O estigma da depressão – Parte 1

O estigma da depressão – Parte 1

A depressão faz você ficar ansioso e cansado ao mesmo tempo. É o medo de afundar, mas também não há vontade de nadar. Querer fazer amigos, mas não socializar. Ou ficar sozinho, mas não abandonado. Com pena de si mesmo por sentir dor, mas sem vontade de se curar. E por fim, sentir tudo de uma vez e depois… nada.

Uma visitante do blog me sugere comentar a razão da falta de atenção dada pelos médicos à depressão.

Eu acredito que ela tenha razão, mas pode ser um caso isolado, uma má experiência, ou duas… portanto, que tal conferir outras fontes?

Recentemente, médicos-pesquisadores americanos avaliaram o uso de cinco processos de gerenciamento de cuidados para depressão. Descobriram que eles eram menos usados do que para asma, insuficiência cardíaca congestiva ou diabetes. E concluíram:

“As práticas de cuidados primários dos EUA não estão bem equipadas para gerir a depressão como uma doença crônica, apesar da elevada proporção de cuidados para a depressão que fornecem”.

Tara F. Bishop, MD, Professora de Medicina
Ora, em 2016, os Estados Unidos era o quarto país mais depressivo do mundo.

Atualmente, há entre os americanos uns 17 milhões de depressivos, ou 7% da população. E estima-se em mais do dobro (15%) a parcela dos que irão experimentar depressão em algum momento da vida.

E mesmo assim os cuidados para a depressão são precários??!!

Ah, vamos…um exagero!, alguns podem pensar. Afinal, o número de psiquiatras nesse país é, disparado, o maior do mundo, não é verdade?

Certo, mas não refresca. A National Alliance on Mental Illness, uma ONG que acompanha as doenças mentais em mais de 500 localidades, em 2015 reportou apenas 41% dos doentes portadores de depressão estarem recebendo cuidados médicos. Menos da metade, portanto.

Calcule como será no Brasil, onde:

Em 23 de fevereiro (2018), a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou uma pesquisa sobre as duas doenças psiquiátricas mais comuns que afetam a população mundial, com o Brasil liderando o mundo em prevalência de transtornos de ansiedade e mantendo-se firme no quinto lugar em taxas de depressão.

Até aqui, então, a nossa visitante que reclama de a depressão ser maltratada pelos médicos – provavelmente baseada na sua experiência pessoal – não só parece estar certa, como também ter acertado numa escala global, planetária…

Comprovada razoavelmente a denúncia, no próximo post eu vou lhe responder. Prometo não cuspir mais estatísticas.

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4 comentários
    1. Verdade, toda vez que vou a emergência e olhe que só vou em último caso, seja com uma falta de ar pois sou asmática desde criança, onde por ver minha há ficha médica ter depressão, ansiedade , pânico se acham no direito de receitar clonazepam até para crise de asma e labirintite. Detalhe tenho perda auditiva é ausência canal auditivo ouvido esquerdo por isso labirintite forte……Para eles só necessito de clonazepam injetável…….Triste isso, mas é a nossa realidade.

  1. sinto muita canseira, dores no corpo,suor frio,fraqueza, tremedeira,desânimo e o meu psiquiatra diz que é da própria depressão, que atinge o organismo porque eu me trato com medicamentos a 22 anos, mas a doença começou eu tinha 13 anos ,hoje estou com 40 anos então é muito tempo.

  2. Estou escrevendo sobre uma parte da depressão com dor mut-persistente dor neuropática crônica dores persistentes que não tem remédio que cura.

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