Você vê uma vacina no seu futuro? Então que tal entender sobre ela no presente?

Você vê uma vacina no seu futuro? Então que tal entender sobre ela no presente?
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As duas últimas semanas mostraram a muitos a sua vasta ignorância em relação a um dos mais valiosos e onipresentes recursos da medicina: a vacina. Porém, às vezes,-é melhor não saber nada de algo, do que saber que esse algo se apresenta confuso e incerto em um momento crítico, em que o mais necessário é clareza e transparência. A coletiva de imprensa oferecida pelo grupo de representantes do Governo de São Paulo na semana passada não foi mais penosa e lamentável em parte porque os termos e as expressões utilizadas antes, durante e depois dela escapam ao entendimento da maioria. Este post visa induzir o leitor a se familiarizar com todo esse linguajar relacionado às vacinas anti-Covid-19, de modo a facilitar o acompanhamento do noticiário sobre elas no futuro, e principalmente, a decisão sobre qual vacina tomar e quando.

“Lembra quando o Titanic afundava e a orquestra prosseguia a tocar? Bem, agora nós somos a orquestra”.

Anônimo

Você assistiu talvez à constrangedora coletiva de imprensa oferecida pela turma anti-Covid do Governo de São Paulo. E deve ter lido ou visto os comentários na mídia. Não, não vou lhe perguntar se gostou, se frustrou ou o que for. Apenas gostaria de saber se entendeu. Eu fiquei me perguntando isso porque na ocasião foram ventilados vários termos estranhos para o cidadão comum. Isso não é novo e nada bom. Há 10 meses que coortes de cientistas falam coisas muito argutas pela mídia, com grande convicção, mas sem qualquer efeito. Quase ninguém liga. Quanto mais esse pessoal fala, mais cai a adesão às medidas preventivas.

Isso me intriga. Será (em parte) que é porque eles “falam difícil” para uma turma que, além de desinteressada, cansada e angustiada, pouco ou nada entende de epidemias, vírus e vacinas?

Pode ser. E por isso há dois dias instalei nesse blog um FAQ (ou Questões Mais Frequentes) sobre Vacinas, que explica tudo, ou quase tudo, que um candidato a se vacinar deveria saber antes de disponibilizar o braço para tomar a vacina de sua escolha.

Interessada? Interessado?

Deveria, se você for do tipo que gosta de ver o bosque antes das árvores. O tema das vacinas é fascinante – a sua descoberta, o conceito, a tecnologia etc.123 – e pelas circunstâncias infelizes que todos conhecemos, hoje já faz parte da cultura geral.

Mas você provavelmente é minoria. A preferência geral é por árvores, essa, aquela… Nada contra, precisamos distinguir as árvores que podem nos cair em cima, das que dão sombra, ou fruta, ou abrigo…

Agora levemos a analogia para o bosque das vacinas, e mais especificamente, ao das expressões trazidas à tona durante ou depois da coletiva de imprensa antes mencionada. A seguir veja algumas destacadas em negrito. Se quiser, marque os quadradinhos quando você achar que as entende. (Obs. Entender é distinto de “Ouvir falar”.)

  • O Dr Jean Alguma Coisa, o Secretário de Saúde, disse, não, declamou: “A CoronaVac atingiu o Limiar de Eficácia”.
  • Índice de Eficácia”, “Taxa de Eficácia”, “Intervalo de Eficácia”, “Porcentagem de eficiência”… ecoaram depois repórteres e comentaristas da TV (ex.: CNN, GloboNews).
  • Um dos jornalistas com acesso ao microfone perguntou se a transmissão da nova variante do vírus descoberta no Reino Unido era mesmo mais rápida que a do vírus antes predominante.
  • Um colega na mesma situação argumentou que era importante saber da taxa de eficácia da CoronaVac, porque quanto menor a tal taxa (ex.: 50%), mais gente haveria que vacinar – e vice-versa.
  • “Não se sabe se a nova linhagem do vírus descoberta no Reino Unido é patogênica”, decretou uma repórter pela TV.
  • Na coletiva, o Dr. Dimas Covas intrigou muita gente com isso de que as vacinas “não são testadas clinicamente em relação a quanto reduzem a infecção, e sim em quanto podem reduzir a mortalidade”. A diminuição da transmissão (da infecção) dependeria do tempo.
  • Contudo, o bom doutor foi assertivo, quase agressivo, ao afirmar que a CoronaVac seria a mais segura de todas as vacinas que o Brasil tem em mente.
  • Por fim, o que todos queriam saber e não foi dito: afinal, 50% de eficácia é bom ou ruim?

“Vá até qualquer bosque e conte o número de árvores que você vê. Qualquer número que você encontrar, será menor que o número total de árvores no bosque.”

Dr. Burnout

Se você estiver convicto, com a mão no coração, de ter acertado nos significados de todas aquelas expressões em negrito, parabéns e passe ao largo do FAQ. Caso contrário, deveria visitá-lo clicando aqui. Anime-se, não custa nada.

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