Sim, você aí. Acha que ficar em casa é para ficar parado(a)?

Sim, você aí. Acha que ficar em casa é para ficar parado(a)?
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Após qualquer idade o pior exercício é o que não se faz. Especialmente após os sessenta e tantos, aqueles considerados bípedes de alto risco para efeitos do Covid 19. A imobilidade tem ao menos dois custos, porém. O do enfraquecimento do sistema imunológico e o desuso. Sim, o tal do “desuso” existe na nomenclatura médica: quando o sistema musculoesquelético se degrada por… falta de uso. Nesse post apresento como combater essa outra praga, a do imobilismo nos idosos, pela via de exercícios que eles possam fazer em suas residências, sem se sentir humilhados ou ridículos, e que contribuam a deixá-los mais soltos e flexíveis, e com menos dores.

“Você precisa se exercitar, ou em algum momento você quebra”.

Barack Obama

Mês passado quis compartilhar com os que como eu já passaram dos 50, ou 60, ou 70, ou… enfim, tudo isso… o que eu inventara para me livrar dessa sensação chata que é o enrijecimento matinal. O que uns chamam de dor nas juntas, e outros de “Essa m… de estar velho”.

O truque, que por sinal deu e ainda dá muito certo – foi me movimentar de manhã, logo depois de sair da cama, do jeito que eu me sentir melhor. Ou seja, deixar o meu cérebro buscar nas prateleiras neurais memórias de exercícios aprendidos desde as aulas de educação física no colégio até alongamentos de corredor de meia distância, passando por anos praticando karatê ou jogando rúgbi. Suponho que tenham sido essas as fontes de inspiração para os movimentos que, aos poucos, fui incorporando à rotina matinal. Sempre com uma única condição: sem ordem, nem pressa, nada de sofrer ou de bufar por causa do esforço, e não mais de 5 ou 7 minutos.

Uma amostra dos Movimentos Livres – e não precisa mais do que isso para sair praticando-os – pode ser vista aqui:

Funcionou, enfim, mas não me pergunta por quê. Não sou profissional da saúde, apenas conheço meu corpo e sei do que eu gosto melhor do que ninguém.

Chamei “aquilo” de Movimentos Livres e antes de postá-los fui consultar a opinião de dois amigos, o Dr. Lauro de Camargo, médico ortopedista, e o Professor Guilherme Lotierso Fehr, fisioterapeuta, ambos muito experientes. Haveria algum perigo em realizar esses movimentos de manhã? Perigo zero. E algum ganho? Sim, provavelmente. As articulações doem porque envelhecem e perdem lubrificação. O movimento ameniza o processo.

A coisa não parou por aí, felizmente. O fisioterapeuta, por sinal o melhor professor de Pilates do planeta, desenhou outra série de exercícios sempre pensando na proteção do corpo sexagenário das tentações do sedentarismo acenadas pelo isolamento social. Porque a despeito da abertura, retomada, flexibilização etc. hoje em curso em todo país, para essa pessoa nada mudou, certo? Nadinha. Nessa categoria ela continua sendo um bípede de alto risco e, se for sensata e não gostar de tubos, deveria ficar em casa.

Coube ao Dr Lauro justificar clinicamente a nova série, a qual intitulei “Exercícios para Dor nas Juntas” porque é mais ou menos isso e o nome soa bem.

Ao todo são 11 exercícios simples, nada exigentes, porém muito úteis para o que eles se propõem, que é evitar lesões musculoesqueléticas típicas do sedentarismo ou amenizar seus efeitos dolorosos, especialmente em pessoas da terceira idade.

A seguir, uma amostra de um dos exercícios mais interessantes: o Gato-Camelo. Bem feito, ele solta em você até as más intenções.

Os 11 exercícios são apresentados em dois vídeos que podem ser acessados no canal do blog no YouTube, e podem ser vistos aqui:

Enfim, se você não gostar de nenhum dos exercícios aqui apresentados, tudo bem. Mas então invente os seus e depois vai validá-los com alguém que entenda do riscado. Parado é que não pode ficar. Mexa-se.

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