A miragem do “paciente otimizado” no mundo da dor crônica – No Brasil
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Um número significativo de pacientes com Covid-19 apresenta sintomas prolongados, que duram semanas, meses ou até anos, conhecidos como Covid Longa.
Os efeitos afetam quase todos os sistemas orgânicos.
O tipo, gravidade e duração dos sintomas variam entre os indivíduos, e os pesquisadores ainda sabem pouco sobre os mecanismos subjacentes.
O Ministério da Saúde acaba de receber um lote de 1,4 milhão de vacinas bivalentes contra a Covid-19. Pouca gente sabe, e para os que ficaram sabendo isso importou menos que a PEC da Transição, ou seja, nada. E talvez devesse. Importar, quero dizer. Afinal, a maioria dos brasileiros foi vacinada há mais de 6 meses e os cientistas afirmam…
Agora que as vacinas e tratamentos contra a Covid-19 para doenças graves estão amplamente disponíveis, é improvável que a maioria…
Desde o início da pandemia, ficou claro que a Covid-19 pode danificar o coração e os vasos sanguíneos enquanto as…
Hoje ninguém duvida que a Covid-19 é uma doença transmitida pelo ar; contudo, ainda não há consenso quanto aos fatores…
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Assista os vídeos do Blog, entre eles, temos uma série especial que fala sobre "Vacinas", "Mate o vírus" e entre outros.
Agradecemos a colaboração inestimável do Dr. Jaime Olavo Marquez, neurologista, e da Dra. Patrícia Bonazzi, infectologista, na revisão das informações.
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Não. Fatores como a forma como a vacina é armazenada, transportada, administrada e a saúde médica de um indivíduo podem determinar a eficácia da vacina no mundo real. Os ensaios clínicos avaliaram apenas indivíduos saudáveis com doenças preexistentes estáveis. À medida que as campanhas de vacinação em massa acontecem, a logística operacional, juntamente com as condições médicas únicas de um indivíduo, pode afetar os níveis gerais de imunidade.
Sim. Esse documento, que ia ser instaurado no Reino Unido mas não foi, mostra o status de vacinação de uma pessoa para fins como viajar e participar de eventos públicos fechados. O estado de Nova York já apresentou sua versão – e obviamente as companhias aéreas, os hotéis e as empresas relacionadas ao turismo querem que o passaporte seja introduzido. Mesmo assim, vários estados americanos e uma porção do Parlamento inglês não concorda, alegando que a iniciativa seria discriminatória.
Sim, mas eles não serão sentidos por todos na mesma medida. Uma das vacinas líderes, ainda na Fase 3 provocou dor no local (84% dos casos), fadiga (63%), dor de cabeça (55%), dor muscular (38%), calafrios (32%), dor nas juntas (23%) e febre (14%). Efeitos colaterais, se houver, haverá nos primeiros 3 dias após a vacinação.
Não. A autorização de uso emergencial permite a aplicação da vacina apenas em grupos específicos, não para a população em geral. Já o registro definitivo, feito depois de a segurança e eficácia serem estabelecidas com a publicação dos resultados finais da Fase 3 de testes clínicos, permite a aplicação na população em geral.
Não. A Butanvac utiliza o vírus da doença de Newcastle, uma enfermidade que afeta apenas aves, como um vetor. Ou seja, ele é inativado e alterado para abrigar a proteína Spike do novo coronavírus — aquela usada para invadir nossas células. Após a injeção, o organismo fabrica anticorpos contra essa estrutura, impedindo uma infecção de verdade. A estratégia é parecida com a das vacinas de Oxford e Janssen.
Não. O Ministério da Saúde conversa com a Sinopharm da qual já pediu comprar 30 milhões de doses. No teste clínico fase 3 essa vacina se mostrou 79% eficaz – menor que a da Pfizer e Moderna, mas muito maior que a Coronavac (50,37%). No entanto, os Emirados Árabes Unidos disseram que a vacina era 86% eficaz, conforme resultados provisórios de fase três.
Não. A CoronaVac, produzida pela Sinovac, tem eficácia levemente acima do mínimo de 50%. Ou seja, ela protege ao menos cinco de cada 10 pessoas que a tomarem, a mesma taxa mínima que o CDC americano e a ANVISA estabeleceram para autorizar vacinas nos EUA e no Brasil, respectivamente. As 4 vacinas americanas, a inglesa e a chinesa Sinopharm reportaram taxas de eficácia bastante superiores.
Não necessariamente. A produção de anticorpos interessa, sim. Ela pode influenciar a eficácia, mas não entra no seu cálculo. Na Fase 3, a eficácia é medida em termos de quanto a vacina se propõe a proteger o grupo vacinado nessa fase do teste clínico. Comparando quantos que tomaram a vacina e apresentaram sintomas versus os que também apresentaram sintomas sem tê-la tomado.
A Food and Drug Administration (FDA) requer uma média de dois meses de dados de segurança e eficácia após a conclusão do regime de vacinação para autorização de uso de emergência. A duração da cobertura vacinal ainda não foi determinada e será monitorada conforme as campanhas de vacinação forem lançadas. A boa notícia é que as células de memória do nosso sistema imunológico, que identificam infecções e montam uma resposta imunológica, persistiram por mais de seis meses em alguns pacientes infectados com Covid-19.
Não. A imunidade natural – também chamada de “imunidade humoral” – é a imunidade obtida por quem sobrevive à Covid-19. Hoje não se sabe ao certo por quanto tempo ela se estende. Evidências iniciais sugerem que este período não será longo – mais de um ano, por exemplo – mas são necessários mais estudos para melhor compreender isso.
Improvável. Vacinas contra a Covid-19 não visam evitar o contágio e, sim, a forma mais grave da doença. O objetivo das vacinas antivírus é prevenir doenças clínicas, sintomáticas, e não necessariamente prevenir infecções. Evitando que as pessoas infectadas adoeçam, evita-se que elas fiquem gravemente doentes. Eis o objetivo final.
Não. De fato, acabar com a pandemia depende de que as vacinas sejam administradas a pessoas em todo o mundo. Porém, em 30/03/21 havia apenas 7,4 doses de vacina administradas por 100 pessoas em todo o mundo, e muitos países de baixa renda ainda não haviam administrado uma única dose.
Sim. Para Covid-19, estima-se que a transmissão atinja em média, entre duas e três pessoas, então cerca de 70% e 80% da população precisará estar imune para obter imunidade de rebanho. Mas isso é somente se uma vacina for 100% eficaz. No entanto, as vacinas Covid-19 foram menos de 100% eficazes em ensaios clínicos, e podem ser ainda menos no mundo real. Isso porque os testes não incluíram pessoas com certas condições médicas, como câncer, ou receptores de transplantes, para citar alguns exemplos.
Sim. Em parte, porque essa segunda dose funciona como um treino extra das células que foram ensinadas a produzir os anticorpos pela primeira dose. Um processo chamado de “maduração da afinidade”. Um bom nível de “maduração da afinidade” fornece a proteção considerada suficiente para aprovar uma vacina.
Nunca. Porém, vários estudos de vacinas de mRNA em humanos foram realizados nos últimos 10 anos. E, desde o início da pandemia, as vacinas da Pfizer e da Moderna foram testadas em dezenas de milhares de pessoas em todo o mundo e passaram por um rigoroso processo de aprovação de segurança.
Sim. Qualquer material de uma planta, animal, micróbio etc., contém informação genética que passa de uma geração a outra. Essa informação fica nas células, em moléculas das quais você já ouviu falar – DNA and RNA – que controlam a reprodução, o desenvolvimento, o comportamento… A vacina da Pfizer-BioNTech, contém 10 ingredientes, dos quais apenas um é material genético: uma molécula chamada RNA mensageiro, ou mRNA – o material genético visado também pela vacina da Moderna. Os outros são substâncias gordurosas e açúcares que estabilizam a vacina.
Sim. A CoronaVac é baseada em um vírus cultivado em um laboratório que, em seguida, é morto – ou “inativado”. A CoronaVac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac e que está sendo aplicada no Brasil, é eficaz contra as três variantes do novo coronavírus que circulam no país: a britânica (B.1.1.7), a sul-africana (B.1.351) e a brasileira (B.1.1.28), da qual são derivadas as chamadas P.1 (de Manaus) e a P.2 (do Rio de Janeiro).
Sim. Todas as vacinas têm. No teste clínico da CoronaVac, Fases 1 e 2, o sintoma mais comum foi a dor no local da injeção, que afetou entre um quarto e um quinto dos participantes que tomaram a vacina versus 10% dos que tomaram um placebo. Em comparação com vacinas com vetor viral ou vacinas de DNA ou RNA, a ocorrência de febre foi relativamente baixa. A maioria das reações foram leves (grau 1) em gravidade e os participantes se recuperaram em 48 horas. Nenhum evento adverso sério relacionado à vacina foi observado dentro de 28 dias após a segunda dose da vacina.
Sim. A EM é uma doença auto-imune do sistema nervoso central.EM , uma doença auto-imune do sistema nervoso central. A vacinação COVID-19 é especialmente importante para pacientes com EM progressiva ; são mais velhos; ter uma deficiência física ou ter condições crônicas como diabetes ou pressão alta ; ou são negros ou hispânicos. Alguns medicamentos diários tomados por pacientes com esclerose múltipla podem tornar as vacinas COVID-19 menos eficazes, mas ainda assim fornecerão proteção, incluindo a redução do risco de COVID-19 grave .
Não. Ambas as vacinas ativam o mRNA mensageiro, porém diferem quanto as condições de conservação. A vacina da Pfizer precisa ser armazenada até 30 dias entre menos 80 graus Celcius e menos 70 graus Celcius, e a vacina Moderna precisa de temperaturas em torno de menos 20 graus Celcius, que é próxima à temperatura de freezers de nível comercial. (A AstraZeneca, afirma que precisa de uma temperatura de refrigeração regular de 2 a 8 graus Celcius.) A vacina da Moderna pode permanecer a menos 20 graus Celcius por até seis meses e, em seguida, por um mês na geladeira, de acordo com a empresa. A vacina da Pfizer requer até 30 dias congelada a – 70 graus Celcius. Os centros de vacinação podem transferir os frascos para condições de armazenamento de 2-8 ° C por mais cinco dias, por um total de até 35 dias. Uma vez descongelados e armazenados sob condições de 2-8 ° C, os frascos não podem ser recongelados ou armazenados sob condições de congelamento.
Não. A Covid-19 está a caminho de se tornar o principal assassino em doenças infecciosas no mundo em 2020, excedendo o número anual de mortes por HIV, tuberculose e malária. Ele mata 3 vezes mais que a gripe. “Permitir que o vírus” siga seu curso “, como dizem os defensores da imunidade coletiva, exigiria milhões de novos casos e centenas de milhares de mortes, apenas nos Estados Unidos.
Embora os dados de eficácia de todas as vacinas anti-Covid 19 mais faladas relatem que ela supera os da vacina da gripe, nenhuma delas garante blindagem total quanto a se infectar com o vírus. A janela de oportunidade para este penetrar no organismo vai de 40% (CoronaVac) até 5% (Pfizer). Ou seja, quem tomar qualquer uma dessas vacinas deve entender que não ficara plenamente protegido, ao menos até se atingir a imunidade de rebanho – o que deverá acontecer em 2022. Mesmo no caso das vacinas americanas, Pfizer e Moderna, 5% dos vacinados, e potencialmente mais em certos grupos, podem não ficar imunes.
Não. Os primeiros quatro meses serão usados para imunizar todos os grupos prioritários e os outros 12 meses seriam para vacinar a população em geral. A campanha de vacinação deve durar pelo menos até o primeiro trimestre de 2022. Segundo cientistas, ao ritmo de 200 mil doses por dia, como é atualmente (19/03), vacinar toda a população com duas doses demoraria 4 1/2 anos.
As vacinas da Pfizer-BioNTech e Moderna requerem duas doses administradas com semanas de intervalo. Dependendo da vacina, pode levar de quatro a seis semanas desde a dosagem inicial para atingir níveis de imunidade e proteção comparáveis aos dos ensaios clínicos. Durante esse tempo, ainda é possível contrair uma infecção e adoecer. Depois de receber a segunda dose, seu corpo precisa de tempo, de duas a três semana, para construir a proteção necessária para combater o vírus.
Não. Essa pandemia é impulsionada pelo comportamento humano. Se muita gente continuar a ignorar as medidas de distanciamento social, a transmissão do vírus não vai parar nem sequer em dois anos. Assim sendo, é urgente se preparar o quanto antes para a eventualidade da pandemia diminuir aos poucos. Isso requer criar capacidade de testagem contínua e de rastreamento de contato em nível municipal, agora. Isso será fundamental para lidar com a resistência da pandemia nos próximos meses, fora novas medidas de isolamento e quarentenas.
Não. A imunidade não é um botão do tipo “liga/desliga”; é um disco daqueles usados (antigamente) para ajustar o volume do rádio ou do aparelho de som. Sem imunidade coletiva, o vírus ainda estará circulando na população e sempre haverá uma chance de que a vacina não esteja funcionando para você.
Os estudos ainda não mostram se a vacina impede alguém de transportar o vírus e transmiti-lo a outras pessoas, particularmente se for um portador assintomático. O vírus pode estar estacionado na passagem nasal de quem for vacinado, e daí voar via fala ou espirro para as vias respiratórias de outros sabe-se lá durante quanto tempo.
Não. Não há células fetais usadas em qualquer processo de produção de vacina. Os desenvolvedores da vacina na Universidade de Oxford dizem que trabalharam com células clonadas, mas essas células não são células de bebês abortados. As células funcionam como uma espécie de fábrica. Ela cria uma forma muito enfraquecida do vírus que foi adaptada para funcionar como uma vacina. Mas, embora o vírus enfraquecido seja criado a partir dessas células clonadas, esse material celular é removido quando o vírus é purificado, e não é usado na vacina.
Sim. Embora uma vacina seja a melhor maneira de prevenir que mais pessoas contraiam COVID-19, sejam internadas e eventualmente morram, as vacinas não dissiparão a pandemia com rapidez. Mesmo que todos no Brasil concordassem com a vacinação, o que não é o caso, ela não seria simultânea. E lembremos que nenhuma vacina será 100% efetiva contra o novo coronavírus. Portanto, todas as outras medidas preventivas, como o uso de máscara, o distanciamento social etc. precisarão valer até um número substancial de pessoas serem vacinadas.
Não. Elas não contêm vírus vivos que podem causar doenças. A própria infecção, sim, pode suprimir o sistema imunológico do hospedeiro e afetar negativamente a produção de anticorpos. Essas vacinas, ao contrário, aumentam a imunidade adaptativa, aquela adquirida após a exposição ao novo coronavírus.
Sim. Ambas usam um adenovírus inofensivo – ou seja, um tipo de vírus que causa um resfriado comum – para fornecer as instruções da proteína spike do coronavírus. A vacina da AstraZeneca funciona de maneira semelhante à vacina Johnson&Johnson/Janssen, exceto pelo uso de um adenovírus reprojetado que infecta chimpanzés.
Sim. Para vacinas de vetor viral Covid-19, o vetor (não o vírus que causa Covid-19, mas um vírus diferente e inofensivo) entrará em uma célula em nosso corpo e, em seguida, produzirá uma proteína de pico inofensiva que só é encontrada na superfície do vírus que causa Covid-19. A célula exibe a proteína spike em sua superfície, que ativa nosso sistema imunológico para começar a produzir anticorpos e ativar outras células imunológicas para combater o que ela pensa ser uma infecção.
Sim. Pessoas vacinadas e depois infectadas com uma das variantes preocupantes têm pouca probabilidade de serem hospitalizadas. Um pequeno ensaio clínico para a vacina AstraZeneca foi interrompido após mostrar apenas 22% de eficácia contra a variante B.1.351 detectada na África do Sul. Porém, nenhuma das pessoas vacinadas foi hospitalizada ou morreu. A Pfizer e a Moderna começaram a testar a terceira dose de “reforço” das vacinas para ver se a dose extra poderia fornecer proteção adicional contra as variantes. Eles também estão desenvolvendo vacinas específicas para variantes direcionadas à variante B.1.351.
Não. Comparar as diferentes taxas de eficácia das vacinas às vezes é como comparar maçãs e laranjas. A Pfizer e a Moderna, por exemplo, testaram suas vacinas no início da pandemia e principalmente nos Estados Unidos antes do surgimento de variantes mais contagiosas e mortais, enquanto muitos dos dados da Johnson & Johnson foram coletados na América do Sul e África do Sul, quando essas variantes estavam se espalhando .
Sim. Por enquanto, as vacinas Pfizer-BioNTech, Moderna, Oxford-AstraZeneca e Sinopharm têm mostrado bons resultados preliminares nisso. As vacinas em geral, são adaptáveis a variantes. A tecnologia mRNA usada nas vacinas americanas é muito mais fácil de ajustar e atualizar do que a das convencionais. A Pfizer-BioNTech anunciou que pode se adaptar (em 6 semanas) para neutralizar a variante surgida no Reino Unido.
Não. A eficácia da Pfizer-BioNTech, Fase 3, em adultos com mais de 65 anos de idade foi superior a 94% – equivalente às cifras de todos os grupos acima de 12 anos. Após a Fase 3, a Moderna e a Oxford-AstraZeneca dizem o mesmo sobre adultos acima de 56 anos, embora as amostras no caso tenham sido pequenas. Das outras vacinas, a Coronavac inclusive, nada foi publicado.
Em seus ensaios clínicos, Pfizer/BioNTech e Moderna, não rastrearam casos de infecções assintomáticas com Covid-19. Isso significa que a capacidade da vacina de diminuir a transmissão nunca foi avaliada. Estudos futuros precisarão avaliar se a vacinação diminui a transmissão viral antes que possamos reavaliar o papel das medidas de saúde pública.
A vacinação é segura e os efeitos colaterais da vacina são geralmente menores e temporários, como dor no braço ou febre baixa. Efeitos colaterais mais graves são possíveis, mas extremamente raros. Qualquer vacina licenciada é rigorosamente testada em várias fases de testes antes de ser aprovada para uso e regularmente reavaliada assim que é introduzida. Os cientistas também monitoram constantemente as informações de várias fontes em busca de qualquer sinal de que uma vacina possa causar riscos à saúde.
Sim. Porém, com ressalvas. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou (em 15/12/20) que assim que uma vacina contra a Covid-19 for autorizada oficialmente para o sistema público, obtendo o registro definitivo (não apenas o emergencial), ela poderá (em tese) também ser aplicada por hospitais e clínicas particulares. Em março foi sancionada uma lei que autoriza o setor privado, Estados e municípios a comprarem vacinas contra a Covid-19. Mas o seu uso será autorizado somente após a vacinação dos grupos prioritários.
Não. O objetivo é controlar a disseminação do vírus. O que se deseja entender não é apenas saber se as variantes causam doenças graves. É preciso entender também se elas 1) se espalham mais facilmente de pessoa para pessoa; 2) são detectadas pelos testes virais disponíveis; 3) respondem a medicamentos atualmente sendo usados para tratar pessoas com Covid-19; e 4) se reduzem a eficácia das vacinas Covid-19 vigentes.
Sim. As cinco variantes mais preocupantes surgiram no Reino Unido, África do Sul, Brasil e Califórnia – são mais transmissíveis, mais propensas a causar doenças graves, menos tratáveis com os atuais tratamentos Covid-19 ou melhores em evitar os anticorpos gerados por vacinação ou infecção anterior. Algumas têm uma combinação dessas características.
