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Um ano: acertos e erros
Pensei muito em como comemorar um ano de blog. Talvez algo assim como: “Eis um blog que nada tem a invejar aos melhores do mundo no seu gênero!”. Não, ufanista demais. Ou que tal: “Desculpem qualquer coisa, poderia ter sido melhor. Assumo toda a culpa”. Tampouco cola, esse não sou eu. Então eu decidi simplesmente pegar uma folha de papel, dividi-la ao meio e listar à direita os Acertos, e à esquerda os Erros havidos no blog nesses suados e entretidos últimos 12 meses. E veja aqui o que deu.
Estresse: você precisa saber!
Sites e revistas propõem inúmeras medidas para lidar com o estresse. “Faça isso, faça aquilo...” e nenhuma delas parece funcionar. O número de estressados crônicos só aumenta. Por que isso? Porque são comandos que vem de fora da pessoa, como remédios comprados em farmácia. Convém tentar outra estratégia. Que tal mudar para: “Penso isso, penso aquilo...”?
Dores femininas: é tudo culpa da biologia?
Na América do Norte, no Reino Unido, na Suécia, na Austrália... há evidências de que as mulheres não recebem do(a)s médico(a)s o mesmo tratamento dado aos homens... e de que algumas acabam padecendo ou falecendo antes da hora por esse motivo. Eu perguntei aos seguidores do blog se isso era “assunto” no Brasil. Veja aqui os resultados dessa enquete.
Enfrentando a dor crônica: a técnica (finalmente)
Ao enfrentar uma dor crônica, de pouco ou nada adianta desespero ou esperança, boa ou má vontade. O fundamental é ter uma estratégia. Você primeiro mapeia a situação para descobrir o que é prioritário e/ou essencial; depois escolhe um método para intervir em prol de uma mudança desejada; e por fim, aplica uma ou mais técnicas para concretizá-la. Porém, que técnica poderia ser essa? Esse post apresenta uma que talvez você não conheça.
Enfrentando a dor crônica: um método
Em post anterior apresentei o Mapa da Minha Dor, um recurso analítico que permite ao paciente com dor crônica identificar, com calma, os diversos efeitos da dor (sensoriais, emocionais, cognitivos e existenciais) sobre a sua vida. A questão agora é, se a ideia for agir para obter alívio, identificar em qual desses efeitos convém mexer primeiro, e com ajuda de qual método cognitivo-comportamental.
Enfrentando a dor crônica: o mapa da minha dor
O médico pode destinar dias ou semanas a explicar a um paciente com dor crônica absolutamente TUDO o que a pesquisa científica e a prática clínica hoje sabem sobre esse tipo de dor e, no fim, o paciente fatalmente irá perguntar: “O que eu faço para me aliviar, então?” Este post, o primeiro de uma série de três, começa a mostrar um dos caminhos possíveis.
Você tem fibromialgia? E será que tem mesmo?
Atualmente há evidências claras, colhidas e divulgadas por cientistas de ponta, de que a maioria dos casos clínicos de fibromialgia nos EUA não atinge os níveis de gravidade considerados diagnósticos. (Leia-se, os critérios diagnósticos clínicos não permitem diagnosticar com precisão.) Em vez disso, uma pessoa portar fibromialgia depende mais da sua persona psicossocial, do que dos sintomas biológicos que ela apresenta. Isso, claro, no Grande País do Norte. E por que no Brasil seria diferente?
AIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!! Você sabe o que é isso?
Na última década um grupo de doenças crônicas, as autoimunes mais a fibromialgia, tem sido associadas à hipersensibilidade do Sistema Nervoso Central e Sistema Nervoso Periférico. Grosso modo, hipersensibilidade significa que a pessoa doente sente mais dor do que sentiria se estivesse saudável. Mas o que é "sentir mais dor"? Isso tem a ver com o limiar de sensibilidade à dor, o limiar da tolerância à dor da pessoa, e a intensidade da dor da pessoa num determinado momento. Se você for portador de uma ou mais dessas doenças que provocam hipersensibilidade à dor, e quiser conversar com o seu médico sobre isso, é imprescindível entender e diferenciar bem esses três conceitos.
A dor feminina e a sua opinião
O impacto biológico da dor, o seu significado e a reação que suscita na pessoa são diferentes na mulher em comparação com o homem. Disso, já há evidências. O que me intriga é como esse achado é visto em países desenvolvidos, desde o Reino Unido e Canada, passando pelos EUA e indo para Austrália, em comparação com como ele é visto no Brasil. Lá fora, a constatação gera uma denúncia: por que isso é ignorado pelos laboratórios ao testar novas drogas, ou comercializar as antigas? Até pouco tempo atrás, o FDA americano excluía as mulheres das amostras em que as novas drogas eram testadas. E por que as dores femininas não são tão levadas a sério quanto deveriam pelos médicos, que as atribuem a emoções, catastrofismo, depressão etc.? Numa pesquisa canadense, 80% das mulheres entrevistadas declararam ter se sentido constrangidas ou não escutadas pelos médicos que as examinaram. Se você for comentar sobre DORES FEMININAS NO BRASIL, você incluiria as questões anteriores – que pouco têm a ver com biologia – ou as deixaria de fora por serem irrelevantes para a saúde da mulher?