida adiante… do que qualquer coisa que seus amigos e familiares possam dizer para você poupar seus sentimentos.”

– Anthon em St. Maarten

E agora eu vou lhe pedir uma ajuda. Não, não é grana. Neste blog tudo é de graça, já notou? É dar apenas um toque no seu teclado e repassar os posts e videos que o blog publica para quem precisa.

Pense comigo: o novo coronavírus pode matar e não há vacina para preveni-lo, nem fármaco para se livrar dele se pintar. Ou seja, estamos bem ferrados. Todavia, as pessoas mais esclarecidas e lidas podem ao menos se precaver, se bem informadas. Então, compartilhe essa informação.

Por exemplo, você pode e deve estar cansado de ouvir que deve lavar bem as mãos cada vez que tocar em algo que possa estar contaminado, e sabe como e tal. Mas o seu pai talvez relute, ou o garçon que o atende toda manhã na lanchonete da esquina não tenha tido tempo de ouvir isso as centenas de vezes que você já ouviu. Então, pessoas como essas dependem de você para se prevenir do vírus e saírem vivos da m… em que hoje estamos todos metidos. Faça a sua parte. Compartilhe. Vale a pena.

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