Não. Quando você se vacina ocorre um processo chamado “seroconversão”, pelo qual seu corpo reconhece o conteúdo da vacina como um invasor e começa a intensificar seu ataque a esse invasor. Isso leva ao desenvolvimento de anticorpos que protegem do vírus e demora várias semanas. Se você tomar a vacina Covid-19 e logo depois for exposto ao vírus, ainda poderá desenvolver a doença – levando à percepção de que adquiriu a doença com a vacinação, o que é incorreto.
Não. A vacina ativa uma molécula encontrada naturalmente nas células humanas que chama RNA mensageiro, ou mRNA. Um material genético que pode instruí-las a produzir uma proteína chamada spike. Ela está presente na superfície do coronavírus e, uma vez fabricada, ensina o sistema imunológico a reconhecer o coronavírus e a produzir anticorpos contra a proteína para assim combatê-lo no futuro. Injetar RNA em uma pessoa não faz nada com o DNA de uma célula humana.
Visualize uma balança, dessa antigas… de pesar alimentos ou metais. Num dos dois pratos ponha as chances, hoje cada vez mais reais, de você ficar doente por conta do vírus, ou de vir a sofrer coisa pior. E não só você, mas também gente que você ama ou estima. No outro prato, ponha os efeitos colaterais da vacina – ao menos um por pessoa… dor no local, febre… todos, aliás, geralmente muito leves. E efeitos a longo prazo, hipotéticos porque atualmente não são conhecidos. A vacina ajudará a evitar que você pegue a Covid-19, criando uma resposta de anticorpos (sistema imunológico) sem ter que ficar doente. E então decida.
As vacinas de mRNA contêm material do vírus que causa a Covid-19, que dá às nossas células instruções sobre como fazer uma proteína inofensiva que é exclusiva do vírus. Depois que nossas células fazem cópias da proteína, elas destroem o material genético da vacina. Nossos corpos reconhecem que a proteína não deveria estar lá e constroem linfócitos T e linfócitos B que se lembrarão de como combater o vírus que causa Covid-19 se formos infectados no futuro.
As vacinas de subunidade de proteína incluem pedaços inofensivos (proteínas) do vírus que causam Covid-19 em vez de todo o germe. Uma vez vacinado, nosso sistema imunológico reconhece que as proteínas não pertencem ao corpo e começa a produzir linfócitos T e anticorpos. Se formos infectados no futuro, as células de memória reconhecerão e combaterão o vírus.
As vacinas de vetor contêm uma versão enfraquecida de um vírus vivo – um vírus diferente daquele que causa a Covid-19 – que possui material genético do vírus que causa a Covid-19 inserido nele (isso é chamado de vetor viral). Assim que o vetor viral está dentro de nossas células, o material genético dá às células instruções para produzir uma proteína exclusiva do vírus que causa Covid-19. Usando essas instruções, nossas células fazem cópias da proteína. Isso leva nosso corpo a construir linfócitos T e linfócitos B que se lembrarão de como combater esse vírus se formos infectados no futuro.
Esta vacina induz à produção de anticorpos a partir do vírus inativado. Para isso, o vírus SARS-CoV-2 é cultivado em células e inativado com substâncias químicas e biológicas. Quando a vacina é administrada no organismo humano, as proteínas virais conservadas induzem uma resposta imune, e são produzidos anticorpos contra o patógeno. Após esta imunização, o indivíduo não manifesta a doença mesmo quando infectado, pois os vírus são controlados pelos anticorpos de memória.
Checando se os anticorpos produzidos pela vacina, e mesmo aqueles que as pessoas infectadas já produziam sem vacina – a chamada “imunidade humoral” – são capazes de identificar o vírus mesmo após ele ter sofrido a(s) mutação(ões). A ineficácia de uma vacina ocorre quando o vírus muda tanto que se esquiva dos anticorpos que produzimos e continua, portanto, a infectar as pessoas. Se esse ponto for alcançado, os pesquisadores terão que reformular as vacinas.
Através de vigilância rigorosa, permanente e acima de tudo, transparente e isenta. A segurança é uma prioridade absoluta durante o processo de aprovação da vacina, especialmente na Fase 2. Ela continua presente em todas as etapas seguintes. Por isso, não é incomum que um ensaio clínico seja temporariamente interrompido quando um possível efeito colateral inesperado (denominado evento adverso) é detectado.
Não. A demora anula o objetivo mais importante da vacinação, que é preservar a saúde da população e não a de Fulano ou Sicrano. Ou seja, frear o número de casos graves, para assim ir reduzindo o número de hospitalizações e mortes. Uma demora inútil vai manter o sistema de saúde exaurido.
Sim, a curto prazo, por três razões. A primeira é que, durante uma imunização tão grande, nem todos serão vacinados ao mesmo tempo. Fora isso, leva tempo para a resposta imunológica realmente se desenvolver e entrar em ação. Por fim, a maior utilidade da vacina não é proteger Fulano ou Sicrano, mas todo mundo. E isso, só depois da imunidade de rebanho ser atingida.
Sim. Elas vão surgir em maior número e periculosidade quanto mais a vacinação demorar. E alguma poderá driblar as vacinas conhecidas. Por outro lado, os cientistas já estão prevendo isso. E lembremos também que cada pessoa infectada produz um repertório grande, único e complexo de anticorpos. O sistema imunológico do corpo é também um adversário formidável para qualquer variante do vírus.
Sim. Isso chama imunogenicidade. Ou seja, a capacidade de uma substância estranha, como um antígeno, provocar uma resposta imune no corpo de um ser humano ou de outro animal. O teste clínico da CoronaVac produziu anticorpos neutralizantes em 92% daqueles injetados com baixas doses de concentração (3 microgramas), e em 98% daqueles que receberam doses em dobro da anterior, com 14 dias de diferença entre uma e outra.
Não. A vacinação é nos mesmos moldes do programa de imunização já existente, ou seja, gratuita e com a aplicação de doses nas unidades de saúde municipais e estaduais. Nenhuma prefeitura exclui quem estiver habilitado num grupo prioritário que estiver sendo convocado oficialmente.
Não. A menos que você tome regularmente um analgésico prescrito pelo seu médico, não é recomendado tomar um analgésico (como ibuprofeno ou paracetamol) antes da vacinação. Esses tipos de medicamentos podem afetar o funcionamento da vacina. No entanto, é importante não parar de tomar um medicamento prescrito pelo seu médico antes de receber a vacina, sem primeiro verificar se seria seguro fazê-lo.
Não. De fato, as seringas de vacina poderiam conter um microchip para coletar informações sobre quando e onde a vacina foi administrada, segundo a empresa que o ofereceu ao governo americano. Os números de série evitariam a falsificação, confirmariam a data de validade, e ajudariam as autoridades sanitárias a saber quantas pessoas foram vacinadas em um local quando ocorrem os surtos. Mas o microchip não seria injetado em seu corpo, e nenhuma informação pessoal ou do paciente seria registrada no dispositivo. Mas o governo americano parece não ter optado pelo microchip.
Fora a tecnologia e a diminuição de risco oferecida, a diferença está em que uma campanha de vacinação baseada numa vacina de 50% de eficácia irá precisar vacinar muito mais gente e, portanto, demorar mais em atingir a imunidade de rebanho, que uma outra campanha usando uma vacina com eficácia de 95%.
Não. A vacinação em massa não ocorre de um dia para outro e, mesmo que a vacina seja 90% efetiva, ela leva tempo para ser distribuída e ministrada num país enorme e complexo como o Brasil. Fora isso, a proteção por ela fornecida pode ser temporária, e seus efeitos de longo prazo, assim como os das mutações do novo coronavírus e das sequelas da Covid-19, são desconhecidos.
Sim. Essas erupções podem começar alguns dias a mais de uma semana após a primeira dose da vacina e às vezes são muito grandes. Mas deveriam ser passageiras e não impedem de se tomar a segunda dose no tempo recomendado. Você pode tomá-la no braço oposto. Se a erupção provocar coceira, tome um anti-histamínico. E se doer, um analgésico ou um anti-inflamatório não esteroidal (AINE).
Pessoas infectadas com o coronavírus normalmente produzem moléculas imunológicas chamadas anticorpos, que são proteínas protetoras encontradas no sangue produzidas em resposta a uma infecção. Esses anticorpos podem durar no corpo apenas dois a três meses, o que pode parecer preocupante, mas isso é perfeitamente normal após o desaparecimento de uma infecção aguda. Um problema é que o seu teste de anticorpos pode ser impreciso, de acordo com as diretrizes publicadas em setembro por uma importante sociedade médica. Alguns testes procuram os anticorpos errados e até mesmo os anticorpos certos podem desaparecer. O outro problema é que a imunidade natural, a que se obtém após a pessoa se infectar e se curar, provavelmente é inferior à imunidade proporcionada por uma vacina anti-Covid-19 e também não conflita com ela. Como os testes atuais não podem determinar se alguém está imune, disse a Infectious Diseases Society of America, os testes de anticorpos “não podem servir de informação para as decisões para interromper o distanciamento físico ou diminuir o uso de equipamento de proteção individual”.
Não. Pessoas com Covid-19 que apresentam sintomas devem esperar para serem vacinadas até que tenham se recuperado de sua doença e atendido os critérios para interromper o isolamento; aqueles sem sintomas também devem esperar até que atendam aos critérios antes de serem vacinados. Esta orientação também se aplica a pessoas que tenham Covid-19 antes de receber sua segunda dose da vacina.
Sim. Porém depende do país. O FDA americano está deixando em aberto a possibilidade de que mulheres grávidas e amamentando possam optar pela imunização contra o coronavírus. A OMS (Organização Mundial da Saúde) não recomenda a vacinação em gestantes, lactantes e puérperas, mas também não faz a contraindicação. No Brasil, embora as gestantes não sejam incluídas em uma das fases do Programa Nacional de Imunizações (PNI) especificamente, o Ministério da Saúde diz que as mulheres pertencentes a um dos grupos prioritários e que estejam nessas condições podem ser vacinadas após avaliação cautelosa dos riscos e benefícios da vacina.
Não. Isolamento social consiste em evitar contatos humanos. A quarentena, por exemplo, é uma forma de isolamento social. Distanciamento social é se contatar com outros com segurança. Ou seja, mantendo uma distância mínima de 1,80 m e durante o menor tempo possível, de pessoas fora do convívio, quer seja dentro ou fora de qualquer recinto.
Quer dizer muita coisa, porém ainda insuficiente para registrar uma vacina. O mais importante é a sua eficácia. Ou melhor, a sua efetividade: a eficácia na vida real, e não num teste controlado como é na Fase 3. Precisa ver se ela protegeu contra a doença, se ela deixou a doença mais branda, e para observar isso precisa de tempo.
Não. Para começar, a fase 3 não é a última. Há uma fase 4 em que o desempenho da vacina é vigiado durante e após ela ser aplicada à população em geral. A fase 3 é onde a vacina é testada contra o vírus que se espalha no mundo real, mas ainda em condições controladas. Como os pesquisadores não podem infectar pessoas deliberadamente, eles têm que esperar para ver quem fica doente com Covid-19 em seu grupo de voluntários, comparando o grupo que recebeu a vacina real com o grupo que recebeu o placebo. Para acelerar o processo, os pesquisadores recrutam milhares de voluntários para que a taxa de infecções acumuladas aumente. Mas bastam alguns casos de infecção para demonstrar que a vacina funciona.
O Ministério da Saúde aderiu em outubro. Com isso, o país terá mais facilidade de acesso a um portfólio de nove vacinas em desenvolvimento, além de outras em fase de análise. Supõe-se que 40 milhões de doses de alguma das vacinas Covid-19 provenham da Covax, embora sem data prevista.
Não. Cerca de sete mutações por amostra. A influenza comum tem uma taxa de variabilidade que é mais do que o dobro. Ele provavelmente já está otimizado para afetar seres humanos, o que explica sua baixa mudança evolutiva. Isso significa que os tratamentos que estão sendo desenvolvidos, incluindo uma vacina, podem dar conta de todas as cepas do vírus.”
Não. Segurança e eficácia são medidas de desempenho distintas. A segurança se dá em termos dos efeitos colaterais e principalmente, os eventos adversos atribuíveis à vacina (foco da Fase II do teste clínico). Eficácia é a redução percentual da doença em um grupo de pessoas vacinadas em comparação com um grupo não vacinado, usando as condições mais favoráveis (foco da Fase III do teste clínico).
A imunidade de rebanho ocorre quando uma quantidade suficiente da população é exposta ao vírus, normalmente por meio de vacinação, e limita a capacidade do vírus de se espalhar. A porcentagem da população que requer imunização para obter imunidade coletiva varia de acordo com a doença. Por exemplo, com o sarampo, 95% da população precisa ser vacinada para limitar a propagação. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças americano, o limite de imunidade de rebanho para Covid-19 ainda não foi estabelecido. As estimativas são entre 70% e 90%, nos Estados Unidos.
Não. Não se trata apenas de sobrevivência. Para cada pessoa que morre, há outras que sobrevivem, mas passam por cuidados médicos intensivos, e aquelas que sofrem efeitos duradouros sobre a saúde. Isso sobrecarrega o serviço de saúde, competindo com os recursos limitados para tratar pacientes com outras doenças e lesões. Ao focar na taxa de mortalidade como único mérito da vacina, perde-se o sentido da vacinação enquanto esforço da sociedade para proteger a si mesma.
Não se sabe. Pode ser que determinado ingrediente tenha sido a causa, ou a estocagem e transporte da vacina. A Pfizer listou os ingredientes de sua vacina. Eles podem ser organizados em quatro categorias básicas: Gorduras, Sais, Açúcar e um Ingrediente ativo (30 mcg de um RNA mensageiro) que codifica o spike viral do vírus e assim ajuda a criar anticorpos para atacá-lo.
Não, cabe a cada estado e prefeitura decidirem como distribuir as vacinas que recebem do Ministério da Saúde. Portanto, as pessoas que moram em um estado ou cidade podem ter cronogramas de elegibilidade e priorização diferentes dos familiares e amigos que moram em outro estado ou cidade.
Em epidemiologia, a “eficácia” e a “efetividade” de uma vacina são conceitos diferentes. A eficácia da vacina é quanto ela se propõe a proteger o grupo de estudo (controlado) na fase 3. O objetivo é checar se um certo limiar de eficácia (ex.: 50%) é igualado ou superado para assim possibilitar o registro oficial da vacina. A efetividade é a eficácia demonstrada pela vacina numa população (não controlada), na vida real – fase 4. O seu objetivo é possibilitar o cálculo de quanta gente haverá de ser vacinada nessa população até se alcançar a imunidade coletiva.
A BCG (Bacillus Calmette-Guérin) é uma vacina usada para prevenir tuberculose em crianças e tem alto potencial de resposta imunológica contra outras infecções. A proteção contra a Covid-19 pode ser evidente devido à imunidade inata da ação celular contra vírus e bactérias. Ela está sendo testada em profissionais da saúde no Rio de Janeiro (RJ), que visa reduzir os impactos da doença em infectados.
É um pedido feito antes do registro final para aplicar a vacina em um grupo específico da população. Pode ser realizado com a fase 3 em andamento. A autorização de uso emergencial é um mecanismo que pode facilitar a disponibilização e o uso das vacinas contra Covid-19, ainda que não tenham sido avaliadas sob o crivo do registro, desde que cumpram com os requisitos mínimos de segurança, qualidade e eficácia.
A taxa mínima fixada pelo CDC americano e também pela ANVISA para registrar vacinas candidatas é 50%. A vacina que garantir que, após aplicada a uma parcela X da população, a imunidade de rebanho será alcançada num período Y. Por exemplo, suponha que de 1000 pessoas, 500 são vacinadas. Se a taxa de eficácia da vacina usada for superior a 50%, então terá de se vacinar menos de 100% da população para se atingir a imunidade de rebanho, digamos em um ano. Se a taxa for menor que 50%, mesmo vacinando 100% da população a imunidade de rebanho não será atingida. Portanto, essa vacina não interessa.
Sim. Das 112.807 pessoas vacinadas nos EUA na primeira semana de vacinação com a vacina da Pfizer, 3.150 (ou 2,97%) relataram sintomas após a vacinação que os impossibilitaram de realizar atividades diárias ou de trabalho. A maioria não requereu cuidados médicos. Seis pessoas desenvolveram uma reação alérgica grave chamada de anafilaxia, a maioria já tinha precedentes alérgicos severos.
Não. Em geral, apenas em algumas poucas pessoas já super-alérgicas a algo. Fora o mRNA, que não produz alergia, os outros nove ingredientes da vacina da Pfizer como sais, substâncias gordurosas e açúcares que estabilizam a vacina. O único com histórico de causar reações alérgicas é o polietilenoglicol, ou PEG, que ajuda a empacotar o mRNA em uma bainha oleosa, protegendo-o conforme ele penetra nas células humanas. Mas ele muito raramente causa alergia.
Não. As crianças não foram incluídas nos testes em andamento para uma vacina Covid-19, em nenhum caso. A Pfizer recentemente apresentou um pedido de autorização de uso de emergência para vacinação até os 16 anos. A Moderna está prestes a iniciar um estudo semelhante. A Oxford-AstraZeneca tem aprovação para inscrever crianças de 5 a 12 anos em ensaios clínicos, mas ainda não inscreveu nenhuma criança em testes nos EUA. A Sinovac, fabricante da vacina Coronavac, anunciou que lançará as fases I e II de um teste clínico abrangendo mais de 500 crianças de 3 a 17 anos na China.
Não. Ainda não, porém é uma possibilidade num futuro próximo. Depende de haver (ou não) imunidade de rebanho no país de origem e de escala/destino. Ou da pressão por fomentar o turismo, como atualmente na União Europeia que propõe um Passaporte Vacinal para permitir viajar dentro do bloco.
Sim. Essas pessoas também desempenham um papel na disseminação de Covid-19, apenas não se sabe em que medida. Por isso, fique a pelo menos 2 metros de distância dos outros em todo momento, mesmo você – ou eles – não apresentando nenhum sintoma. Especialmente no caso de pessoas com comorbidades, que têm maior risco de adoecer com gravidade se contaminadas pelo novo coronavírus.
Limiar significa limite. Um limiar de eficácia de uma vacina de 50%, registrado na fase 3 significa que o número dos que tomaram placebo e se contaminaram igualou o número dos que se vacinaram e também se contaminaram. Ou seja, grosso modo, a chance de um indivíduo saudável, em condições normais, ficar protegido com a vacina na fase 4 será de 50% ou coisa parecida. Arbitrariamente, a autoridade sanitária pode considerar que abaixo disso não vale a pena investir na vacina porque a imunidade de rebanho dificilmente será alcançada num período de tempo razoável.
Porque os testes de diagnóstico PCR, que acusam ou desmentem a infecção nas duas ocasiões, não reportam a sequência genética do vírus. Por isso, é impossível saber se se trata de uma reinfecção (com um segundo vírus) ou se é o ressurgimento do primeiro vírus, que ficou no corpo sem ser notado.
Por vários motivos, alguns desconhecidos. Muitas coisas ficarão claras somente depois da vacinação em massa. Não se sabe, por exemplo, se essas vacinas de primeira geração produzem anticorpos suficientes para deter o vírus no seu principal ponto de ingresso no organismo: o nariz (mucosa) e a boca.
