Thank you, Dr Sarno

Thank you, Dr Sarno

Conheça o sujeito que jogou séculos de compreensão da dor nas costas no lixo. Não era um médico famoso, nem um cientista renomado. Apenas sabia ouvir seus (suas) pacientes.

É muitas vezes mais importante saber que paciente está doente do que saber que tipo de doença o paciente tem.

William Osler, considerado o pai da medicina britânica
Se você padece de dor crônica das costas e tem uma dúzia de imagens (raios X, ressonâncias) avalizando esse diagnóstico – diagnóstico, aliás, assinado pelo melhor ortopedista da região – você consideraria a hipótese de não ser esse o motivo de sua doença? Consideraria?

Provavelmente, não. Imagens de um disco intervertebral prolapsado, ou uma estrutura óssea porosa, um músculo lesionado etc. são provas, evidências, fatos concretos…garantia de que a dor tem lastro, razão de ser.

E certamente tem, só que talvez noutro lugar.

Essa foi, durante décadas, a bandeira de luta do simpático senhorzinho da foto. Agora preste atenção ao que está escrito no livro em suas mãos. THANK YOU, DR SARNO é o que diz ali. E sabe quem assina? Centenas de pacientes que, em diversos países, seguindo seu método iconoclasta, expulsaram a dor de suas vidas, ou passaram a conviver tranquilamente com ela.

A saga do Dr. Sarno foi descrita inúmeras vezes pela mídia. Durante décadas, ele relata em seus livros, tentou curar doenças crônicas musculoesqueléticas seguindo o protocolo cliché, o recomendado pela biomedicina convencional. Até um belo dia tentar algo novo, inusitado: tratar o paciente com dor crônica como entidade pensante. Se os exames não apontavam doença grave (ex.: câncer) e mesmo assim ninguém atinava para a causa da dor – ou pior ainda, atinava a esmo – o Dr. Sarno testava a sua tese: a dor poderia ter cunho psicológico.Um charlatão, diziam os colegas médicos. Um palhaço, alguns dos doentes que o consultaram. Um gênio, os que – talvez por desespero – prestaram atenção, seguiram suas instruções e se curaram. Foram muitos, milhares.

Em 2012 a Forbes Magazine, uma das três maiores publicações financeiras dos EUA, sob o título “America’s Best doctor and his miracle cures: Dr John E. Sarno”, apontava o Dr. Sarno “…ter curado milhares de sofredores de dor crônica que a comunidade médica diagnosticara erradamente e fora incapaz de aliviar.Seu trabalho inovador, centrado na conexão mente-corpo o colocou um milênio à frente do establishment médico. O seu segundo livro, Healing Back Pain: The Mind-Body Connection, um New York Times Bestseller, é leitura fácil para quem estiver disposto a se entreter com seu novedoso, unicamente efetivo, enfoque”.1

Eu tive especial cuidado em alimentar este blog com diversas informações relacionadas a extensa obra do bom doutor. Não apenas por ele ter me livrado de uma dor crônica na cervical e nas costas que me infernizou a vida durante duas décadas, mas porque tenho a modesta pretensão de que o blog reflita a sua humildade e, ao mesmo tempo, o seu desprezo pela “indústria da dor nas costas” que domina o tratamento dessa doença no mundo ocidental.

“Para a maioria dos médicos, a idéia de que as emoções podem provocar mudanças fisiológicas é impossível aceitar, privando-os da capacidade de compreender muitas das condições que atualmente afligem seres humanos.”

Dr. John Sarno, Healing Back Pain (tradução livre, pg. 180)
Se você se der ao trabalho de percorrer o blog encontrará diversos artigos (a maioria escritos por médicos que outrora foram seus pacientes) e posts sobre sua filosofia e método de cura, além de trechos selecionados de alguns dos seus livros, e muito mais importante, a tradução livre de Healing Back Pain.2

As 10 lições mais relevantes que qualquer leitor extrai desse livro, hoje famoso por ter vendido mais de um milhão de exemplares e figurar durante meses na lista do New York Times – e que se levadas a sério funcionam muito melhor que todas as visitas que o típico portador de dor crônica nas costas poderia fazer a “n” médicos, fisioterapeutas, massoterapeutas, quiropatas, acupunturistas etc…. todos eles juntos – serão resumidas num artigo que entrará brevemente no blog e não cabe repeti-las aqui.

A décima-primeira lição que eu, sim, me atreveria a agregar é a seguinte: aprenda sobre dor – a dor em geral e a sua em particular. E depois assuma seu tratamento, não delegue a terceiros uma responsabilidade que é sua.

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