Mãe, por que dói minha barriga?

Mãe, por que dói minha barriga?

O objetivo deste blog é um só: educar gente em dor. Ora, criança também é gente. E gente que precisa aprender sobre dor o antes possível para assim não ter que perambular de médico em médico e de farmácia em farmácia na vida adulta. A dor de barriga é um bom exemplo didático para a criança aprender como a dor é originada e processada pelo organismo e como preveni-la. O post encaminha o visitante a um vídeo de apenas 2 minutos, made-by-mim-mesmo, que um pai pode usar para educar em dor seus filhos, ou uma professora seus alunos. A dor de barriga é um pretexto.

“A indigestão é encarregada por Deus de incutir moralidade no estômago”.

Vitor Hugo

Se você já foi criança um dia – alguns de nós fomos – talvez lembre vagamente das dores de barriga que sentia depois de se entupir de brigadeiros, ou outros quitutes.

Na hora, a dor não deixava pensar em nada mais do que em trocar de mundo, de corpo ou coisa parecida. Depois, porém, ficava a dúvida: afinal, por que a barriga dói? E depois a pergunta se fazia extensiva aos dentes, a cabeça, aos ouvidos, a pele… por que essas coisas doem? Por que a dor, enfim?

Eu devo ter tido uns oito anos e aquilo era um mistério. E depois continuou sendo-o. Décadas padecendo com uma dor crônica e nunca me ocorreu saber por que e como ela acontecia aqui, bem perto, em mim mesmo. É assustador como crescemos e evoluímos intelectualmente – nem todos, claro – e ficamos sabendo de equações, teoremas, física quântica e algoritmos, por um lado, e da Grécia, dos maias e dos Nibelungos, de Camões e da Meghan, por outro lado, e nada ou quase nada das dores que mais dia, menos dia, ou dia sim, dia não, nos acometem.

“Passamos o primeiro ano da vida de uma criança ensinando-a a andar e conversar e o resto de sua vida a calar a boca e se sentar. Há algo errado nisso.”

Neil deGrasse Tyson

Espantoso.

Então como uma homenagem a minha vergonhosa ignorância, decidi fazer um vídeo sobre a dor de barriga, destinado a crianças. Talvez você tenha filho(a)s e queira, para variar um pouco, suplantar o Google quando eles por ventura se interessem por saber de onde vem a dor de barriga. Talvez. Não é comum, mas acontece.

Então você rola o vídeo no seu celular, no tablet, sei lá. São apenas 2 minutos, coisa de nada, peça desculpas pela interrupção se for o caso (que provavelmente é). E depois, meio de lado, e passando por distraído também dê uma olhada nele. Quem sabe você aprende alguma coisa e em vez de terminar uma comilança com Buscopan, opta por não iniciá-la bebendo dois ou três copos antes de sentar à mesa. Quem sabe. Acontece.



A essa altura da vida – de sua vida – eu sei, os brigadeiros provavelmente não são mais os principais culpados. É o Reveillon, o aniversário da tia, o churrasco no domingo, o McDonald´s na próxima esquina… O problema é que a barriga ainda continua onde sempre esteve.

Veja outros posts relacionados...

nenhum

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *