O terror não é o vírus, mas os que não têm medo dele

O terror não é o vírus, mas os que não têm medo dele
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No Brasil estamos diante de um quadro de insanidade coletiva poucas vezes visto na história da Humanidade. Já é muito tarde para desmontá-lo com argumentos, razões e advertências. Nada disso cola. A manada da rua já tomou sua decisão. Perdido por um, perdido por dez, eu resolvi verter o meu último suspiro em prol da causa (perdida) do isolamento social num vídeo terrorista, arrepiante… Assista-o aqui, se for valente.

“Abajo la inteligencia, viva la muerte”.

José Millán-Astray, general das hostes fascistas na Guerra Civil Espanhola celebrizado pelo brado acima.

O editorial da The Lancet sobre o Brasil foi espantoso. Uma revista científica venerada por cientistas e acadêmicos de todo mundo insolitamente saiu da trilha da medicina para denunciar o presidente de um país? Caramba, eu que pensei que um editorial do gênero estaria reservado apenas para genocidas!

The Lancet, uma das duas ou três revistas científicas mais prestigiosas do mundo, encerra o seu editorial com a frase seguinte:

“O Brasil como país deve se unir para dar uma resposta clara ao ‘E daí?’ pelo seu Presidente. Ele precisa mudar drasticamente o curso ou deve ser o próximo a seguir.”

Eu não entendi isso de “o próximo a seguir”, mas não importa. O que eu entendo, e bem demais, é que o país não está unido para dar resposta clara a uma pergunta ainda mais relevante:

É possível aceitar uma sociedade que resolve trocar vidas pelo que for?

Um exagero? Esqueça. O que está ocorrendo simultaneamente nos Estados Unidos e no Brasil é exatamente isso: uma sociedade que decidiu deixar gente morrer em troca de voltar à normalidade, ao habitual, a uma “zona de conforto’, enfim.

“Não se engane. Menor isolamento social, maior o número de mortos”.

Edward Cuomo, Prefeito de New York, semana passada

Quando, a metade da população de um país opta pelo contato social quando a ciência diz que isso é mortal, estamos diante de um quadro de insanidade coletiva poucas vezes visto na história da Humanidade. Já é muito tarde para desmontá-lo com argumentos, razões e advertências. Nada disso cola. A manada da rua já tomou sua decisão.

Perdido por um, perdido por dez então, eu resolvi verter o meu último suspiro em prol da causa perdida do isolamento social num vídeo terrorista, aterrorizante, arrepiante… Um artefato visual tão tenebroso perversamente pensado para que, se assistido por uma família, ao menos conseguisse assustar o cachorro.

Assista-o e, se conseguir chegar no final – são 3 minutos, uma eternidade! – repasse-o a quem possa interessar. E se não interessar, repasse-o de todo modo. Essa curva não dá trégua.

Dor Crônica - O Blog das Dores Crônicas

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