Sim. A infecção leva o organismo a naturalmente produzir anticorpos que combatem o vírus. Adicionar a vacina a esse esforço imunológico dificilmente irá prejudicar. Mas para vacinar é necessário aguardar o completo restabelecimento e no mínimo quatro semanas após o início dos sintomas (ou do primeiro resultado positivo no exame de RT-PCR).
As vacinas que foram desenvolvidas para a proteção contra o novo coronavírus são: 1) Vacinas de mRNA – contêm material do vírus que causa a Covid-19, que dá às nossas células instruções sobre como fazer uma proteína inofensiva que é exclusiva do vírus (Pfizer/BioNTech; Moderna; Fosun Pharma); 2) Vacinas de subunidade de proteína (ou protéicas subunitárias) – incluem pedaços inofensivos (proteínas) do vírus que causam Covid-19 em vez de todo o germe (Novavax); 3) Vacinas de vetor viral (adenovírus) – contém uma versão enfraquecida de um vírus vivo – um vírus diferente daquele que causa a Covid-19 – que possui material genético do vírus que causa a Covid-19 inserido nele (AstraZeneca/Oxford; Johnson-Janssen; Sputnik V); 4) Vacina de vírus inativado – contém amostras do vírus que causa a Covid-19 morto (inativado). Sinovac/Instituto Butantan.
Não se sabe. Na China, onde já está sendo aplicada, o custo anunciado oficialmente é de 200 yuan ($29.75) por dose, reportou a Reuters. Em setembro, uma fonte da Sinovac, a empresa desenvolvedora da vacina, disse que o custo de cada dose nunca seria $1,96, como anunciado pelo Governador de São Paulo. Em dezembro, segundo pessoas que já receberam a vacina do Sinovac, a empresa está cobrando cerca de US$ 30 a dose.
As pessoas com comorbidades, ou seja, com doenças que podem agravar a situação de saúde da pessoa em caso de uma contaminação com o Sars-Cov-2, devem ser vacinadas da 3a etapa da vacinação. São consideradas morbidades prioritárias: diabetes mellitus, hipertensão arterial grave, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido, anemia falciforme, câncer, obesidade grau III. Nessa fase também serão vacinadas pessoas com deficiência permanente severa.
O sistema imunológico é projetado para lidar com quantidades significativas de antígenos que desencadeiam uma resposta imunológica. Somos bombardeados por antígenos, todos os dias… na sua comida, no ar que você respira. Por outro lado, a quantidade de antígenos que estão nessas vacinas é extraordinariamente limitada. Essas pequenas quantidades não vão sobrecarregar o sistema imunológico.
Sim. Variantes carregam mutações que o vírus experimenta para se adaptar ao ambiente e sobreviver. Ainda assim, a vasta maioria das pessoas em todo o mundo ainda não foi infectada, e por isso o vírus ainda não precisa fazer isso com vigor. Somente imunizar cerca de 60% da população em cerca de um ano e manter o número de casos baixo enquanto isso acontece, ajudará a minimizar as chances de o vírus sofrer uma mutação significativa.
Sim. Mas com cautela. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) indicam que aqueles com histórico de reações alérgicas graves, como anafilaxia a qualquer outra vacina ou terapia injetável, ainda podem receber a vacinação Pfizer Covid-19, mas devem falar com seu médico primeiro. Essas pessoas devem ser monitoradas por 30 minutos após a vacinação. Os fabricantes das vacinas Pfizer-BioNTech e Moderna sugerem não tomar a vacina se tiver tido uma reação alérgica grave a qualquer ingrediente da vacina, ou após uma dose anterior da vacina.
Os primeiros a ser vacinados serão os trabalhadores da área de saúde: profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e também profissionais de apoio, como cozinheiros e pessoal da limpeza de hospital, motoristas de ambulância, cuidadores de idosos etc. Indígenas aldeados em terras demarcadas, pessoas com 60 anos ou mais em lares para idosos e pessoas de 75 anos ou mais também devem receber a vacina nessa primeira fase.
O que sabemos é que as vacinas anti-Covid, são mais (Pfizer e Moderna) ou menos (CoronaVac, Oxford-AstraZeneca) eficazes na prevenção da doença quando sintomática, leve ou grave. Elas parecem evitar que as pessoas fiquem doentes o suficiente para desenvolver os sintomas e, o que é mais importante, que fiquem gravemente doentes e acabem no hospital, ou no cemitério. Isso é muito bom.
Não. Existem ainda mais de 200 vacinas candidatas anti-Covid-19, muitas das quais usam diferentes processos e tipos de tecnologia. Algumas delas funcionarão melhor para pessoas diferentes, como idosos, mulheres grávidas ou pessoas com doenças crônicas. Por exemplo, as vacinas de “adenovírus”, das quais a vacina da Universidade de Oxford é uma, parecem ser boas na indução de células T. E a vacina da Universidade de Queensland (Austrália) parece bem posicionada para induzir respostas imunológicas especificamente em pessoas mais velhas.
A quarta fase será voltada para imunizar os trabalhadores da educação, população em situação de rua, membros das forças de segurança e salvamento, trabalhadores do transporte coletivo e transportadores rodoviários de carga e funcionários do sistema prisional e população carcerária.
Não. De fato, todas as vacinas Covid-19 diminuem em muito a probabilidade de você pegar a Covid-19. Mas também ajudam a evitar que você adoeça gravemente, mesmo se for pego pela Covid-19. E também podem proteger as pessoas ao seu redor, particularmente aquelas com risco aumentado de sofrer doenças graves causadas pela Covid-19.
Não. A fuga da imunidade requer que um vírus acumule uma série de mutações, cada uma permitindo que o patógeno corroa a eficácia das defesas do corpo. Alguns vírus, como a gripe, acumulam essas mudanças com relativa rapidez. Mas até esse vírus precisa de cinco a sete anos para coletar mutações suficientes para escapar totalmente do reconhecimento imunológico.
Pessoas com infecções ativas por Covid-19 devem isolar-se, portanto, não devem ser vacinadas. Geralmente, os pacientes são examinados quanto a sintomas de doença antes de qualquer vacinação, e as vacinações são adiadas se você estiver doente. Mas mesmo se você de alguma forma puder tomar uma vacina Covid-19 enquanto estiver doente, você não deveria, porque o coronavírus que a causa pode afetar o funcionamento do seu sistema imunológico.
Não. Os cientistas citam várias razões para permanecer cauteloso ao iniciar sua vida pós-vacina. As pessoas vacinadas ainda devem usar máscaras e evitar grandes grupos e reuniões internas, quando possível. As vacinas não oferecem proteção perfeita; ainda não sabemos se as pessoas vacinadas podem espalhar o vírus; e o coronavírus provavelmente continuará sua rápida disseminação até que uma grande maioria da população seja vacinada ou tenha sobrevivido a uma infecção natural.
Não. A diferença é mínima, e não reflete plenamente a proteção ao vírus. No ensaio clínico de uma vacina candidata, a eficácia não é medida em termos de proteção à infecção, mas comparando os voluntários que no teste tomaram a vacina e apresentaram sintomas versus os que também apresentaram sintomas sem tê-la tomado. Fora isso, cada ensaio das vacinas conhecidas foi diferente do outro e as suas taxas de eficácia devem refletir isso.
Isso os ensaios clínicos não testaram. Nos ensaios clínicos para a vacina AstraZeneca, a eficácia contra a infecção assintomática foi de apenas 27% – sugerindo que os vacinados geralmente ainda podem transmitir a doença – mas o número de casos foi muito pequeno para tirar conclusões.
Fontes: cdc.gov | info-coronavirus.be | who.int | cnn.com | mayoclinic.org 1 | mayoclinic.org 2 | time.com | hsph.harvard.edu
Agradecemos a colaboração inestimável do Dr. Jaime Olavo Marquez, neurologista, e da Dra. Patrícia Bonazzi, infectologista, na revisão das informações.
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Por exemplo: Você esteve a um metro e meio de alguém que tem Covid-19 por pelo menos 15 minutos. Você recebeu em casa alguém doente com Covid-19. Você teve contato físico direto com essa pessoa (a tocou, abraçou ou beijou). Você compartilhou com ela utensílios para comer ou beber.
A “testagem em grupo” consiste em testar várias amostras de muitas pessoas ao mesmo tempo, visando economizar tempo, reagentes químicos e dinheiro. Considerando que a testagem em massa no Brasil é tão necessária quanto insignificante no momento, a “testagem em grupo” poderia ser uma solução de emergência. A modalidade já está sendo usada na India, Ruanda, Israel, Alemanha, China e outros.
Em algumas pessoas, anosmia é o primeiro ou um sintoma precoce e, para alguns, o único sintoma, da Covid-19. Portanto, é tentador olhar a anosmia como diagnóstico. Porém, outros sintomas devem ser checados também ao formular o diagnóstico. Uma súbita perda de olfato, especialmente em uma cidade com grandes taxas de infecção, está provavelmente associada a Covid-19. Os médicos já recebem orientações para testar a função olfativa .
Anosmia (perda do olfato), hiposmia (diminuição do olfato) e ageusia (perda do sentido do paladar) são sintomas menos comuns e difíceis de mensurar de forma objetiva. Um estudo com indivíduos hospitalizados e positivos para a Covid-19 na Itália verificou que 33,9% deles apresentaram pelo menos uma alteração de olfato ou paladar, e 18,6%, ambas. Os sintomas foram mais frequentemente relatados por mulheres (52,6% versus 25%) e por aqueles mais jovens (mediana de 56 anos). Na Alemanha,na Suíça, na Itália e na Coréia do Sul, médicos relatam casos semelhantes, com muitos pacientes exibindo também ageusia.
Com as medidas de isolamento e distanciamento social, a prática de exercícios físicos em parques ou academias, clubes, fica restrita. Entretanto, a OMS tem recomendações detalhadas sobre a quantidade de atividade física que pessoas de todas as idades devem fazer para beneficiar sua saúde e bem-estar. Há recomendações de níveis mínimos de atividade física para cada segmento.
Um estudo mostra que o nariz é o provável ponto de partida para infecções por COVID-19. Pesquisadores descobriram um gradiente de infecciosidade que diminui do trato respiratório superior para o inferior: as células mais facilmente infectadas estão na cavidade nasal e as menos facilmente infectadas profundamente nos pulmões.
A capacidade de contágio do novo coronavírus é maior do que a do vírus da gripe, porém demora mais para um novo infectado manifestar sintomas. Segundo a OMS o novo coronavírus tem grau de contágio entre 2 e 3, que é considerado moderado. Em junho, a taxa de mortalidade reportada por uma pesquisa nacional abrangendo 133 cidades e quase 90 mil pessoas testadas para a Covid-19 revelou ela estar próxima de 1%. O valor é 75% menor do obtido com a notificação oficial, que chega a mais de 4%.
Esse índice é chamado número básico de reprodução, ou R0, e serve para calcular quantas pessoas saudáveis alguém doente é capaz de contaminar.O valor é calculado com base em modelos matemáticos complexos e sofre influência de diversos fatores, tais como biológicos, sócio-comportamentais e ambientais, de acordo com o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.
Trata-se de uma apresentação aguda, grave e potencialmente fatal, segundo Alerta emitido em maio pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Recentemente, o “Centers for Disease Control and Prevention (CDC)” americano sugeriu o termo “síndrome inflamatória multissistêmica associada a Covid-19” e que para definição de caso necessita a confirmação da infecção pelo SARS-CoV-2, soroconversão ou exposição à Covid-19 nas últimas quatro semanas antes do início dos sintomas.
A produção descontrolada de uma molécula chamada citocina é liberada na circulação sanguínea. Ela inflama o endotélio, que é o revestimento dos vasos sanguíneos. O fenômeno tem aparecido em muitos casos de Covid-19 severa e é causado por uma reação potencialmente fatal do sistema imunológico. Acredita-se que tempestades de citocina foram responsáveis por muitas das mortes durante a pandemia de influenza de 1918, que matou um número desproporcional de jovens adultos.
Se uma tempestade de citocina ocorre nos pulmões, por exemplo, os líquidos e as células imunológicas como macrófagos podem acumular-se e eventualmente obstruir as vias aéreas, isto pode resultar em morte por asfixia, uma vez que se as vias respiratórias estivessem bloqueadas, não haveria absorção de oxigênio. Trata-se, porém, de uma especulação científica, ainda sem evidências robustas a sustentá-la.
Pesquisadores australianos publicaram um estudo na revista Nature Medicine mostrando que encontraram quatro células do sistema imunológico que são responsáveis por combater a Covid-19. É a primeira descoberta do gênero e o objetivo da pesquisa foi viabilizar a criação de medicamentos, como uma vacina.
Ao contrário. Trata-se de uma doença aguda acompanhada de uma síndrome hiperinflamatória, levando a falência e choque de múltiplos órgãos. Essa síndrome pode estar relacionada à Covid-19 com base em testes laboratoriais iniciais que mostram sorologia positiva na maioria dos pacientes.
A contaminação cruzada é a transferência de contaminantes biológicos, como microrganismos patogênicos, entre alimentos, superfícies e materiais de produção. O manipulador pode estar envolvido nisso ou não. Se ele estiver infectado certamente pode infectar alimentos, utensílios etc. e eventualmente disseminar o vírus.
Coágulos sanguíneos que podem causar derrames, ataques cardíacos e bloqueios perigosos nas pernas e pulmões são cada vez mais encontrados em pacientes com Covid-19, incluindo algumas crianças . Até pequenos coágulos que podem danificar os tecidos do corpo foram vistos em pacientes hospitalizados e em autópsias.
De fato, as pessoas mais velhas são fortemente impactadas pela Covid-19 devido às alterações fisiológicas associadas ao envelhecimento, diminuição da função imune e multimorbidade, etc. Porém, os mais jovens não são invencíveis. Entre 10% e 15% das pessoas com menos de 50 anos têm infecção moderada a grave. Casos graves da doença foram observados em pessoas na adolescência ou na faixa dos 20 anos, com muitos exigindo cuidados intensivos e alguns, infelizmente, falecendo.
Um novo estudo da Escola de Medicina Icahn no Monte Sinai sugere que coágulos sanguíneos, especialmente nos pulmões, podem desempenhar um papel em casos graves de Covid-19. Até pequenos coágulos que podem danificar os tecidos do corpo foram vistos em pacientes hospitalizados e em autópsias, confundindo a compreensão dos médicos sobre o que antes era considerado principalmente uma infecção respiratória.
Há fortes disparidades raciais nas taxas de casos e mortes de Covid-19. Nos Estados Unidos, as porcentagens de pessoas negras afetadas eram mais do que o dobro da proporção de negros na população em geral. No Reino Unido mulheres grávidas de etnia negra, asiática e minorias são mais propensas do que outras mulheres a serem internadas no hospital por coronavírus. No Brasil a população negra também é um dos grupos de risco, variando tanto por comorbidades que atingem negras e negros em maior número, caso da hipertensão, da diabetes e da anemia falciforme, ou pela letalidade social, motivada por disparidades estruturantes da sociedade brasileira.
Complicações neurológicas graves — que incluem inflamação, psicose e delírio — foram descobertas em 43 casos de pacientes com Covid-19 por pesquisadores da University College London (UCL). Distúrbios cerebrais, derrames, danos no Sistema Nervoso Central e outros efeitos graves no cérebro, também.
Dados da China e dos EUA e uma revisão de estudos publicados até 1º de maio mostram que a doença em crianças é assintomática, leve ou moderada em 88-97% dos casos. Apenas cerca de 0,6-2% das crianças são admitidas em terapia intensiva e 0-0,18% dos casos estão associados a um resultado fatal.
Dois estudos ingleses associaram baixos níveis do hormônio vitamina D a casos mais graves de Covid-19 e às suas taxas de mortalidade. Porém, o fato da deficiência de vitamina D ser encontrada em formas mais importantes de infecções respiratórias virais agudas, não significa uma relação causal que indique a reposição da mesma.
Em algumas pessoas, anosmia é o primeiro ou um sintoma precoce e, para alguns, o único sintoma, da Covid-19. Portanto, é tentador olhar a anosmia como diagnóstico. Uma súbita perda de olfato, especialmente em uma cidade com grandes taxas de infecção, está provavelmente associada a Covid-19. Os médicos já recebem orientações para testar a função olfativa .
A distância de 1,5m é minimamente segura, mas o ideal, seria 1,8m, já que a maioria das gotículas atingem até 1,8m de distância. Entretanto, o papel da formação de aerossol, partículas menores que podem percorrer maiores distâncias pelo ar, na transmissão do novo coronavírus, não está bem definido.Grandes gotas de muco expelidas com extrema força (ex.: tosse ou espirro) ou transportadas pelo vento também podem viajar bem mais de um metro e meio antes de cair.
A OMS define a transmissão aérea como “a disseminação de um agente infeccioso causado pela disseminação de núcleos de gotículas que permanecem infecciosos quando suspensos no ar por longas distâncias e tempo”. Há novas evidências de que se as gotículas não permanecem no ar por um tempo, os aerossóis sim o fazem.
Com certeza, esse número mínimo de partículas virais necessárias para semear uma infecção por coronavírus está entre… um e um milhão. Mas é seguro dizer que se expor ao novo coronavírus tem maior probabilidade de causar infecção e levar a sintomas mais graves. É por isso que é importante evitar espaços internos lotados, usar máscaras e lavar as mãos.
Existem três estágios diferentes da infecção para pessoas que desenvolvem sintomas da Covid-19: viral, pulmonar e grave. Nesta última, o paciente desenvolve uma resposta inflamatória descontrolada do sistema imunológico que causa a maioria das condições críticas que podem causar a morte. A fase viral é experimentada por 80% dos pacientes e nela o vírus se replica muito rapidamente no sistema respiratório. Na fase pulmonar, que afeta 20% dos pacientes, estes podem desenvolver um tipo muito específico de pneumonia, atacando ambos os pulmões e causando problemas respiratórios.
Existem três estágios diferentes: a fase pulmonar afeta 20% dos pacientes que podem desenvolver um tipo muito específico de pneumonia, atacando ambos os pulmões e causando problemas respiratórios. Ela é precedida pela fase viral: quando o vírus se replica muito rapidamente no sistema respiratório; e é seguida pela fase grave, em que um grupo pequeno de pacientes desenvolve uma resposta inflamatória descontrolada do sistema imunológico que causa a maioria das condições críticas que podem causar a morte.
É menor. Os dados até o momento sugerem que 80% das infecções são leves ou assintomáticas, 15% são infecções graves, que requerem oxigênio e 5% são infecções críticas, que requerem ventilação. Essas frações de infecção grave e crítica seriam maiores do que as observadas para a infecção por influenza.
Sim, a grande maioria das pessoas que tiveram Covid-19 desenvolve uma resposta de anticorpos. No entanto, embora a comunidade científica seja geralmente otimista, não se sabe se as pessoas que foram infectadas e recuperadas são geralmente ‘imunes’ à infecção ou se podem ser reinfectadas.
O intervalo serial para o vírus Covid 19 é estimado em 5-6 dias, enquanto que para o vírus influenza, o intervalo serial é de 3 dias. Contudo, a afirmação de que a gripe se espalhe mais rapidamente é provável, mas não conclusiva. O espalhamento depende de varios fatores. Um deles é o intervalo serial.
A imunidade de rebanho é a porcentagem de uma população que precisa ter contraído o SARS-COV-2 (e estar presumivelmente imunizado) para que mesmo quem não teve a doença deixe de correr risco de se infectar. Não há dados suficientes, porém alguns pesquisadores a estimam entre 60 e 80% para o vírus não circular mais e a doença desaparecer. Outros afirmam que esses níveis seriam muito inferiores no caso do novo coronavírus.
Esse valor varia entre 50% e 80% da população. Na Espanha apenas 5% da população foi infectada na primeira onda viral. Na Suécia, 7%. No Brasil a taxa está em menos de 3% após 4 meses de pandemia (julho). A esse passo, esperar pela imunidade de rebanho se configurar antes da vacinação em massa, o custo em termos de vidas perdidas seria imenso.
Na primeira semana de junho 2020, quase 50% das hospitalizações (47,7%) atingiam a faixa de 20 a 49 anos. Essa faixa etária responde por 28% dos mortos por Covid 19. Dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) americano mostram que no grupo de infectados com 20 a 44 anos, entre 2% e 4% dos casos levaram a internações na UTI e menos de 1% foram fatais (informações coletadas até a terceira semana de março/2020).
Existem três estágios diferentes da infecção para pessoas que desenvolvem sintomas da Covid-19: o primeiro é quando o vírus se replica muito rapidamente no sistema respiratório. Os sintomas são semelhantes aos da gripe comum e em cerca de 80% dos pacientes desaparecem após 6 a 10 dias. É a chamada fase viral. Depois dela vem as fases pulmonar e grave.
Sim. Segundo a OMS, os benefícios do contato próximo e amamentação precoce e exclusiva supera os riscos de uma potencial transmssão pelo leite materno. Desta forma, a mãe deve amamentar, se tiver condicão clínica e tomar cuidados para evitar a trasmissão por contato ou gotículas, higienizando as mãos e utilizando máscara facial durante as mamadas.
É provável que as crianças contraiam a Covid-19 através do contato com familiares infectados, particularmente em países onde o fechamento da escola e o distanciamento físico estrito foram implementados. Em uma publicação da Itália, a exposição ao novo coronavírus de uma fonte fora da família da criança representou 55% dos casos de infecção, enquanto em outra coorte italiana, 67,3% das crianças tinham pelo menos um dos pais que testou positivo para a infecção por SARS-CoV-2.
Dentre os infectados, entre 15% e 18% são hospitalizados. Desses, 1 em cada 4, os gravemente doentes, necessitam de cuidados em terapia intensiva. Nesse caso, sim, a taxa de mortalidade é alta: 61,5%, a julgar pela experiência da China (hospital Wuhan Jin Yin-tan, entre final de Dezembro e 26 de janeiro 2020).
Segundo um estudo americano abrangendo 186 pacientes com média de idade de 8,3 anos apontou que 148 (80%) receberam terapia intensiva, 37 (20%) receberam ventilação mecânica, 90 (48%) receberam suporte vasoativo e 4 (2%) morreram. Os aneurismas das artérias coronárias (escores z ≥2,5) foram documentados em 15 pacientes (8%), e os aspectos semelhantes à doença de Kawasaki foram documentados em 74 (40%).
A máscara, seja a do tipo profissional, seja a artesanal, feita em casa, não é hermeticamente fechada, portanto, não gera asfixia (quando a pessoa é sufocada). Ela não interfere no processo da respiração humana, ou seja, a inspiração de oxigênio e a eliminação do dióxido de carbono, não comprometendo a oxigenação do organismo. Como as máscaras são permeáveis, o ar entra e sai pelo tecido normalmente, e não há risco de hiperventilação (quando a frequência respiratória se acelera) nem de se ter a chamada síndrome de hipercapnia (quando há presença de doses excessivas de dióxido de carbono no sangue).
Surtos haverá, mas as crianças talvez não serão as maiores culpadas. Um grande e novo estudo da Coréia do Sul mostrou que crianças menores de 10 anos transmitem para outras pessoas com muito menos frequência do que os adultos. E aqueles entre 10 e 19 anos podem espalhar o vírus pelo menos tão bem quanto os adultos.
Alguns terão problemas nos pulmões mesmo depois de se recuperarem da doença – uma condição que os médicos chamam de “fibrose pós-COVID”. Eventualmente, eles podem precisar se submeter a cirurgia ou transplante de órgão. Outros desenvolverão danos cardíacos duradouros. Evidências mostram que a Covid-19 não só prejudica os pulmões, mas também o sistema cardiovascular e pode causar problemas cardíacos crônicos.
Uma análise mais aprofundada das taxas de mortalidade por ventilação mostrou que 76,4% tinham entre 18 e 65 anos, e os números de mortalidade subiram para 97,2% entre aqueles com 65 anos ou mais. Por outro lado, entre as mesmas faixas etárias daqueles que não necessitaram de tratamento ventilatório, as taxas de mortalidade foram de apenas 19,8% e 26,6%, respectivamente.
Um dos maiores estudos dos EUA para identificar a obesidade como um importante fator de risco para Covid-19, analisou dados de mais de 4.000 pacientes em março-abril 2020. A obesidade resultou ser mais importante para a hospitalização do que a pressão alta, a diabetes, uma doença coronariana, câncer, doença renal, ou mesmo pulmonar.
Atualmente a OMS reconhece que a transmissão do vírus por aerossóis pode ter sido responsável por “surtos de Covid-19 relatados em locais fechados, como restaurantes, boates, locais de culto ou locais de trabalho onde as pessoas podem estar gritando, conversando ou cantando”. E que, em espaços internos lotados, o vírus pode permanecer no ar por horas e infectar outras pessoas, e pode até gerar os eventos chamados de “superespalhadores”.
Especialistas afirmam que uma possível crise de doenças mentais está se aproximando. Milhões de pessoas em todo o mundo estão cercadas por mortes e doença e sendo forçadas ao isolamento, pobreza e ansiedade pela pandemia do COVID-19. Várias sessões das sociedades estão vulneráveis ao sofrimento mental – incluindo crianças e jovens isolados de amigos e da escola, e profissionais de saúde que estão vendo milhares de pacientes infectados e morrendo pelo novo coronavírus.
Ela varia muito de país em país, e em muitos casos nem é conhecida. Contudo, insignificante ela não é. Pesquisadores do Scripps Research Translational Institute revisaram dados de 16 grupos diferentes de pacientes com Covid-19 de todo o mundo para ter uma idéia melhor de quantos casos de coronavírus podem ser atribuídos a pessoas que espalham o vírus sem nunca saberem que estavam infectadas. Sua conclusão: no mínimo, 30% e, provavelmente, 40% a 45%.
De fato, a anosmia (perdade olfato) e a ageusia (perda de paladar) acontecem raramente com outros vírus. Num estudo da CDC americana, elas foram reportadas por apenas 3,5% dos pacientes com a Covid 19 estudados. Ao contrário, um estudo com indivíduos hospitalizados e positivos para a Covid-19 na Itália verificou que 33,9% deles apresentaram pelo menos uma alteração de olfato ou paladar, e 18,6%, ambas.
Não era, mas a opinião dos médicos agora mudou. A perda de olfato é um sintoma, sim. Em um estudo europeu publicado em abril de 2020, descreveram disfunções de olfato e paladar cerca de 86% e 88% dos 417 pacientes infectados. Dentre eles, cerca de 13% relataram fantosmia (alucinação olfativa) e 32% tiveram parosmia; de todos os 76 pacientes que não apresentaram obstrução nasal ou rinorreia (corrimento nasal excessivo), quase 80% apresentaram anosmia ou hiposmia.
Esse risco ninguém controla. Durante o percurso a pessoa pode cruzar ou sofrer um imprevisto e acabar tendo contato com outros a uma distância imprudente. Fazer a caminhada depende dela não apresentar sintomas (perigo para outros) e conhecer o percurso e ambiente em que a caminhada será feita (perigo para ela). Um detalhe: se na sua região tiver sido declarada a quarentena, você não pode sair à rua.
Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), desde que todas as seguintes condições forem atendidas: 1) não ter febre há pelo menos 72 horas sem o auxílio de medicamentos para redução da febre; 2) todos os outros sintomas, como tosse e falta de ar, desapareceram completamente; 3) pelo menos sete dias se passaram desde que a pessoa se tornou sintomática; e dois testes de diagnóstico da Covid-19 negativos com 24 horas de intervalo.
Ainda não se sabe. Os poucos meses desde o início da doença ainda são insuficientes para concluir a duração da imunidade à Covid-19. O vírus pode desaparecer após cinco ou mais anos após causar uma grande epidemia, gerando imunidade permanente, ou pode entrar em circulação com surtos de tempos em tempos, como ocorre com alguns agentes da gripe.
A precisão dos testes de RT-PCR é inerentemente limitada. O FDA americano recomenda 40 ciclos de amplificação, mas depois deles realizados, muito pouco do material genético do vírus pode estar presente para ser detectável. Mesmo quando os testes de diagnóstico não são defeituosos e são executados corretamente, algumas pessoas que testam negativo para SARS-CoV-2 realmente estão infectadas – a leitura “falso negativo”. Contudo, o teste RT-PCR é considerado o mais confiável de todos os testes de diagnóstico do Covid19 semelhantes.
Essa propagação assintomática é única no caso do SARS-CoV-2, o vírus responsável pela Covid-19. A maioria dos vírus respiratórios causa sintomas e doenças quando infectam seus hospedeiros. O SARS-CoV-2 , no entanto, também pode infectar hosts silenciosamente e usá-los como peões involuntários em sua campanha infecciosa.
Depende do material usado na roupa. O novo coronavírus pode viver até três dias em plástico, o material de que botões ou até camisas e saias são feitos. Todavia, “vírus envelopados”, como os da família coronavírus, são menos estáveis em superfícies porosas como tecidos de algodão. Fora isso, a sobrevivência do Covid 19 na roupa depende da temperatura e umidade. A roupa, enfim, não é um transmissor importante do coronavírus, mas para garantir convém se trocar ao chegar em casa, e lavar a roupa descartada muito bem.
A OMS reporta que as crianças devem receber tratamento anti-inflamatório, incluindo imunoglobulina parentérica e esteroides. Um estudo americano abrangendo 186 pacientes com média de idade de 8,3 anos apontou o uso de terapias imunomoduladoras: imunoglobulina intravenosa foi utilizada em 144 (77%), glicocorticoides em 91 (49%) e inibidores de interleucina-6 ou 1RA em 38 (20%).
Clinicamente, a infecção pela Covid-19 se mostra mais leve em crianças, e muitos estudos relataram crianças com infecção por Covid-19 assintomática. Não se sabe ainda o motivo. Uma hipótese sugere que isso se deve à baixa expressão dos receptores da ECA2, à alta plasticidade do sistema imunológico ou à exposição de outros coronavírus que geralmente são comuns em crianças.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças têm relatado consistentemente que as crianças não parecem estar em maior risco de Covid-19 do que os adultos. Enquanto algumas crianças e bebês estão doentes com Covid-19, os adultos compõem a maioria dos casos conhecidos até o momento. O estudo confirmou relatórios anteriores vindos da China.
Os casos confirmados só são determinados via testagens e estas só ocorrem para pacientes com sintomas mais graves ou nos grupos de risco. O número total de infectados é muito maior do que o número de casos confirmados. Por exemplo, se 2% a 4% foi o número de mortes oficialmente causadas pela doença, a taxa de mortalidade do vírus, por estar baseada apenas num pequeno número de casos confirmados, se dissolvida no total de infectados, seria na realidade muito reduzida.
A taxa de letalidade é um parâmetro usado para medir a gravidade de uma doença como a Covid-19, por exemplo. Ela é representada pelo percentual de pacientes com a doença que evoluem para óbito em decorrência dessa doença. A taxa de letalidade é bem diferente da taxa de mortalidade. Enquanto a letalidade mede a chance da pessoa com a doença vir a morrer em consequência dela, a mortalidade mede a chance de uma pessoa sem a doença vir a tê-la e, em seguida, morrer. A informação é da OMS e na realidade cada país apresenta uma taxa peculiar, que também varia com o tempo. Em abril 2020, por exemplo, na China era de 4%, nos EUA 2,7%, Itália 10% e Brasil em torno de 5%.
A produção excessiva de citocinas pró-inflamatórias leva ao agravamento da Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) e a danos generalizados nos tecidos, resultando em falência de múltiplos órgãos e morte. A síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) é uma doença grave desafiadora em terapia intensiva. Ocorre devido a um processo inflamatório pulmonar que induz edema pulmonar não hidrostático rico em proteínas. Controlar a multiplicação das citocinas durante o tratamento de pacientes com Covid-19 pode melhorar as taxas de sobrevivência e reduzir a mortalidade.
O novo coronavírus pode passar de pessoa para pessoa em pequenas gotículas chamadas aerossóis que flutuam no ar e podem ali ficar durante 3 ou 4 minutos. Medidas que melhoram a ventilação dos espaços internos, além de outras como evitar os espaços internos e usar máscara nas reuniões em espaços fechados, podem reduzir as chances de se infectar e/ou de infectar outros.
Durante março e abril, em Singapura, 213 crianças com idade ≤ 16 anos foram testadas para SARS-CoV-2. Elas moravam em 137 domicílios com um total de 223 adultos (pacientes índice) com Covid-19 confirmado. A transmissão de adultos para crianças ocorreu em apenas 5,2% dos domicílios com exposição confirmada à Covid-19.
A “transmissão potencialmente pré-sintomática” – transmissão do vírus antes do aparecimento dos sintomas – é um dos principais fatores de transmissão da influenza. No caso da Covid 19 tem havido, sim, algumas pessoas em condições de transmitir o vírus de 24 a 48 horas antes do início dos sintomas, porém, isso não parece ser o principal fator de transmissão.
Os resultados desse teste são confiáveis mas demoram 5 a 10 dias em serem comunicados ao paciente pelo laboratório. A menos que este tenha sobrevivido dentro de uma proveta nesse período, os resultados podem já ser irrelevantes quando entregues. Por isso, os laboratórios privados que comercializam o teste RT-PCR em geral evitam mencionar prazo de entrega de resultados na propaganda.
A vacina da gripe não protege contra o COVID-19. Ao se vacinar, você estará evitando problemas respiratórios que podem ser graves e muito semelhantes aos causados pelo coronavírus, além de evitar os sintomas comuns como febre, tosse e dores no corpo. A vacina da gripe é trivalente, ou seja, imuniza contra três tipos de vírus: H1N1, H3N2 e Influenza B. A cada ano, ela muda, para proteger contra os tipos mais comuns do vírus naquela época.
Há dois tipos de vacinas disponíveis contra o pneumococo: a vacina de polissacarídeo 23 valente e a vacina conjugada heptavalente. Nenhuma delas aumenta a resistência à infecção causada pelo novo coronavírus, nem protege contra uma pneumonia causada pela Covid-19. Mesmo assim, pode ajudar a evitar complicações comuns na infecção, que diminui as defesas pulmonares.
A gripe tem um período médio de incubação menor (o tempo entre a infecção e o aparecimento dos sintomas) e um intervalo serial mais curto (o tempo entre casos sucessivos) que o vírus Covid 19. O intervalo serial para o vírus Covid 19 é estimado em 5-6 dias, enquanto que para o vírus influenza, o intervalo serial é de 3 dias.
Um estudo mostrou que a infecção era 50 a 85 vezes maior que os casos positivos confirmados por PCR. Além disso, embora a maioria dos artigos incluídos neste estudo tenha utilizado RT-PCR para confirmar casos assintomáticos, não foram realizados testes sorológicos ou outros para estimar com precisão a incidência do novo coronavírus em pacientes assintomáticos.
Em um estudo publicado no site de pré-impressão científica medRxiv, pesquisadores da Northeastern University EUA, mostram como as meias de nylon filtram pequenas partículas no ar, criando uma vedação mais firme ao redor das bordas das máscaras faciais feitas em casa. O estudo ainda não foi revisado por pares. No Brasil, nenhuma agência oficial recomenda a opção.
Certo. O coronavírus é um vírus que ficou conhecido somente no final de 2019. Uma vacina é uma preparação biológica que forneceria imunidade contra ele. Ainda não existe uma vacina, mas no momento (10/07/20) há 180 projetos de vacina em curso, com duas dezenas deles bastante adiantada.
Esse prazo ainda é desconhecido. A grande maioria dos indivíduos infectados desenvolve anticorpos neutralizantes, que são importantes subclasses de anticorpos capazes de matar o vírus de forma independente. Para saber o que acontece com esses anticorpos neutralizantes ao longo do tempo, pesquisadores acompanharam 65 pacientes do Covid-19 por até 94 dias após o início dos sintomas, analisando o sangue em busca de anticorpos. Eles descobriram que nesses pacientes os anticorpos atingiram o pico cerca de 20 a 30 dias após o início dos sintomas e depois diminuíram nos próximos 3 meses, declinando muito mais rapidamente em indivíduos assintomáticos ou com formas leves da doença.
“Nesse grupo ainda temos: doenças do sangue, doenças crônicas (como renais, hepáticas, cardíacas), qualquer condição ou tratamento que enfraquece a resposta imune (como câncer, transplante de órgãos ou medula óssea, medicamentos imunossupressores) e distúrbios metabólicos herdados, entre outros.
“
O vírus parece estar causando aumento da coagulação nas grandes artérias, levando a um derrame grave. Um relatório mostra um aumento de sete vezes na incidência de derrame súbito em pacientes jovens. A maioria desses pacientes não tinha histórico médico e estava em casa com sintomas leves (ou em dois casos, sem sintomas) de Covid-19.
Vírus e bactérias são dois micróbios diferentes. Então, usamos antibióticos para bactérias. Para vírus, usamos medicamentos antivirais. E assim, por exemplo, a gripe sazonal, um vírus, é aliviada com oseltamivir, um medicamento antiviral. Portanto, no contexto da Covid-19 os antibióticos não funcionam, a menos que a pessoa tenha infecções secundárias de natureza bacteriana.
Vírus e bactérias são dois micróbios diferentes. Então, usamos antibióticos para bactérias. Para vírus, usamos medicamentos antivirais. E assim, por exemplo, a gripe sazonal, um vírus, é aliviada com oseltamivir, um medicamento antiviral. Portanto, no contexto do Covid 19 os antibióticos não funcionam, a menos que a pessoa tenha infecções secundárias de natureza bacteriana.
Essas mudanças, por sua vez, provocam inflamação em todo o corpo e alimentam a síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) responsável pela maioria das mortes de pacientes. A síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) é uma doença grave desafiadora em terapia intensiva. Ocorre devido a um processo inflamatório pulmonar que induz edema pulmonar não hidrostático rico em proteínas. Esse mecanismo poderia explicar por que a doença afeta alguns pacientes com obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares: as células que revestem seus vasos sanguíneos já estão comprometidas.
Suponha que alguém pegou o virus. Quando essa pessoa tosse ou espirra pequenas gotinhas saem da boca e vão para vem longe, até 4 metros ou mais. É assim que o virus se espalha. O certo é cobrir boca e nariz com os cotovelos ao tossir, e ao espirrar, usar um lenço de papel e depois jogar no lixo.
Diferentemente do tipo 1, o diabetes tipo 2 geralmente é acompanhado por outras doenças, geralmente ocorre em idade mais avançada e pode estar associado ao aumento do peso corporal. Todos esses fatores estão associados a piores resultados da Covid-19 quando se tem diabetes tipo 2. A afirmação, todavia, não é unânime. Um estudo recente afirma o oposto.
