Tudo que você queria saber sobre fibromialgia e tinha medo de perguntar - As primeiras reações

Tudo que você queria saber sobre fibromialgia e tinha medo de perguntar - As primeiras reações

As reações dos visitantes do blog que tem acessado a Parte 1 do ebook “Tudo que Você Queria Saber sobre FIBROMIALGIA e Tinha Medo de Perguntar” são muito parecidas às minhas ao longo dos vários meses que me dediquei a produzi-lo. Elas não completam o quadro porque o tema é vasto – apenas essa Parte 1 têm 92 páginas – mas fornecem um bom desenho do que a fibromialgia é atualmente: uma doença que afeta muita gente, sobre a qual muito se fala e quase nada realmente se sabe. Uma filha pródiga da medicina, noutras palavras.

“Se suas palavras escritas se tornam literalmente pregos para crucificá-lo, você fez bem o seu trabalho. Um texto que não evoca qualquer reação é um corpo sem alma.”

Steward Stafford

Sem mais, vamos às tais reações.

Perplexidade

A fibromialgia é uma das doenças mais pesquisadas no mundo e… ainda suas causas são desconhecidas!

Assombro

As estimativas sobre as chances de uma pessoa contrair a fibromialgia no curso da sua vida variam absurdamente – entre 2% e 12% – conforme a região, o método de pesquisa etc. Ou seja, no Brasil isso representa uma variação entre 4,2 milhões e 25,2 milhões de pessoas. Se os custos de um paciente/ano com fibromialgia no Canadá – aprox. US$ 4 mil – estiverem certos, o custo global potencial dessa condição para um país (ex.: Brasil) atualmente é de… você quer mesmo fazer a conta?

“Apreensão, incerteza, espera, expectativa, medo da surpresa, causam mais danos ao paciente do que qualquer esforço.

Florence Nightingale”, enfermeira e criadora da Cruz Vermelha

Apreensão

Quem achar que padece de fibromialgia pode estar equivocado. Não há um diagnóstico tipo “padrão ouro” aplicável a essa doença, e os resultados daquele mais recomendado (o proposto pelo American College of Rheumatology) não bate com a opinião dos clínicos. Agregue-se a isso que os sintomas da fibromialgia podem se confundir com os de várias outras doenças (ex.: hipotiroidismo, síndrome da fadiga crônica, síndrome do trigêmeo). 

Estranheza

Em 11 de cada 10 publicações sobre fibromialgia se diz que por cada homem há 7 ou 8 mulheres com fibromialgia. Mas é um mito. A verdadeira relação deve ser de duas mulheres por cada homem.

Alívio

Como a fibromialgia não apresenta ferida ou lesão, nem causa específica, a muitas mulheres é dito que é “coisa da cabeça delas”. No entanto, sobram evidências em contrário: a fibromialgia é uma doença tão real quanto a artrite reumatoide, a diabete ou a esclerose múltipla. (De fato, ela é reconhecida como tal na CID-10 – Classificação Internacional de Doenças.)

Surpresa

Os analgésicos (ibuprofeno & Cia) e os anti-inflamatórios não-esteroides (paracetamol & Cia.), em geral, são inúteis para acalmar dores fibromiálgicas. Caros antidepressivos tricíclicos podem até ajudar, mas nem tanto quanto o humilde exercício aeróbico.

Susto

Profissionais de saúde em todo o mundo – especialmente onde mais interessa, ou seja, na atenção primária e na pediatria – ainda não têm uma compreensão clara da fibromialgia. Nas grades curriculares seguidas pelas faculdades onde eles estudam e se formam profissionalmente, a dor crônica não é assunto – a fibromialgia, muito menos.

As reações acima são algumas das que hoje eu posso apontar em relação a Parte 1 do ebook, postada no blog na semana passada. A Parte 2, que vem dentro de duas semanas, duplica em tamanho a Parte 1 (são 169 páginas) e responde a questões tais como: Quais são os sintomas da Fibromialgia? Que critérios atualmente são recomendados para diagnosticar fibromialgia? Quais são os tratamentos mais (e menos) recomendados para a fibromialgia? Quais as novas descobertas sobre fibromialgia que interessa conhecer?

Se você sente dor em diversas partes do corpo há mais de três meses, ou um parente ou amigo nessa condição, não perca. Conhecimento é poder.

Veja outros posts relacionados...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *