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O pior cego é aquele que não quer ver
Num post anterior critiquei o apelo para as pessoas continuarem aderindo às medidas de proteção do vírus depois de vacinada que os cientistas fazem pela TV. Eles e elas nos dizem que devemos continuar a usar máscara para proteger os outros. E eu digo que, gostemos ou não, os outros pouco importam quando se trata de fazer algo que a gente não gosta... como usar máscara, evitar contatos sociais etc. O que sim importa, e muito, é a própria pele. Aí, sim a juripoca pia! O apelo deveria, então, apontar perigos nesse sentido. Mas um médico chegou perto de fazer isso num vídeo e foi investigado por parecer disseminar fake news! Foi inocentado, claro. Mas o meu ponto é outro: por que ninguém investigou a mim que fiz muito pior? Estou arrasado.
Vacina da Oxford-Astrazeneca: por que tanta controvérsia?
A vacina da Oxford-AstraZeneca é vista como a "vacina para o mundo", pois é barata, pode ser produzida em massa e armazenada em uma geladeira padrão. Mas ela vem gerando controvérsias sobre sua eficácia. No caso dos idosos, especialmente, o que está levantando poeira na Europa. Sob risco de bancar o “estraga-prazeres”, eu comento a controvérsia em torno dessa vacina enquanto ela começa a ser produzida pela Fiocruz. O timing é inoportuno, ingrato, eu sei, mas a necessidade de se estar bem informado é comum nos visitantes assíduos do blog. Este post é para eles.
Alemanha e Brasil no controle da pandemia: mesmo fracasso, mesmo motivo
Mais de 50.000 pessoas morreram na Alemanha desde outubro. Para um país que liderou o controle da pandemia durante a primeira onda, foi uma reversão chocante. Para o Brasil, que somou mais de 70 mil mortos no mesmo período, nem tanto. Porém, ambos os países têm um denominador comum: a complacência dos políticos diante da necessidade de oportunamente se adotar medidas radicais para controlar a pandemia, e de mantê-las fiscalizadas pelo tempo que for necessário.
Saiba aqui porque você não pega o vírus. Ou porque pega.
A Covid-19 trouxe à tona a monumental ignorância da maioria de nós – eu muito incluído – a respeito de nós mesmos. Sobre o que somos enquanto bípedes portadores de uma combinação mente-corpo inédita na história do planeta. Em menos de um ano viramos doutores em infectologia e se algo tiramos disso é que ficarmos ou não doentes depende do nosso sistema imunológico. Isso todo mundo sabe e talvez seja suficiente para a maioria decidir se no fim de semana vai à praia ou fica em casa. Uns poucos, porém, gostariam de saber mais a respeito. Afinal, quais são os componentes desse sistema? Que mecanismo o faz funcionar? O que uma vacina tem a ver com isso? Esse post responde essas perguntas sucintamente e com simplicidade.
O cenário mudou: a Covid-19 sobe e as máscaras caem
Nessa semana algumas das marés que há um ano acompanham o avanço da Covid-19 mudaram. Não sei se consistentemente, mas há novidades nas atitudes a que estávamos acostumados, seja do Governo Central, dos políticos que governam a raia miúda, ou seja, nós, e dos cientistas – tudo em relação à Covid-19. A razão? A paúra. A percepção, em alguns casos consciente e noutros apenas sensorial – ou animal, se preferir – de que estamos todos por aqui, na pátria do brado retumbante, submersos até o pescoço numa m... profunda.
Covid-19 pelo mundo afora: 28-02-21
Mais uma semana de melhora de números da Covid-19 no mundo, menos no Brasil. Por aqui, o Ministro da Saúde diz que a contaminação está três vezes pior, os cientistas exigem medidas restritivas de circulação de gente e o fechamento de atividades essenciais, a tendência de governadores e prefeitos é concordar em “fechar”, e o Presidente ameaça castigar, negando a ajuda assistencial (!!!!????) para quem “não abrir”. O pano de fundo? Duzentos e cinquenta e três mil mortos e a conta subindo. Bem-vindos ao manicômio!
A mulher sente dor diferente do homem? Você nem imagina quanto.
As diferenças entre homens e mulheres na percepção da dor são notórias e comprovadas pela pesquisa médica. No entanto, a medicina enquanto uma disciplina que envolve pesquisa, farmacologia, atendimento, academia etc., não leva isso devidamente em conta. Os que fizeram a sua história mormente foram homens e isso ficou impresso nas normas, valores, hierarquias... que até hoje a regem. O resultado, conforme evidências sobejamente levantadas no exterior, não é bom para a saúde física e mental das mulheres. No Brasil, porém, o tema é um não-tema, ou seja, não existe. Expondo-o talvez seja possível interessar alguém nele. É o que esse post se propõe a fazer.
À Pfizer o que é da Pfizer. O bom e o ruim.
Devemos aplaudir as empresas farmacêuticas por desenvolverem várias vacinas em tempo recorde, mas não tenhamos a ilusão de que uma empresa farmacêutica, qualquer uma, pode mudar. O seu espírito animal é imutável, segundo Robert Shiller, Prêmio Nobel de Economia. No final, é o lucro que interessa. O único que interessa. Este post reproduz uma matéria preparada pelo Bureau de Jornalistas Investigativos sobre a queda de braço entre a Pfizer e governos de países nada ricos pela venda de sua vacina anti-Covid-19, até agora a melhor das 8 vacinas do gênero sendo aplicadas no mundo. Ela deixa claro que o braço da Pfizer é muito mais forte e que ela se aproveita muito bem disso para fugir da obrigação moral de ajudar as nações fora do eixo União Europeia-América do Norte. O foco abrange o Brasil, o Chile e principalmente, a Argentina.
A fibromialgia e o atendimento médico: um segredo de polichinelo
Com o tempo, a fibromialgia passou a ser o repositório de dores de todo tipo, principalmente se reportadas por mulheres, desde que estes careçam de explicação. Em parte, isso é devido à natureza muito complexa da fibromialgia. Tanto assim, que essa doença congrega atualmente mais artigos científicos escritos do que qualquer outra do gênero crônico, e no entanto, ainda sequer um tratamento padrão para ela é consenso na medicina. A outra parte responsável pelo pouco progresso alcançado no conhecimento da fibromialgia é um Segredo de Polichinelo: os médicos a cargo do atendimento primário não gostam de fibromiálgicos, ou melhor, de gente que os consulta alegando ter dor em todo o corpo sem causa evidente. Motivos eles têm. Este post, se vale de uma publicação feita no exterior, para ventilar o assunto por aqui. É melhor para a saúde.
Covid-19 pelo mundo afora: 21-02-21
No plano global, a boa notícia da semana foi o fato de os líderes do G7 (países mais ricos) terem dobrado o seu compromisso de financiar o COVAX, a entidade encarregada de fazer chegar vacinas às nações pobres, chegando assim a US$ 7,5 bilhões. A má notícia doméstica é o veloz avanço das variantes do vírus, especialmente a de Manaus. O diabo é que para deter um surto viral potencializado desse tipo nas regiões/cidades em que ele se manifestar com maior força, é essencial contar com uma boa capacidade de testagem e de rastreamento de contatos. Algo do qual o Brasil carece. Ah, e ia me esquecendo que o inefável Pazuello prometeu disponibilizar 230 milhões de doses de vacinas para assim vacinar 50% da população até junho. A conferir. Em julho.