A transmissão pode ocorrer através do contato pessoa a pessoa, exposição a uma fonte comum ou aerossóis/gotículas de um indivíduo infectado. Contudo, é importante manter-se ativo durante a pandemia do Covid-19, respeitando as recomendações de distanciamento físico e higiene pessoal.
Se seu cabelo não está caindo no seu rosto ou você não está passando os dedos nele, há menos riscos. Os cabelos vivos presos ao couro cabeludo podem ser melhor protegidos por nossos óleos naturais, que possuem algumas propriedades antimicrobianas e podem limitar a capacidade de aderência dos micróbios aos cabelos. Se seu cabelo cair em seu rosto, você pode puxá-lo para trás para minimizar seu risco.
Por exemplo, foi relatado que o derramamento viral na amostra de fezes pode persistir por várias semanas após o diagnóstico. Consequentemente, representa uma ameaça de transmissão viral pela via fecal-oral, principalmente para bebês e crianças que não são treinadas em uso de banheiros.
Apenas cerca de 0,6-2% das crianças são admitidas em terapia intensiva e 0-0,18% dos casos estão associados a um resultado fatal. Isso se compara a uma taxa de mortalidade de casos de 3,5 a 3,6% para aqueles na faixa dos 60 anos, 8,0-12,8% para a faixa dos 70 e 14,8-20,2% para a faixa de 80 anos ou mais, conforme relatado em coortes chinesas e italianas .
Um estudo britânico recentemente publicado na Lancet descobriu que crianças, incluindo bebês, geralmente apresentam sintomas leves da Covid-19, e mesmo aqueles graves o suficiente para justificar a admissão na unidade de terapia intensiva provavelmente não morrerão. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) americano têm relatado consistentemente que as crianças não parecem estar em maior risco de Covid-19 do que os adultos. Relatórios anteriores da China, também sugeriram que a taxa de mortalidade de crianças é muito inferior a dos pacientes adultos mais velhos.
Isso também é causado por açúcar no sangue acima da meta e ambos podem contribuir para complicações mais graves. Quando doentes com uma infecção viral, esses pacientes enfrentam um risco aumentado de cetoacidose diabética (CAD), que pode tornar difícil gerenciar a ingestão de líquidos e diminuir os níveis de eletrólitos, fundamentais no gerenciamento da sepse (infecções).
Usar máscara certamente reduz a propagação do vírus à medida que sai do corpo de uma pessoa infectada. Mas o grau em que as máscaras impedem que o vírus entre no corpo de outra pessoa pelas vias aéreas varia. Indiscutivelmente, a única questão a ser resolvida é o quão bem essas máscaras – feitas com camisetas, fronhas, filtros de café, papel higiênico – terão um bom desempenho ao selar seu nariz contra o coronavírus. Mesmo para máscaras que podem não filtrar tudo, um ajuste firme no rosto reduz significativamente as chances de gotículas virais chegarem às vias aéreas.
Não há risco de intoxicação pelo material de que são feitas as máscaras. As máscaras cirúrgicas e N95, de uso profissional, utilizam um tipo de tecido alergênico, justamente para que não dê reação, não agrida a pele nem elimine partículas que possam causar algum tipo de inflamação das vias aéreas. A cirúrgica deve ser trocada a cada duas horas; a N95 pode ser usada durante o dia inteiro. Quanto às máscaras artesanais, é recomendado tecido de algodão, com duas camadas. Elas devem ser lavadas entre um uso e outro.
Pede-se ao público em geral que não compre respiradores N95 devido à escassez de suprimentos médicos. Mas se você tiver um, se bem ajustado ao rosto ele oferece boa proteção. A chave do respirador N95 é adequada: não deve haver espaços ou espaços vazios ao redor do nariz, bochechas ou queixo.
Não há necessidade especificamente por causa dessa condição de saúde. A OMS aconselha que as cesarianas só devem ser realizadas quando clinicamente justificadas. O modo de nascimento deve ser individualizado e baseado nas preferências da mulher, juntamente com as indicações obstétricas.
Um dos grandes mistérios do vírus é o quão infecciosas realmente são as pessoas assintomáticas. Alguns especialistas afirmam que as pessoas espalham o maior número de vírus quando não estão bem, principalmente quando tossem. E a OMS calcula uma janela de perigo de infectividade cerca de 48 horas antes do aparecimento dos sintomas – a Austrália diz 24 horas.
Pesquisadores do King’s College London encontraram evidências de que a imunidade diminui após apenas algumas semanas. Estudos realizados pelo governo na Espanha indicam que os especialistas médicos não sabem ao certo quanto tempo duram os anticorpos neutralizantes gerados pelo sistema imunológico em resposta ao coronavírus.
Podem, mas não sem risco. Coréia do Sul, Vietnam e Singapura atualmente relatam pacientes com coronavírus recuperados com teste positivo novamente. Especula-se que os pacientes provavelmente “recaíram” em vez de serem reinfectados. Ou que os resultados de testes falsos também podem estar errados, ou os remanescentes do vírus ainda podem estar nos sistemas dos pacientes, mas não serem infecciosos ou perigosos para o hospedeiro ou outros. Enfim, no momento existem diferentes interpretações e muitas variáveis.
Os serviços de entrega de pacotes em casa em geral aconselham seus entregadores a manter distância do cliente, usar desinfetante para as mãos à base de álcool com frequência (sempre antes e após o contato com o cliente) e evitar trabalhar se apresentar sinais de sintomas respiratórios. Contudo, existe o risco se houver contato com outras pessoas e manipulação de pacotes que eventualmente, poderiam estar contaminados. Mas tomando precauções, a chance é reduzida.
Certo. Use a máscara facial e luvas. Fique em outro quarto, separado da pessoa o máximo possível. Banheiros separados, se possível. Areje o ambiente, abra as janelas. Lave as mãos com frequência e evite tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas. Estudos indicam que tocamos inadvertidamente o rosto com as mãos entre 16 e 23 vezes em uma hora.
Com base em experiências epidêmicas anteriores, as projeções são de que depois de uns 3 ou 4 meses a curva representando o fluxo de novos infectados (ou dos falecidos) perde força, e cai até se esvair. Um instituto que faz previsões matemáticas sediado em Singapura apontou essa data. Mas o novo coronavírus carece de precedente em muitas coisas e a sua curva depende de um alto grau de isolamento social por parte da população – um fator variável.
Segundo uma pesquisa recente, o coronavírus pode permanecer até 3 dias em superfícies plásticas. Quanto às sacolas de plástico usadas nos supermercados, não há evidência de que espalhem o coronavírus. Elas podem ser tocadas, mas é necessária a imediata higienização das mãos após.
Nessa abordagem cientistas encontram um anticorpo que combate uma proteína problemática e, em seguida, fazem cópias para devolver aos pacientes o tratamento de uma doença ou condição. A terapia com anticorpos é cara. E, diferentemente da proteção duradoura oferecida por uma vacina, a proteção oferecida pelos anticorpos desaparece relativamente rápido. Então, as pessoas podem precisar de várias doses.
Uma simulação em computador abrangendo toda a população americana mostrou que a efetividade de uma vacina contra o novo coronavírus pode ter que ser maior que 70% ou até 80% antes que os americanos possam parar com segurança de confiar no distanciamento social. Em comparação, a vacina contra o sarampo tem uma efetividade de 95% a 98% e a vacina contra a gripe é de 20% a 60%.
Apesar de estudos in vitro mostrarem benefícios de algumas drogas, nenhuma se mostrou realmente eficaz in vivo. Entretanto, várias medicações são usadas em ambiente hospitalar, com prescrição médica, para tratar algumas complicações resultantes da infecção por COVID 19, como anticoagulantes e corticoides.
Devido a alterações em seus corpos e sistemas imunológicos, as mulheres grávidas podem ser seriamente afetadas por algumas infecções respiratórias. Não há evidências de que as mulheres grávidas tenham maior probabilidade de ficar gravemente doentes com coronavírus, mas as mulheres grávidas foram incluídas na lista de pessoas com risco moderado (clinicamente vulnerável) como precaução, tanto no NHS britânico como no CDC americano. No terceiro trimestre (mais de 28 semanas de gravidez), há de se estar particularmente atenta ao distanciamento social.
Segundo uma revisão de 16 estudos constantes da Cochrane Library, nem a ausência ou nem a presença de sinais ou sintomas é precisa o suficiente para confirmar ou descartar a doença. Os resultados sugerem que um único sintoma ou sinal incluído nesta revisão não pode diagnosticar com precisão a Covid-19. Os médicos devem basear o diagnóstico em vários sintomas e sinais, mas os estudos não refletem esse aspecto da prática clínica.
As evidências sugerem que as bactérias periodontopáticas estão envolvidas na patogênese de doenças respiratórias, como as implicadas na Covid-19, e estão associadas a doenças sistêmicas inflamatórias crônicas, incluindo diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares. Essas doenças são frequentemente comorbidades relatadas associadas a um risco aumentado de complicações graves e morte por Covid-19.
Uma imunidade de rebanho alta, significa que o pico da epidemia já passou naquele local e boa parte da população está imune ao vírus. Essa condição ajuda a evitar novas ondas de infecção, bem como o colapso nos sistemas de saúde, e anima a relaxar as medidas de isolamento social ou restringi-las a locais específicos.
Deixar o vírus sem gente para se infectar – a chamada imunidade de rebanho – depende de usar uma vacina suficientemente efetiva e ao mesmo tempo vacinar uma parcela certa da população. Por exemplo, se apenas 75% da população for vacinada, a eficácia da vacina deverá ser de cerca de 70%. Se apenas 60% das pessoas são vacinadas, o limiar da exigência de efetividade da vacina aumenta ainda mais, para cerca de 80%.
Certo. O sistema imunológico existe para defender o corpo. Quando um invasor prejudicial – como um vírus da gripe ou resfriado, ou o coronavírus que causa o COVID-19 – entra no seu corpo, seu sistema imunológico ataca. Conhecido como resposta imune, esse ataque é uma sequência de eventos que envolve várias células e se desdobra ao longo do tempo. Ele causa alguma inflamação.
Contenção e Mitigação são fases distintas e sequenciais de um processo de resposta das autoridades de uma região ao avanço de uma epidemia. Na fase de Contenção, procura-se interromper o surto viral. Na de Mitigação, se trata de amenizar os efeitos de um surto já em desenvolvimento.
Apesar de estudos citarem falta de eficácia e possíveis danos do tratamento de rotina com corticosteroides para pneumonia viral ou síndrome do desconforto respiratório agudo, esta questão permanece controversa entre os especialistas. As atuais orientações provisórias da OMS sobre o manejo clínico de infecção respiratória aguda grave quando houver suspeita de infecção por Covid 19, desaconselham o uso de corticosteroides, a menos que indicado por outro motivo.
As chances de transmissão do coronavírus através do sexo não foram amplamente estudadas, embora tenha sido encontrado no sêmen masculino. Mas sabemos que a Covid-19 é uma doença respiratória altamente contagiosa que pode se espalhar através da saliva, tosse, espirro, fala ou respiração – com ou sem sintomas de doença. Então existe alta probabilidade.
As crianças com menos de 10 anos têm aproximadamente a metade da probabilidade dos adultos de espalhar o vírus para outras pessoas. Uma teoria é a de que isso pode acontecer porque as crianças geralmente exalam menos ar – e, portanto, menos ar carregado de vírus – ou porque exalam esse ar mais perto do chão, tornando menos provável que os adultos o respirem.
Ao que parece, não mais do que podem sê-lo no caso da gripe sazonal. Uma análise de 31 grupos de transmissão doméstica constatou que em apenas três o índice (principal espalhador viral) era uma criança. E uma revisão sistemática sobre a transmissão de crianças e coronavírus descobriu que, embora capazes de transmiti-lo como qualquer outro indivíduo, as crianças parecem muito menos propensas a fazê-lo.
As crianças não ficam gravemente doentes com o coronavírus, mas muitas são assintomáticas e podem espalhá-lo facilmente. No entanto, estudos recentes indicam que elas não são grandes transmissores do virus, seja entre elas ou a adultos. De qualquer forma, o contato estreito entre crianças e idosos deve ser evitado.
Sim, é uma boa ideia, porque os telefones celulares são basicamente “placas de Petri nos bolsos” quando você considera quantas superfícies você toca antes de tocar no telefone. Você deve desinfetar regularmente seu telefone celular de qualquer maneira, com ou sem uma pandemia de coronavírus.
Atualmente, as evidências de que o coronavírus vá desacelerar ou desaparecer devido ao clima são muito tênues. Se compararmos com outros coronavírus, é possível que ele mostre sazonalidade e que na primavera e verão diminua a propagação devido a temperaturas mais altas e luz UV. Mesmo se for esse o caso, a influência é insignificante comparada com outros fatores, haja visto a aceleração descontrolada da pandemia viral nos Estados Unidos ocorrida em pleno verão.
Epidemia é o aumento considerável do número de casos de determinada doença em diversas regiões no mesmo país. Aumento em apenas uma região, é surto. Uma doença é classificada como endêmica quando acontece com muita frequência apenas em um local específico. Uma doença endêmica pode se tornar epidêmica se pessoas não imunes estiverem presentes em grande número (como em tempos de guerra ou de Covid 19).
Certo. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano recomenda que pessoas infectadas com o COVID-19 limitem o contato com animais. Cachorros, galinhas, porcos e patos não parecem oferecer risco de contágio. Felinos, pode ser. Na dúvida, ao cuidar do seu pet, lave as mãos antes e depois de interagir com ele e use uma máscara facial.
Mas o CDC recomenda tomar precauções. Especialistas acreditam que o coronavírus é transmitido principalmente durante contato próximo (cerca de um metro e oitenta) com uma pessoa que está atualmente infectada. Se lavar o corpo for uma prática religiosa ou cultural importante, “as famílias são incentivadas a trabalhar com os líderes culturais e religiosos de sua comunidade e a equipe funerária em como reduzir sua exposição o máximo possível”, afirmou o CDC. No mínimo, as pessoas que realizam essas atividades devem usar luvas descartáveis. Se houver expectativa de respingos de líquidos, poderá ser necessário equipamento de proteção individual (EPI) (como bata descartável, capacete ou óculos de proteção e respirador N-95).
De acordo com um estudo feito em 2008 por pesquisadores da Universidade do Arizona, a sola do sapato, que normalmente é feita de borracha, PVC ou couro, pode abrigar mais de 400.000 vírus, bactérias e parasitas. Metade das amostras das solas dos sapatos de uma equipe médica da UTI pesquisada nos EUA apresentou resultado positivo.
As chances de um caso primário transmitir Covid-19 em um ambiente fechado foi 18,7 vezes maior em comparação com um ambiente ao ar livre. Ambientes fechados contribuem para a transmissão secundária da Covid-19 e promovam eventos “superespalhadores”. Os casos de Covid-19 na China diminuíram logo que a reunião em ambientes fechados foi proibida após a rápida disseminação da doença.
De fato, há relatos de pessoas que parecem pegar esse novo vírus duas vezes, porém a explicação provavelmente é que testes negativos falsos ocorreram muito cedo e depois o vírus detectado em testes posteriores pode estar morto ou inativo. Em geral os testes não conseguem distinguir entre partículas virais que são infecciosas e aquelas que já começaram a se decompor.
Uma dúzia de autopsias em pessoas mortas pela Covid-19, focada em 37 locais anatômicos, incluindo os pulmões, encontrou pouca correlação entre os níveis do vírus e a inflamação causada pelo descontrole do sistema imunológico: alguns tecidos abrigavam o vírus, mas não estavam inflamados, enquanto outros estavam danificados, mas não continham altos níveis de SARS-CoV-2.
A co-infecção por influenza e Covid-19 pode ocorrer em pacientes e os sintomas são semelhantes. É essencial reconhecer as co-infecções, pois algumas podem ser tratadas com antibióticos e antivirais. Há tratamentos para a gripe, mas para a Covid-19 nenhum foi aprovado até o momento. Convém se vacinar contra patógenos que causam infecções respiratórias para reduzir o risco de co-infecção.
As pessoas com HIV não tem maior risco de se infectar, mas os pacientes com doença avançada, CD4 baixo e carga viral elevada, tem maior risco de evoluir com formas graves da doença. No momento, não há evidências de que o risco de infecção ou complicações do Covid 19 seja diferente entre pessoas vivendo com HIV, clinicamente e imunologicamente estáveis no tratamento antirretroviral, quando comparadas à população em geral.
Porém, a probabilidade de a comida estar infectada, mesmo vindo de fora, é muito baixa. Todavia, cozinhá-la a 65 graus Celsius por 3 minutos, reduz os níveis de partículas de vírus. Além disso, em teoria, esse tipo de vírus não deve sobreviver bem no estômago, que é muito ácido. Ainda assim, não é claro até que ponto as pessoas podem ser infectadas tocando a boca com alimentos contaminados ou ingerindo-os.
Em um pequeno número de casos graves, a doença pode evoluir para a síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), que exige que o paciente seja colocado em um ventilador, fornecendo oxigênio. Se muito do pulmão estiver danificado e não for fornecido oxigênio suficiente para o resto do corpo, a insuficiência respiratória pode levar à falência de órgãos e à morte.
Por isso, a possibilidade de haver uma “reinfecção com o vírus” é duvidosa. É mais provável que essa “reinfecção” seja explicada por um teste negativo falso que previamente declarou a pessoa como curada, seguido depois de um tempo por um teste positivo que, por sua vez, foi “enganado” por um vírus já morto ou inativo.
Atualmente, não há tratamento antiviral específico. No entanto, pode ajudar descansar bastante, se alimentar bem e manter-se hidratado. Se os sintomas surgirem, um analgésico indicado pelo médico pode ajudar a controlar a febre e as dores pelo corpo. Além disso, deve-se procurar um serviço de saúde se a falta de ar surgir, para que possa receber o tratamento de suporte adequado.
Para o Covid 19 não há vacinas nem terapias eficazes conhecidas. O único que resta é anular a sua fonte de transmissão, que é o contato de pessoa-a-pessoa via fluídos respiratórios. O vírus é transmitido principalmente através de espirros, tosse ou quando as pessoas interagem umas com as outras por algum tempo nas proximidades (geralmente menos de um metro).
Encontrar a fonte é importante para evitar novas reinfecções, mas as investigações dos cientistas – que incluem modelagem, estudos com células e experimentos com animais – estão revelando quão difícil pode ser a identificação da fonte. Há fortes evidências de que o vírus se originou em morcegos. Mas o maior mistério continua sendo a forma como passou dos morcegos para as pessoas.
Na segunda quinzena de abril, podia ser nove vezes maior. De acordo com estudo realizado pelo Observatório Covid-19 BR, grupo que reúne pesquisadores de universidades brasileiras e estrangeiras, a defasagem dos dados por ser de até 20 dias. Isso porque os resultados dos testes confirmando o motivo da morte e o registro em cartório demoram a sair.
De fato, a variação de resultados entre os estudos sobre o tema é enorme. Ainda não há um único estudo confiável para determinar o número de assintomáticos. É provável que apenas aprendamos a verdadeira extensão quando o teste de anticorpos abrangendo a maior parte da população for realizado.
O câncer de sangue afeta os glóbulos brancos de combate a infecções do corpo. Além disso, tratamentos como quimioterapia e transplante de medula óssea reduzem ainda mais a imunidade. Um estudo constatou que os que têm algum tipo de câncer, ou tiveram câncer antes, tinham várias vezes mais chances de morrer ou precisar de ventilação por conta da Covid-19, mas contou com apenas 18 pacientes.
