O meu filho (ou filha) tem os sintomas da Covid: o que fazer?

O meu filho (ou filha) tem os sintomas da Covid: o que fazer?
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A semelhança de alguns dos sintomas da Covid-19 com um simples resfriado deixa muita gente desorientada ao menor sinal de coriza, ou de fadiga, ou de falta de ar, ou de perda de olfato… E se for tudo isso junto, já nem desorientação estamos falando, mas de pânico. E que tal se não for você o afetado, mas um filho ou uma filha? Um neto, ou uma neta? Nesse caso, há boas chances de você sentir que o chão sumiu dos pés ou vice-versa. Este post é mais um serviço de utilidade pública do blog. Ele mostra o que cientistas ligados à Faculdade de Medicina da USP indicam sobre o que fazer numa situação dessas.

“Tratamento sem prevenção é simplesmente insustentável.”

Bill Gates

Nos próximos dois meses a probabilidade de uma criança ser infectada pelo novo coronavírus continuará sendo pequena se comparada a dos adultos, mas irá aumentar. A tendência dos novos infectados em alta e a velocidade com que ela avança prenunciam isso. E por outro lado, temos as variantes. Nessa semana, o Secretário de Saúde da Cidade de São Paulo afirmou que 2/3 dos novos infectados o foram por conta da variante de Manaus, o que confirma a versão de que ela é mais transmissível e letal que a cepa do vírus original. (Três vezes mais letal, chegou a dizer o general Pazuello, mas você não precisa acreditar em tudo o que os generais dizem em matéria de saúde pública.) Fora isso, começamos a conviver com manchetes do tipo: Morte de crianças por Covid-19 neste ano em Minas já iguala total de 2020, e Mais de 600 crianças e adolescentes testaram positivo para Covid em Sorocaba desde janeiro”.

Ok, criança não pega fácil a Covid-19. Porém, se você tiver filhos menores de 15 anos, ou de 12, ou de 10… quer arriscar?

Por experiência própria eu posso dizer que a constatação de que um(a) filho(a), ou neto(a), ainda mais se for criança, que apresenta “sintomas da Covid-19”, é paralisante. O que fazer? Por onde começar? A quem acudir? Cadê o número do médico? Ou do hospital? Aliás, qual hospital? Vai lá, corre, pega o carro! Certo, e vamos para onde?

Vista à distância e após uns meses, é uma cena hilária. Patética de Pateta mesmo. Você pode até ser um profissional da saúde, lido e sabido na sua profissão – um caso real, aliás, porque algo semelhante me foi relatado por um médico – e mesmo assim tremer nas bases.

Teria me ajudado bastante eu ter em mãos uma classificação dos sintomas da Covid-19 e sinais indicando um certo grau de urgência pela procura e uso de serviços médicos numa situação dessas. Por exemplo, ter febre, fadiga e dores no peito é já motivo para marcar uma consulta médica? Amanhã ou para daqui a duas semanas? Depende. Do quê? De o estado físico da criança se encaixar numa categoria de severidade, capaz de evocar maior ou menor urgência.

Como você e muitos mais, eu tenho tomado conhecimento de várias propostas do tipo, que vão desde as que figuram em revistas femininas (no offense intended, please) às emitidas por grupos de médicos bem-intencionados, passando por uma publicação oficial do Ministério da Saúde que, sinceramente, é genérica demais e útil de menos.

A proposta mais concreta, a meu modesto ver, é a de quatro cientistas brasileiros: três pediatras e uma fisioterapeuta, ligados à faculdade de Medicina da USP (RP e SP).

Apresentação Clínica da Covid-19

Dor Crônica - O Blog das Dores CrônicasAusência de sinais clínicos e sintomas da doença, Raio-X ou tomografia computadorizada normal do peito, associados ao resultado positivo do teste para SARS-CoV-2.
Dor Crônica - O Blog das Dores CrônicasSintomas respiratórios como febre, fadiga, dores, dores musculares, tosse, coriza, espirros. Exame clínico pulmonar normal. Alguns casos podem não ter febre e outros podem experimentar sintomas gastrointestinais como náuseas, vômitos, dores abdominais e diarreia.
Dor Crônica - O Blog das Dores CrônicasSinais clínicos de pneumonia. Sintomas persistentes de febre, tosse inicialmente seca que se torna convulsiva, pode apresentar ruídos ou estertores na auscultação pulmonar, mas não há dificuldades respiratórias. Alguns indivíduos podem não ter sintomas ou sinais clínicos, mas a tomografia computadorizada do peito revela lesões pulmonares típicas.
Dor Crônica - O Blog das Dores CrônicasSintomas iniciais respiratórios podem estar associados com sintomas gastrointestinais, como diarreia. A deterioração clínica geralmente ocorre em uma semana com o desenvolvimento de falta de ar e hipoxemia (saturação do oxigênio no sangue – SaO2 – menor que 94%).
Dor Crônica - O Blog das Dores CrônicasPacientes podem se deteriorar rapidamente e apresentar síndrome respiratória aguda ou parada respiratória e, também choque, encefalopatia, lesão do miocárdio ou insuficiência cardíaca, coagulopatia, lesão renal aguda e disfunção de múltiplos órgãos.

Obs.: Cá pra nós, eu resolvi manter o quadro guardado na primeira gaveta do meu criado mudo. Nunca se sabe…

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