Neurociência e Dor

Neurociência e Dor

Neurociência da dor na medicina convencional: O que se ignora não se pratica
A neurociência da dor veio para revolucionar o que se sabe sobre a dor e seu gerenciamento até um par de décadas atrás. Contudo, o seu papel na prática clínica ainda é incerto, senão ignorado. Em paralelo, a dor crônica continua sua corrida epidêmica. Esses dois fenômenos – o descaso com que a neurociência da dor é tratada pelo sistema de saúde e o avanço da dor crônica, estão relacionados. Intimamente relacionados.
“Estresse bom” e dor. Acredite, eles andam juntos.
O estresse bom sempre se pensou que pudesse mascarar uma dor aguda. É o soldado que continua lutando mesmo ferido, ou o atleta olímpico que completa a prova mesmo machucado. Todavia, um estudo de pesquisadores israelenses e canadenses enfraquece essa noção. O estresse psicossocial agudo conduz ao descontrole da dor e isso pode prejudicar o organismo. Noutras palavras, ficar com raiva no trânsito quase todo dia, por exemplo, irá intensificar a dor que a pessoa vier a sentir depois por qualquer motivo, seja no dentista, ou batendo a perna na porta do carro.
A sua dor crônica é sua. O seu cérebro, idem. Que tal colocar esses dois em contato?
Graças ao fenômeno da neuroplasticidade, o cérebro pode se renovar até o fim dos dias, e no interim, desenvolver e pôr em prática extraordinários poderes não apenas para combater a dor, mas também para ajudar na recuperação de derrames, melhorar a visão doentia e atrasar sintomas de condições como a de Parkinson. Não, não é papo furado, mas neurociência da boa. Informe-se bem antes de dizer “não pode”.
O sobe-e-desce da dor crônica
O termo "modulação" está na moda. Os eminentes juízes do não menos eminente Supremo Tribunal Federal estão a modular jurisprudência sobre o compartilhamento de dados financeiros dos contribuintes entre órgãos fiscalizadores etc. Mo-du-lar. O que é isso e o que tem a ver com dor crônica? No âmbito do STF, receio que pouco importa você saber. Não irá fazer a mínima diferença. Já no âmbito do processo doloroso, é o contrário. Você precisa saber. Primeiro, para entender o mecanismo biológico da dor em geral. Segundo, porque a modulação explica a participação determinante de fatores psicossociais na "fabricação" dessa dor. E terceiro, porque a neurociência está às portas de provar que a dor crônica resulta de uma falha na modulação. Se tudo, ou quase tudo isso lhe interessa, leia este post.
O controle da dor crônica pela mente vem aí. E quem duvide, vai dançar.
Acredite se quiser, mas o futuro da analgesia pode estar menos na farmácia e mais na poltrona. A mente efetivamente pode vir a ser usada pela pessoa para aliviar suas dores, seja diretamente, ou despertando motivação e autocontrole suficientes para perseguir esse objetivo. Esse post apresenta duas terapias, ainda pouco usadas por médicos e fisioterapeutas no Brasil, que vão nessa direção.
Depressão e dor crônica? Neurofeedback pode ajudar.
O manejo da dor baseia-se principalmente na farmacoterapia, que possui muitas limitações. Dados da literatura confirmam a alta eficácia do neurofeedback no tratamento de síndromes dolorosas, crônicas e agudas. Este post comenta um achado recente (e promissor) sobre sua aplicação ao alívio da depressão.
Amor, Dor & Cia. - Pode, uma coisa dessas?
Experiências profundamente gratificantes, como o amor, podem naturalmente reduzir a dor, por meio dos estreitos laços neurológicos entre o processamento da recompensa e as regiões de processamento da dor no cérebro. Que tal isso de presente para O Dia dos Namorados?
O cérebro ou a mente – qual deles comanda a dor crônica?
Este post tem um único propósito: interessar você na leitura de um dos artigos mais interessantes que eu já li sobre... a mente. Não, relaxe... não é nada esotérico, nem ultracientífico. A autora é Silvia Helena Cardoso, Mestre e Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo, e atualmente envolvida na educação em medicina e saúde.
Crocodilo Dundee e a Cobra - Parte 2
Uma imagem vale mil palavras. E uma imagem animada, contando uma história engraçada e, ao mesmo tempo, educativa no que se refere a como a dor hoje é vista pela neurociência, vale muito mais. Confira isso nesse video memorável do Dr. Lorimer Moseley.