Um estudo abrangendo 5 mil voluntários hospitalizados que manifestavam casos graves ou críticos de Covid-19 receberam plasma convalescente nos Estados Unidos, como parte de um protocolo de pesquisa e de acesso expandido. A taxa de mortalidade após sete dias foi de 14,9%. Esse número, embora pareça alto, está dentro da normalidade se você considerar que as pessoas avaliadas estavam com um quadro crítico.
Recentemente, um relatório dos Centros Coreanos de Controle e Prevenção de Doenças mostra que amostras de pacientes supostamente “reinfectados” não possuem vírus infecciosos. A descoberta sugere que os testes de diagnóstico estão captando o material genético de vírus não infecciosos ou mortos. Isso significa que essas pessoas não estão infectadas no momento e não podem transmitir o coronavírus a outras pessoas.
Idosos em geral e com maior razão se tiverem condições médicas crônicas, especialmente doenças cardiovasculares, pressão alta, diabetes e doenças pulmonares, são mais propensos a ter doença grave ou morte por COVID-19. Eles devem praticar distanciamento social estrito sem demora.
Enquanto for mantida bastante distância de outras pessoas, não há risco porque o vírus não viaja mais longe que 8 metros (no caso do espirro) e quando cai, sobrevive em superfícies que esses exercícios não obrigam a pessoa a tocar. A distância oficialmente recomendada – 1,5 ou 2,0 metros – pode ser segura em locais fechados, mas convém quadruplicá-la em locais abertos. Novas evidências de que o coronavírus pode ser transmitido por aerossóis reforçam isto.
Há diversas técnicas. Uma delas é gerar antígenos (que estimulam o sistema imunológico) derivados da proteína de spike do coronavírus. Outra técnica usa um RNA mensageiro que carrega instruções para produzir a proteína spike, uma proteína chave na superfície do vírus SARS-CoV-2 que permite que o vírus entre nas células quando uma pessoa é infectada.
Existem fortes evidências, porém a possibilidade ainda está em estudo. Um exemplo do caso aconteceu em um bebê nascido em março, de uma mãe com Covid-19, que apresentou resultado positivo para o vírus e desenvolveu sintomas de inflamação no cérebro. O bebê, agora com mais de 3 meses de idade, se recuperou sem tratamento e a mãe, que precisou de oxigênio durante o parto, também está saudável.
Fadiga mental profunda, dores (em alguns casos crônicas), fraqueza muscular (perda de massa), dificuldade para respirar, dormência, dificuldade de concentração, alterações na pele, inchaços, queimação em pés e mãos também são sintomas surgidos depois da cura e podem diferir dos sintomas sentidos durante a infecção.
Ao reunir amostras de muitas pessoas em alguns grupos e avaliar grupos em vez de indivíduos, os cientistas acham que podem usar menos testes em mais pessoas. Essa abordagem pode levar à detecção mais rápida de indivíduos portadores inconscientes da doença e à capacidade de liberar outras pessoas que não foram infectadas.
Ao reunir amostras de muitas pessoas em alguns grupos e avaliar grupos em vez de indivíduos, os cientistas acham que podem usar menos testes em mais pessoas. Essa abordagem pode levar à detecção mais rápida de indivíduos portadores inconscientes da doença e à capacidade de liberar outras pessoas que não foram infectadas.
Todos os países têm matemáticos trabalhando nisso. Todas as projeções dependem da adesão à prática do isolamento social. Por isso, nenhuma é confiável. Em 08/04/2020 nos EUA eram previstas 140 mil mortes até agosto. Dias antes eram previstas 90 mil. Algumas acertam: de acordo com os números recolhidos até 12 de maio pelo Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME) da Universidade de Washington, até agosto o Brasil contabilizaria 88.305 mortes. Pelo andar da carruagem (12/07) será muito próximo disso.
De fato, os homens enfrentam um risco maior de doenças graves e morte por Covid-19 do que as mulheres e crianças. Na Lombardia, Itália, os homens representavam 82% dos 1591 pacientes internados em UTI´s (fevereiro-março). E a mortalidade masculina excedeu a de mulheres em todas as faixas etárias adultas em outro estudo de 5700 pacientes de Nova York hospitalizados com Covid-19. Segundo pesquisadores do University Medical Center Groningen , o receptor ACE2 – a porta de entrada do vírus na célula a ser infectada – é encontrado em concentrações mais altas nos homens.
Por um lado, segundo um estudo do University Medical Center Groningen, o receptor ACE2 – que facilita a infecção da célula pelo vírus, é encontrado em concentrações mais altas nos homens. Por outro lado, o sistema imunológico feminino também é mais resistente que o dos homens. A principal razão para isso é o hormônio sexual feminino estrogênio. Estimula o sistema imunológico e age de maneira mais rápida e agressiva contra patógenos. O hormônio masculino testosterona, por outro lado, inibe as próprias defesas do corpo.
Distanciamento social individualmente é manter distância entre você e outra pessoa para reduzir o risco de respirar gotículas produzidas quando uma pessoa infectada fala, tosse ou espirra. Em uma comunidade, as medidas de distanciamento social incluem a limitação ou o cancelamento de reuniões. A quarentena já é uma medida de isolamento social.
É um conjunto de “”métodos para reduzir a frequência e a proximidade do contato entre as pessoas, a fim de diminuir o risco de transmissão da doença”” – fora ou dentro de casa. Evitar aglomerações e manter-se a dois metros dos outros quando possível. Evitar se postar diante de alguém que possa estar infectado e estiver falando ou transitando pelo local. Isso, combinado com boa higiene respiratória e lavagem das mãos.
Um novo teste usa a tecnologia de edição de genes CRISPR e pode indicar o resultado poucas horas após o contágio – cerca de 12 horas depois. O teste começa com a coleta de fluidos por um cotonete colocado no nariz, boca ou por fluido dos pulmões. E depois consegue identificar determinadas sequências genéticas para detectar um fragmento do material genético do novo coronavírus. Se o material genético do vírus for detectado, uma enzima CRISPR vai gerar um brilho fluorescente.
No Brasil, várias empresas (DFL, Testfy , Hi Technologies e outras), já oferecem esse serviço. Nos EUA já foi liberado o uso de kits de autocoleta para testes do COVID-19. O kit de autocoleta da Quest é para indivíduos coletarem uma amostra nasal em casa ou em um serviço de saúde. Os indivíduos fazem a própria coleta esfregando a parte da frente da narina e enviam a amostra para a empresa via entrega noturna. Os resultados do teste são relatados através do portal do paciente myQuest e do aplicativo móvel.
Estudo mostra que o nariz é o provável ponto de partida para infecções por COVID-19. Richard Boucher e Ralph Baric, da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, e seus colegas acompanharam a facilidade com que o novo coronavírus infecta vários tipos de células no trato respiratório. O vírus se apóia no nariz e depois se infiltra no trato respiratório quando respirado pelas vias aéreas. O achado apóia o uso de máscaras e medidas preventivas, como a limpeza nasal.
A ligação da obesidade a doenças crônicas é bem conhecida, mas a experiência com a gripe H1N1 em 2009 revelou que pessoas com obesidade também são mais vulneráveis a doenças infecciosas. Estudos também mostraram que eles não obtêm a mesma proteção contra vacinação contra influenza que outros.
Uma série de problemas de saúde comuns (comorbidade) aumenta o risco de uma pessoa ficar gravemente doente se infectada pelo novo coronavírus. Agora, uma análise revela a extensão desse grupo vulnerável: mais de 20% da população do mundo tem pelo menos uma condição subjacente que aumenta o risco de doença grave.
A Máscara de Proteção N95 PFF2 Nutriex, é um excelente respirador descartável, capaz de filtrar/reter 99% das particulas virais transportadas por aerossóis. O seu elemento filtrante é composto por microfibras de polipropileno tratadas eletrostaticamente. Ela é algo incômoda e as autoridades sanitárias de todos os países têm recomendado que sejam reservadas para profissionais da saúde atuando na linha de frente.
Pessoas de todas as idades podem desenvolver um caso grave de Covid-19. Alguns terão problemas nos pulmões mesmo depois de se recuperarem da doença – uma condição que os médicos chamam de “fibrose pós-COVID”. Eventualmente, eles podem precisar se submeter a cirurgia ou transplante de órgão. Outros desenvolverão danos cardíacos duradouros. Evidências mostram que a Covid-19 não só prejudica os pulmões, mas também o sistema cardiovascular e pode causar problemas cardíacos crônicos.
Deve ser igualmente incluída porque essa pessoa pode ter estado a um metro e meio do(a) infectado(a) com Covid-19 por pelo menos 15 minutos. Ou teve contato físico direto (tocou, abraçou ou beijou) com ele(a), ou compartilhou utensílios para comer ou beber. O resultado de um teste sorológico não é garantia de 100% de imunidade.
O teste rápido para o Covid 19 tem se mostrado impreciso, especialmente os vindos da China. Alguns desses testes têm uma precisão em torno de 80%, o que parece ótimo, exceto que um em cada cinco resultados do teste está errado. Por outro lado, a precisão de testes rápidos fornecidos por laboratórios pouco conhecidos, têm sido inferior a 50% para resultados falsos negativos.
Isso faz com que os pulmões se encham de líquido e desencadeie a síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), na qual os pacientes podem acabar se “afogando” essencialmente em seu próprio líquido.A síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) é uma doença grave desafiadora em terapia intensiva. Ocorre devido a um processo inflamatório pulmonar que induz edema pulmonar não hidrostático rico em proteínas.
Um único estudo informa sobre isso. Durante março e abril, em Singapura, 213 crianças com idade ≤ 16 anos foram testadas para SARS-CoV-2. Elas moravam em 137 domicílios com um total de 223 adultos (pacientes índice) com Covid-19 confirmado. A transmissão de adultos para crianças foi documentada em apenas 5,2% dos domicílios. A proporção de crianças infectadas pelas mães foi maior que a infectada pelo pai (6,7%) ou por um avô (6,3%).
Um estudo da distribuição de aerossóis e superfície do novo coronavírus em enfermarias de hospitais em Wuhan, China, mostrou isso em amostras retiradas com um cotonete do piso (70%), talvez por causa da gravidade e do fluxo de ar, fazendo com que a maioria das gotículas de vírus flutue no chão.
Orofecal descreve uma via de transmissão em que o vírus nas partículas fecais pode passar de uma pessoa para a boca de outra. Em crianças, a via orofecal é uma via alternativa de transmissão, independentemente da sintomatologia da Covid- 19. As principais causas incluem falta de saneamento adequado e más práticas de higiene.
Embora a falta de ar esteja entre os sintomas mais comuns do vírus, esse diagnóstico não envolve prender a respiração por 10 segundos. A dispnéia, ou falta de ar é frequentemente descrita como “um intenso aperto no peito, ‘fome de ar’, dificuldade em respirar, falta de ar ou sensação de asfixia”.
Enquanto um anticorpo protetor é gerado naqueles que estão infectados, os cientistas ainda não têm certeza se essa imunidade vai durar por um curto período de tempo, por anos ou por toda a vida. Alguns dizem que a possibilidade de reinfecção é muito provável. Por último, “pegar o coronavírus” não é nada ameno.
Primeiro, a imunidade oferecida pelo novo coronavírus é ainda um mistério. Segundo, as recomendações para se proteger do novo coronavírus valem também para outros vírus (ex.: influenza). Mesmo curadas, essas pessoas ainda estariam suscetíveis a uma infecção diferente a do coronavírus e, portanto, devem continuar se precavendo.
Ainda não. Mas alguns cientistas estão focando suas pesquisas nisso. O intuito é impedir que as pessoas consideradas de alto risco fiquem doentes em primeiro lugar. Esses tratamentos podem proteger as pessoas contra infecções por algumas semanas ou meses. É uma estratégia comprovada: drogas preventivas são usadas há décadas para ajudar as pessoas a se protegerem contra a malária.
O status adequado de vitamina D pode desempenhar um papel na prevenção e tratamento de infecções do trato respiratório, que podem incluir a pandemia de Covid-19, especialmente entre a população idosa e os profissionais de saúde em todo o mundo. Mas nada indica que a sua ausência agrave o quadro de um paciente com Covid-19.
Essa não é uma ótima idéia. Se houver uma peça de metal em um N95 ou uma máscara cirúrgica e até grampos, você não poderá usá-los no microondas. Vai explodir. As máscaras de pano podem ser lavadas e reutilizadas, e até máscaras descartáveis podem ser reutilizadas se você deixá-las em repouso por vários dias.
Pessoas de qualquer idade com as seguintes condições estão em risco aumentado de doença grave por Covid-19: câncer, doença renal crônica, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), estado imunocomprometido (sistema imunológico enfraquecido), transplante de órgão sólido, obesidade (índice de massa corporal [IMC] igual ou superior a 30), condições cardíacas graves, como insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana ou cardiomiopatias, anemia falciforme, diabetes mellitus tipo 2.
Não se sabe. Dados da China indicam que os assintomáticos foram responsáveis por dois terços dos infectados nesse país. No entanto, as estimativas variam enormemente. Segundo a OMS, nada menos que entre 6 e 41% da população poderia estar infectada, mas não apresentar sintomas. Dados de 16 grupos diferentes de pacientes com Covid-19 em todo o mundo: os infectados assintomáticos que espalham o vírus são, no mínimo, 30% e, provavelmente, 40% a 45%.
De fato, algumas pessoas são mais suscetíveis do que outras, tanto a se infectar quanto a ficar doentes com gravidade. A chave é entender quem são os mais suscetíveis e por que. Cerca de 70% dos pacientes têm mais de 70 anos e entre 10% e 15% têm menos de 60 anos. É a idade ou a genética que mais causa essa distribuição? Ainda não se sabe se a genética tem papel importante nos casos raros de pacientes jovens que desenvolvem a síndrome.
Não há evidencia de que o coronavirus seja transmitido pela comida. Entretanto, o alimento ou sua embalagem podem ser veículos, ou seja, ter a superfície contaminada caso tenham sido manipulados por alguém com a doença. Recomenda-se higienizar as mãos, assim com alimentos e embalagens.
O Grupo Fleury desenvolveu um teste inédito de diagnóstico da COVID-19 que analisa proteínas do novo coronavírus (SARS-CoV-2) diretamente de amostras clínicas do trato respiratório: o teste por proteômica. Hospitais de ponta como o Einstein e o Sírio-Libanés (em parceria com o laboratório Mendelics) também comercializam testes de diagnóstico próprios.
Anticorpos neutralizantes podem bloquear um patógeno de infectar células. Mas essas respostas de anticorpos contra os coronavírus geralmente diminuem depois de um mês. Os principais anticorpos que neutralizam os efeitos do novo coronavírus caem para níveis baixos nos meses seguintes à infecção por SARS-CoV-2, de acordo com o estudo do King’s College London, baseado em 65 pessoas infectadas monitoradas por até 94 dias.
A alegação circulou de forma viral no Facebook acompanhada de uma tabela do site Worldometers. Apesar dos números estarem corretos, a listagem omitiu países com taxas melhores (ex.: Alemanha). Em maio essa taxa era de 41,5%. Qualquer taxa de recuperados em nível nacional é uma média que abriga grandes variações regionais.
Os testes que se baseiam na técnica de reação quantitativa em cadeia da polimerase (qPCR) podem detectar os menores traços do material genético SARS-CoV-2, mas são caros e demoram a retornar resultados. Pesquisadores descobriram que os testes semanais de vigilância, combinados com o isolamento de casos, limitariam um surto, mesmo que o método fosse menos sensível que o qPCR.
Tanto a Organização Mundial da Saúde quanto o Ministério da Saúde reiteram desde o início da pandemia: não há fórmulas caseiras nem remédios produzidos em laboratório que inibam ou curem a Covid-19. Não há qualquer evidência que alho e açafrão-da-terra tenham ação na prevenção e cura da Covid-19.
Certo. Essa é das causas da maior gravidade da COVID-19 em pacientes diabéticos. O teor mais alto de glicose no sangue é captado por um tipo de célula de defesa conhecido como monócito e serve como uma fonte de energia extra, que permite ao novo coronavírus se replicar mais do que em um organismo saudável. Em resposta à crescente carga viral, os monócitos passam a liberar uma grande quantidade de citocinas (proteínas com ação inflamatória), que causam uma série de efeitos, como a morte de células pulmonares.
Um único estudo informa sobre isso. Durante março e abril, em Singapura, 213 crianças com idade ≤ 16 anos foram testadas para SARS-CoV-2. Elas moravam em 137 domicílios com um total de 223 adultos (pacientes índice) com Covid-19 confirmado. A taxa de ataque foi de 1,3% entre as crianças com menos de 5 anos, 8,1% entre as crianças de 5 a 9 anos e 9,8% entre as crianças de 10 a 16 anos.
Enquanto muitos especialistas recomendam pelo menos 14 dias de autoisolamento para os infectados com o coronavírus, a interrupção dessas medidas deve ser tomada caso a caso, em consulta com seu médico e a família. A decisão será baseada no risco de a pessoa, mesmo após a melhora dos sintomas, infectar outras pessoas.
Não há qualquer estudo científico que sustente essa tese. Alguns medicamentos, ministrados de forma pontual e experimental em ambiente hospitalar em pacientes internados, têm tido resultados promissores contra o coronavírus, mas o chá de boldo não é um deles. Chás podem dar alívio em quadros leves de doença, como acontece em outras infecções respiratórias, mas não têm efeito terapêutico nem preventivo
Um estudo mostrou que temperaturas mais altas estão ligadas à menor incidência de Covid-19, mas observa que a temperatura sozinha não pode explicar a variação global na incidência. De fato, uma comparação de 500 locais em todo o mundo onde houve casos do Covid-19 sugere uma ligação entre a disseminação do vírus e a temperatura, a velocidade do vento e a umidade relativa. Contudo, o quanto o frio facilita não é sabido.
Certo. Alguns vírus, como o resfriado e gripe comum, se espalham mais quando o tempo está mais frio. Mas ainda é possível adoecer com esses vírus nos meses mais quentes. No momento, um estudo americano afirma que a propagação do COVID-19 diminui um pouquinho quando o clima esquenta.
Um estudo chinês evidencia isso, porém é o único e ainda não foi revisado por pares, portanto isto ainda não está bem definido. A descoberta se tornou mais notória após a OMS reconhecer que o vírus tem transmissão aérea (via aerossois, principalmente). Na contramão, outros pesquisadores sugerem que o ar condicionado pode até ser um aliado na prevenção, por realizar a troca periódica do ar interno pelo externo.
Um estudo chinês encontrou evidências em quase um milhar (952) de diabéticos com Covid-19 sugerindo que controlar bem a glicose no sangue pode proteger aqueles com diabetes tipo 2. Além disso, as pessoas que tinham níveis bem controlados de açúcar no sangue eram menos propensas a precisar de intervenção médica e ventilação.
Depende da região e das partículas virais necessárias para estabelecer uma infecção – entre outras coisas nem de todo conhecidas. Por um lado, os vírus sofrem mutações: o novo coronavírus hoje em Madrid não é o mesmo que surgiu na China. Por outro lado, a carga viral, ou o número de partículas virais morando no corpo, varia de pessoa a pessoa.
O coronavírus morre completamente a 92 graus por 15 minutos. Cientistas aqueceram o vírus a 60 graus por uma hora. Após essa exposição, algumas de suas cepas ainda são capazes de se reproduzir, e isso ocorreu apesar do fato de que uma hora de aquecimento a 60 graus é o protocolo padrão para descontaminação do vírus na maioria dos laboratórios do mundo que estudam pessoas infectadas.
O seu tempo de vida, por assim dizer, depende do material do qual a superfície é feita: até 4 horas no cobre, de 2 a 8 horas no alumínio, 24 horas no papelão, 2 ou 3 dias em plásticos e aço inoxidável, 4 dias na madeira, 5 dias no vidro ou em metais (como maçanetas, jóias ou talheres).
Atinge menos que os idosos, mas também atinge. O Covid 19 atinge todas as idades, mas apresenta maior gravidade com o aumento da idade. No Brasil, a maioria dos mortos pelo vírus são idosos acima de 60 anos, mas na população de infectados quase 50% dos casos são de menores de 60 anos (informações 28 de Março de 2020).
O novo coronavírus pode causar distúrbios neurológicos ao infectar diretamente o cérebro ou como resultado da forte ativação do sistema imunológico. Embora o COVID-19 seja iminentemente uma infecção respiratória, ele também pode infectar células fora do trato respiratório e causar desde doenças gastrointestinais (diarréia e náusea) até danos ao coração e distúrbios da coagulação do sangue. Sintomas neurológicos também integram a lista.
O novo coronavírus não é propagado através dos alimentos, porém, se o entregador estiver infectado com Covid-19 e expelir gotículas que caem na superfície da embalagem, a contaminação do receptor da encomenda é uma possibilidade. Novas evidências indicam que o coronavírus é também transmitido por aerossóis. Portanto, manter a maior distância possível acima de 2 metros, é fundamental.
O desenvolvimento clínico é um processo trifásico. Durante a Fase I, pequenos grupos de pessoas recebem a vacina experimental. Na Fase II, o estudo clínico é ampliado e a vacina é administrada a pessoas com características (como idade e saúde física) semelhantes àquelas para as quais a nova vacina é destinada. Na fase III, a vacina é administrada a milhares de pessoas e testada quanto à eficácia e segurança.
O corpo responde a uma infecção viral imediatamente com uma resposta inata inespecífica na qual macrófagos, neutrófilos e células dendríticas retardam o progresso do vírus. Segue uma resposta adaptativa, na qual o corpo produz anticorpos – proteínas chamadas imunoglobulinas, que se ligam especificamente ao vírus. O corpo também produz células T que reconhecem e eliminam outras células infectadas pelo vírus. Isso é chamado de imunidade celular. Essa resposta adaptativa combinada pode eliminar o vírus do corpo e, se ela for forte o suficiente, pode impedir a progressão para doença grave ou reinfecção pelo mesmo vírus.
O esteroide dexametasona é o primeiro tratamento que reduz a mortalidade em pacientes graves, de acordo com cientistas britânicos. A droga parece reduzir a inflamação causada pelo sistema imunológico, protegendo os tecidos. No estudo, a dexametasona reduziu a mortalidade de pacientes em ventiladores em um terço e a mortalidade de pacientes em oxigênio em um quinto.
As células T são um tipo de linfócito. Elas fazem parte do sistema imunológico e são capazes de identificar e destruir células infectadas. Um estudo mostrou que mesmo depois de muito tempo, pessoas convalescentes da Covid-19 apresentam respostas dessas células T, as que reagem de forma cruzada com a proteína do novo coronavírus. Por isso, pessoas que nunca foram infectadas pelo novo coronavírus apresentam resposta imunológica contra algumas partes do novo vírus, possivelmente por conta de contato anterior com outros coronavírus.
O fator mais importante para determinar se uma máscara protegerá uma pessoa não é o material usado, mas quão bem ela se encaixa no rosto do usuário. Pesquisadoras da Northeastern University americana, testaram o uso de máscaras N95, que é industrializada. Bem ajustada, a máscara mostrou acima de 99% de eficiência na remoção de partículas, e para a máscara mal ajustada, a eficiência média de remoção foi de aproximadamente 90%.
Há evidências de que, comparados aos indivíduos com sintomas leves ou moderados, aqueles com Covid-19 grave produzem menos proteínas antivirais chamadas interferons e mais moléculas inflamatórias. Os níveis sanguíneos de um interferon específico também diminuem pouco antes do ingresso na UTI. Essas reduções podem ser uma característica da Covid-19 mais grave. Portanto, tratamentos que combatem a inflamação e aumentam os níveis de interferons podem ajudar as pessoas com a doença.
Até hoje nenhum estudo ofereceu evidências convincentes de que as crianças podem transmitir o vírus. Porém, um deles (alemão) descobriu que as crianças que testam positivo têm tanto vírus quanto os adultos – às vezes mais – e, portanto, presumivelmente, são igualmente infecciosas. E outro (chinês) calculou que a reabertura das escolas pode aumentar a pandemia. Mas há também vários estudos sugerindo que (por algum motivo ainda desconhecido) as crianças não são grandes transmissoras do novo coronavírus.
A Organização Mundial da Saúde nega ter conhecimento de algum efeito negativo e, no momento, não alerta contra o uso do ibuprofeno. Algumas pessoas não devem tomar ibuprofeno por outros motivos, como distúrbios gastrointestinais. Ele não deve ser usado sem a indicação de um médico.
Mesmo para idosos que consigam evitar o Covid-19, os esforços de distanciamento social podem, infelizmente, aumentar o risco de demência. O distanciamento social provavelmente resultará em um isolamento social acentuado de idosos vulneráveis, levando a debilitantes problemas de saúde mental. O isolamento social e a solidão estão ligados a uma maior probabilidade de declínio da memória na velhice, assim como o estresse e a depressão.
O novo coronavírus, cujo nome oficial é SARS-CoV-2, causa uma doença chamada Covid 19. Porém, os dois termos – coronavírus e Covid 19, são usados indistintamente pela mídia e, dadas as atuais circunstâncias, pouco importa. Covid 19 é a abreviatura de Coronary Virus Disease 2019. SARS-CoV-2 é a abreviatura de Síndrome Respiratória Aguda Grave causada pelo coronavirus 2.
Certos virus, como os que pertencem a família dos coronavírus, são “envelopados”. Isso, porque a célula infectada, ou host, forma um envelope em torno de si, em um processo chamado “brotamento” (“budding off”). Durante esse processo, as partículas virais recém-formadas ficam envoltas em uma camada externa feita de um pequeno pedaço da membrana plasmática da célula infestada.
Pesquisadores chineses descobriram que uma minoria de infectados com o Covid-19 (7 em 38) tinha o novo coronavírus em seu sêmen. Em seguida, pesquisadores americanos reportaram o oposto. A hipótese de a doença ser transmitida sexualmente é questionável. Embora o genoma viral possa ser encontrado nas secreções corporais, ele deve ser novo e ativo para ser infeccioso. O estudo chinês não esclarece isso.
Pequenas gotículas aerossolizadas carregadas de vírus (<5 μm) podem permanecer no ar e percorrer longas distâncias (> 1 m). Porém, precisa haver uma fonte respiratória. Há novas evidências também que indicam que o coronavírus seja transmitido por aerossóis, porém simulações experimentais indicam que eles permanecem no ar não mais que 3 ou 4 minutos.
Os vírus não crescem dentro dos alimentos, mas podem contaminar sua superfície. Entretanto, não se sabe se o novo coronavírus sobrevive ou por quanto tempo sobrevive, em alimentos de superfície lisa. Também não se sabe qual a quantidade de vírus necessária para que uma pessoa se infecte. De qualquer modo, não há relatos de contaminação via alimentos.
Orofecal descreve uma via de transmissão em que o vírus nas partículas fecais pode passar de uma pessoa para a boca de outra. O SARS-CoV-2 foi várias vezes detectado nas fezes de alguns pacientes que, juntamente com a transmissão do fomito, sugerem a possibilidade de o SARS-CoV-2 transmitir através da via orofecal. Contudo, são casos individuais.
Até o momento é sabido que essas mutações alteram um vírus o suficiente para tornar alguém suscetível a ele, porque o sistema imunológico pensa que é uma infecção que nunca havia visto antes. Contudo, as mutações detectadas no novo coronavírus até o momento não se mostram prejudiciais.
Atualmente é impossível calcular confiavelmente este índice no Brasil. Segundo alguns cálculos o R0 brasileiro seria inferior ao da Alemanha (???!!!) e o estado de Rio Grande do Norte, onde o surto viral ainda mantém quase 90% dos leitos dos hospitais públicos ocupados (12/07/20) teria um dos menores R0 estaduais do país (???!!!).
Um estudo demonstrou que os níveis de UVB representativos da luz solar natural inativam rapidamente o coronavírus SARS-CoV-2 em superfícies. Esses achados sugerem que o potencial de transmissão pode ser reduzido significativamente em ambientes externos expostos à luz solar direta em relação a ambientes internos.
Os estudos são contraditórios sobre qual tipo de diabetes oferece maior risco. Alguns estudos dizem que o diabetes mellitus (Tipo 2) parece ser um fator de risco importante e independente da idade para a gravidade da Covid-19. Ao contrário, um estudo britânico indica que as pessoas com diabetes tipo 1 têm 3,5 vezes mais chances de morrer no hospital com Covid-19, enquanto as pessoas com tipo 2 têm duas vezes mais chances.
Esse risco depende muito da sua idade e da sua saúde geral – do sistema imunológico, especialmente. As crianças parecem correr um risco muito menor quanto a pegar doenças graves e morrer. Os idosos e as pessoas com doenças crônicas, como diabetes, doenças cardíacas ou pulmonares, têm maior chance de desenvolver complicações como pneumonia, que pode ser fatal.
Quando se trata do COVID-19, estudos iniciais sugerem que as pessoas com diabetes têm aproximadamente duas vezes mais chances de serem categorizadas como “doenças graves” e têm maior probabilidade de serem admitidas em unidades de terapia intensiva . Na Inglaterra, uma em cada quatro pessoas que morrem no hospital com COVID-19 tem diabetes. Esse risco é maior no caso de diabetes Tipo 1.
O novo coronavírus pode causar distúrbios neurológicos ao infectar diretamente o cérebro ou como resultado da forte ativação do sistema imunológico. Embora o COVID-19 seja iminentemente uma infecção respiratória, ele também pode infectar células fora do trato respiratório e causar desde doenças gastrointestinais (diarréia e náusea) até danos ao coração e distúrbios da coagulação do sangue. Sintomas neurológicos também integram a lista.
Como esse vírus acaba de ser descoberto, o tempo entre a exposição e o início dos sintomas (conhecido como período de incubação) para a maioria ainda não foi determinado. Com base nas informações atuais, os sintomas geralmente aparecem entre três dias e 13 dias após a exposição. Pesquisas recentemente publicadas descobriram que, em média, o período de incubação é de cerca de cinco dias.
Eis a conclusão da Organização Mundial da Saúde, baseada numa revisão dos dados preliminares de recuperação da China e publicada em fevereiro 2020. Porém, poucos artigos científicos surgiram nos meses seguintes e as histórias dos pacientes indicam que há sequelas que podem se estender por um bom tempo.
Ao contrário das pessoas com diabetes Tipo 2, as portadoras do Tipo 1 costumam ser diagnosticadas em tenra idade, portanto ficam com diabetes por mais tempo do que as com tipo 2. Por isso, um diabético Tipo 1 infectado com a Covid-19 tem maior probabilidade de sofrer complicações, que incluem danos ao coração e rins.
Ao contrário do tipo 2, as pessoas geralmente são diagnosticadas com o tipo 1 em tenra idade. Em pessoas hospitalizadas com Covid-19, alguém com tipo 1 provavelmente tem diabetes por muito mais tempo do que alguém com tipo 2. Quanto mais tempo alguém tem diabetes, maior a probabilidade de ter complicações, que incluem danos ao coração e rins.
Um estudo de cientistas europeus foi o primeiro a documentar uma forte ligação estatística entre variações genéticas e o Covid-19, a doença causada pelo coronavírus. Ter sangue tipo A estava associado a um aumento de 50% na probabilidade de um paciente precisar obter oxigênio ou usar um ventilador, de acordo com o novo estudo. Hoje, o assunto é controverso. Alguns estudos mostram que o risco de adoecer com a Covid 19 é mesmo maior em pessoas com sangue tipo A do que com Tipo B, e outros afirmando não haver diferença.
Em 20/05/20 o Ministério da Saúde incluiu a cloroquina, e seu derivado hidroxicloroquina, no protocolo de tratamento para pacientes com sintomas leves de Covid-19. O médico decide se prescrever ou não a substância, sendo necessária também a vontade declarada do paciente. A eficácia da cloroquina ainda não está cientificamente comprovada e o seu uso tem sido desaconselhado pela OMS e nos melhores hospitais.
A proteção individual fornecida pela máscara caseira está longe de ser satisfatória. As pessoas devem fazer o uso correto dela, não compartilhando-a, nem tocando o rosto depois de colocá-la, e fazendo a sua limpeza após o uso, ou troca quando estiver úmida ou uso prolongado (maior que 3 horas). Além disso, outras medidas como distanciamento social e higienização das mãos, devem ser associadas ao uso de máscaras para reduzir a transmissão.
Num estudo experimental publicado no The New England Journal of Medicine em 17 de março, aerossóis gerados sob condições controladas de laboratório permaneceram no ar durante esse período. Mas a experiência usou uma máquina de alta potência que não reflete condições normais de tosse humana.
As opções atuais de tratamento para pessoas hospitalizadas com Covid-19 podem incluir: fluídos intravenosos para evitar a desidratação; suprimento de oxigênio se as pessoas tiverem dificuldade para respirar; tratar quaisquer complicações, como pneumonia; e usar remdesivir antiviral para casos de emergência.
A ONU alerta para o impacto desproporcional que a Covid-19 está tendo entre as populações negras e cita o caso do Brasil como exemplo de tal fenômeno. Afro-brasileiros em São Paulo têm 62% mais chance de morrer da Covid-19 que brancos. Num comunicado emitido, a organização destaca o “aumento das disparidades” na forma como a Covid-19 está afetando as comunidades, e o grande impacto desproporcional que está tendo sobre as minorias raciais e étnicas, incluindo pessoas de ascendência africana.
Uma revisão de 45 artigos mostrou achados diagnósticos semelhantes aos dos adultos, com febre e sintomas respiratórios prevalecendo, mas menos crianças parecem ter desenvolvido pneumonia grave. Até março 2020, as crianças representam 1% a 5% dos casos diagnosticados de Covid-19, geralmente com a doença mais leve que os adultos e mortes extremamente raras. Marcadores inflamatórios elevados também são menos comuns em crianças.
Desde o início da pandemia, muitos cientistas ao redor do mundo estão tentando descobrir quando, onde e como o novo coronavírus chegou às pessoas. Há fortes evidências de que o vírus se originou em morcegos. Mas o maior mistério continua sendo a forma como passou dos morcegos para as pessoas.
Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) confirmaram que o novo coronavírus (SARS-CoV-2) é capaz de infectar neurônios humanos. Se o vírus de fato chegar ao cérebro, ele pode ser prejudicial para o paciente, mas ainda é muito cedo para afirmar isso com certeza.
Na China incluíram idade avançada, e condições médicas graves, como doença cardiovascular, diabetes, doença respiratória crônica (em particular doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC), hipertensão, e doença cerebrovascular. Achados recentes dos Estados Unidos (EUA) e da Europa confirmaram esses fatores de risco e propuseram novos, como doença renal crônica, obesidade, asma e tabagismo. A inclusão mais recente do CDC americano foi a de mulheres grávidas.
É provável que os fumantes sejam mais vulneráveis ao Covid 19, pois o ato de fumar significa que os dedos (e possivelmente os cigarros contaminados) estão em contato com os lábios, o que aumenta a possibilidade de transmissão do vírus da mão para a boca. Os fumantes também podem já ter doença pulmonar ou capacidade pulmonar reduzida, o que aumentaria muito o risco de doença grave.
Um estudo demonstrou que os níveis de UVB representativos da luz solar natural inativam rapidamente o coronavírus SARS-CoV-2 em superfícies. Esses achados sugerem que o potencial de transmissão pode ser reduzido significativamente em ambientes externos expostos à luz solar direta em relação a ambientes internos. No entanto, para avaliar completamente esse risco, são necessárias informações sobre a carga viral presente nas superfícies, a eficiência da transferência de coronavírus dessas superfícies e a quantidade de vírus necessária para causar infecção.
Dependendo da localidade, há uma defasagem de semanas ou até meses entre o acontecido e o que é finalmente registrado. O número de óbitos diários divulgados pelo Ministério da Saúde se refere somente ao número de resultados de exames para SARS-Cov-2 que já foram concluídos para óbitos e demoram em ser registrados, e não os que realmente ocorreram na data de divulgação.
No caso destes dois cenários, pode ser administrada a dexametasona, corticoide que já se provou útil – em estudos com grupos bem delineados – em doentes que apresentem tais necessidades, reduzindo óbitos nos internados em UTI e reduzindo a necessidade de respiradores mecânicos nos que recebem oxigênio.
O quadro clínico costumeiro (febre, tosse seca, falta de ar…) é bem definido, porém alguns pacientes apresentam vômitos, diarréia, perda de paladar e olfato. Além disso, os sintomas do Covid-19 de algumas pessoas são muito semelhantes aos da gripe ou resfriado comum e outros pacientes infectados não relatam nenhum sintoma.
Uma pesquisa recente do CDC americano cobriu 164 pessoas com casos confirmados em laboratório de Covid-19. Todos os pacientes apresentavam sintomas e estavam doentes entre 14 de janeiro e 4 de abril. A maioria – 96% – teve febre, tosse ou falta de ar e cerca de 45% experimentaram os três. A tosse foi o sintoma mais comum: 84% dos pacientes a reportaram, seguida da febre, afetando 80% dos pacientes. Falta de ar foi mais comumente associada a pessoas que foram hospitalizadas.
Em geral, em todo o mundo até o momento, as idades se concentram entre os 50 e 90 anos e aparentemente, aumentam com a idade. No entanto, as autoridades de saúde não gostam de divulgar a composição etária, gênero ou racial, do grupo de falecidos, e novas mortes de jovens estão sendo relatadas a cada dia.
Os ensaios baseados em reação em cadeia da polimerase (PCR) podem ter como alvo o DNA (o genoma) ou o RNA (o transcriptoma). Os testes de diagnóstico (RT-PCR) visam este último. Porém, a diferença das informações contidas no DNA/genoma, às do RNA/transcriptoma, dependem do contexto (ex.: a fisiologia, a patologia) o que as torna muito variáveis. Se essa variabilidade for combinada com as limitações técnicas inerentes a qualquer ensaio de transcrição reversa (RT) -PCR, pode ser difícil alcançar um resultado tecnicamente preciso, e também biologicamente relevante.
Os sintomas da Síndrome inflamatória multissistêmica em crianças (MIS-C) incluem dor abdominal, vômito e diarréia, com febre persistente de alto grau e frequentemente evoluem para choque com comprometimento cardíaco. Segundo estudo americano envolvendo 186 crianças com média de idade de 8,6 anos o envolvimento do sistema orgânico incluiu o sistema gastrointestinal em 171 pacientes (92%), cardiovascular em 149 (80%), hematológico em 142 (76%), mucocutâneo em 137 (74%) e respiratório em 131 (70%).
Podem vir separados e em momentos diferentes. Febre e tosse, ou febre, tosse e falta de ar… qualquer um deles pode vir primeiro, mas depois surge um outro. Um neurocirurgião de Nova York que foi infectado aconselha a não olhar a febre como o primeiro sintoma revelador do vírus. Seus sintomas começaram com um pouco de congestão e só mais tarde evoluíram para febre, dores no corpo e calafrios.
Contudo, os anticorpos implantados pelo organismo para combater o vírus podem levar mais de uma semana para se formar. Eles podem não aparecer se o teste for realizado muito cedo na doença ou podem ser confundidos com aqueles usados contra outro vírus. Isso cria riscos de resultados negativos falsos.
Quando um vírus entra em uma célula viva (a célula hospedeira) e assume o funcionamento interno de uma célula, a célula não pode realizar suas tarefas normais de manutenção da vida. A célula hospedeira torna-se uma planta de fabricação de vírus, produzindo partes virais que depois se agrupam em vírus inteiros e infectam outras células. Normalmente, a célula hospedeira morre.
Os tratamentos para câncer, como quimioterapia e radioterapia, são urgentes e não podem esperar pelo fim da pandemia. Como muitos destes tratamentos podem levar à infertilidade, congelar óvulos ou sêmen também são procedimentos urgentes, que não poderão ser postergados e que devem ser realizados antes de iniciarem os tratamentos oncológicos.
O novo coronavírus pode causar distúrbios neurológicos ao infectar diretamente o cérebro ou como resultado da forte ativação do sistema imunológico. Embora o COVID-19 seja iminentemente uma infecção respiratória, ele também pode infectar células fora do trato respiratório e causar desde doenças gastrointestinais (diarréia e náusea) até danos ao coração e distúrbios da coagulação do sangue. Sintomas neurológicos também integram a lista.
As evidências sugerem que as bactérias periodontopáticas estão envolvidas na patogênese de doenças respiratórias, como as implicadas na Covid-19, e estão associadas a doenças sistêmicas inflamatórias crônicas, incluindo diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares. Essas doenças são frequentemente comorbidades relatadas associadas a um risco aumentado de complicações graves e morte por Covid-19.
A investigação de 285 pessoas “persistentemente positivas”, incluindo 126 que desenvolveram sintomas recorrentes, não encontrou infecções secundárias entre 790 contatos atribuíveis ao contato com esses pacientes. Ou seja, essas 285 pessoas que mostraram positividade em testes de diagnóstico sucessivos, não contagiaram nenhuma das pessoas com as que tiveram contato.
A positividade de detecção de SARS-CoV-2 por RT-PCR não é obrigatória, sendo mais frequente a presença de anticorpos. A OMS, no entanto, requer evidência de Covid-19 (RT-PCR, teste antigênico ou sorologia positiva) ou provável contato com pacientes com Covid-19 – além de outras evidências (ex.: febre por mais de 3 dias).
É melhor subir as escadas, se puder. Mas se você não puder, existem algumas dicas para ajudar: use máscara; use um lenço de papel para apertar os botões do elevador. Se você não tem um lenço de papel, use o cotovelo e lave ou desinfete a área quando puder; e tente manter a maior distância possível de qualquer pessoa dentro do elevador.
Ainda não plenamente comprovado, porém muito possível diz a Dra Rosana Richtman, infectologista (CNN, 23/07). Uma proporção incerta, mas não desprezível, de pessoas infectadas pelo vírus é assintomática e existem algumas evidências daquilo, incluindo um estudo de junho de 37 pacientes assintomáticos..
Estudos que analisaram a transmissão viral entre pessoas infectadas em Guangzhou e aqueles que tiveram contato próximo com elas, mostrou que num regime de isolamento de indivíduos infectados e seus contatos em quarentena, pessoas com menos de 20 anos tiveram um risco de 5,2% de serem infectadas por um membro de sua família, em comparação com um risco de 14,8% para pessoas entre 20 e 59 e um risco de 18,4% para pessoas com 60 anos ou mais.
O estudo é o mais recente a sugerir que a genética pode ter um papel em tornar certas pessoas mais vulneráveis ao coronavírus do que outras e pode ajudar a explicar por que as pessoas com demência foram duramente atingidas: a demência é uma das condições de saúde subjacentes mais comuns entre as pessoas que morreram de Covid-19 na Inglaterra e no País de Gales.
Não é com a água que você precisa se preocupar. É o quão perto você pode chegar de outras pessoas. O nível de diluição que aconteceria em um oceano, ou em um grande corpo de água doce não levaria a vírus o suficiente para estabelecer uma infecção. Mas, quando você faz isso, precisa apenas garantir que mantenha uma distância física apropriada enquanto nada. Isso ocorre porque é fácil para as pessoas infectadas sem sintomas espalharem o vírus se estiverem a um metro e meio de distância uma da outra.
Certo. O conceito, chamado proning, pode melhorar a respiração de pacientes afetados pelo desconforto respiratório que é a marca registrada do vírus, descobriram os médicos. Ele se baseia em princípios básicos de fisiologia e gravidade. Deitar no estômago ajuda a abrir as vias aéreas nos pulmões que foram comprimidos pelo líquido e pela inflamação desencadeada pela infecção por coronavírus.
Quando o sistema imunológico está lutando contra agentes infecciosos, as citocinas sinalizam células imunológicas tais como linfócitos-T e macrófagos para agirem no local da infecção. Em resposta da ativação das células imunológicas pelas citocinas ocorre um estímulo para produção de mais citocinas. Normalmente, este feedback é normalizado pelo corpo. Entretanto, em alguns casos, a reação torna-se descontrolada e células imunológicas demais são ativadas em um único lugar.
Uma pesquisa recente do CDC americano cobriu 164 pessoas com casos confirmados em laboratório de Covid-19. Todos os pacientes apresentavam sintomas e todos estavam doentes entre 14 de janeiro e 4 de abril.Quase todos – 96% – tiveram febre, tosse ou falta de ar e cerca de 45% experimentaram os três. Dores musculares, calafrios, fadiga e dor de cabeça, diarréia e sintomas gastrointestinais, como dor abdominal, náusea e vômito também foram relatados.
O intervalo serial para o vírus que causa Covid-19 é estimado em 5-6 dias, enquanto que para o vírus influenza, o intervalo serial é de 3 dias. Quando o intervalo serial é menor, a doença tende a se espalhar mais rapidamente, uma vez que leva menos tempo para que gerações do vírus se multiplicarem. Embora a capacidade de contágio do novo coronavírus seja maior do que a do vírus da gripe, demora mais para um novo infectado manifestar sintomas.
De fato, a grande maioria dos infectados com o coronavírus (86%) não é hospitalizada. Contudo, isso não garante a todos uma recuperação amena. Ela pode demorar até 3 semanas e a pessoa sentir febre, fadiga, sudorese, tosse, diarreia, dificuldade para dormir à noite, efeitos colaterais à medicação etc.
A febre é apenas um dos sintomas no quadro clínico do infectado com o coronavírus. Ela deve ser monitorada, medindo a temperatura duas vezes por dia. Limite o contato com outras pessoas e procure um médico caso sinta dificuldade para respirar, ou a febre persista por mais de 3 dias.
Pode, ao menos teoricamente. Porém,ainda não está claro como é contagioso alguém com sintomas muito leves ou nenhum sintoma – em qualquer idade. Para entender isso, seria preciso um amplo teste de anticorpos para identificar quem teve o vírus em toda a população e descobrir como eles poderiam ter pegado o vírus.
O “Rastreamento de Contato” identifica todos com quem uma pessoa diagnosticada com o Covid-19 esteve em contato desde que se tornou capaz de transmitir o virus. Isto ocorre, em geral, 1 a 2 dias antes do início dos sintomas e pode persistir por pelo menos 14 dias. Abrange os moradores na casa da pessoa, e vários outros que possam ter tido contato com ela no mesmo lugar e na mesma época em que ela se contagiou.
Os sintomas são muito parecidos, mas a frequência e intensidade com que ocorrem varia. Em geral, no resfriado ocorre a secreção nasal e pode haver febre. Na gripe, febre, dor muscular e mal-estar são bem frequentes. Na doença causada pelo novo coronavírus, febre e tosse seca são muito frequentes e a falta de ar pode ocorrer em casos mais graves.
O coronavírus geralmente se espalha mais facilmente em ambientes fechados do que em exteriores – especialmente se você estiver em ambientes fechados por um longo período de tempo. Durante um workshop de instrutor de fitness, cerca de 30 participantes sem sintomas treinaram intensamente por quatro horas, de acordo com pesquisa publicada pelo CDC. Oito participantes mais tarde deram positivo, e mais de 100 novos casos de coronavírus foram rastreados até a oficina de condicionamento físico.
Segundo a OMS, os benefícios do contato próximo e amamentação precoce e exclusiva supera os riscos de uma potencial transmissão pelo leite materno. Além do uso da máscara facial, as precauções incluem higienizar as mãos e ficar sempre a dois metros de outras pessoas para evitar a transmissão por contato ou gotículas,.
Um estudo de cientistas europeus foi o primeiro a documentar uma forte ligação estatística entre variações genéticas e a Covid-19, a doença causada pelo coronavírus. Ter sangue tipo A estava associado a um aumento de 50% na probabilidade de um paciente precisar obter oxigênio ou usar um ventilador, de acordo com o novo estudo. Hoje, o assunto é controverso. Alguns estudos mostram que o risco de adoecer com a Covid 19 é mesmo maior em pessoas com sangue tipo A do que com tipo B, e outros afirmando não haver diferença.
De duas maneiras. A primeira é que eles podem rotular falsamente as pessoas que foram infectadas como negativas, e a segunda é que as pessoas que não foram infectadas são falsamente rotuladas como positivas. Ambos os erros têm sérias consequências e afetarão os esforços de controle.
O Ministério da Saúde detectou “limitações importantes” nos 500 mil testes rápidos doados pela mineradora Vale, fabricados na China, e pediu cautela a gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) ao aplicá-los. Uma análise de qualidade de um laboratório privado, feita a pedido da pasta, apontou 75% de chance de erro em resultados falsos negativos para o novo coronavírus. O porcentual de erro cai para 14% em exames positivos, ou seja, que apontam a infecção. Em suma, há vários kits de teste rápido disponíveis com diferentes chances de erro.
Há pelo menos mais duas explicações. Tratamentos cada vez melhores. Por exemplo, o posicionamento em decúbito ventral, no qual os pacientes são revirados, pode aliviar o desconforto respiratório, abrindo os pulmões. E o recente ingresso ao grupo dos infectados de pessoas de idade inferior a 60 anos, mais resistentes à doença que os idosos, os que continuam liderando os óbitos, mas com menos presença.
Um caso assintomático é definido como um indivíduo com resultado positivo no teste de ácido nucleico, mas sem sintomas clínicos relevantes nos 14 dias anteriores e durante a hospitalização. (Um teste de ácido nucleico, também chamado de teste “NAT” (do inglês nucleic acid amplification test – “NAAT”), é uma técnica bioquímica usada para detectar um vírus ou uma bactéria).
Isso pode envolver um exame de sangue com picada no dedo, com resultado em 15 a 30 minutos. Espera-se que esses testes de anticorpos possam em breve ser feitos em casa, porém nessa modalidade eles ainda não estão disponíveis. O fato de ter anticorpo, não garante proteção e nem informa por quanto tempo ela poderia durar. Atualmente esse tipo de teste tem fama de ser pouco confiável.
As células-tronco usadas são cultivadas a partir de tecido do cordão umbilical por um processo que permite que milhões de doses sejam replicadas rapidamente. Essas células-tronco reduzem a inflamação, permitindo assim a regeneração e a cura do tecido. O tratamento já mostrou resultados promissores em pacientes nos EUA hospitalizados com Covid-19 que também desenvolveram a síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA). A SDRA é uma doença grave desafiadora em terapia intensiva. Ocorre devido a um processo inflamatório pulmonar que induz edema pulmonar não hidrostático rico em proteínas.
A alternativa tem como princípio a imunização passiva – ou seja, espera-se que os anticorpos produzidos por alguém que já foi infectado pelo vírus e que estão presentes na parte líquida do sangue forneçam imunidade a pacientes com a doença. Contudo, é um tratamento ainda não considerado unanimemente seguro.
É a hipótese geralmente aceita. Um estudo baseado em autópsia de 11 pessoas que morreram de Covid-19 mostrou haver incompatibilidade entre pontos com altos níveis de vírus no corpo e locais de inflamação e danos a órgãos, sugerindo que as respostas imunes, e não o próprio vírus, são responsáveis pela morte.
Ao atacar células endoteliais que revestem os vasos sanguíneos, a infecção por Covid-19 faz com que os vasos vazem e o sangue coagule. Essas mudanças, por sua vez, provocam inflamação em todo o corpo e alimentam a síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) responsável pela maioria das mortes de pacientes.A síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) é uma doença grave desafiadora em Terapia intensiva. Ocorre devido a um processo inflamatório pulmonar que induz edema pulmonar não hidrostático rico em proteínas.
Ao atacar células endoteliais que revestem os vasos sanguíneos, a infecção por Covid-19 faz com que os vasos vazem e o sangue coagule. Essas mudanças, por sua vez, provocam inflamação em todo o corpo e alimentam a síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) responsável pela maioria das mortes de pacientes.A síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) é uma doença grave desafiadora em Terapia intensiva. Ocorre devido a um processo inflamatório pulmonar que induz edema pulmonar não hidrostático rico em proteínas.
Ela abrange uma doença infecciosa que se espalha entre a população localizada numa grande região geográfica como, por exemplo, um continente, ou mesmo o planeta inteiro. O termo indica que a enfermidade se espalhou por diferentes continentes com transmissão sustentada de pessoa para pessoa.
Depende da idade. O portador de diabetes tipo 1 têm a sua taxa de mortalidade triplicada. Se entre 20 e 29 anos a taxa de mortalidade reportada pelo Ministério da Saúde em maio foi de 1,3%, um diabético nessa faixa teria 4% de chance de morrer com a Covid-19. Entre os 70 e 79 anos a taxa de mortalidade geral foi de 23,8%. Assim, ela seria de quase 90% no caso do diabético tipo 1. Porém, isso só serve para demonstrar que o risco deste varia com a idade. Os números oficiais não são confiáveis.
Era o que se pensava até pouco tempo com base no visto em epidemias com outros vírus (influenza, SARS, MERS). No entanto, um estudo mostrou que 20 a 50% de um grupo de doadores de sangue possuíam significativo nível de imunidade com relação ao novo coronavírus. O resultado se repetiu em estudos semelhantes. O fenômeno envolve o comportamento das chamadas células T e ainda se especula sobre a sua razão.
O rastreamento de contato requer contato humano, por envolver averiguação, convencimento, sedução… A primeira etapa consiste na identificação e isolamento da pessoa com Covid-19. Em seguida o rastreador depois pergunta por onde ela andou e com quem teve contato mais próximo. A partir daí, ele procura esses contatos e os põe em quarentena de 14 dias. Depois, além de vigiar o cumprimento disso, averigua sobre as pessoas com que os contatos se contataram no dia anterior à convocação.
Uma proporção da população pode ter imunidade pré-existente ao novo coronavírus, potencialmente devido à exposição prévia a coronavírus ‘resfriados comuns’. Especula-se que isso reflita a memória de anticorpos (células T). A reatividade das células T contra SARS-CoV-2 foi observada em pessoas não expostas; no entanto, a fonte e a relevância clínica da reatividade permanecem desconhecidas.
Pode ser. No início de Julho, um estudo americano na revista Cell sugeriu que entre 40 e 60% da população poderia ser imunizada contra o Covid-19 sem nunca ter sido exposta a ele. Os pesquisadores atribuem isso à ação de células protetoras, conhecidas como linfócitos T, que foram ativadas por outros coronavírus responsáveis por resfriados.
Correto. Pessoas com duas cópias de uma versão do gene APOE chamada APOE4 têm 14 vezes mais chances de desenvolver a doença de Alzheimer do que pessoas com duas cópias da versão APOE3 do gene. Essas pessoas também tiveram duas vezes mais chances de apresentar resultado positivo para o coronavírus do que as pessoas com duas cópias da versão APOE3. Os resultados são de um estudo com mais de 600 pessoas em Inglaterra diagnosticada com COVID-19 de 16 de março a 26 de abril.
A empresa Moderna está produzindo uma vacina que usa RNA mensageiro, uma abordagem que não requer um vírus para fazer a vacina. O RNA mensageiro, ou mRNA, carrega instruções para produzir a proteína spike, uma proteína chave na superfície do vírus SARS-CoV-2 que permite que o vírus entre nas células quando uma pessoa é infectada. Quando a vacina com esta molécula de instrução é injetada, ela vai para as células imunológicas e as instrui a fazer cópias da proteína spike, agindo como se as células estivessem infectadas com o coronavírus.
Um estudo mostra que pessoas com uma mutação genética que aumenta o risco de demência também têm uma chance maior de ter Covid-19 grave. Outro estudo relatou que uma variante genética que aumenta o risco de desenvolver a doença de Alzheimer também pode tornar as pessoas mais suscetíveis ao Covid-19.
Os vírus são menores que as bactérias e não podem sobreviver sem um hospedeiro vivo. Um vírus se liga às células e geralmente as reprograma para se reproduzir. Além disso, ao contrário das bactérias, a maioria dos vírus causa doenças. Algumas doenças causadas por vírus incluem o resfriado comum, AIDS, herpes e varicela.
Os vírus podem viver em superfícies e objetos – inclusive em dinheiro – embora sua chance de realmente se contaminar com dinheiro seja provavelmente muito baixa. O tempo que o novo coronavírus pode viver em papel é bem variável (de algumas horas até dia). Portanto, se você precisar usar dinheiro, lave bem as mãos com água e sabão depois.
Fontes: cdc.gov | info-coronavirus.be | who.int | cnn.com | mayoclinic.org 1 | mayoclinic.org 2 | time.com | hsph.harvard.edu
FAQ com mais de 175 perguntas e respostas sobre Vacinas e 639 sobre Coronavírus:
Numa época em que o controle da onda viral depende de cada brasileiro entender a ameaça que o vírus representa para si e para o próximo, o jogo ALÍVIO CORONAVÍRUS visa informar corretamente, de maneira lúdica, sobre o que é o vírus, como ataca o corpo, quais são seus sintomas e o que fazer diante deles, as medidas de contenção e mitigação, os riscos de ignorá-las, os testes de diagnóstico, as vacinas em curso… entre tantas outras informações.
O aplicativo, disponível gratuitamente para celulares Apple e Android, é baseado num banco de 300 afirmações, revisadas pelo Dr. Jaime Olavo Marquez, neurologista, e pela Dra. Patrícia Bonazzi, infectologista – e que continuam sendo atualizadas.
Ao longo de um percurso, o jogador é desafiado a qualificar as afirmações como Certas ou Erradas. A resposta correta em cada caso é fornecida em seguida, acompanhada de uma explicação (de preferência científica). Acertos e erros significam avançar ou retroceder no percurso, com a velocidade dada aleatoriamente (por uma roleta). O jogador aprende tudo o que é preciso saber para se proteger do vírus, seja acertando (confirmando o que já sabe) ou errando (preenchendo lacunas de conhecimento ou corrigindo crenças/percepções equivocadas).
Este QUIZ foi construído para educar sobre o coronavírus, e a doença que provoca, a Covid 19. O seu objetivo é incentivar comportamentos protetivos alinhados com o que a ciência, os médicos e a as autoridades sanitárias recomendam no atual estágio da pandemia no Brasil. Educação: a melhor proteção!
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